quarta-feira, 13 de junho de 2007

Você também não odeia o frio quando...

... Precisa acordar de madrugada e sente logo aquele ar gelado atingindo sua íris?

... Está morrendo de sono e se vê obrigado a passar para o ambiente extra-cobertor? (Por que parece que o frio aumenta o sono?)

... Não encontra o chinelo e mete o pezão no piso gelado? (Se for cerâmica, só Jesus na causa!)

... Precisa escovar os dentes e lavar o rosto com os blocos de gelo que saem da torneira? (Aí você dá uma molhadinha na ponta dos dedos e esfrega correndo os olhos).

... Sai de calça e jaqueta jeans e, na primeira “brisa,” parece que seus membros vão desmontar? (Quem foi que disse que jeans protege do frio?)

... Esquece que está praticamente na Sibéria e pede uma “latinha de cerveja”, que vem gelada, trincando? (É nessa hora que você sente falta do calorão e xinga todo mundo que prefere o frio)

... Usa sandália em uma daquelas festas juninas de clubes em Brasília? (Não dá meia hora de festa e seu pé está praticamente necrosado)

...Vai para um churrasco de saia ou short e blusinha e entra em pânico quando começa a anoitecer? (A “neve” vai chegando e você emburra de tanto frio. Sem falar na pneumonia no outro dia)

... Não sabe se leva ou não blusa de frio para o Pub? (E quando sai chega a entortar a cara devido ao choque térmico).

... Simplesmente esquece que está fazendo frio e chega ao bar toda decotada (só com um mero bolero na mão), enquanto seus amigos estão uns verdadeiros esquimós?

... Se vê diante de 150 casais se abraçando para esquentar e você sozinha fazendo fricção, tentando esquentar as mãos, o nariz e as orelhas?

...Vai correr, jogar bola, andar de patins ou até caminhar no parque no horário de 18h30 em diante? (O ar gelado parece que vai te cortando em pedaços)

...Senta com os amigos em algum bar aberto e enquanto alguns vão esboçando algumas palavras, o vento vai formando um verdadeiro furacão nas suas costas? (E você de mau-humor fica calada, já tendo uma crise de enxaqueca).

...Tem que tomar banho e o chuveiro mais parece um conta-gotas? (Você fica fazendo acrobacias no banheiro para a água atingir o corpo inteiro e para esquentar, sem falar que fecha tanto o chuveiro que falta queimar a resistência)

... Precisa lavar o cabelo? (Quando sai do banheiro vai correndo atrás do secador para acabar com aquelas “estalactites” que insistem em escorrer pelas costas)

... Não tem grana pra comprar aquele mega casaco que viu no shopping? (E se contenta com as verdadeiras relíquias que tem em casa)

... Algum infeliz encosta os pés ou as mãos geladas em você? (Aí só buscando a alma que já foi embora do seu corpo)

... Passa meio litro de hidratante e aquela meleca gelada não consegue tirar a cor cinza do seu corpo?

... Tem que encarar uma discussão com aquelas pessoas que adoram o frio? (E não entendem que você só queria algo ENTRE o frio e o calor. Nem mais, nem menos)

... Percebe que está ficando doente?

domingo, 10 de junho de 2007

Lostinho



Vasculhando blogs alheios dei de cara com o link de "Lostinho". Como sou fã de carteirinha do Cebolinha e de Lost, resolvi baixar o gibi.

Passei mal de tanto rir! Cada personagem da turma representa um "perdido" da ilha. O mais legal são as tiradas irônicas com a série e o Cebolinha curtindo ser o líder do grupo.

Quem quiser baixar, aí vai o endereço: http://anokz.info/2007/05/19/%e2%99%a3-lostinho-turma-da-monica-em-lost/

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O fantástico mundo dos lesados*

O mundo das pessoas lesadas é muito especial. Eu diria que é único. Só quem faz parte, ou conhece alguém que faça, sabe o que significa. A Família Bucapé é formada por gente assim. Dos mais velhos aos mais novos, todo mundo tem o seu lado esquecido, lento, lerdo mesmo. Minha mãe costuma justificar jogando para a inocência, a ingenuidade, jurando que alguém acredita, mas o fato é que a gente tem um lado estranho, desatencioso, que pode fazer qualquer um cair na risada ou querer matar de tanta raiva.

O "Tio Incrível" é o mais lesado de todos os outros 150 irmãos-buscapés de mamãe. A figura consegue arrancar gargalhadas de todos, e matar a esposa de raiva, em questões de segundos. Nós costumamos chamar a família dele de “Os Incríveis” devido à quantidade de aventuras inacreditáveis. Uma vez fizemos uma viagem para Fortaleza. Sabe aquelas viagens em família, cada casal no seu carro com seus dois ou três filhos? Meu pai, mais “Seu Lunga” do que nunca, tinha um verdadeiro ataque nervoso quando meu pobre tio dava sinal de luz para parar no posto mais próximo. E a gente parava. Desciam os filhos (uma mistura de “o Pestinha” com “Os Goonies) e corriam pro banheiro destruindo tudo o que viam.

Numa dessas paradas, meu tio, já exausto, não acompanhou os malucos e ficou conversando com meu pai e os outros. Quando as crianças voltaram para o carro, ele entrou, engatou a primeira e foi embora, no maior estilo “velozes e furiosos”, no Passat marrom. Os outros iam seguindo um pouco mais devagar, quando eu vi minha tia, a esposa dele, vir correndo atrás do carro com minha priminha (a filha mais nova) no colo. Sim, ele esqueceu a esposa e a filha! Eu, Tesouro e os outros primos (nos 150 carros da caravana) rolávamos de rir, enquanto minha tia chorava e amaldiçoava o pobre coitado.

O resgate só foi feito no posto seguinte, quando meu pai teve que dar sinal de luz para o chefe da família dos “Incríveis” parar. E acreditem, os filhos são cópias fiéis. O mais novo (já casado e com dois filhos) nos confidenciou o fora que deu, um dia desses, quando foi fazer um favor para o pai:
-Meu filho, vá ali ao açougue “Boi Gordo” e peça 1 kg de carne moída.
- Tudo bem! De carne moída, né?

Quando o "Incrível Jr." chegou ao açougue (repetindo o pedido mentalmente) soltou:
- Ô, moço! Me vê aí 1 kg de boi gordo!!!

Outros Buscapés também carregam no sangue a lerdeza e o esquecimento. A “Prima da Nina” (que comenta aqui todo dia) é mestre em ficar no vácuo com as piadas. Tipo, alguém conta a piada, todo mundo ri e ela dois minutos depois, cai na gargalhada. E ai, já era! Duas horas rindo. Ri porque era engraçado, ri porque demorou pra entender, ri porque está todo mundo olhando pra ela. Uma figura!

Mas o discípulo fiel do patriarca dos Incríveis é o Tesouro. Ele já conseguiu a proeza de esquecer vários aparelhos celulares dentro do ônibus, na faculdade, no carro alheio. Sem falar no dia em que chegou em casa (de madrugada), entrou com o carro na garagem, soltou o cachorro, trancou o portão, trancou a porta e foi dormir e só de manhã, depois de berros, murros, ligações, latidos, foi perceber que eu e meus pais estávamos fora de casa, voltando do hospital, porque meu pai tinha passado mal. Tipo, não percebeu que o carro não estava na garagem e não viu o MEGA bilhete na porta do quarto.

E não podia deixar de contar a minha última proeza. Eu ainda não cheguei aos pés dos meus familiares que não ligam para as risadas ou apelam. Eu simplesmente morro de vergonha de algumas coisas que apronto. Mas, gente! Sai sem querer, ué!

Eu tenho mania de salvar alguns e-mails pessoais para mandar novamente, caso a pessoa diga que não recebeu, e evitar ter que escrever tuuuuudo de novo. Então, abri a caixa de mensagens enviadas e selecionei os que iria deletar, quando não sei por que “raios de leseira”, cliquei no ENVIAR. Pronto! Mandei uma mensagem de váááários dias atrás para um amigo. E sabe um e-mail que você não faz a menor idéia do que estava escrito? E justo para o amigo que você sabe que vai te zoar? Aquele que morre de rir de suas leseiras?

Mandei outra mensagem pedindo que ele desconsiderasse o e-mail anterior e, é claro, ele respondeu. Rindo da minha cara, é óbvio, né? Que vergonha! Queria sair correndo!!!

E ainda me perguntam por que eu nunca mexi com drogas!!! E precisa? Com a família e o sangue que eu tenho?


* Lesado = lerdo, lento, desatento ou algo parecido.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Os Filhos de Maio - A Festa

Um resumo do que aconteceu no mega evento do fim de semana



Sábado os Fenômenos foram comemorar o aniversário de uma galera muito especial. Os “Filhos de Maio”(Amália, Rogéria, Didi e Rondi) resolveram dar uma festa de arromba, o que acabou rendendo altos bafões e muita diversão também. Essa família faz parte da vida dos Fenômenos de uma forma muito especial. Da adolescência até os dias de hoje, a galera já passou por tudo. Foram carnavais, copas do mundo, viagens, festas bregas, churrascos, casamentos, aniversário de criança, encontros e desencontros, enfim, uma vida de muita curtição e amizade.

Os Fenômenos chegaram em bando na festa e, como sempre, se dirigiram ao bar para dar início aos “trabalhos” da noite. Mas não demorou muito para invadirem a pista de dança. Os aniversariantes tinham planejado algo no estilo anos 80, mas no meio da festa já rolava de tudo. Nem adiantou o CD que o Estagiário passou a noite toda gravando. Era Babado Novo misturado com The Smiths e a galera “dando o que podia”. Mas todo mundo queria mesmo era interagir, então ninguém deu muita importância. (Só os dois Fenômenos revoltados, que odeiam tinguelings, ficavam resmungando).

Além dos Fenômenos o grupo aumentou com a chegada da Família Buscapé, Theron, o casal “Raia 8”, um amigo do estagiário (que não sabia como era sair com os Fenômenos ainda), sem falar no ex de uma das Fenômenos que insiste em participar de todos os eventos, e seu fiel escudeiro, o “Samambaia Man” (o cara não tem expressão alguma. Ninguém sabe se está bem, se conversa, se chora). Os aniversariantes tentavam dar atenção a todos e, em cada rodinha em que apareciam, era um “viradão”. Lá pelas tantas já estavam embolando a língua, fazendo caretas e é claro detonando nos passinhos. Amigo Sumido discutiu com uma das Fenômenos porque não tinham feito “farmacinha” e por isso tinham que dar OUTRO viradão, enfim...

O casal Fenômeno fazia o social na festa, tirando fotos, conversando, fazendo aquela média (que orgulho!), enquanto os outros só queriam saber de beber e dançar. Quando o DJ soltou os funks da época da adolescência e um Stevie B (quem não lembra da Vogue?) a galera esqueceu o salto alto e organizou uma sessão de passinhos de matar qualquer um de vergonha. O estagiário até encarnou um “break” emocionante.

A Família Buscapé só queria saber de interagir, com exceção da “Prima da Nina” que entrou na rodinha dos passinhos e só saiu quando já não agüentava mais caminhar. O Theron esqueceu da festa e ficava procurando uma coitada para dialogar (por hoooooras), a Amiga Lipada tentou investir no “Maria-Mole” (o cara se requebrava todo pra dançar), mas logo desistiu e foi ensinar ao Amigo de todas as horas a dançar lambada (que implorava para o DJ mudar de música logo). Enquanto isso, os aniversariantes eram só flashes e a outra Fenômeno tentava administrar as investidas dos fãs (correndo de um, conversando com outro, dançando, disfarçando).

E tem mais... O estagiário teve que amarrar a blusa de frio nas costas porque percebeu que rasgou a calça na hora do “break”, seu amigo (que ficou perplexo diante da fúria dos Fenômenos na noite) tentava acompanhar o ritmo, e acabou correndo atrás de glicose para não vomitar, uma das aniversariantes debatia (enrolando a língua) sobre o compromisso que tinha no outro dia, e ainda brigava com a amiga, porque não queria largar a taça de vinho (que estava vazia).

No final da festa o casal Fenômeno teve que ir levando o carro do Amigo de Todas as Horas (que ficou tonto porque foi no banco de trás e acabou golfando até morrer na porta da casa do estagiário), a Fenômeno Aniversariante foi embora com a “bicicleta nova” dela, a “Prima da Nina” engatou um “velozes e furiosos” e saiu mandando mensagens no celular pra Deus e o mundo, a Amiga Lipada foi ouvir os conselhos da carona e errou o caminho de volta, e a outra Fenômeno desapareceu no maior estilo “Mestre dos Magos” (sem deixar rastros).

No domingo era um tal de ligar pra um, mandar mensagem pra outro. Ninguém conseguiu sair de casa, reclamando das dores nas pernas, da ressaca e do cansaço. Isso por que uma das Fenômenos passou a semana inteira com enxaqueca, fazendo tratamento. Imagina? Sair com essa galera é assim. Você “dá o que pode”, mas se diverte. E a festa dos nossos amigos foi sensacional. Como sempre!!!!


quarta-feira, 30 de maio de 2007

Top 10 - As coisas que a gente sempre diz que não vai mais fazer (e acaba fazendo)

Sabe aqueles pequenos “delitos” que você tenta não cometer, mas sempre (ou as vezes) comete? Não são poucos aqueles que vivem se policiando (ou tentam) por cometer alguns deslizes chatos, mal educados e até grosseiros. Mas que atire a primeira pedra aquele que nunca cometeu um pecado, ou aquele que jurou não repetir o erro e acabou esquecendo a promessa (nem que seja por um minuto). Resolvemos fazer a lista das "promessas esquecidas" dos Fenômenos. Vale lembrar que como bons brasileiros, nós não desistimos nunca.

10 – Soltar um mega palavrão quando está com raiva.

Claro que falar palavrão não é algo bonito, muito menos pra mulheres. Mas tem horas que não tem jeito. Basta levar uma fechada no trânsito, uma topada com o dedinho no pé da cama, ou algum ser irritante tirar onda com a nossa cara, para algumas das Fenômenos encher a boca e soltar aquele palavrão de fazer inveja a qualquer jogador de futebol.

9 – Gastar mais do que pode com coisas bobas.

O orçamento do mês até que está folgado, as contas “encaminhadas” e lá vai a pessoa gastar com coisas que não precisa. Basta uma passada no shopping ou na feira que tudo passa a ser extremamente necessário e coitado daquele que perguntar: “Você já não tem uma igual?” A consciência só dói no outro dia e vem junto com a promessa de que nuuuuunca mais. Aham!


8 – Dar mais uma chance para alguém que te magoou.

Não importa se é namorado, amigo, primo, tia, cachorro ou papagaio. Alguém te sacaneia, tripudia, esmaga, torce, cospe na sua cara e de repente lá está você, um Fenômeno, dando outra chance (no total de 134.654 para mesma pessoa) a um simples pedido de desculpas. Claro que acreditamos no perdão, na bondade humana, nas estrelas do céu, nas gotas do oceano, mas fala sério, tem gente que não merece mesmo.


7 – Cair na gargalhada quando alguém cai na sua frente ou paga um mico daqueles.

Um casal de velhinhos passeia pela rua. De repente o velhinho desmorona na calçada e a velhinha ao invés de ajudar, encosta-se ao poste e chora de tanto rir. Não está acreditando? A história é verídica e foi contada por uma blogueira, seguida pelo comentário de “não se fazem mais velhinhos como antigamente”. Mas quem resiste? Tudo bem que não é nada educado, mas que é engraçado é.


6- Discutir política e religião.

A gente insiste em não entrar numa discussão como essa, mas basta alguém botar lenha na fogueira para nos envolvermos com o assunto. Incrível! Alguns dos Fenômenos são ponderados, outros mais radicais, mas TODOS caem direitinho numa roda de discussão, mesmo que tenham jurado não falar sobre isso (pra não se irritar depois).

5 – Dar uma patada no primeiro que te enche a paciência bem no dia da sua TPM (ou do mau-humor mesmo).

Você acorda irritadíssima e vem seu pai (ou seu irmão) com aquelas piadinhas toscas e irritantes. O pobre não tem a menor idéia de que você está querendo esganar, chutar, arrancar os cabelos (com pinça) do primeiro que aparecer na sua frente, e vem todo sorridente em sua direção. O coice é tão forte que o coitado fica sem graça, sem rumo, repetindo o tempo todo que você é azeda e vai morrer só. Claro que sua consciência dói, mas só depois do efeito TPM ter passado ou quando você já encontrou outro para descontar.


4- Bater de frente com alguém.

Uma das Fenômenos não corre de jeito nenhum. Falou que é para bater de frente com alguém, está lá, firme e forte sempre com as garras afiadas. Os outros são mais tranqüilos e evitam ao máximo, mas nem sempre isso é possível, então o arrependimento (quando ele vem) fica para o dia seguinte mesmo.

3- Falar da vida alheia.

Fofoca é horrível e todo mundo sabe. Mas quem resiste? É só juntar um grupo de pessoas e pronto. Ainda tem aqueles que usam a desculpa de “não sou baú pra guardar segredo” e com isso contam o velho e o novo. A pior parte é quando sem querer (ou querendo mesmo) você solta algo para a galera e se arrepende depois. Ficar implorando para que ninguém conte é a mesma coisa de pedir para “publicar no jornal”.


2 – Salvar seu amigo das enrascadas que ele se mete (ou ser cúmplice).

Seu amigo se mete em uma roubada atrás da outra, apronta, mente para a namorada e sempre te chama na hora que o “circo vai pegar fogo”. Você sempre atende ao telefone, vai buscar a figura altas horas da noite, xinga até a última geração do cidadão e jura que nuuuuunca mais vai salvar ninguém, mas basta uma ligação e você sai correndo atrás da pessoa. (que faz cara de coitado, diz que não vai fazer mais e nunca cumpre a promessa).


1 – Beber novamente.

A promessa mais difícil de ser cumprida. Você sai com a galera para comemorar qualquer coisa, se diverte, “dá o que pode”, enche a cara e não percebe que passou da conta até chegar em casa. Se estiver com fome, inventa de fazer um “mexido” na cozinha e além do barulho infernal, mistura tudo o que pode e o que não pode na panela (isso quando não vai de miojo mesmo). Em seguida vai fazer a higiene básica da noite e deita na cama. Pronto! Mar em fúria!!! A cabeça começa a doer, o estômago começa a rodar, e se você não dá uma verdadeira “golfada”, vai ter que agüentar uma ressaca daquelas no outro dia. Aí vem a famosa frase “Nunca mais eu bebo!”, promessa que é facilmente esquecida na próxima farra.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Finais de Temporada


Começou aquela chatice de finais de temporada. Todas as séries entram de férias, recesso, greve ou sei lá o que, e a gente fica esperando feito bobo, o retorno das histórias.

Passei uma semana louca tentando ver os últimos episódios das minhas séries favoritas (Heroes, 24, CSI...), mas o que deu mais trabalho foi o episodio de Lost. Deixei o computador ligado o dia todo, pentelhei um amigo na hora do almoço, liguei de hora em hora pra minha mãe ver se o download estava completo (tendo que explicar pacientemente o que era isso), enfim. O negócio parecia não “baixar” nunca!

A noite foi uma verdadeira reunião de Buscapés para assistir. Eu e Tesouro não calávamos a boca um minuto, vibramos com algumas cenas, ficamos sem entender nada em outras, meu pai deu palpite o tempo todo (e ficou curtindo com a nossa cara porque falávamos como se fosse tudo verdade) e quando acabou, ficamos com aquela curiosidade ridícula e ao mesmo tempo com uma preguiiiiça de tanta enrolação.

Odeio finais de temporada! A gente sempre fica com cara de idiotas. Humpf!


Ah, eu acredito em Jacob! E você? hihihihi

terça-feira, 22 de maio de 2007

A questão da "humildade falsa"


Encarei uma discussão no fim de semana com uns amigos a respeito de humildade (e a falta dela). Todo mundo concordou com a idéia de que devemos ser humildes, que arrogância não nos leva a lugar algum e blábláblá, mas o negócio ficou feio quando o assunto virou para a humildade falsa (ou sei lá que nome se dá para isso). Sabe aquele lance onde é terminantemente proibido você saber dos seus pontos positivos e falar sobre eles? Quando não tem problema de auto-estima, mas não pode falar sobre isso que é mal interpretado? Então! Os indivíduos que conseguem o equilíbrio são considerados “insus” apenas por reconhecer as qualidades e defeitos, os próprios limites. É a pessoa que sabe o próprio valor, sabe seu lugar no mundo, sabe o que realmente é, mas não pode falar sobre isso.

Claro que ninguém precisa dar uma de Clodovil e sair abusando da sorte, no ápice do desequilíbrio, da nojeira, mas o que há de errado em alguém saber o que realmente é? O problema é que vivemos num país onde aprendemos que o certo é ser “pobre coitado”, ter e sentir pena dos outros, e fazer logo uma lista de desgraças quando algum infeliz se aproxima tentando te fazer um elogio ou te conhecer melhor. Alguém só se torna admirável, quando passa a imagem de vítima, caso contrário é um insuportável, metido, “se acha”. Não somos educados a comemorar o que somos, mas lembrados o tempo todo do que deveríamos ser (ou ter).

Ninguém suporta uma pessoa que gosta de si mesmo. É mais comum os aplausos virem para o “derrotado” do que para aquele que assume os riscos e declara os próprios valores. Esquecemos que todos possuem não só defeitos, mas qualidades, e sabemos muito bem quais são eles. O problema é não poder falar abertamente, muito menos agradecer quando alguém percebe. O que se espera de uma pessoa quando recebe um elogio, por exemplo? Esperamos que ela agradeça, mas diga que não concorda e que estamos exagerando.
- Você está linda!
- Ora, imagine!

Fala sério! Qual o problema em se sentir merecedor daquilo? É só a pessoa concordar que virou uma “insu”?

Conheço poucas pessoas que não podem ser chamadas de “falsos humildes” e os admiro por isso. Não defendo aqueles que “se bastam”, são egocêntricos, mas acredito no meio termo. O que há de errado em reconhecer o próprio valor e não estressar apenas os defeitos o tempo todo? A maior dificuldade pode ser que a maioria se acha um “loser” ou se acha o máximo, e talvez o desafio esteja em ter consciência dos próprios valores (e não ter vergonha de lutar por eles), além de ter a coragem de admitir as fraquezas (sem parecer um coitado) e querer mudar.

sábado, 19 de maio de 2007

Dando uma olhada no blog do Milton...


"É estranho como as pessoas que antes amávamos podem tornar-se desprezíveis com uma simples mudança de perspectiva."

Milton Ribeiro - O Monólogo Amoroso (XIV)

terça-feira, 15 de maio de 2007

Mãe de Fenômeno + Computador = Diversão Garantida


Nada melhor que as nossas “queridas” mães se envolvendo com a nova tecnologia, para render altos “bafões”. Em conversa com os Fenômenos, descobri que cada mãe tem suas habilidades e dificuldades para “operar” a máquina. Resolvi contar algumas “pérolas” das simpáticas senhoras para que ficasse claro que os Fenômenos têm a quem puxar quando o assunto é bafão. Ou, pelo menos, histórias hilárias pra contar.

1 – D. Conceição e a Arroba - Minha mãe não pode me ver sentado em frente ao computador que já vem me pedir para entrar num site de receitas. Eu sempre digo que vou tirar, mas sempre deixo pra depois e acabo esquecendo. Passo dias sem imprimir as receitas e as reclamações só vão aumentando. Um dia desses, resolvi ensinar a “velhinha” a entrar nos sites, mas me arrependi. Era um tal de seta lá em cima, clicar no “x” e fechar a página por engano, sair com o mouse da mesa, então resolvi tirar as receitas e ir ensinando aos poucos (e xingando toda vez que ela vem me pedir).

Como se não bastasse as tais receitas, agora tenho que enviar fotos das festas para os parentes distantes:
- Que coisa, mãe! Por que diabos você foi inventar de dizer que houve festa?
- Meu filho! Eles querem ver como vocês estão e tudo mais. Estão com saudades!
- Sei! Me dá logo o endereço de email que a senhora anotou.
- Tudo bem.
-Mãe, que endereço é esse? Hahahahahahahahaha
- Qual o motivo da graça?
- A senhora escreveu “fulanoarrobahotmail.com”. Não é assim! Por acaso não conhece o sinal @?
- E eu tenho que saber de tudo? Vocês são muito chatos!

Fiquei com dó da minha mãe, mas não consegui segurar o riso.

2 – D. Maria (a Mama Jones) e o Mouse - O nosso estagiário também já nos contou sobre o dia em que foi ensinar sua “Mama Jones” a usar o computador. Ligou o computador, explicou como usar o mouse, e ficou sentado observando a pobre, que não conseguia enxergar a “setinha”. Quando já estava perdendo a paciência, explicou:
- Mãe, você tem que colocar o mouse na tela!

A pobre entendeu que tinha que por o objeto na frente da tela e assim o fez. Começou a mover de um lado para o outro, sem enxergar mais nada.
- Mãe de Deus! O que a senhora está fazendo?
- Você não disse que eu tinha que colocar o mouse na tela?

Foi aí que ele se deu conta da maldade que cometeu, e resolveu explicar novamente. Com mais calma dessa vez.

3 – D. Lourdes e os Slides - A mãe da Helen também está na fase de aprender a lidar com o computador. Assim como a filha, D. Lourdes não tem muita paciência com a máquina e logo desiste, mas ultimamente tem contado com a ajuda de sua neta, Bárbara, que vibra a cada acerto da avó:
-Presta atenção, “vó”! Não é assim!
- Ai, Bárbara! É assim?
- Ai, vóóóóóóó! Não é pra clicar no x!
- Eu não tenho paciência com isso! E agora? Está certo?
-Isso! Agora volta e faz de novo!
- Ai, menina! Abre logo isso!

Segundo nossa amiga Fenômeno, a mãe adora ler os emails de slides, aqueles com corações explodindo, música de Titanic no fundo, isso depois de duas horas tentando manusear o mouse e conseguir baixar o arquivos. Com Bárbara ao lado, é claro!

4 – D. Verônica e a Webcam - Um dos primos da Nina está morando fora do país. No dia do aniversário da mãe dele, toda a família estava reunida, e o pobre teve a infeliz idéia de querer reunir a “tiarada” na frente do computador para dar um “alô” pela Webcam. Como a mãe da Nina é a mais empolgada, e mais apegada à família do sobrinho “estrangeiro”, sentou logo em frente ao computador, e se aproximou ao máximo, colocando o olho direto na câmera, na lente mesmo.
- Oi, meu filho! É a sua tia! Você está ai? Fala alguma coisa! Meu filho?

As outras não conseguiam ver nada, muito menos ouvir, já que a gritaria e os acenos eram geral. A Fenômeno (envergonhada) e a prima (irmã do cidadão) saíram de fininho do quarto, mas ainda ouviram quando o rapaz, sem entender nada, disse:
- Tia, se afasta um pouco! Só consigo ver o seu olho por aqui.

A galera quase morre de tanto rir da cara da “Tia Fenômeno”.

Agora me diz....São ou não são demais?




sábado, 12 de maio de 2007

As aventuras de Vitinho - O Gugu*

Parte - II



Vitinho se aventurando (embri) dentro de uma van e, lá em casa, todos nós o esperávamos. Minha mãe pensou na polícia, minha irmã no IML. Meu pai, um velho sábio, vascaíno,aliciador de empregadas domésticas,voltou a fumar. Meu irmão, o Jiraya, dava de ombros, e ficava falando que Vitinho, o Gugu, estava no puteiro. E eu tentando entender aquilo tudo! Gugu, o Vitinho, já estava nas cercanias da Sá quando desceu da van sendo empurrado pelo amigo que lhe dissera;
- Aí Vitão, valeu!! Essa é a sua parada !! Paguei tua passagem, depois você me paga!

Desceu escorando nas paredes da rua. Lembrou-se que a parede da primeira casa era de uma amiga e então raciocinou (se é que pode se chamar isso de raciocínio devido ao estado de embri do rapaz) que sua casa era do lado de cima da rua, e atravessou-a num movimento rápido e seguro (só vendo). Veio tateando as paredes, cambaleante. Um carro passou de farol alto e ele mostrou a genitália por cima da bermuda, mostrou o dedo médio, e proferiu palavras impublicáveis.

Passou a rua toda escorado nas paredes quando avistou o carro de Karina, a Gregs, estacionado em frente a nossa casa. Pensou: “Ih to fudido!”. Abriu o portão, deu um bicudo nos cães (Pandora, Bizunga e Carlinhos) e viu que a porta da cozinha estava fechada. Ninguém foi recebê-lo com alegria e felicidade. Foi então que teve um feliz idéia. Encheu o ar nos pulmões, abriu a porta da cozinha entrou em um salto, gritando:
- TCHA NAMMMMM!!!

Todos estavam de braços cruzados e putos, pois já tínhamos ouvido o barulho do portão , mas fomos surpreendidos pelo grito. Caí no chão de rir junto com meu pai e meu irmão, o Jiraya. Minha mãe fez um olhar de reprovação, mas tentando aliviar a barra do filho, disse:
- Que coisa mais feia, Vitinho!
Enquanto isso, Karina , a Gregs, puta da vida, soltou:
- Isso são horas? Não lembra que tínhamos compromisso? E a festa?
Vitinho, o Gugu, respondeu:
- Quê isso, paixão!! Ainda dá tempo! Vamos nessa!! E riu em seguida junto com todos nós, homens da casa.
E Karina, a Gregs, continuou:
- O quê?!!! Ir para a festa com você nesse estado? NUNCA!!!
Vitinho rebateu:
- BELEZA!! NÃO QUERIA IR MESMO!! E tratou de rir mais alto ainda.

Eu estava morrendo de rir com o Jiraya e meu pai, um velho sábio, careca, bombeiro hidráulico nas horas vagas. Eu não agüentava ver aquilo! Fiquei sabendo depois, que ele pulou na cama dizendo que ia dormir e Karina, a Gregs, tentava impedir jogando água de uma bacia na cara dele. Na hora que ela o molhava ele ria e ficava fazendo caretas pra ela e mostrando a língua, até que dormiram lá.

Hoje Karina, a Gregs, não faz mais parte de nossa vida. Vitinho – o Gugu, deu as contas dela e já está com outra.Minha mãe disse que ela é uma gracinha e já ta puxando o saco. Vai começar tudo de novo....


* Vitinho – O Gugu – apelido dado ao meu irmão caçula, Victor Hugo.
** Gregs = agregada

Vasco Jones é um cara que entrou no Sim,pessoas arrumando um estágio não remunerado e escravo,mas foi pra pegar uma das chefes dele. E já conseguiu!!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

As aventuras de Vitinho - O Gugu*

Texto de Estagiário Jones

Os relacionamentos tendem a virar rotina. Sabe aquela fase de amor, morzin, morzão, morzaço, paixão, pode vir quente que eu estou fervendo, meu benzinho, nhami-nhami do meu cori ? REALIZA! Isso vai acabar esfriando.
Meu pai, um velho sábio, jogador de truco e mulherengo inveterado, quando eu era apenas uma gazelinha (jovem de perna fina, que às vezes se confunde com um bicho de quatro canelas, em fase de mutação de voz) me dizia:
- Meu filho! Sabes por que chamo sua mãe de preta?
- Não, pai. Por quê?
- Porque já esqueci o nome dela!

A rotina realmente SUCKS!!! Isso me lembra uma história de meu irmão Vitinho, o Gugu...

Vitinho, o Gugu, é uma figura simpaticíssima. Filho caçula de minha mãe, foi acostumado a apanhar da vida(dos irmãos mais velhos) desde pequeno. Não foi apreciado com a beleza espartana desse que vos escreve, pois não se parece comigo. Muito pelo contrário, ele lembra mais a figura traidora que pede pro Rei Leônidas que o acolha entre os 300. Mas é dono de um grande coração sem mágoa no peito. Sempre ridicularizado, e, personagem principal de todas as piadas de feiúra ou má formação congênita, nunca apelou e sempre levou na esportiva os apelidos, rindo de si mesmo. É o mais responsável entre os irmãos, o mais amado pela nossa comunidade. Um menino de Deus que sempre foi à igreja. Participa de todos os encontros de jovens. Pra que servem esses encontros de jovens, afinal de contas? Só serve para pegar mulher. Fazer casais! E foi aí, onde Vitinho , o Gugu, encontrou a sua GRANDE.

Karina, a Gregs*, era uma menina boa(eu disse era) e cega. Possuidora de um talento incrível na cozinha. Preferidinha de Mary Crazy Jones(minha mama), sabia como ninguém fisgar namorados – no caso pelo bucho – por que beleza mesmo, ali não havia. Enfim era um casal perfeito. Amavam-se e sorriam juntos dos apelidos impostos a eles às escondidas (casal cruz e credo, the ghost and the darkness, a sombra e a escuridão). Era uma de viajarem juntos, ficarem grudados, paixão pra cá paixão pra lá. Com cinco anos de namoro, eles ainda eram felizes. Feios, mas felizes.

Só que e rotina bateu e Vitinho, o Gugu, deixou levar-se pela coleira. Infringiu o art nº1548 do ¶ 137 da Lei que rege a macheza dos caras que vivem no “b da 8”. Karina, a Gregs, domou o cidadão a tal ponto que até em nossos festivais bimestrais de futebol de lama na rua, às nossas guerrinhas de arremesso de pedra ardósia, aos nossos embates de fogos de artifício,às nossas peregrinações ao sistema de esgoto de Sobradinho, Vitinho, o Gugu, era proibido de ir. O pobre coitado era forçado a todo fim de semana ir a algum batizado ou chá de bebê dos amigos feios da sua comunidade da igreja. Quando não era possível, os mesmos realizavam sessões de gravações de batizados e casamentos, em minha residência, regados a quantias módicas de suco de groselha com empadinha que minha mãe fazia. A velha se deliciava com aquilo e não só fazia fé, como apoiava tremenda blasfêmia. O filho já estava encaminhado para o casório.

Mas numa segunda-feira, Karina, a Gregs, ligou 67 vezes no celular de Vitinho, o Gugu, lembrando-lhe do compromisso firmado e marcado para o sábado próximo. Aniversário de um filho de um casal da igreja.

- Porra, de novo? Vitinho, o Gugu, se rebelara consigo mesmo no seu próprio interior(sic).
No sábado pela manhã, meu querido irmão, estava na faculdade "AEIOUDF". Já preparando-se para o evento de mais tarde, recebeu um convite que há muito não ouvia:
- E aê, Barrichello!! Vamos tomar uma depois da facu?
- Não posso! Minha patroa já me ligou 14 vezes me lembrando que temos compromisso.
- Qual é? Que horas vai ser? Se for de noite te garanto que 15h00 te deixo em casa.

A dúvida se arrastou até a hora de ir. Vitinho, o Gugu, excitado com a bagunça de sua turma, aceitou o convite. Era a oportunidade de sair da rotina. Juntou-se a eles e seguiram para um clube.

Já era 16h00 e Karina, a Gregs, já tinha ligado trocentas vezes no celular de Vitinho, o Gugu, mas não conseguiu falar com ele. Dirigiu-se à minha casa, onde contou toda a historia para Mary Crazy e para minha irmã, na tentativa de obter apoio psicológico. Eu e meu outro irmão, o "Jiraya" (além de ser o mais louco, é a cara do personagem japonês), jazíamos em nossos sofás esperando a night chegar. Trocamos olhares e rimos discretamente pensando em uníssono: “Tá fudido o moleque!!”

Enquanto isso, Vitinho, o Gugu, e seu amigo, desligaram seus respectivos celulares e curtiram a tarde livre de Karina, a Gregs, ao som de tinguelingue, feliz da vida. Totalmente embri, lembrou-se do tempo que era um homem sem compromissos inadiáveis. Misturou todo o tipo de bebida, dançou até o chão com as pattys de sua sala da "AEIOUDF". Não pegou ninguém, mas se esbaldou. Deixaram o local da balbúrdia, pegando carona para a rodoviária atrás de uma van, que naquele momento, era o veículo apropriado pelo nível de embriaguez de ambos. Vieram em pé...
Continua no próximo texto...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Top 10 - As músicas bregas (nacionais) que você adorava (e hoje tem vergonha de falar)

Como nem tudo era coisa de gringo na época da nossa adolescência (e infância), resolvemos fazer o post das canções nacionais que cantávamos feito loucos. As músicas selecionadas seguem a mesma linha das internacionais, portanto muitas pérolas acabaram ficando de fora, por não terem o apelo romântico, brega, e principalmente, por não ser unanimidade entre os Fenômenos.
Vale lembrar também da dificuldade em encontrar os vídeos. Muitos não estão completos, não possuem a gravação original ou a imagem está completamente tosca, mas o que vale é a recordação. Divirtam-se!

Quero agradecer de coração ao nosso “Estagiário” e ao amigo Felipe Campbell, que contribuíram para o post com muita dedicação e empolgação, mostrando que todo mundo tem seu lado brega, e melhor, sem medo de assumir.


10 – Fagner e Eliana de Lima





Tudo bem que Fagner não é cantor brega, mas quem agüenta Borbulhas de Amor? “Quem dera ser um peixe, para em seu límpido aquário mergulhar, fazer borbulhas de amor pra te encantar” Sim? Brega é pouco!!! E Eliana de Lima? Tem música com mais cara de Videokê? A Família Buscapé não podia se reunir que era um tal de “Undererê...como dói a solidão...perdoa paixão”. Tesouro tem trauma até hoje!

9 - Tetê Espíndola



Pode ser afinada, mas que é um saco, é! Pelo amor de Deus! Uma mistura de coisas, uma roupa tosca, uma música meio romântica com esotérica...Aff! E que cabelo é aquele? O melhor de tudo é que me lembro de algumas figuras da Família Buscapé tentando imitar a Tetê Espíndola. Ah, se tivesse Youtube na época!

8 - Luã e Vanessa



Que casalzinho sem nexo! Só fizeram sucesso com essa música e desapareceram. Mas não tinha quem não cantasse a tal da música. E para os mais animados, rolava até coreografia.

7 - José Augusto



Brega, brega e brega. O cara é chato de tão meloso, mas fiquei pasma ao ver que faz sucesso até hoje, fora do Brasil também. Não encontrei o vídeo dele cantando “Agüenta Coração”, mas tem vários em espanhol, inglês e até uma participação especial no DVD Limão com Mel In Concert (uhauhauhuahua).

6 - Roupa Nova



Quando você pensa em grupo de música romântica lembra logo de????????? Roupa Nova é claro! Vai me dizer que não sabe nenhuma letra? Encontrei vários vídeos, fiquei perplexa quando vi que sabia cantar quase todas as músicas, mas escolhi a música “Dona” porque é, sem dúvida, uma das piores (e mais cantadas) músicas de novelas. Quem não se lembra do casal Senhorzinho Malta e Viúva Porcina? Aff!

5 - Fabio Jr.



Se ele não é o rei, é o príncipe. O que tem de vídeos, homenagens, choros e menções a ele na internet, não é brincadeira. Quando eu e o Tesouro éramos pequenos, tínhamos uma babá (que até me seqüestrou) fã dele. Ela enchia o quarto de pôster, fotos, capas de discos e ouvia todos os dias. Tenho até uma prima que adorava ouvir Caça e Caçador. Ela voltava à fita umas 200x e ficava sonhando com o gatinho dela. Acho que Fabio Jr. me persegue!

4 – Biafra



Sim? Percebeu a razão de o vídeo estar na lista? O nome da música é brega, o nome dele é brega, a letra é brega, o vídeo é mais que brega... Enfim!!!!

3 – Ritchie



Uhuuuuuu! Até hoje eu fico tentando imaginar como seria um “abajur cor de carne”.

2 – Yahoo



“Mordida de Amor” foi a música que me deu mais trabalho para encontrar. Não consegui o vídeo do Grupo Yahoo, apenas essa galera tosca atacando de cover. Mas não poderia ficar de fora, já que é uma das músicas mais bregas (e engraçadas) de todos os tempos. O irmão de uma das Fenômenos, gostava de cantar a música imitando a voz do cantor e fazendo os gemidos. Alguém cantava diferente? Sofrimento total!

1 – Rosana



A rainha, a mãe, a deusa! Alguém pode me explicar o cabelo, a capa, a roupa e a cara de “Bolacha Maria” deste ser humano? E o pior, é que a gente imitava a dança, o fervor, o sofrimento, em coreografias. Todo mundo dava o que podia mesmo. Um horror! Primeiro Lugar com louvor!


Faixa Bônus – Marquinhos Moura



Também não consegui encontrar o vídeo original da canção. O cara é uma mistura de Marcos Frota com Chimbinha e fez um tremendo sucesso com essa música. Mas acho que foi só! Nunca ouvi falar de nenhuma outra canção dele. Outro dia, estava trocando de canal, e vi a figura cantando (a mesma música) num programa do Sílvio Santos. Quase morro de rir com o desempenho! “Não me entregue a sóóóólidão, meu mel...” Nem sabia que ele ainda estava na ativa!

domingo, 6 de maio de 2007

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dicionário Fenomenal - Parte II


Em abril de 2006 nós publicamos o primeiro dicionário contendo as palavras e expressões mais usadas pelos Fenômenos. Como o número de bafões (e de aventuras) cresceram, nosso vocabulário aumentou. Para que ninguém fique boiando ao ler os textos, resolvemos fazer a segunda parte do dicionário fenomenal. Confira:


“Amém, amém, senhor...” – expressão usada (sempre com as mãos nos ouvidos) afim de evitar o conhecimento de detalhes sórdidos dos momentos íntimos de casais ou peguetes. Deve ser cantada como uma musiquinha de igreja mesmo (e no tom mais alto do que a pessoa que está tentando contar o bafão).

Cabelo batidinho – cabelo desarrumado ou sem escova. Ex: "E agora? O Grande me viu de cabelo batidinho!"

Caldo de Canas Móbile – carro com escapamento furado, fazendo barulho de máquina de moer cana. O carro de Paulão é o dono do apelido atualmente.

Contar moeda na frente de pobre – fazer inveja. Ex: Quando você fica no 0x0 numa festa e sua amiga fica enrolando pra ir embora, aos beijos e abraços com o Grande dela na sua frente.

Criatura Simplória – nome muito utilizado por Tesouro para definir os Fenômenos. Geralmente usada com um ar de superioridade para desdenhar do pobre que acabou de aprontar alguma. Ex: "Eu sabia que não ia dar certo, sua Criatura Simplória!".

Dar as contas – terminar o relacionamento. Ex: Dei as contas daquele frango!

Dar o que pode – dar o melhor de si na comemoração, na dança, na conquista. Geralmente quem dá o que pode chama atenção pelo show ou pelos bafões causados no ambiente. Ex: Gláucia deu tudo o que podia no churrasco.

Duplo Mortal Carpado – acrobacia, posição. Usada como exagero para definir o desempenho sexual. Ex: "Nossa! o Fulano estava tão empolgado que eu já estava dando um duplo mortal carpado sem perceber. Misericórdia!"

Embri – pessoa embriagada. Ex: Vascojones ficou embri e, como sempre, deu trabalho no churrasco.

Esgoelar – cantar (na maioria das vezes desafinados). Ex: Fenômeno não canta, esgoela.

Iewwwww – grito de superioridade ou para tirar sarro de alguém. Bastante utilizado também quando um Fenômeno quer botar pilha numa discussão. (Lembra quando você estava na 5 série e a professora chamava sua atenção? Ou quando alguém te dava um fora na frente de todos os seus amigos? A galera logo vinha com um “iewwwwwww”, até que você começasse a chorar ou saísse no tapa).

Insu – pessoa insuportável, metida, chata. Ex: O Zethi é um legítimo insu.

Limão – pessoa azeda, chata, na TPM. Ex: "Ô menina! Acordou azeda hoje, hein? Vou te dar o prêmio Limão da semana".

Michael Douglas – o amigo tarado da turma.

Momento DéjaVú – quando um Fenômeno ou agregado se pega com um ex. É o famoso flashback.

Nos Braços de Morpheu – dormir, sonhar.

Pegação Forte – algo mais que beijinhos e abraços.

Sá – cidade satélite. Ex: Tenho certeza que fulano é morador de Sá!

“Só a borracha!” – expressão usada quando o casal é pego em flagrante ou quando aparece na frente da galera cheirando a sabonete erva-doce, com os cabelos molhados e com cara de sexo.

Theron – menção ao traidor do filme 300. Geralmente um "Amigo Itaú" ou o falso da turma.

Tingueling – ritmo de axé (ou será pagode?) que os Fenômenos detestam, mas que toca na maioria dos churrascos. As bandas que tocam isso possuem uns nomes toscos. Ex: Psirico, Os Bambaz.



domingo, 29 de abril de 2007

Posta* que o churras foi um sucesso?

*Posta = aposta. Um amigo dos Fenômenos "adaptou" a palavra em um momento embri.




Para quem chegou atrasado, sábado foi aniversário de um ano do Sim, pessoas. A comemoração rendeu um mega churras e, é claro, muitos bafões. Os Fenômenos mais entusiasmados do que nunca, começaram a organizar as coisas cedo, com direito a fila de açougue, horas na cozinha (afinal uma das Fenômenos tinha uma preocupação "psica" com a comida), outros com dor de barriga (tomando Emozec), uma Fenômeno deixando o celular cair na pia, vai e vem de carro, enfim...


Como em churrasco ninguém chega na hora, os convidados resolveram dar o ar da graça lá pelas 15h00 e os Fenômenos, já impacientes, resolveram começar a “trabalhar" abrindo e fechando o freezer. Para o “estagiário” sobrou a coordenação do som, já que o DJ adoeceu, e não pôde comparecer.






Eis que de repente a galera surge, e começa uma verdadeira confusão de caixinha pra cá, dança pra lá (só no tingueling), os Fenômenos dando o que podiam, o “estagiário” tentando agradar a todos com o som, sem falar na comilança e é claro, muita zoação.



O saldo final foi positivo. Quem não compareceu acabou perdendo a chance de ficar embri ao lado dos Fenômenos, e curtir com a galera, comemorando o sucesso do blog mais animado e mais engraçado do último ano.





Agradecemos a todos os que compartilharam conosco a comemoração do aniversário do blog. Foi uma semana maluca, mas muito legal. Saímos no jornal (mesmo que sem fotos), recebemos emails, coments e é claro, bebemoramos muito. O que começou como uma brincadeira, agora já faz parte da nossa vida de uma maneira bastante especial. Valeu mesmo, pessoas!





As outras fotos já estão no fotoblog. Vale muuuuito a pena dar uma passada por lá! Além da aula de diversão, a gente ainda ensina como se deve registrar um momento em imagens. Fenômeno que é Fenômeno tira boas fotos até embriagado! huahuahuahua
Para aqueles que não foram...Quem sabe no proximo, ne? Iewwwwwwwwww

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Top 10 - As músicas bregas que você adorava (e hoje tem vergonha de falar)

Um dia desses minha mãe chegou em casa com um DVD de flasback. Me acordou toda animada, dizendo que minha prima tinha gravado pra ela uma preciosidade, que tinha sido muito difícil e blábláblá. Eu tive que demonstrar interesse, e acabei sugerindo que ela colocasse pra tocar. Não deu cinco minutos, meu pai apareceu xingando, e depois resolveu gozar e rir da nossa cara. Tesouro se revoltou, praguejou e se trancou no quarto. Eu, segurando o riso, assumi meu lado brega (e fã de novela e filmes românticos) e cantei a maioria. Minha mãe achou o máximo! Agora eu já não agüento mais ouvir isso todo fim de semana.


Como o DVD contém 95 “pérolas”, escolhi algumas e fiz um ranking. Vai me dizer que você não lembra (ou nunca cantou) dessas músicas?


10 - The Housemartins – Melô do Papel



Tem uma Fenômeno que adorava essa música. Não lembro de qual novela ela fez parte da trilha sonora, mas que era bonitinha, era. Detalhe pro baixista da banda que depois veio a se tornar o DJ Fat Boy Slim.


9 – Bryan Adams



O cara é mestre em temas para filmes melosos. O mais interessante é que as músicas românticas dele são muito parecidas, então rolou uma confusão básica aqui pra dizer em qual filme já ouvi essa canção. Acho que só lembro daquela do filme do Kevin Costner (na época em que ele ainda era galã!). Fala sério, esse Pastor Alemão não é tudo no clipe?

8 – Paul Young



Hummm, tem cara de "A Gata Comeu", hein? Ou alguma novela em que o Antônio Fagundes era o Fenômeno. Mas o cantor tá mais pra um heavy metal do que pra romântico. Enfim...coisas dos anos 80. Só o sofrimento e ele com aquela cara de metaleiro, com o cabelo pra cima!!!



7 – Roxette



Roxette é sinônimo de novela. Essa música, então? Não parece com aquelas cenas em que a mocinha descobre que foi traída (ou acha que foi), sai correndo pra casa, se tranca no banheiro e debulha em lágrimas, escorregando no box? E a gente passando mal com a cena, se imaginando no lugar dela!

6 – Slave to Love



Quem canta isso? Não interessa! A gente só lembra das cenas quentes da Kim Bassinger com o Mike Rourke (que na época era gatíssimo) em 9 ½ semanas de amor. E na época do filme, os Fenômenos não podiam assistir, mas a gente deu um jeito de ver escondido mesmo.

5 – Vaya Con Dios



Pelo amor de Deus! Que galã é aquele? E as costeletas? Sem falar na música, né? O ápice do sofrimento!

4 – Richard Marks



Novela, novela e novela! Tenho certeza! Lembro até hoje de uma empregada que esperava minha mãe ir trabalhar, para aumentar o som, e “esgoelar” essa música no inglês perfeito que Deus deu pra ela. Acho que fiquei traumatizada, mas pergunta se não sei a música todinha?

3 – Air Supply



Está chegando na parte dos clips (e das músicas) que deveriam ser proibidos! Air Supply é demais pra qualquer coisa romântica. Sem falar na ótima atuação dos atores do clipe. Se você não chora pela música, chora pelo que está vendo. Mas me conta, vai dizer que nunca dançou essa música? Quem ia pra Castelo dançava!

2 - Tracy Chapman



Brega ou não, eu me divirto cantando essa música. O Bruno tem verdadeiro pavor, então a gente já sabe o que cantar quando quer irritar o pobre. "Sorry..."

1 – Jim Diamond



Pára tudo que eu quero descer! Que raio de voz é essa? E o sofrimento? Essa música é disparada a mais brega de todas as trilhas de novelas. Eu gostaria de saber como escolhem as músicas. Tipo, essa tem a cara da Cristiane Torloni, aquela parece com o Antônio Fagundes?

Faixa Bônus – Bonnie Tyler



Essa é a mãe! Não tem um ser que não conheça a música e cante. Eu e mamãe quase morremos de tanto esgoelar. Mas não existe nada mais tosco do que esse clipe. Sério mesmo!

Churras dos Fenômenos



Data: 28/04 - Sábado
Horário: a partir das 13h00
Valor: a "famosa caixinha" + R$ 3,00
Local: Condomínio Vivendas Alvorada

Importante: Reze para não passar direto na área dos Condomínios. Talvez você não consiga voltar! huahuahuahua
Se perdeu? Pare e ligue pra gente!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Chegou a hora de apagar as velinhas


Sim, pessoas! O blog está completando um ano de vida. E para comemorar, os Fenômenos resolveram, depois de dias de discussão, fazer um churras para reunir a galera e botar em dia todos os bafões, além é claro, de ficar embri, cantar e “dar o que podem” na dança.

Aproveitem a chance! Depois que os Fenômenos ficarem famosos, só com hora marcada, e se você for VIP. Hahahahahahah


Data: 28/04 – Sábado
Horário: a partir das 13h00
Local: Condomínio Vivendas Alvorada (nem tão longe, nem tão perto da Sá)
Valor: R$ 15,00 (antecipados) ou 1 caixinha + R$ 3,00 (na hora)


Maiores informações:
Nina (9144-4056)
Helen (8404-7032)
Bruno (9961-1278)

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Você sabe que está (ou mora) em Sobradinho quando...






... Os playboys da cidade andam de Golf e se acham ricos.

... Abre uma franquia McDonald’s, Giraffas, Bob’s ou Burguer King e lota no primeiro dia, acabando com todos os sanduíches.

... O assunto no outro dia é a inauguração da lanchonete nova.

... Todo mundo que mora em Sobradinho fala mal da cidade, mas não aceita que alguém de fora fale.

... Lojas grandes e de grife, não duram muito. Além de ser alvo fácil para o assalto.

... Tem um pardal logo após um quebra-molas.

... Não tem sinal de trânsito. Em compensação, tem mais faixa de pedestre do que gente para atravessar.

... Todo mundo se conhece. Ou pelo menos, acha que conhece.

... Se refere às pessoas pela rua que elas moram. Ex: O Vasconcelos do b da 8.

... Tem uma melancia como pedra fundamental.

... Os pólos de compras e diversão, se é que existem, são sempre nas quadras pares.

... Mesmo com o shopping, as compras são feitas no Plano Piloto.

... A única diversão é a Casa do Quibe ou o Flamingo. (A Casa do Quibe está para Sobradinho, assim como o Porcão está para o Rio).

... Já se acostumou a ter que “descer” pro Plano Piloto, porque detesta música sertaneja e já enjoou da Casa do Quibe.

... Lembra com saudades da época da Vogue ou da Castelo.

... Toda quadra tem uma igreja. Não importa a religião.

... Os moradores dos condomínios acham que estão no Lago Sul.

... Quem já morou na cidade e mudou para o Plano, JAMAIS quer voltar.

... Os VIPs da cidade não saem por lá, para não serem reconhecidos.

... Qualquer assentamento vira condomínio.

... Os adolescentes conversam como “bandido”. E você tem medo de perguntar até as horas.

... Tira sarro de Planaltina (Gotham City) porque existe a necessidade de humilhar alguém que more mais distante.

... Ir à missa ao domingos na Q.4, ou tomar uma na Casa do Quibe, é certeza de encontrar as mesmas pessoas, nas mesmas mesas, com as mesmas roupas, falando sobre as mesmas coisas.

... Comprar pão? É na Pão de Sal.

... Retruca quando alguém fala que você mora longe: “E você que mora em Taguatinga?”

... Tem um coco verde pintado na frente do hospital.

... É obrigado a ouvir piadas do tipo “Você pega a BR pra ir embora? ou “Quantos ônibus você pega para chegar em Sobradinho?”

... Os seus amigos que cresceram com você, quando ainda moram em Sobradinho, estão sempre por perto.

... Quando alguém pergunta o que há de bom em morar na cidade, você responde: “Ah! O ar de cidade de interior”. (Como se em cidade de interior tivesse tiroteio em plena luz do dia.)

... Seus vizinhos fazem parte da família.

... Já foi aluno da tia ou da mãe do seu melhor amigo.

... Percebe que é uma das poucas cidades satélites que tem satélites. Ex: Sobradinho II, Itapoã, Fercal, Dnocs.
... Tem brigas de horas com seus pais toda vez que reclama de morar longe de tudo. Sem falar na cara virada dos velhos, dizendo que você só cresceu e ficou metido.
... O único filme do Pólo de Cinema e Vídeo é o tal de "A Terceira Margem do Rio", filmado todo em Sobradinho II, cuja atriz principal (depois daquela menina chata com a cara do Chucky) é a esposa do Governador.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

O Correio Elegante



Quando que eu iria imaginar que em pleno ano de 2007 um simples guardanapo poderia começar um papo, uma paquera ou até um “novo núcleo”? Mesmo com tanta modernidade, as velhas táticas conseguem despertar alguma curiosidade nas mulheres. Tive a comprovação que o romantismo está em baixa por falta de atitude de homens que acham que levar a sua namorada para jantar, ou enviar rosas, é coisa de “fraco”. Na boa, os caras que “rezam” na mesma cartilha, acabam fazendo grandes besteiras. Outros, por outro lado, se saem bem sem “fantasiar” muito.

Sábado era dia de beber uma cerveja, afinal, ninguém merece ficar em casa num calor danado. Sendo assim, os Fenômenos (eu a Nina, a Rogéria) partiram para um barzinho. Muitos papos, altas brejas, e eis que nossa amiga Nina, recebe um torpedo. Todos ficamos surpresos ao ver aquilo, pois só podia ser pegadinha. Quem enviaria isto?

É claro que eu e a Rogéria caímos matando em cima da Nina. Fizemos de tudo para ler o “recadinho” e pior, pra descobrir quem era o cidadão. Nossa amiga Fenômeno, por sua vez, ficou completamente sem graça, com aquela cara "olhando pro chão", sem saber se respondia, se agradecia, se jogava fora. E se o cara fosse um “Dragão de Cômodo”?

Como um Fenômeno não brinca em serviço, botamos pilha para que ela respondesse, assim na hora que a garçonete fosse entregar, a gente poderia reparar no “Don Juan”. Mas quem disse que a garçonete era tonta? Ela ficou enrolando, fazendo hora, até que a gente se distraiu. Não vimos nem sinal da pessoa!

Depois disso, o assunto foi um só. O cara seria bonito ou feio? Velho ou novo? Bonzinho ou psico? Segundo as entendidas da mesa, seria “caquético” ou “psico”, porque um cara normal e bonitinho não mandaria um torpedo num bar lotado. Enquanto nos divertíamos, curtindo com a cara da nossa amiga, a garçonete se aproxima e entrega OUTRO bilhete.
- Sim, o que e isso? Correio Elegante?


Não agüentei e tive que comentar. A garçonete soltou uma gargalhada e nossa amiga Fenômeno, ficou rosa, morrendo de vergonha. Ao ler o segundo torpedo, a constatação:
- Sim, o cara e psico! Cerrrrrteza!
- Ué, pessoa! Por quê?
- Gente, ele me descreveu no primeiro bilhete e agora reparou no meu anel no dedão da mão direita!
- Vai que ele é estilista?
- Hahahahahaha
- Estilista eu não sei, mas para insistir dessa maneira, ele deve ser horroroso.

Horas depois, já estávamos embriagados e nada dessa pessoa se apresentar. Já comecei a insistir com as meninas que o cara nutria apenas uma paixão platônica pela Nina, ou algo parecido, mas eis que no meio de uma conversa, já sem coordenação (Fenômenos embris é uma loucura), o sujeito surge, cumprimenta todos na mesa e senta. A cara da nossa amiga foi a mais engraçada do mundo, afinal ela foi pega de surpresa e não sabia o que fazer de tanta vergonha.

Mas o melhor foi o diálogo. O cara chegou, se apresentou, perguntou o nome da Fenômeno, disse que ela era linda, educada, e foi embora. Simples assim.