sexta-feira, 13 de abril de 2007
Enquanto a melancia não vem...
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segunda-feira, 9 de abril de 2007
Você não desconfia que está ficando velha (o) quando...
... Tinha uma visão perfeita, mas já não consegue ler a legenda do filme?... Qualquer dorzinha corre pro médico, e ainda tem que fazer uma bateria de exames?
... Não consegue mais encarar uma partida inteira do seu esporte favorito?
... Chega nas festinhas e começa a reclamar que o som está incomodando?
... Não tem mais vontade de virar a noite na rua e ir direto pro trabalho?
... Entra em pânico quando chega numa “have”?
... O salário vem cheio de descontos?
... Enfrenta um almoço de família e se vê correndo atrás dos filhos dos seus primos (que te chamam de tia (o), é claro), com medo dos moleques pularem dentro da piscina, ou implorar para o “anjinho” cuspir o quilo de carne que enfiou na boca, antes que morra engasgado?
... Passa a não ter mais tanta paciência?
... Se irrita com piadinhas. Principalmente quando falam que está encalhada?
... A conta na farmácia está cada dia mais alta?
... Vai pra balada e encontra seu sobrinho, ou primo mais novo, no mesmo lugar, vê a criançada se pegar, e vai embora no 0x0?
... Tem preguiça de brigar com seu irmão?
... Fica boiando numa conversa cheia de “véi”, “esparrado”, “boto fé”, “tô ligado”?
... Morre de sono quando vai ler um livro ou assistir TV?
... Está cada dia mais exigente ao sair de casa?
... Passa a “pagar micos” com mais freqüência?
... Acorda podre de ressaca, depois de ter bebido a tarde toda num churrasco de amigos? (ou vai dizer que sentia alguma coisa no ápice da adolescência?)
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sexta-feira, 6 de abril de 2007
DNA Visual
Encontramos no Afrodite, Alfarrabio e em varios outros blogs legais.
Helen
Nina
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quarta-feira, 4 de abril de 2007
Máximus x Leônidas

Assistimos 300 no final de semana e adoramos. Como não somos críticas de cinema, nem fãs dos quadrinhos, não nos importamos com a fidelidade ou com a quantidade de diálogo existente no filme. Pra falar a verdade, amamos filmes sobre guerreiros greco-romanos, suas lutas, seus ideais, sem falar, no desfile de corpos musculosos, suas tangas de couro e capas. A empolgação é tanta, que na metade do filme, quem se importa com a veracidade da história?

É difícil prestar atenção nos fatos com aquele desfile de homens suados, gritando, lutando e matando todos que cruzam o caminho, mas a gente tenta. Esse tipo de filme consegue levar uma multidão ao cinemas (inclusive mulheres), mesmo que a crítica "meta o pau" dias antes do lançamento. O que mais atrai nos épicos, é que a maioria dos heróis, já comeu o pão que o diabo amassou, e não existe nada mais apaixonante pra uma mulher, do que um homem com H maiúsculo, fazendo a cara do "Gato de Botas" do "Shrek" (lembra do gatinho com o chapéu na mão?). A mulherada se derrete toda, imaginando como seria encarar um Russel Crowe ou um Gerard Butler, e morre de inveja das Rainhas, ao ouvirem os gatíssimos proclamando um: "Yes, My Lady".
Os gladiadores eram homens honrados, que lutavam por um bem maior (é o que a gente acredita). Eles não ficavam andando pelo Coliseu tirando onda e se “achando”. Em filmes de guerreiros, ou há um sentimento de vingança, ou a defesa de território. Tudo muuuuito mais masculino! Além de saber lutar, matar, trucidar, gritar, eles ainda sabem falar e (pasmem) amar. É cada discurso melhor que o outro, capazes de convencer qualquer expectador abobado com tanta violência. A gente realmente acredita (e se emociona) nas razões da carnificina. E torce por ela. Ou vai dizer que não vibrou alucinadamente quando Máximus tirou o elmo diante do nojento do Imperador? Ou quando acabou com a vida daqueles idiotas dentro da arena?

Mas o melhor de tudo, é que eles sempre morrem. Impressionante! Se acabam de tanto lutar, sacrificam tudo em razão da guerra, conquistam até os mais indecisos, emocionam a gente, e de repente... Tum! Levam uma flechada ou uma facada e morrem. Sempre se lembrando da mulher amada no final. (Snif!)
Como somos fãs assumidas (o Bruno não se pronunciou) desse estilo de filmes (e por que não desse estilo de homens?), resolvemos lançar a disputa entre nossos Gladiadores preferidos: Quem é o melhor? Máximus ou Leônidas?
MáximusFoi um General de sucesso até ser traído pelo filho do Imperador de Roma. Teve a Família enforcada e queimada, curou a ferida com vermes, virou escravo, fez cara de bruto, até conseguir se vingar. Segundo nossos amigos Joselitos, ele é o cara responsável pela frase mais masculina do cinema:
"My name is Maximus Decimus Meridius, commander of the armies of the north, general of the Felix legions, loyal servant to the true emperor, Marcus Aurellius. Father to a murdered son, husband to a murdered wife, and I will have my vengeance, in this life or the next".
Leônidas

Foi o Rei de Esparta até morrer em combate contra os Persas. Arriscou sua vida e a de seus 300 soldados da guarda de elite por não aceitar a submissão ao Rei Xerxes (que mais moça impossível). Segundo o código espartano, a morte em combate era algo importante e eles jamais poderiam recuar ou se render.
Forte e decidido, o Rei também teve seus discursos inflamados e suas frases de efeito:
Spaaaaaaartan, tonight we dine in hell!!!
E ai? Quem leva a melhor?
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segunda-feira, 2 de abril de 2007
Declarações para todo mundo ler
Segue alguns exemplos que li em apenas uma semana:
- "Você será sempre minha". Com um mega coração no final.
- "Amo meu marido." Ou é corna, ou era encalhada, e conseguiu emplacar há pouco tempo.
- "Lorraine e Rafael – Juntos para sempre."
Ainda tem aqueles que “declaram” seu amor pela cidade. Coisa de “Sá”.
- "Amo Sobradinho". Amar Sobradinho? Como assim?
- "I Love Sobradinho". Quando não tem um coração no meio, ne?
- "Planaltina – DF". Este para não ser confundido com Planaltina de Goiás.
- "Taguatinga - Minha cidade querida". Não é coisa de Sá?
E os clássicos “tira onda” que mandam estas:- "Sou um peão apaixonado". O som sempre nas alturas tocando César Menotti e alguma coisa.
- “Sou do funk” . Sim?
- "Vigiado por satélite". Um fusca 73, verde limão e com um som que vale no mínimo R$ 1.500,00, mas que o valor do carro, é claro.
Sem falar nos “bichinhos” e frases nas traseiras:
-Uma maçã mordida. Este passa todos os dias pelo Flamingo.
- Bichinhos variados, como ursinhos, peixinhos e outros. Típico de mulher velha querendo ser adolescente, crise de identidade.
- Símbolos variados, como Playboy, AUDI e outros. O símbolo do AUDI num Santana?
- "Sou Chicleteiro". Precisa falar mais?
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terça-feira, 27 de março de 2007
O que faz você feliz?
Novo comercial do Pão de Açucar. Lindinho demais!!!!
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sexta-feira, 23 de março de 2007
Top 10 - As brincadeiras mais idiotas da nossa infância (e que a gente adorava)
No último fim de semana rolou o aniversário de uma prima. À medida que a família se reunia, os primos comentavam a diferença entre a nossa infância e a dos filhos deles. Enquanto a gente vivia brincando na rua, fazendo amigos, a garotada de hoje vive ocupada com computadores e televisão. No meio desse blábláblá todo, começamos a relembrar de algumas brincadeiras que davam saudade (Queimada, Bete, Bandeirinha, Pique-Esconde) e outras, completamente, sem-noção. Aí vai uma lista de brincadeiras idiotas, mas que eram comuns (a gente adorava) entre os Fenômenos (e a galera do bloco) e a Família Buscapé também.10 – Rodar bombril
A brincadeira consiste em tocar fogo num pedaço de bombrill e girar o braço até queimar tudo. Já da pra imaginar por que a brincadeira está na lista, ne? Qual o sentido de fazer algo perigoso apenas para curtir uns segundos de “efeitos”? A graça sempre acabava quando algum ser queimava uma parte do corpo, os cabelos ou até um espectador distraído.
9- Dançar lambada
Tudo bem que foi moda, todo mundo sabia dançar, mas que era tosco ficar imitando aquele casalzinho dançar lambada, isso era. Tesouro tem trauma até hoje da música, porque segundo ele, era só passar um carro de som na rua tocando Kaoma, a irmã e as amigas paravam tudo o que estavam fazendo e começavam a dançar. E as sainhas? Aff!

8- A corrente humana
Era uma das brincadeiras mais loucas e mais perigosas também. Uma pessoa segurava na mão de outra, que segurava na mão de outra, formando assim uma corrente humana. O primeiro tinha que ser alguém forte (geralmente algum menino) porque tinha que conseguir ficar girando todo mundo em grande velocidade. Quem ia ficando tonto e caía (na verdade era arremessado longe, tipo, embaixo de um carro, com a cara no bueiro, contra a parede), perdia o jogo. Muitos quase rachavam a cabeça também. Era o tipo de brincadeira que não deveria ser feita perto dos pais.
7 - Polícia e Ladrão
Era uma brincadeira típica de galera. Tipo, reunia todo mundo da rua e é claro, os mais velhos (geralmente os meninos) eram os policiais e o restante, os ladrões. Na Família Buscapé, os mais velhos sempre eram os policiais e abusavam da “autoridade” para sacanear os mais moles. As algemas eram cadarços que eles amarravam nos pulsos e faltavam rasgar a pele, sem falar nos arremessos na hora de colocar os criminosos no “camburão”. Não tinha um ladrão que voltava pra casa sem ferimentos.
6 – Quebrar o Braço
Alguns loucos queriam muito engessar o braço ou uma perna e ficavam fazendo de tudo para conseguir. Sabe aquelas loucuras de “Jackass”? Era um tal de jogar fulano de cima da árvore, empurrar sicrano escada abaixo. Até que finalmente alguém conseguiu quebrar o braço, ao despencar de uma ladeira (por acidente), e devido aos gritos de dor e os soluços, nunca mais se to
cou no assunto.5 - Atravessar a cidade (em toda velocidade) de bicicleta
Na época as bikes não eram lá muita coisa, nem tinham marchas. A maioria era de Monark, Cecis (com cestinha) e BMX, mas mesmo assim a gente dava um duro danado nas “trilhas”. A emoção começava quando algum espertinho resolvia combinar uma “aventura”, que nada mais era do que andar de bicicleta no meio do trânsito. A gente descia de uma quadra pra outra, na maior velocidade possível. O problema é que sempre encontrávamos um tio passando de carro, sem falar nos pais (que ficavam enfurecidos). Aí, era castigo na certa!
4 – A brincadeira do copo
Houve uma época que era moda. Na escola, na rua, no bloco, todo mundo tinha que fazer a brincadeira do copo. Uma imitação da “Tábua de Ouija”, o jogo era um monte de letras recortadas e um copo de vidro vazio. Segundo os mais entusiasmados, a pergunta era feita para os espíritos, que respondiam movendo o copo formando as palavras, e se o copo quebrasse, era morte na certa. Pensa na quantidade de gente sem dormir por semanas, com medo de morrer.
3 – Assustar as pessoas

Brincadeira típica da Família Buscapé (os idiotas do sexo masculino). Não podia ter uma reunião de família, que o show de horrores começava. Bombinha, fantasias, filmes de terror, era uma loucura. Sem falar no dia em que os idiotas programaram uma noite inteira de sustos para as primas e namoradas. Efeitos especiais, primo correndo no telhado, luz apagada, boneco pendurado, janelas e portas trancadas e, claro, facas escondidas, para não correr o risco de alguém levar uma facada na hora do susto.
2 – Super-Heróis japoneses
Spectroman, Jaspion, Changeman. Os super-heróis japoneses viraram febre e toda galera que se reunia, brincava de “matar os monstros”. O problema é que os monstros em questão eram os mais “losers” da galera (os mais lerdos ou bobinhos) e as “armas” eram todas improvisadas (pedras, cabos de vassoura, tijolos em forma de revólver), ou seja, SEMPRE havia alguém machucado. Apesar de ser uma brincadeira, os socos e pontapés eram verdadeiros, sem falar na idiotice que era ficar fazendo coreografias e gritando frases no meio da rua: “Esquadrão relâmpago, Changeman!” ou “Caras, destruam Spectromaaaannn!”
A brincadeira foi proibida entre a Família Buscapé porque uma vez, acreditando realmente na existência da Fênix, penduramos uma prima (a Change-Fênix) numa árvore e fizemos uma fogueira embaixo, acreditando que a Fênix ia sair do fogo (como vimos em um episódio). A sorte foi que um tio viu tudo, antes de algo acontecer. Mas a surra foi bem servida!

1 – Show da Xuxa
Quem em sã consciência pode querer ser a Xuxa? Sem dúvida essa é a brincadeira mais idiota de todas. A música rolando, a Xuxa descendo da nave, as Paquitas e a meninada em volta. Uma verdadeira idiotice! Quem não conseguia ser a “Rainha dos Baixinhos” tinha que se contentar em ser a Angélica, as Paquitas, e se fosse morena, coitada, sobrava a Mara Maravilha. Precisa explicar mais?
PS: Quer lembrar do casalzinho?
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terça-feira, 20 de março de 2007
Música para quem gosta de U2
(Quem sabe a inspiração resolve "dar o ar da graça" amanhã?)
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quinta-feira, 15 de março de 2007
Top 10 - O que os homens não deveriam usar
Quem nunca teve vontade de fazer como a Vera Fischer, e bater a porta na cara de um cidadão que apareceu na sua casa vestido como um verdadeiro idiota? Ou nunca passou vergonha na rua por estar linda, poderosa e o seu acompanhante uma verdadeira árvore de natal? Como nem todo mundo é perfeito, existem alguns deslizes que são facilmente perdoados, outros a gente nem leva a sério (vai que o cara está sozinho há muito tempo), mas listamos alguns que são impossíveis de aturar.
10 – Tênis com cinto social (com fivelona reluzente).
Ninguém merece aquele cinto de couro com uma mega fivela, acompanhado de um Nike branquinho. E quando inventa de por a blusa pra dentro? É de morrer de rir!
9 - Blazer com gola rolê.
Tem visual mais tosco? Típico de cabeleireiro. Esse “look” geralmente vem acompanhado de uma verdadeira obra de arte no cabelo. Tipo, um tubo de gel, outro de mousse, sem falar no estilo “alcinha” ou no “porco espinho”.
8 - Calça Jeans (ou calça branca) com meia social e tênis.
Meia social e tênis é o fim da picada. Com calça branca ainda? Só se o cara for médico ou dentista. Caso contrário, é caso pra pedir licença pra ir ao banheiro e sumir. Já repararam que os homens que usam calça branca adoram quando ela está bem apertada? Tipo, partindo mesmo.
7 - Bermuda e sapato. Acompanhados daquela blusa de linha ou de camisa social.
Sapato de cadarço e bermuda. Esse tipo geralmente ataca em churrascos. Sempre com a blusa de linha, óculos agarrado na blusa, ou na cabeça, e celular na cintura. Mais ridículo impossível.
6 – Casaquinho de lã nas costas e amarrado na frente, ou na cintura.
O mais mauricinho de todos os “looks” e mais antiquado também. Sem falar que dá a impressão que o cara sofre de um terrível "Complexo de Édipo". Mamãe me vestiu, mamãe manda em mim até hoje. Aff!
5 – Tênis branco, meia preta e regata amarela pra fazer caminhada. Sunga, tênis e meia para correr no Eixão, ou pior, nas Satélites.
Existem uns caras totalmente sem-noção quando o assunto é praticar atividades físicas, mas usar sunga, meia e tênis pra correr no Eixão ou em Sobradinho, é demais. A gente olha e comenta: “Sim, cadê a praia?” Sem falar na guerra das cores, ne? Neeeeemmm!
4 – Mortalha.
Não, não e não! Mortalha não é camiseta, não é para ser usada fora do bloco de micarê. Aquilo além de ser horroroso, ainda fede. E pelo amor de Deus, quem falou que é sinônimo de status? Tipo, eu sou o máximo porque gastei (ou meu pai gastou) um milhão de reais indo no bloco do Chiclete em Goiânia! Pfffff Você só é mais um idiota no meio de tantos outros!!!!
3 – Sapato com franjinha (aqueles penduricalhos na frente).
Estilo Michael Jackson, dançando “moonwalker”. Sapato com franjinha é triste! Mais peão impossível, ainda mais quando tem uns penduricalhos. E quando o infeliz inventa de usar meia branca? Socorro!!!
2- Acessórios tipo, tiara, dois brincos, colar com bolas gigantes, óculos espelhados made in Rodoviária.
Ninguém merece homem enfeitado demais. Fica parecendo uma “bicicleta de cearense” com brincos, tiaras e é claro, o mega óculos escuros, espelhado, que comprou com desconto na Feira dos Importados ou no camelô da Rodoviária. Sem falar nos colares com bolas gigantes ou aquelas correntes pra cachorro. Sair com um cidadão desse, é ter certeza que ele vai chamar mais atenção que você. Árvore de Natal perde feio!
1 – Pochete, calça de moletom e sandália papete.
Esse tipo adora pendurar o celular (na capinha de couro) na cintura ou na alça da pochete. O pior é achar que está abafando e ainda atender o telefone no meio da galera, falando no maior volume. De caso com um ser desse? Pode se matar, filha!
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terça-feira, 13 de março de 2007
O tal nome composto

Alguém deveria controlar os pais na hora de dar nome aos filhos. Poderia existir um órgão responsável por isso, ou coisa assim. Estava compenetrada numa aula (miserável) de direito constitucional, quando um rapaz, lindinho, cheiroso, se aproximou e perguntou se podia sentar ao meu lado (sim, a pessoa é espaçosa e canhota, ou seja, ocupa duas cadeiras). No meio daquela quantidade de informação, ele começou a puxar conversa perguntando sobre alguns artigos e seus incisos, até que mandou:
-Qual o seu nome?
- Ana Paula. E o seu?
- Ricardo.
- Prazer! Escuta, você pode me emprestar o conteúdo de ontem? Cheguei atrasada na primeira aula. ( Eu dou trabalho, mesmo! Quem mandou puxar conversa? Hihihi)
- Claro!
Quando terminei de copiar a matéria, resolvi dar uma olhada em tudo o que ele tinha anotado para ver se não estava faltando algo, e reparei no nome que ele tinha escrito: O. Ricardo. Fiquei tentando imaginar o que seria aquele “O”. Achei que era indiscrição perguntar, afinal ele se apresentou como Ricardo, mas não agüentei. Com a cara mais lavada do mundo, me virei e perguntei:
- Sim, e esse “O”? Seu nome é composto?
- É! Mas eu odeio!
-Eu entendo o que é ter nome composto. Minha família e cheia de pérolas.
- Mas duvido que alguém tenha o nome de Odivan Ricardo.
- Hã?
- A letra “O” é de Odivan. Odivan Ricardo!
Como eu não sabia se ria, se fazia um comentário, ou se ficava calada, mudei de assunto. Ele sorriu e entrou na onda, mas no final da aula me passou uma lista com os nomes esquisitos da família dele. Fiquei devendo a minha.
O mais engraçado na Família Buscapé (além do fato de um ser mais louco que o outro) é a quantidade de nomes repetidos. É um tal de “Não é você, menina, mas a outra, Gláucia”, que endoida qualquer “agregado” recém-chegado na família. São Marcelos, Gláucias, Gabrieis, Fabiolas, Gustavos, Paulos, Felipes, que não acaba mais. Haja apelidos! Mas os campeões de reclamções são os compostos. E são muitos, acreditem!
Não sei por que, mas minha mãe e seus treze irmãos (TODOS com nomes compostos) resolveram copiar minha avó e “premiaram” seus filhos com algumas pérolas. E alguns primos fizeram isso com os filhos também. Pensa! Tem de tudo, Marcelo Alexandre, Denise Helena, Luiz Otávio, Luiz Felipe, Francisco Tarcísio, Antônio Marcelo, Dorothéa Emília, Orlando Jorge, Carlos Henrique, Thaise Helena, Marcos Rodrigo, Paulo Emílio, além é claro de Ana Paula (eu) e Gustavo Augusto (Tesouro).
A justificativa para os nomes são as mais loucas possíveis. E ai da gente se reclamar! Uma tia fez promessa, outra homenageou o maridão, outra homenageou o médico, outra juntou o nome de dois irmãos, de um cunhado mais um irmão, enfim... Alguns de nós já se conformaram e levam numa boa, outros fazem de tudo para não revelar a “verdadeira identidade”.
No caso da minha mãe a desculpa para as pérolas é que um nome seria dado por ela, e o outro pelo meu pai. Mas eu implico até hoje dizendo que na época do nascimento de Tesouro, ela deveria estar estudando sobre pleonasmo (Gustavo e Augusto não parecem iguais?). Ela fica irritadíssima e além de fazer um discurso de horas sobre nomes, vira a cara pra mim durante uma semana.
Os agregados e amigos é que se divertem diante de tantos nomes, mas o fato é que não pode reunir a família que começa um festival de mocinhas e galãs de novelas mexicanas. Um dia desses resolvi zoar com um primo na academia. Ele chegou todo “podi de lindo”, tirando onda de que malha isso, malha aquilo, fazendo sucesso entre as menininhas, até que eu soltei um berro:
- Ô Orlando Jorge! Não vai falar com sua prima, não?
O pobre quase morre de tanta vergonha. Já veio me xingando, querendo arremessar o peso em cima de mim.
-C..., Nina! Precisa falar esse nome mexicano? Me chama pelo apelido, p...!
- Hahahahaha. Fica tirando onda, viu? Quem mandou sua mãe te dar o nome de cantor romântico? Agora aguenta, filho!
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sexta-feira, 9 de março de 2007
Você também não adora quando...
... Descobre que no meio de uma liquidação, com 150 mulheres enfurecidas na loja, a última calça, a mais bonita, tem a sua numeração?
... Ganha aumento de salário?
... Descobre que superou o fora do ex-rolo. Principalmente quando ele te liga e você, com a preguiça que Deus te deu, só diz que não está animada?
... O time de futebol, que você não suporta, perde feio (mesmo que você não acompanhe o esporte)?
... Está decidida a ficar em casa, cabelo batidinho, calcinha Bridget Jones, quando o cara que está (ou estava) saindo com você, te liga convidando para fazer alguma coisa?
... Consegue comprar o ingresso para o show da sua banda preferida e pela metade do preço?
... Chega em casa, depois de um dia exaustivo, e sua mãe (não a empregada) fez seu prato preferido para o jantar?
... Está presa no engarrafamento da hora do almoço e começa a tocar sua música preferida no rádio?
... Segue a rotina de ler os emails pela manhã e dá de cara com uma mensagem do Grande (que está sumido há séculos)?
... Chega atrasada no trabalho mas seu chefe não percebeu, porque também não chegou ainda?
... Enfia a mão no bolso de uma calça, lavada recentemente, e encontra R$2,00?
... Não sabe o que fazer num sábado quente e ensolarado, e um amigo te liga convidando para um churras “BL”. E ainda pede para chamar toda a galera?
... Recebe a fatura do cartão (ou a conta do celular) e percebe que o valor veio bem menor do que tinha calculado?
... Conhece uma pessoa “podi de linda”, inteligente, interessante e ela te liga para marcar o primeiro encontro?
... Marca a viagem que vem planejando há meses?
... Liga para o Grande (ou pro peguete) de madrugada, completamente bêbada , e descobre que o celular está desligado. Assim você não precisa se arrepender depois. (Se o celular for daqueles que avisa quem ligou, já era) ?
... Consegue baixar o episódio da sua série favorita?
...O Grande te encontra na rua e não larga do seu pé?
... Acorda morrendo de ressaca, abre a geladeira e dá de cara com uma mega Coca-Cola, gelada?
... Berra com seu irmão (ã) quando ele te enche o saco ou pega suas coisas sem pedir, deixando o(a) coitado(a) completamente desajeitado?
... Passa a manhã no salão de beleza e a tarde no shopping só para “amenizar” a TPM ou porque tem um encontro?
... Tem um dia de folga?
... Descobre que está namorando?
... Manda todo mundo que te irrita “se f...enquanto está de dia”?
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terça-feira, 6 de março de 2007
Don Juan ou Washington Olivetto*?
É inacreditável a quantidade de caras que investem pesado na “propaganda” e quando a gente já está envolvida, descobre que tudo não passou de uma palhaçada. E não são apenas os cafajestes, os galinhas. Os bonzinhos, bonitinhos, politicamente corretos, aqueles que sua mãe iria adotar como filho, são responsáveis pelos momentos mais “montados” e previsíveis de uma “relação publicitária” (nome que nossa amiga usa para definir a relação que está tendo atualmente).
Talvez por medo do desconhecido, pelos traumas já vividos ou apenas por ser um idiota completo, o cidadão passa a entrar e sair de relacionamento feito uma bala, mas sempre se promovendo. Não importa se é bonito, ou não, o importante para esse tipo de cara é sempre a imagem da pessoa certa, que sempre sabe o que fazer, como fazer e principalmente, ter uma saída para todas as situações. Tipo, Omo multiação.

Não vemos problema em querer se promover, investir e até cair fora, o que não dá para entender é quando o cara é um verdadeiro nada. Por trás daquela imagem, só há uma pessoa metódica, cheia de regras e vazia. Não tem nada mais assustador do que você, com o passar do tempo, descobrir que se apaixonou por alguém completamente diferente daquela que conheceu.
O cara fez tudo pra te conquistar, foi um verdadeiro cavalheiro, sabia exatamente o que fazer, o que falar, sabia como te agradar e depois de um tempo, quando o relacionamento já está sólido, você descobre que aquilo tudo foi uma ilusão. O idiota não chega nem perto do sujeito encantador e charmoso que parecia ser, mas é sim, um ótimo “promotor de imagem”. Quem o vê na rua pensa que é tudo de bom, mas você, só você, sabe a verdade. É um verdadeiro mato sem cachorro!!!!
Os cafajestes são galanteadores por natureza (talvez por isso recebam constantemente o título de Grandes), são aqueles que não precisam bolar uma verdadeira campanha, para “vender” a imagem, porque já é algo natural. Basta um olhar. A gente se apaixona, mas sabe exatamente no que está se metendo. São infiéis, mentirosos e principalmente, não precisam se esforçar muito para conseguir te conquistar. Se acontecer de você se identificar, já era. Quando resolvem vender a imagem fingem estar apaixonados, mas não são de mentir quanto ao conteúdo. Eles não precisam, afinal a gente já está apaixonada mesmo.

Os bonzinhos (vamos chamá-los assim) são os melhores para namorar, é claro. Costumam levar mais a sério, mas se estão solteiros até hoje (aqueles com a faixa estaria compatível com nossa pesquisa), já passaram por traumas de relacionamento e por isso, vivem com os dois pés (as mãos, cabeça, pernas...) atrás. Talvez esse seja o tipo mais propício a cair no “conto do publicitário”(não que os outros não caiam).
A gente se pergunta o que aconteceu com aquelas épocas em que as pessoas se apaixonavam e pronto. Com aqueles homens e mulheres que não tinham medo, nem vergonha, de dizer ao mundo que estavam apaixonados. Tudo agora parece ser um jogo. É mais importante se promover do que se envolver, “ser gostado”(ixi!) do que “gostar”, e enquanto isso, a vida vai passando, o tempo correndo e a gente ficando. Fazer o que?
Sim, antes que nossos amigos caiam matando nos comentários, dizendo que as mulheres também são assim, a gente concorda. Existem muitas mulheres "propaganda enganosa", mas como a maioria no blog é feminina, e nós não somos nem apoiamos o estilo, o texto foi para os homens mesmo. Nos poupem de comentários do tipo! AHAHAHAHA
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Washington_Olivetto"
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sexta-feira, 2 de março de 2007
Top 10 - Os micos que você já pagou com o Grande (e a galera te sacaneia até hoje)
Vocês saíram numa noite em que São Pedro parece estar mais revoltado do que nunca. Na saída do barzinho (como você saiu com o Grande, insiste em falar barzinho, se fosse com a galera seria, buteco mesmo) ele encontra um amigo e começa a conversar. Você, mais preocupada em não desfazer a escova, tenta voltar para dentro do estabelecimento, mas ele sugere que vá para o carro. No meio daquela água toda, a loser enfia a chave na porta e fica girando, tentando abrir e só o que consegue é disparar o alarme. O infeliz vem correndo, tira a chave, aperta um botão e a porta destrava e ainda cai na gargalhada te explicando como funciona uma chave codificada. Pobre!
9- O cartão não passa na hora de pagar a conta.
8- Beber um troço horrível para agradar o Grande. E pior, ele perceber.
Você está apaixonadinha pelo cara, e ele é meio alternativo, ou daqueles todo preocupado com a saúde. Não é de beber, gosta de comidas lights, sucos de tudo quanto é tipo de mato, enfim... Vocês combinam de lanchar numa lugar natureba e como você não entende nada, aceita a sugestão dele. Suco de abacaxi com hortelã, erva disso, mato daquilo. Minutos depois vem um troço verde, espumando. Você toma o primeiro gole, quase vomita, mas finge que está uma delícia. Não sabe nem se precisa adoçar, se está forte ou fraco, mas continua tomando, até que a mistura começa a não passar no canudinho. Você puxa, puxa e nada! Já está dando dor de cabeça de tanto tentar sugar, quando o Grande pede para experimentar. O cara estranha, chama o garçom, fala que o suco está mal feito, pede outro e ainda te pergunta porque você não reclamou. Só aí você percebe que o suco estava realmente horrível e ele, que você só está tomando aquilo para agradá-lo. Idiota completa!
7 – Errar o nome do bendito.
6- Uma verdadeira matraca nos encontros.
O cara, definitivamente, é o Grande. Vocês se divertem, ele é “podi” de lindo, mas não é de falar muito. Você sem saber o que fazer, com medo do papo morrer e ele perceber seu nervosismo, fala como uma louca. Chega a cansar de tanto tagarelar, ficar rouca e o cara continua prestando atenção, dando corda e rindo muito. É assunto que não acaba mais. Fala de política, filmes, livros, guerras, até da bolsa de valores. Você só percebe que está totalmente descontrolada quando ele vira e comenta: “Nossa! Você gosta de falar, ne?” Como diria Tesouro... Ô guria bisonha!
5- Dar de cara com seu pai no portão de casa.

4- Dar o "end" na galera (pra sair com o Grande) e encontrar todo mundo no mesmo lugar.
3- Entrar na casa dele, com toda a família presente, e ainda ter que debater com os pais.
O cara já se estabeleceu na sua vida como o Grande, mas vocês ainda não estão namorando. Vocês marcam de se encontrar no prédio dele e quando você chega, ele desce de bermuda e chinelos. Te convence a subir e esperar ele se arrumar, dizendo que está apenas com o irmão mais novo dele em casa. Quando o infeliz abre a porta (da cozinha) você dá de cara com pai, madrasta, irmão mais velho, irmão mais novo, cunhada, todos arrumando as compras do mês. Para piorar, o filho da mãe solta um berro te apresentando para todos, e vai entrando, te deixando para trás. Você, com ódio, sem graça e nervosa, com a bolsa na mão, começa a tagarelar feito louca, até que o sujeito te grita lá do quarto: “Você prefere me esperar aqui no quarto ou na cozinha com a galera?” Sai correndo, filha!
2- Encher de gases e rezar para ir embora logo.
1 – A calcinha “Bridget Jones”.
Faz tempo que você não vê o Grande, mas continua apaixonada, uma verdadeira repolhinha. Já nem cogita mais a idéia de sair com ele, quando entra num barzinho com suas amigas e dá de cara com o cidadão. O miserável se aproxima, mente um bocado, te “rega” mais um pouco e vocês acabam ficando. Tudo está prometendo render bastante, até que você se dá conta de que saiu de casa com uma mega calcinha. Sabe aquelas calcinhas que geralmente são usadas, pela sua avó, para dormir? Pois e! Você percebe que saiu com aquele troço horroroso, para não falar broxante. Diante de um mico desses, as saídas mais prováveis são: a- encara mesmo assim, e se notar que ele achou hilário, joga aquela de que não poderia adivinhar que iria encontrá-lo, afinal não sai ficando com todo mundo (o que não vai colar, ma pelo menos você ri bastante); b- arranca a “calçola” de uma vez, de um jeito que ele nem chegue a ver o monstro; c- desista e fuja dele (ótimo para dar um fim na repolhisse).
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Uma manhã infernal
Só queria uma vez na vida ter coragem de mandar todo mundo que me trata mal, seja no posto de gasolina, na loja de roupas, no cursinho, no hospital e até um peguete, para a PQP. Tá certo que todo mundo tem seu dia de cão, que nem sempre as coisas saem como o previsto, mas ninguém merece passar por alguns constrangimentos e engolir seco, porque o “moço” está insatisfeito com o trabalho ou porque a “moça” está de TPM.Estava encarando uma mega aula de direito administrativo, quando meu estômago começou a doer. Era dor mesmo, não era algo como cólica ou dorzinha de barriga. Comecei a sua frio, e depois de várias tentativas infelizes de melhorar, resolvi levantar e ir embora. Saí da sala lotada (sabe quando você pega aquele ônibus bombando e as pessoas que estão em pé te amaldiçoam só porque você ameaça levantar?) e segui, tonta, em direção ao elevador. Não pude entrar porque o “senhor das carteirinhas”, estava carregando uns pacotes e o micro-elevador estava lotado.
-Moço, o senhor se incomoda se eu descer no elevador também?
-Me incomodar, não me incomodo. Mas de jeito nenhum você vai descer no elevador agora. Tenho que descer com todos esses pacotes.
-Eu entendo, mas é porque não estou me sentindo bem. Estou receosa de descer pelas escadas e cair.
-Você está grávida?
-Não! Mas estou tonta e com muita dor. Estou com medo de despencar.
-Ah, você consegue. São só três andares.
Desisti e resolvi encarar as escadas. Desci aquilo tudo num embalo que só Deus sabe como, e fui para o hospital. No caminho, liguei pro meu pai e contei o que estava acontecendo. Chegando lá, outro sofrimento. Tive que apresentar a carteira de identidade na porta da emergência. Já estava pálida de tanta dor e o guardinha dando palpite de onde estaria o documento, vendo que eu não conseguia enxergar mais nada. Depois de assinar uma lista, me dirigi para outro balcão, agora o da recepção. Fiquei mais ou menos um cinco minutos esperando a moça largar o programa de televisão e vir me atender.
-Oi! Tudo bem com você? Está tão pálida! Tem consulta marcada?
-Não! Estou para morrer de dor no estômago. Preciso ser atendida na emergência.
- Deixa eu ver aqui os médicos disponíveis.
E lá se foram mais (intermináveis) cinco minutos e a mulher solta:
-Olha, não temos gastro na emergência, não.
-Moça, eu não tenho condição nem de falar, veja lá de escolher a especialidade. Tem um clínico geral?
-Deixa eu ver….Tem sim. Espera um pouco aí que vou ter que chamar outra atendente para fazer sua ficha, meu horário já acabou.
-Como assim? Pelo amor de Deus, moça!
Parei de contar os minutos. Só rezava pra conseguir ser atendida ainda nessa vida. Já estava começando a chorar, quando chegou a outra. A mulher era novinha, bonita, mas tinha uma cara tão fechada que minha vontade era de sair correndo. Mas dei um sorriso amarelo e me aproximei novamente do balcão.
-Bom dia! Eu preciso preencher algo para ser atendida pelo...
-Tem plano de saúde? Ou vai pagar em dinheiro?
Entreguei minha carteirinha e encostei no balcão de cabeça baixa, já me despedindo dos meus amigos e da minha família, quando a mulher solta um berro:
-Ana Paula Ribeiro Rocha, você precisa assinar todas as vias (quatro) e responder esse questionário. Depois entregue naquele outro balcão e vá para a sala de espera.
-Moça, esse questionário é realmente importante? Não estou me agüentando em pé!
-Se não fosse importante, eu estaria mandando você preencher?
- Biscate, eu pensei. Imaginei mesmo a cena, eu xingando aquela vagabunda ali, mas logo voltei ao normal.
Dei um suspiro, me concentrei em terminar e rezei com mais força ainda para ser atendida logo. Um guardinha que acompanhou tudo, parado no canto da sala, se aproximou e me aconselhou a ir preencher na sala de espera e que quando terminasse, ele mesmo levaria para mim. Foi a minha salvação.
Para variar, a sala estava lotada, uma quantidade infernal de crianças chorando, mas eu me preocupei em contar os idosos e as grávidas (visto que teriam prioridade) e desabei a chorar quando vi que o número de velhinhos era enorme. Sentei numa cadeira bem próxima a porta e nem me preocupei se tinha alguém olhando ou não, chorava feito aquelas crianças. A dor começou a ficar tão forte que eu não conseguia encontrar uma posição na cadeira, não conseguia respirar, nem prestar atenção na televisão. Eis, que escuto uma gritaria na recepção.
-Como assim você quer minha identidade? Eu estou há quase meia hora esperando essa mulher largar o programa de televisão dela e vir me dizer onde está minha filha.
E o homem continuava:
-Vocês são pagas para atender as pessoas ou para assistir essa Ana Maria Braga?(não era o programa dela). É por isso que esse país não vai pra frente. Olha a quantidade de idosos esperando, e esse bando de mulher feia, que pensa que é a Xuxa, fazendo a gente de otário. Quer saber? Vão tudo se fuder enquanto está de dia que vou achar minha filha sozinho. E é bom vocês rezarem pra ela estar bem!
Meu Deus! Era meu pai, dando um showzinho básico na recepção do hospital. Saí correndo atrás dele antes que o barraco fosse maior e ainda consegui dar uma melhorada na cara (imagina se ele sonha que estava chorando), para não piorar a situação. Consegui alcançá-lo antes que entrasse num consultório:
-Misericórdia, pai! Precisa fazer esse barraco todo?
-Barraco? Um bando de mulher feia que fica me fazendo de otário. Tem mais de uma hora que estou querendo saber pra onde te encaminharam.
-Uma hora, pai?
-Ah, menina chata! Esperar é esperar, não importa os minutos. E eu queria saber de você. Já foi atendida?
-De certo! Pelo visto vai demorar. É melhor você se acalmar. Tem um monte de idosos na minha frente.
Chegamos na sala de espera e meu pai tratou de puxar conversa com os velhinhos. Só ouvia os discursos de indignação, as reclamações, os exemplos da época da ditadura, do descaso com que são tratados pelos jovens hoje em dia, e meu pai inflamando, até que na hora que um deles foi chamado para ser atendido, o senhor se levantou, foi até mim e disse:
-Vá no meu lugar, minha filha! Vejo que está sentindo muita dor. Enquanto você conversa com o médico, eu fico aqui, conversando com seu pai.
Nem agradeci ao velhinho direito e saí correndo. O médico não resolveu muita coisa, não depois de passar um milhão de exames, mas consegui algo para diminuir a dor, o que pra mim, já foi de bom tamanho. Mas na saída do hospital ainda ganhei uma bronca do meu pai:
-Você tem que deixar de ser boazinha, Ana Paula. Não é porque precisa dos serviços deles que tem que ficar calada para o abuso. Você tem uma mania de entender as pessoas que me irrita. Principalmente quando o negócio acontece com você.
-Tá bom, pai! E eu tenho então que sair mandando todo mundo se fuder enquanto está de dia? Acha que isso realmente resolve?
-Resolver, não resolve. Mas que dá um alívio, isso dá! huahuahuahua
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sábado, 24 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Memória ruim ou confusão mesmo?
Todos nós já passamos por situações complicadas com relação a nomes de colegas do 2º grau, faculdade, cursinhos e aí vai, mas trocar o nome da sua atual “pegação” é foda. Uma Fenômeno resolveu sair com sua nova “investida” e para não ir sozinha (pois ela tem um grande problema com primeiro encontro) me intimou a ir com ela. Como não sou bobo, carreguei a outra Fenômeno (fiel escudeira) junto comigo.Fomos a um barzinho e nossa amiga parecia realmente empolgada com o cidadão. Lá pelas tantas, resolvemos ir embora (voltamos todos no mesmo carro, porque o “projeto de príncipe encantado” estava de carona). Eu e a fiel escudeira resolvemos ouvir Pearl Jam e aumentamos o volume ao máximo ( afinal ninguém merece ouvir estalos de beijos quando não se está acompanhado) e gritávamos (sim, porque aquilo não era cantar) todas as músicas.
Estávamos nos aproximando do castelo encantado, quando resolvi diminuir o volume e perguntar exatamente onde ele gostaria de ficar, quando a Rapunzel, toda empolgada, solta a pérola:
- Galera, o Márcio é muito doido mesmo e blablabla
Um silêncio enorme tomou conta do carro por alguns segundos, afinal o nome do cidadão era Mário e não Márcio. A outra Fenômeno, se segurando o quanto podia pra não cair na gargalhada, virou pra frente e fingiu não ter ouvido, mas eu ainda consegui ver a lágrima caindo em seu rosto, ela estava morrendo de rir. Eu não conseguia pronunciar sequer uma palavra, olhando a Rapunzel-Faladeira pelo retrovisor. O cara, é claro, fingiu que não era com ele.
Agora me conta como é que ser humano troca o nome de sua “pegação” em plena volta para casa? Só ela mesmo! Impossível de acreditar, mas com agente acontece de tudo. Dei um desconto, afinal todos já tinham bebido um pouco. E vi que o cara tinha fingido bem.
Chegamos na casa dele e descemos do carro para nos despedir, aquele papo de vamos combinar de sair outra vez e Rapunzel, toda empolgada (mais uma vez), inventa de me contar outra história:
- Ô Bruno! O Márcio já foi naquele lugar que a gente....
-Sim?
Eu não acreditei naquilo. A fiel escudeira correu pra dentro do carro e a gente só ouvia os soluços abafados. A faladeira ficou ali, parada, pálida, enquanto eu tentava contornar a situação falando alto, me despedindo logo e chamando a doida pra entrar no carro. Eis que ela entra, praguejando, dizendo que não sabia oque estava acontecendo para chamar o tal sujeito por outro nome. O riso foi geral e a zoação também.
Sim, pessoas! Existem algumas saídas para quem quer evitar situações como essa. E se seus amigos forem os Fenômenos, é melhor seguir, porque a gozação é algo certo, pro resto da sua vida:
Dica 1 - Quando você não estiver muito empolgado com a possível relação, ou estiver em dúvida, convide todos os seus amigos para ir junto ao primeiro ou segundo encontro. Seus amigos vão falar tanto de suas aventuras furadas, ou contar as histórias hilárias que já passou, que ou a pessoa cai fora no mesmo dia, ou corre um sério risco de se apaixonar.
Dica 2 - Se você tem algum problema de memória, troca de nomes ou coisa do gênero, não chame sua possível “pegação” pelo nome real, e sim por um apelido carinhoso. E mais, se você estiver numa fase de ter uma “tabela no excell” de tantos encontros, use sempre o mesmo apelido. Não importa se o cara é gordinho, secundarista, feio ou bonito. Vale chamar de Pessoa, Lindo, Amorzinho, Tesouro, Pãozinho, Bem, Neném, Tchururu, Bonitinho, Gatinho...enfim. O importante é não trocar.
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domingo, 18 de fevereiro de 2007
Rocky - O Fenômeno
Sim, fomos assistir Rocky Balboa e amamos! Sem dúvida, o cara é o pai dos Fenômenos. Nos emocionamos com sua lição de vida, com sua bondade, com o amor pela Adrian, com a "falta de tato" com as palavras, desorientamos no treinamento, vibramos com a luta (querendo passar pela tela e dar um mega soco na cara do adversário prepotente), enfim... Resolvemos até copiar o trecho da conversa dele com o filho (que aliás é igualzinho ao Stallone com aquela boca torta) para deixar bem claro o que aprendemos com o pai:
“A vida vai te bater tanto que é capaz de te deixar de joelhos para sempre se você deixar. Não eu, ou você, ou qualquer outra pessoa vai te bater tão forte quanto a própria vida. Mas o segredo não é o quanto você apanha e sim o quão forte te batem e ainda assim você continua seguindo em frente, o quanto você aguenta e continua seguindo. É assim que se ganha de verdade.”
Rocky falou, tá falado!
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Top 10 - As frases mais cretinas que já ouvimos (e que agora são motivos de boas risadas)

Vale lembrar que não entramos no mérito do certo ou errado, das razões, apenas das frases usadas. Maldade? Que nada! Como diz nosso amigo Mandrey, ser Fenômeno é ter atitude. É pisar nos vermes! E o problema é deles se não souberam ser originais.
Sim, a gente não sabe se agradece ou se sai correndo, ne? Tá certo que realmente não precisamos de um cara cheio de problemas, mas não tinha uma desculpinha mais esfarrapada, não?
E quem não está, ô anta? Na boa, será que esse ser acha que só ele tem momentos difíceis? Apesar de idiota, essa desculpa é a mais comum e talvez a menos irritante de todas. O que prova que o infeliz além de loser é preguiçoso. Afinal, poderia ter pensado numa frase melhor, ne?
O trabalho ou você não quer dar atenção, sua criatura simplória? Culpar pessoas é até comum, mas agora até o trabalho tem culpa por um rolo não ir adiante? Se você é uma celebridade, ou alguém muito importante tudo bem, mas acho que não foi bem o caso do "bosta" que a Fenômeno se envolveu. Aff!
Um verdadeiro frango. Além de ser tosco, sem criatividade, o cidadão ainda “paga recibo” de ser um idiota completo. Provavelmente é o "filhinho da mamãe".Estamos indo muito rápido? O que pode acontecer? A garota mudar de mala e cuia pra casa dele? Mais um caso de que quando passar a fase do luto, você acaba percebendo que foi um favor que ele te fez. Homem medroso e homem complicado é um atraso de vida.
Tipo, hã?Criar expectativas erradas? Como assim? O bonitão é tão cheio de si que não parou para pensar que as "expectativas" nem viessem a surgir? Esse é o tipo de cara que cai fora antes que qualquer coisa aconteça. De certo é o Brad Pitt dando o fora na Jennifer Aniston, ne? Ou será que é a última Coca-Cola Light do verão? É cada uma...
Sim? Como é? Um típico caso de “transferência”. O indivíduo acha que pode transferir pra você o fato do caso não ir adiante. E pior, se utiliza do fato de você ser o Fenômeno. É um fraco! Claro que ele tem razão, porque usar isso para te dar um fora, só prova que não te merece mesmo. Nessas horas é que você pára e lembra do que seu pai te disse: “Minha filha, porque você só namora com gente idiota?”
Só falta o cara dar um prêmio de consolação. Fala sério! Se você está ficando com a figura é porque em algum momento curtiu, e sequer pensou se outra pessoa ia te fazer feliz, tava ali curtindo o momento. Claro que você vai ser fazer feliz. O que ele achou? Que você ia ficar chorando o resto da vida? Mas ouvir isso de um cara que está te dando um fora? A vontade é de dar um soco na cara!
Outro caso típico de transferência. Você tem que se sentir culpada por ser perfeita. Tipo, se você não fosse ótima, quem sabe? O cara deixa bem claro que você é tudo, mas que por algum motivo (bem idiota) não vão ficar juntos. Pois é, vai entender! Além de levar um toco, ainda leva com frase de música do Wando.
Pode mandar ele parar por aí! Usar a desculpa da ex é tosco. Ou o cara é um pau mandado idiota e realmente ainda quer voltar com a biscate (que nesses casos deu-lhe um "encherga Jatobá") ou é desprovido de criatividade. Sem falar que homem que usa desculpa de ter outra mulher na área é, no mínimo, problemático e fraco. Na hora pode até doer, mas depois a gente dá é graças a Deus.
Essa expressão vem sempre acompanhada de um cafajeste de marca maior. Geralmente um Grande, que sabe que se falar qualquer bobagem você fica ali, besta, ouvindo e ainda é capaz de acreditar. Mas só se estiver muito apaixonada ou for início de relação, porque depois, a vontade é de meter um "tiro de 12" (como diz Paulão) na cara do cidadão.
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
O fim de semana dos Fenômenos
O fim de semana foi agitado para os Fenômenos. Como todos tinham prova no domingo, e portanto nada de sair no sábado, começaram a se preparar para o fim de semana na quinta-feira mesmo. Brunão encarou um Cabaré Cancun com toda a coragem que Deus lhe deu e na sexta-feira, só dava "end" nas Fenômenos.

A Nina e a Helen foram convidadas para uma festa no clube da Adepol. Tudo bem que a Helen e o co-piloto quase não conseguem chegar a tempo, depois de tantas voltas que deram tentando encontrar a porcaria de clube, seguindo as pistas furadas da Nina e do Alyson. Mas horas depois, as Fenômenos se divertiram ao som dos anos 80. (Os bafões dessa festa serão tema de outro post. Aguardem!)
No sábado os Fenômenos tiveram que fazer aquela média em casa. Uns estudaram, outros só dormiram e mais tarde, se reuniram para a festa de aniversário da sobrinha da Helen. A Nina parecia mais um zumbi e o Bruno, ainda morto de cansado (que Cabaré, hein?), passou a festa inteira reclamando da prova do dia seguinte.
O domingo amanheceu quente e os Fenômenos
seguiram para as escolas (sim, a droga de prova era de manhã). O Bruno fez prova na AEUDF, a Helen e a Júlia na UNIP e a Nina no CEMA. Tudo seria normal se a Nina não desse um show básico. O colégio em que a pessoa estava fazendo prova, ficava perto do prédio que seria implodido. E pior, a sala ficava bem de frente para a confusão, mas a tonta esqueceu e se concentrou na prova. Eis que as 11h00 uns helicópteros começaram a sobrevoar fazendo um barulho infernal e sem mais nem menos a Fenômeno escuta um BOOM! Como foi pega de surpresa, a pessoa quase cai da cadeira e o resto da galera da sala ria e disfarçava o nervosismo diante daquele barraco todo. O melhor foi ela sair xingando, dizendo que perdeu a concentração depois disso.
Depois da prova os Fenômenos resolveram ir pro show do Fat Boy Slim. A Juliana, mais empolgada do que nunca, inventou de comprar uns Ices e colocar numa "térmica", no maior estilo farofeira, enquanto o Bruno xingava porque não queria chegas atrasado. A Helen, como não gosta muito de música eletrônica, reclamava de tudo e a Nina como é a mais empolgada com "trance" ajudava o Bruno a massacrar Juliana.
Como em todo evento de Brasília, tinha 10 meninos para cada 11 crianças, e os Fenômenos tiveram que se benzer e começar a "trabalhar", caso contrário, seria difícil encarar tantas horas naquele lugar. Mas ao contrário dos eventos de música baiana, a galera era mais "na dela", mais bonita e é claro, menos fedida. Apesar de ter uns "asas de águia" passando o tempo todo por nós (e não era mortalha, mas a camisa do flamengo, que eles vest
iam kakakaka).
Quando o Fat Boy apareceu foi um alvoroço só. A Nina e o Bruno pulavam cantando, a Helen sem saber o que estava acontecendo pulava também, enquanto a Juliana tentava subornar o segurança para tirar os amigos do meio daquela muvuca. Algumas horas, passinhos (alguns que os Fenômenos aprenderam com os Joselitos) e brejas depois, a Helen já estava achando o máximo, o Bruno e a Nina "davam o que podiam" e Juliana se sentia a Jane em cima dos postes de iluminação para registrar os melhores ângulos com sua máquina fotográfica.
No final da festa acabaram indo parar no Mc, mortos e imaginando como seria enfrentar a segunda-feira. E olha que nem renderam tudo o que estão acostumados, já que a Helen estava com "febre" e o Bruno e a Nina "cansados". Sem falar em Juliana que parecia aquele esquilo doido do filme Os Sem-Floresta, cada passo era um flash. Imagina se tivesse tomado energético?
Sim,pessoas! As outras fotos estão no Fotolog.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Sim, continuamos chocados!

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