sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Capitão Nascimento - O herói




Sim,pessoas! Nós já assistimos Tropa de Elite. Adoramos! E estamos esperando a estréia no cinema para assistir novamente. O filme não perde para nenhuma produção estrangeira e ainda tem o excelente Wagner Moura no papel principal. O Tesouro já decorou as falas. Alguns amigos só conversam imitando o Capitão Nascimento. É 02 pra cá, 05 pra lá! Eu ainda resisti um pouco. Não queria assistir uma cópia pirata, mas não teve jeito. Não consegui! Acho que a campanha foi forte demais.

Enfim, já está rolando uma brincadeira com o filme. Assim como Chuck Norris, o Capitão Nascimento também ganhou uma lista com o relato de fatos sobre-humanos. É chamada de "Capitão Nascimento Facts". Lista muito boa! Mas só vai entender quem já assistiu.


Algumas pérolas da lista:

1 - Capitão Nascimento dorme com a luz acesa, não porque ele tem medo do escuro, mas o escuro tem medo dele.


2 - Capitão Nascimento joga roleta russa com uma arma inteiramente carregada, e ganha.

3 - O Capeta queria entrar no BOPE, mas o Capitão Nascimento o fez desistir apenas dizendo: “666, Você é o novo xerife!”

4 - Quando Deus disse “Que se faça a luz!”. Capitão Nascimento falou “Tá de sacanagem, Sr. 01? Tá com medinho do escuro, Sr. 01?”

5 - Quando Deus resolveu criar o Universo foi pedir permissão ao Capitão Nascimento e ele respondeu: “Senta o dedo nessa porra!”


6 - A roupa do Super-Homem era preta até o Capitão Nascimento dizer: “Tira essa roupa preta! Tira essa roupa porque você é moleque!”


7 - Capitão Nascimento trabalhou como negociador da polícia. Seu trabalho era ligar para os seqüestradores e dizer: “Pede pra sair!”



Que Chuck Norris e Jack Bauer que nada! O negócio agora é contar com o Capitão Nascimento! Duvida? Clica aqui.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O fim do mundo

Recebi a tarefa de escrever sobre como eu acho que seria a reação das pessoas, e a minha, se recebêssemos a notícia do fim do mundo. Não foi algo muito fácil de escrever. Imagina sentir. Aff! Não sei se é o calor das trevas que está rolando aqui em Brasília, mas o exercício foi meio difícil de fazer. Algo para se pensar. Ainda não completei minha lista de tarefas, mas já dá para compartilhar alguma coisa...

Acho que no primeiro momento, a reação da maioria seria de pânico. Mesmo sabendo que a única certeza da vida é a morte, ninguém gosta de lidar muito com esse assunto. Eu não gosto. Acredito que muitas pessoas entrariam em colapso. Imagino uma correria maluca, pais deixando de levar os filhos na escola, pessoas gastando todo o dinheiro em viagens que nunca fizeram, festas que nunca foram, televisão que sempre tiveram vontade de comprar, mas que nunca puderam. Tudo exatamente como naqueles filmes de catástrofes anunciadas.

Eu ficaria desesperada. Iria pensar na dor de não ver mais meus entes queridos, no que poderia acontecer conosco, em como será depois que a gente morre. O desespero de lembrar das coisas que nunca fiz, do tempo que perdi tentando agir corretamente, também iriam me atormentar. A princípio procuraria ficar só e em silêncio. Tenho certeza que iria chorar. Eu choro até em desenhos animados! Em seguida, faria uma lista com meus últimos passos. Coisas que adiei por diversas razões, mas que devido ao fato dos meus dias estarem contados, não têm mais razão para serem esquecidos. Não tenho certeza ainda de todos os passos, mas alguns não poderiam faltar.

Eu teria que reservar um dia, uma tarde ou uma noite para estar com meus parentes e amigos. Um momento para não pensar em nada, apenas curtir a presença de todos, abraçá-los muito, "tomar umas" e falar besteira. Rir de todas as nossas aventuras. Lembrar de cada minuto que passamos juntos. Depois, procuraria uma pessoa não menos especial, que não consigo perdoar, e pediria um abraço. Pediria perdão. Diria que nada mais tinha importância, que passado é passado, e que morreríamos como os grandes amigos que sempre fomos. O próximo passo seria ajoelhar e pedir a Deus que nos acolhesse da melhor maneira possível. Além de implorar para não sofrer muito na hora de partir, é claro.

Tem mais. Queimaria livros e apostilas de concurso em praça pública (ô, raiva daquilo!), mandaria mensagens de madrugada para o "Insu", só para atrapalhar o sono e dizer a música que está passando na 105 FM ou que “Schweppes” é bebida de amadores (sim, porque mesmo com o fim do mundo, tenho certeza que ele continuaria agindo “politicamente correto”), encheria o saco de uns amigos bem “onça” que arrumei por aí, cantaria Pearl Jam nas alturas, cuidaria das “coisas do coração”(tentaria, pelo menos). E por fim, assistiria a um filme, deitada no sofá, ao lado de minha família. A gente ficaria ali, comendo porcaria, meu pai falando o tempo todo (nos atrapalhando a prestar atenção), minha mãe pedindo silêncio e meu irmão fazendo as palhaçadas de sempre. Todos ali, só esperando o mundo desabar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Minha irmã e as amigas com nomes toscos


Eu estava cuidando de minhas atribuições “estagiarísticas” aqui no QG dos Fenômenos - um triplex básico no Sudoeste - futricando alguns sites de fofoca em meu intervalo (aham!), e me deparei com a seguinte notícia: ** ATENÇÃO CONTÉM SPOILERS**

"Olavo descobre o verdadeiro nome de Bebel e debocha."

Não que eu me interesse por esta novela global (aham!), porque eu sei que quem matou a Thaís foi a mesma pessoa que matou a Odete Roitmann e o Irineu. Enfim, o que interessa é que eu cliquei no link e vi que o nome da personagem é Francisbel. Lasquei-me de rir. E fiquei viajando, tentando imaginar os nomes dos pais dela. Aquele nome só podia ser uma mistura. Dentre os menos esdrúxulos, cheguei à conclusão que o pai se chamava Francisco. A mãe só podia ser Isabel. Viajando mais ainda em meus pensamentos, o filho dela com o Olavo ia se chamar Francislavo ou Olisbel. Credo!

Depois dessa viajada na “maionegg´s”, lembrei que isso existe mesmo. Não é raro conhecer gente com o nome inventado ou misturado pelos pais. Como é que um pai, ou uma mãe tem a coragem de fazer isso com os filhos? Pior ainda, é o povo "menos favorecido." Incrível como eles acham o máximo os Maicons, Deividis, Stuartss, Rusevelts, Oliúdi (Hollywood), Sthephannies, Lindsay O´haras, Wendis, Jeniffers, Kellys. E tudo é sempre uma questão de homenagem. Já observaram a quantidade de Sandys que existem por aí? E as cadelinhas com nome de Sasha? Há aqueles que homenageiam os remédios. Abdoral, Torquatio são apenas alguns exemplos. E não poderiam ficar de fora aqueles nomes compostos pomposos (como os que a gente encontra na família da minha chefa Ninão), sem falar no meu caso, Vasconcelos R. Martins.

Antes de começarem a me zoar, informo que foi uma homenagem “clubística”. Meu pai, torcedor “cruzmaltino” que é, resolveu me "homenagear". Perguntei certa vez o porquê de não colocar somente Vasco (afinal, além de nome próprio, é assim que sou conhecido mundialmente) e ele respondeu: “Assim todos vão falar que eu sou fanático demais”. Não reclamo! Embora só tenha sobrenome, digo que tenho uma razão social e o nome fantasia. E as outras opções que não eram animadoras. Já pensou este estagiário aqui se chamando Mário Sebastian? (Pai = Sebastião Mãe = Maria). Ou Truti?(Truth = Verdade em inglês). Fico feliz por ter ficado sem nome. E acreditem isso não é nada, comparado aos nomes das amigas de minha irmã.

Minha irmã, Valéria Letícia, além de ter o nome composto é uma beata de igreja. Depois de fazer redução do estômago, ela emagreceu 50 kg. Perdeu a parte boa. Só restou “aporrinhação” naquele corpanzil obeso. Ela ainda anda com aquelas meninas feias, de pernas cabeludas, rechonchudas Parecem o Fat Family! E os nomes das beldades? Inacreditáveis! Certa vez, atendi ao telefone. A “desgrama” do outro lado da linha disse:
- Alô, aqui é a Marmeide. A Valéria está?

Quase morro de rir. Marmeide? A porra da mulher era um Changeman! E o pior é que Marmeide tinha mais duas irmãs: Miscoito (acreditem!) e Janaíres. Fiquei perplexo quando vi! Encontrei no círculo de amizade de minha querida irmã, nomes como Glaucineide, Glauciméia, Glaucimar, Gisléia, Francislaine, Albertina, Herondina, Belarmina e Leopoldina. Não sou preconceituoso! É porque na idade dela, devia estar rodeada por Danis, Patis, Caróis. São nomes básicos. Todo mundo conhece uma Carol. Mas é estranho. Ela só conhece essas meninas com nome de tia.

Um dia ela veio até meu irmão, Jiraya, e falou que uma amiga estava afim dele. Indagamos em uníssono:
- Qual é o nome dela?
Ela riu e disse:
- Ah, gente! O nome dela é Vivi!

Pronto! Aleluia! Finalmente uma amiguinha normal. Já podíamos imaginá-la conversando ao telefone com Vivi:
- Oi, amiga! Você vai à festa hoje? Vai todo mundo! A Bia, Carol, Paty, Jana, Bruna, Tati, Cris e Pri...


Que orgulho! Uma luz no fim do túnel. Mas meu irmão (muito do desconfiado) apertou:
- Valéria! Fala logo o nome dela, PORRA!

Valéria, toda sem graça, querendo rir, insistiu que o nome dela era Vivi e pronto. Não iria mais falar sobre isso. Perguntamos novamente:
- Vivi? Vivi de onde? Viviane, né? Talvez Vitória?
E ela, se acabando de rir, finalizou:
- Não! Vivi de Maria das Virgens!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Namoro na TV



Sábado à tarde, eu estava em casa, descansando. Resolvi dar uma limpada no meu computador e baixar algumas músicas. De repente, minha prima me chama no Skype:

Prima: Helô*, você está ai?
Eu: Fala, Helô! Estou dando um tempo por aqui. O que manda?
Prima: Estou assistindo aquele programa do Márcio Garcia. Passando mal de rir aqui!
Eu: Que programa? Um de auditório?
Prima: Namoro na TV, filha! Tipo aquele do Sílvio Santos.
Eu: O QUÊ???? Vou ligar a TV!

E os minutos seguintes foram repletos de situações constrangedoras e hilárias. Várias moças sentadas de um lado, o apresentador no meio, fazendo perguntas. Os tipos eram os mais variados e estereotipados possíveis. Uma gordinha de vestido roxo, mais parecendo uma gelatina de uva. Outra gordinha de amarelo, que mais parecia uma versão feminina do gigante da história de João e o pé de feijão. Uma vesguinha sorridente, uma patricinha loura, uma morena de sainha rodada. TODAS eram mega mukissas! De doer mesmo!

A ajudante de palco era outra figura. Um micro short, um top, o famoso tamancão de acrílico, as pernas bombadas e aquele jeito feminino de andar quando a gente está apertada, morrendo de vontade de fazer xixi. Tosca! Mas o melhor ainda estava por vir. Eis que o Márcio Garcia chama os candidatos. MEU DEUS DO CÉU! PÁRA TUDO!!!! Os nomes não poderiam ser diferentes. Era um show de Michael, Augislan, Deividi, Wellinton, Eudeslan... Os caras “davam o que podiam” para conquistar as moças. Mentiam feito loucos, se gabavam, contavam histórias tentando agradá-las. Uma coisa de louco!

(Eu alternava momentos de gargalhadas e pena dos cidadãos, enquanto minha prima passava mal de rir e ficava repetindo as frases “sábias” dos pobres)

Enquanto o candidato (tosco) falava, a câmera mostrava as “futuras namoradas”. As garotas pareciam não acreditar nos caras e faziam de tudo para não demonstrar o MEDO de ter que dançar com alguns deles. A gordinha se esquivava na cadeira, a loura fatal sorria para a câmera, a morena da saia rodada tirava as pontas duplas do cabelo, a loura com o cabelo de mechas, fingia prestar atenção. E a vesga? Só Deus sabe para onde ela estava olhando.

A partir daí foi um desfile de “personalidades”. Teve o estilo pagodeiro (alcinha no cabelo, colar de prata, regata torando), o nerd (todo vestido social e de óculos), o micareta (regata, bermuda colorida, colar de bolotas e tênis) e os mais clássicos (jeans camisa e SAPATO CARAMELO). Feitas as apresentações, chegou o momento das moças se posicionarem.
Apresentador: E aí, Fulana? O que achou do rapaz?

(Música de suspense no fundo. O rapaz fica olhando para elas esperando o veredicto)

Fulana: Hoje não, Márcio!

E assim iam passando. A sequência de tocos e o constrangimento de se sentir rejeitado por uma mukissérrima. Eu alternava momentos de gargalhadas e pena daqueles cidadãos. A cara de “tudo bem!” ou “quem sabe na próxima” era de cortar o coração. E aquelas mega mukissas dizendo “Hoje não, Márcio”??? Como assim? Naquele dia, só um casal se deu bem. A gigante gorda com o estiloso clássico. Achei que já tinha visto tudo, podia mudar de canal, mas o melhor ainda estava por vir...

Levaram o casal do programa da semana anterior para um restaurante, e filmaram o jantar romântico. A moça parecia ter uns trinta e tantos anos, o rapaz uns vinte e poucos. Ela era ruivona, estilo roupas "esvoaçantes". Já o rapaz... Micarê, é claro! Ela estava visivelmente sem graça com a filmagem e agia mecanicamente. Falava pouco, toda séria e tal. O cara parecia estar totalmente em casa. Puxava a cara dela para um lado, virava para outro, abraçava o tempo todo. Até que de repente, ele parte para cima dela. Começa a beijá-la como se estivesse tomando sorvete. É língua para todo lado! A moça pareceu ficar tão constrangida que colocou a mão no rosto dele, tentando desviar da câmera, mas ele tirou para mostrar mesmo a lambança toda. Quem assistia só conseguia ver a língua dele. A cena ficou tão tosca, que até o Márcio Garcia ficou rindo, sem acreditar naquilo. Argh!

O quadro do programa, que é uma tentativa de trazer de volta a lembrança daquele apresentado por Sílvio Santos, não chega nem aos pés do original. Mas o vexame dos descartados, o desfile de “criaturas simplórias”, a curtição de quem apresenta e a vergonha (e gargalhadas) de quem assiste são as mesmas. Quem não lembra da parte dos binóculos, onde os participantes ficavam se observando a distância e na hora que o Sílvio autorizava a dança, era uma correria para pegar a menos mukissa? E quando ele perguntava se era namoro ou amizade, e se a moça respondesse que era amizade, o próprio Sílvio ficava rindo da cara do rapaz? Eu nunca vi um povo gostar tanto de passar vergonha! Mas, enfim... Aquela era uma época de ouro do SBT!




* Helô = Apelido carinhoso usado entre algumas Fenômenos e suas amigas. Surgiu baseado na personagem Heloísa, interpretada por Giulia Gam, da novela Mulheres Apaixonadas. (Assunto para outro post).




Mudando de assunto…



Pessoas, o "T Day" já tem data marcada. O Flávio Prada passou por aqui e deixou o link para aqueles que apoiaram a idéia. Quer saber mais? Clica aqui.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Da série - Fenômenos sem tempo

... E posts também!

Clube da Mafalda

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Facilitador x Estagiário Jones


Sobradinho,15 de junho de 2007, 15h00

Estagiário Jones liga para a central de atendimento do NetVirtua. É atendido por aquela voz robótica feminina, simpática, tipo Doris Giesse (Dóris para maiores. Lembra?)

Voz de gravação: “Você ligou para a central de atendimento NET. Dentro de alguns instantes o Sr. será atendido. A qualquer momento sinta-se a vontade em discar 1 para Net, 2 para ADSL, 3 para Fatura, ou o digite o número de seu CPF para o atendimento.”

Estagiário Jones - com sua larga experiência em estágios anteriores fracassados em telemarketings da vida - sabe que isso é só enrolação. Já impaciente, disca 123456789. Atende o "facilitador". É impressionante como esses nomes mudam de central em central.

(Em uma empresa que estagiou era "operador", na outra "atendente", já fora "cooperador" e "gestor" em outras, mas facilitador?)

Facilitador : Boa tarde Senhor.! Com quem falo por gentileza? Em que posso ajudar, Senhor?
Estagiário Jones (já imaginando a enrolação): Olha, eu quero cancelar o NetVirtua.
Facilitador: Perfeito Senhor! Estarei transferindo sua ligação para o setor responsável. Deseja anotar o número de protocolo deste atendimento, Senhor?
Estagiário Jones: Transfere logo!
Facilitador (fingindo não perceber a falta de paciência de Jones): Justo Senhor! Uma boa tarde!

Essa falta de paciência de Estagiário Jones não é para com o Facilitador. Ele sabe como funciona as centrais. Já fora um deles. Sabe que irão transferi-lo para um setor de atendimento especial aonde irão oferecer-lhe tudo para que não cancele a prestação do serviço. Então ele tenta se antecipar para poupar a conta do celular. Já se passaram 30 minutos de "facilitamento".


Facilitador (falando no mais perfeito “carioquês”): Alôar, Sr. “Vaixco”!Boa tarde! Meu nome é Priscila Eduarda. Sou facilitadora "eixpecial" para clientes "expeciais". Exxxtou a par de sua solicitação, mas antesx o Senhor poderia me confirmar algunsxx dadosxxx? A sua data de "naiscimeinto" ...
Estagiário Jones: Pode parar! Já fiz tudo isso lá atrás com o outro operador.
Facilitadora Eixpecial: Correto Senhor! Mas preciso registrar aqui. Qual é sua reclamação meixxxmo?
Estagiário Jones: Olha só! Eu sei que você sabe de tudo! O outro cara já me ofereceu até o número de protocolo. Você não quer que eu passe mais meia hora explicando tudo, ne? Então, cancela logo esse NetVirtua!
Facilitadora Eixpecial: Perfeito Senhor! Mas para que eu possa ESTAR ATENDENDO AO SENHOR. (ai!) eu preciso que o SENHOR possa ESTAR FORNECENDO-ME(ui!) os seus dados.

(Estagiário Jones fornece mais uma vez todos os dados. Mais 10 minutos de perguntas)

Após a verificação ...

Facilitadora: Senhor, qual é o motivo que leva o Senhor a tomar essa atitude?
Estagiario Jones (incrédulo): Não te interessa! Cancela logo! E não me venha com vantagens. Vocês já me prometeram aumento de velocidade, já me deram desconto na conta. E já me deram também um mês gratuito. Acredito que não há mais nada pra oferecer. Não quero e pronto! E tem mais! Já contratei o concorrente de vocês, já tenho até o sinal!
Facilitadora : Cri, cri,cri (silêncio)
Facilitadora (tentando voltar ao normal): E-e-entendo maix tem uma coisa aqui...nós só podemos estar cancelando apóix uma visita técnica do técnico.
Estagiário Jones (puto): Visita de técnico é o CARALHO ! CANCELA LOGO PORRA!! O que ele vai ver aqui?
Facilitadora (nesta altura já dificultadora): Sinto muito Senhor! Entendo sua revolta. Peço que o Senhor se acalme. Daqui a 15 diasxxx - que é o prazo que o técnico tem para ir a sua residência - estaremos cancelando.

Estagiário Jones (vencido pelo cansaço): PUTA QUE O PARIU! CHEGA DE GERUNDIO! CHEGA DE GERUNDIOOOO!!

O pobre estagiário esperou os 15 dias com ansiedade. Pensou em armar uma tocaia. Pensou em se esconder no beco e surpreende-lo com tiros de espingarda, de doze, pisto -UZi ou HK. Mas o bom senso prevaleceu.O estagiário não queria se tornar o presidiário. Os caras foram lá. Concordaram que a NetVirtua é uma merda. E o serviço foi cancelado.

Sobradinho-DF, segunda-feira, 10 de setembro de 2007, 11h00.

Estagiário Jones: Manhêee, que porra de correspondência da NetNirtua é essa aqui?
Mama Jones: Sei lá! Chegou ai pra você!
Estagiario Jones: Puta QuE O PARIUU!! Vou ligar lá de novo! Espera só pra ver...(seguem onomatopéias do teclado de telefone)

Voz da Doris: Você ligou para a Central de Atendimento...

Estagiário Jones(discando a opção do CPF): @#$%¨&*&
Facilitador: Bom dia! Aqui quem fala é o facilitador João Gilberto. Em que posso estar ajudando?
Estagiário Jones: Alô!! Que porra é essa que eu recebi aqui? Vocês me enviaram uma cobrança DE NOVO?
Facilitador: Um momento Senhor! Antes, temos que confirmar alguns dados.. Qual é a data de nascimento?
EstagiárioJones: ARRRGGGGHHHHHHHHHHHHHHH!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Tomanocu Day

Iscriviti al Vaffanculo Day
Dando a minha lidinha habitual no blog do Milton, fiquei sabendo que dia 08 de Setembro, na Itália, é o Vaffanculo Day, ou seja, o dia de mandar tomar no cu. A idéia é de criar um dia V (de Vendetta) mesmo. Então, seguindo a fabulosa idéia, e cansados desses movimentos inúteis e entojados (além de burros, é claro) que vivem aparecendo por aqui, os blogueiros estão sugerindo a criação do nosso "Dia T", o Tomanocu Day.
Seria uma tentativa de recomeçar, virar a página, se livrar de "encostos", mandar tomar no cu tranquilo e quem tiver afim de ir...Bom, que vá!!!!
A sugestão está dada. E os Fenômenos apóiam!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Os Gatíssimos

Quem aqui nunca passou pela seguinte situação: Você conhece um cara na balada, no café, no shopping, no sacolão ou sei lá mais aonde e começa a sair com ele. Papo vai, papo vem, o negócio vai dando certo, vocês se vêem com mais freqüência e chega o dia em que marcam de sair com a SUA galera. Se você combina com o gatíssimo de irem juntos, é quase certeza que quando vocês chegarem, a galera já vai estar toda reunida. Aí você, pôdi de linda, chega toda saltitante, de mãos dadas, feliz da vida, jurando que encontrou seu “Giani”, apresenta o futuro pai dos seus filhos para aquele bando de “gaviões,” e procura a aprovação nos olhos da sua amiga confidente. Ela não olha direito pra você. Lascou!
Mas a galera recebe o cara numa boa, e você respira aliviada, até que a primeira amiga inventa de ir ao banheiro. Aí você sabe que vai ouvir quais foram as primeiras impressões. É só chegar ao banheiro que começa: “Menina do céu! Você tem mesmo vocação pra Madre Teresa! Vai fazer caridade lá longe!!!” E você já ficando confusa: “Credo, pessoas! Ele é tão “pôdi” de lindo! Não é fofo com aquele cabelo? E vocês sabem que ele faz meu estilo”. O silêncio reina! Pronto! Ninguém gostou da aparência dele. Agora é partir para conhecer mais "a fundo".

E quando você combina de encontrar o pobre cidadão por lá? Ele te liga dizendo que já estacionou o carro. Você, toda empolgada, anuncia pra galera e pede que ninguém faça gracinha. Aí quando avista a criatura de longe, tenta mostrar pra um amigo, apontando mesmo, e ele solta:
- Quem? Aquele com o cabelo do Beiçola? Não acredito! Você está namorando o Beiçola?
- GENTE, ela está namorando o BEEEEIIIÇOLA da Grande Família!!!!
-Aff!

Com relação a relacionamentos, aqui no Sim,pessoas as coisas sempre foram bem claras. A Helen é a mais exigente. Os caras sempre tinham que ser mais bonitos, aqueles que se preocupam com o corpo e se acham. Pelas características do tipo (não gostavam de usar muito o cérebro), ela sempre teve mais paciência pra explicar as coisas da vida, mas quando o negócio ficava muito feio, mandava logo o cara se lascar. Com ela quanto mais “tirador de onda”, melhor. A maior prova disso é o atual namorado, Estagiário Jones, um Insu de marca maior (hihihihi), mas graças a Deus e a Mama Jones, o cara usa bem o cérebro. Agora o trabalho da Fenômeno é cuidar da língua afiada da figura.

A Rogéria sempre foi a mais “caridosa”. Contanto que o cara tenha um “coração bom”, ela se apaixonava mesmo. Sem muitas explicações. Sempre tentando entender o lado dele, as razões das coisas. Mas ai dele se não fizesse as vontades dela! Sai de baixo! A Nina sempre foi o oposto. Não gosta de homens mauricinhos, ou bonitinhos-marrentos. Não tolera homem burro. Sempre gostou dos estilos inteligentes e largadões, os famosos “alternativos”(para não dizer esquisitos mesmo). Já se acostumou a ouvir a galera “zoando” dos seus “gatíssimos” e é mais intolerante quando os assuntos são gostos e burrices.

Mas relembrando algumas “pérolas masculinas” que já passaram na vida das Fenômenos, encontramos de tudo. Independente da que gosta do mauricinho, o tirador de onda, a que gosta do estilo “sonso” ou da que gosta dos alternativos, cada uma tem no currículo coisas que deixariam qualquer pessoa de queixo caído. E não tem essa de amor de verão, peguete do passado, rolo de micarê, show de porão do rock, churrasco de faculdade, férias com a galera, trance no meio do mato... Até os Grandes já assustaram os amigos. Podem acreditar! Aqui não tem essa de comédia romântica, Barrados no Baile, onde a menina troca um bom por outro melhor não. Aqui o negócio sempre foi devagar, cantando “Step by Step” mesmo!!!

Tem o tal que usava mortalha e quando chegava no fim do dia já estava fedendo, o que adorava o Moletom surrado de 1900, o que usava pochete com celular pendurado, o que adorava um colar com BOLOTAS (cada uma do tamanho de um coco-verde), o que usava sempre a mesma roupa quando saíam para a balada, o que adorava uma regata com jeans e tênis, o que usava um brinco de argola gigante, quase um pirata, no maior estilo "cigano Igor", o que tinha uma jaqueta de duas cores, o vovô-garoto com bermudão florido, o da blusinha torando, o do sapato sem meia (leia-se “cia pés salsichão”), o do cinto social e nike branco (estilo Seinfeld), o inodoro (sem cheiro mesmo depois de um litro de perfume francês), e até um que usava COLETE sem blusa por baixo.

Os cabelos? Constam nos currículos estilos variados. O Ronnie Von, o Papa-Capim, o careca, o Cebolinha, o Capitão Caverna, o porco-espinho, o com entradas, e é claro, o BEIÇOLA! Os corpos? Já teve gordinho, gordão, sarado, aprendiz de sarado, o “psico” com o corpo, o largadão, o atleta de fim de semana, o funil (grande em cima e fino embaixo). Aff!!! E alguns desses chegaram a posição de Grandes. (Só alguns!)

Cansada de se explicar, nossa amiga Júlia, já tem uma maneira de assumir mesmo seu (mau)gosto e evitar constrangimentos na hora de apresentar seu Grande pra galera. Horas antes da gente se encontrar, ela já liga e avisa:
(Conferência)
Júlia: Pessoas! Eu já vou logo avisando que ele não é bonito. Mas é uma pessoa muito legal, vocês vão adorar!
Helen: Claro, Júlia! Até parece que a gente pode julgar alguém, né? Você não vê os "escolhidos" da Nina?
Nina: HA-HA-HA-HA ! Muito engraçada! Estou morrendo de rir! De certo só pegou Fenômeno nessa vida!
Helen: Ô, Nina! Eu não gosto de esquisitões, não! Pelo menos meus namorados “ornam” as cores. HAHAHAHAHAHA
Nina: Fica tirando onda, ta? Humpf!
Júlia: Gente, o assunto sou eu! Vocês conhecem meu gosto, né? Sem piadinhas, por favor!
Helen: Tudo bem, Júlia!
Nina: Não garanto nada! HAHAHAHAH

(Bem que a gente tentou. Mas quando ela apareceu toda feliz ao lado dele...Não deu, não! HAHAHAHAHAH)


“Quem irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”

domingo, 2 de setembro de 2007

O dia do professor de educação física

Parabéns a todos os profissionais da área de educação física. Apesar do pouco reconhecimento, somos responsáveis pelos momentos mais incríveis na vida das pessoas e essa é a melhor parte, a alegria no rosto de cada um. Quer saber o por quê?





É o professor de educação física que te anima na hora de esquecer o que passou no dia cansativo, e até paga sapo quando a preguiça vai tomando conta. Tudo para o seu bem, é claro!







É o professor de educação física que te auxilia na hora de conseguir o corpo perfeito. Com uma "paciência de jó".







É o professor de educação física que te ajuda a enfrentar os primeiro medos.








É o professor de educação física que te auxilia nas suas primeiras competições.





E fica todo orgulhoso dos seus resultados. Afinal, toda aquele "sapo" serviu pra alguma coisa.




É o professor de educação física da galera que se preocupa com o peso dos amigos.





Enfim, é o professor de educação física que se emociona com suas histórias e agradece quando você percebe que nunca é tarde para cuidar da saúde. Parabéns, queridos colegas!



Texto de Helennat, a professora de educação física e personal dos Fenômenos




E nós somos "podis" mesmo, hein? A Dahi do blog Remembrança nos indicou para outro selinho. Esse é um título aos bons novos blogs. E "foi criado por alguém que teve a genialidade de perceber no calendário que o dia 31/08 forma uma espécie de anagrama com a palavra BLOG. ( Ctrl +C e Ctrl +v, tá?). Temos que indicar dois novos blogs!!! Hummmm! Vamos indicar dois blogs que estamos descobrindo agora, tá? Começamos a acompanhar faz pouco tempo.

It's Evolution Baby

Se conselho fosse bom...

Valeu, Dahi!!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Mobilizar é a palavra

Recebi por email e vi na TV Nacional (tudo no mesmo dia)...


terça-feira, 28 de agosto de 2007

A difícil arte de manter um blog


Sim,pessoas! Criar um blog é muito fácil. Você escolhe onde quer montar o seu, segue uns passos, escreve o que te dá na telha no momento e pronto. Mas manter um blog, atualizar um blog, administrar um blog, é bem diferente. A gente tem que gostar dele, cuidar como se fosse um trabalho importante ou um parente da família. E é aí que começam algumas dificuldades. Não se pode postar o que vem na cabeça, afinal tem que ser fiel “a linha” que escolheu. Se você escreve sozinha pode inventar, fazer dele um diário ou sei lá, mas se você administra um blog em conjunto, tem que ouvir todos os lados, levar em consideração todas as opiniões, discutir tudo antes de sair postando ou comentando.

O mais difícil em fazer um blog é a tal da atualização. No caso do Sim,pessoas, a gente estabelece um intervalo entre um post e outro, até porque fica difícil discutir com todo mundo todo santo dia sobre o que postar. Mas mesmo com um intervalo, ainda é difícil e admiramos nossos amigos blogueiros que atualizam diariamente. Outro ponto crítico é a inspiração. Nem sempre estamos inspirados para escrever um post legal, digno de fazer parte do blog, mas temos que fazer, porque o outro já está criando raízes por ali. Mas não gostamos de qualquer coisa, então ficamos num beco sem saída. Sem falar na falta de tempoooooooooo! O jeito é pegar o caderno de “pautas” que fica na gaveta do criado (um caderninho onde a gente anota as idéias de posts para desenvolver depois) e escrever.

Como optamos por um blog que conta um pouco das nossas aventuras, alguns textos são bem espontâneos e hilários e (na maioria das vezes) são escritos no calor dos acontecimentos. Mas também gostamos de escrever sobre nosso ponto de vista a cerca de alguma coisa ou falar do que gostamos, mesmo que sejam apenas besteiras. E é aí que começamos a irritar alguns leitores. Talvez pensem que o nosso caminho seja o mais fácil na hora de manter um blog, afinal é só contar uma historinha nossa e pronto. Mas não é bem assim. Não vivemos do blog, ele não é nosso trabalho, não ganhamos nada com ele. É apenas um meio de nos divertir e de discutirmos alguns assuntos com nossos leitores e amigos. Um blog “bambambam” é excelente porque precisa ser. O cara vive daquilo ali. O Sim,pessoas a gente leva como nossa vida, aprendendo o tempo todo.

O problema de se tornar mais conhecido é a exigência em torno do que vamos postar. Até a gente passa a ser mais exigente com o que vamos produzir e com o dos amigos também. É inevitável. Recentemente eu li em um dos blogs “referências”, que os blogueiros sofrem com a cobrança dos “leitores comentaristas”. Existem pessoas que reclamam, acham ruim e exigem que os textos sejam assim ou assado e ficam até aí (o que pra mim é legal, afinal tem gente acompanhando seu blog e ajudando com as críticas), mas existem aqueles que comentam apenas para ridicularizar, ou para esculhambar ou irritar outros comentaristas, enchendo a caixa de comentários de outros assuntos que não são os do texto ou do blog. Resultado? O blog perde em qualidade e em acessos também. Sem falar que os próprios autores passam a se sentir desmotivados a continuar.

É prazeroso postar e ver que as pessoas se sentem incomodadas com o texto e resolvem discutir, elogiar, descer a lenha e etc. Mas é muito chato quando certos comentários não têm conteúdo, não acrescentam, não ajudam em nada na discussão que o autor quis levantar. Talvez este seja o maior problema em se manter um blog (depois da falta de tempo, é claro). Uma vez conversei com um amigo (blogueiro) e ele me disse que detesta aquelas pessoas que metem o pau no texto ou no blog e na hora de assinar colocam “Anônimo”. Segundo ele, é ridículo uma pessoa se esconder atrás do anonimato para esculachar alguma coisa. É cômodo e covarde. Sem falar que é meio bobo, né?

Enfim, manter um blog funcionando exige paciência, jogo de cintura, criatividade, inspiração, vontade, tempo e várias outras coisas. Mesmo seguindo todos os passos, pode acontecer que um dia que o texto não agrade uma pessoa, ou que só tenha uma figurinha do Snoopy, um vídeo de Lost, um texto massante sobre dia-a-dia, uma continuação de uma idéia que outro blogueiro teve (e que a gente adorou e achou legal trazer pra cá), um texto de outra pessoa... Quer tocar fogo na caixa de comentário? Ótimo! Faça mesmo! Mas assine! Não quer comentar? Ótimo! Não comente! Quer mudar de ares e ler um dos nossos favoritos? Aconselhamos a fazer isso mesmo! Mas não deixe de voltar daqui uns três dias. Quem sabe pra você o texto vai ser melhor?

É impossível a gente agradar todo mundo, e ainda estamos longe de alcançar a perfeição de nossos queridos amigos blogueiros, mas nem por isso nosso empenho por aqui deve ser ignorado. Está achando que manter uma página como a nossa é fácil? Não é mesmo! Mas ser Fenômeno é encarar até isso. Mesmo que o espaço entre um texto e outro aumente, mesmo que os textos com nossas aventuras demorem a vir, mesmo que o tema dos textos seja uma “reedição” ou uma homenagem a outros blogs. Whatever!

Que ler o que escreveu um blogueiro irritado com comentários inúteis? Acesse: http://blonicas.zip.net/arch2007-08-01_2007-08-31.html#2007_08-11_03_11_29-114207555-0



Mudando muuuuito de assunto...



O Sim,pessoas ganhou um prêmio! Isso mesmo! A Aryana do "Apenas segredo d'alma" nos indicou ao "Power of Schmooze", um selo dado aos blogs e blogueiros que tentam fazer um relacionamento "inter-blogs", ou seja, mostra que nenhum blog é uma ilha, e tenta ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo (rolou um ctrl+c na explicação, tá?).

U-huuuuuuu!!!! <:o)

E seguindo as regras, indicamos os seguintes blogs para o prêmio:

Mandra Brasa

Milton Ribeiro

Página em Construção

Totalmente Sem-Noção

Parabéns, pessoas! Aproveitem o prêmio também! As regras que deverão ser seguidas pelos vencedores estão no Fora de Sintaxe.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Que horror!

Virou moda assistir filmes com excesso de violência. Filmes onde a história é contada com muito sangue, tortura, terror psicológico e que alguns experts em cinema adoram chamar de filmes para adolescentes. Fui alugar um filme no fim de semana e o mocinho da locadora insistiu para que eu levasse “O Albergue”. Respondi que não gostava do tipo do filme, que não achava nada legal ver pessoas sendo torturadas, que tinha passado mal vendo “Jogos Mortais”, e que algo estilo “Quentin Tarantino” só assisto muito de vez em quando, e SE realmente acho que vale a pena. O rapaz não acreditou que eu não gostava daquilo, ficou me achando “tipo, muito diferente das outras clientes” (palavras dele), ainda tentou me fazer sentir curiosidade, mas desistiu. Rá! Eu parecia mesmo aquelas chatas que fingem que entendem de cinema. (Pfff!) Aluguei outros DVDs e saí de lá pensando no que atrai tanto as pessoas nesse tipo de filme.

Eu realmente passei mal quando caí na besteira de assistir “Jogos Mortais”. Não gostei de absolutamente nada no filme, fiquei tão nervosa que saí do cinema com uma enxaqueca daquelas. Adoro filmes de suspense, mas não gosto de violência excessiva, ver pessoas torturadas daquele jeito, sangue jorrando pra tudo quanto é lado, garota pulando em piscina de seringas. Aff!!!! Mas lembrei do outro lado também (e um texto no Garotas exemplificou bem a questão). Existem alguns filmes que não seguem a mesma linha e trazem uma cena ou outra que fazem a gente passar mal, tremer ou morrer de nojo, e nem por isso a gente tem pavor depois. Vai me dizer que não sentiu a dor do Tom Hanks, no filme "O Náufrago", quando ele inventou de arrancar o dente com a lâmina de um dos patins?

Às vezes o filme nem é de terror ou suspense. Pode ser um drama ou até comédia. Mas de repente rola uma cena em que a gente se encolhe toda e fica lembrando por horas. Em “O Labirinto do Fauno” o grande vilão do filme é um capitão que para punir um camponês, bate com uma garrafa no rosto do pobre homem até afundar tudo.Sem falar na governanta que rasga a boca do malvado com uma faca de cozinha. Ai Senhor!!!! Com isso algumas cenas acabam por somar muito ao filme, se tornando um ponto de referência quando a película é citada. Ou vai me dizer que não se lembra de “A outra história americana” pela cena onde o personagem de Edward Norton manda o cara morder a calçada? (Acho que é a pior cena que eu já vi. E o filme é "fantárdigo"!)

Nas séries de TV também tem algumas cenas que fazem o estômago embrulhar. Em 24 horas, Jack Bauer arranca o dedo de um bandido com um canivete ( e carrega no bolso para o reconhecimento das digitais), arranca o pedaço do pescoço de outro bandido com o dente. Isso contando apenas algumas das façanhas dele. Em Prison Break (série cheia de momentos Urgh!) o nojento-irritante-chato-medonho-estuprador-inacreditavelmente sortudo do T-Bag, um vilão da pior espécie, tem a mão amputada, costurada, depois arrancada novamente, e continua todo serelepe matando por aí. Como se a gente fosse obrigada a ver aquilo, passar mal e ainda acreditar que pode ser possível. Coisas de televisão, né?


Mudando de assunto…

Quer ver o comercial que o Kiefer Sutherland gravou aqui no Brasil? O vídeo não cita, nem parece com o seriado 24 horas, e mostra um Kiefer com uma expressão bem diferente do Jack Bauer (todo calminho). Mas eu acho que ainda tem uma assinatura do agente da UCT. Quem conseguiria passear de carro numa São Paulo completamente VAZIA? Só ele!

http://www.youtube.com/watch?v=0o2aWFOPUXY

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Você não tem vontade de berrar quando...

... Perde dinheiro?

... Chega em casa cansado (a) e vê o cachorro em cima do sofá?

... Seu time do coração perde o jogo?

... Não encontra o que você guardou bem na hora que precisa?

... Alguém fala mal de uma pessoa querida para você?

... O chefe te pede pra ficar mais cinco minutinhos (justamente quando você está indo embora)?

... Tem que ouvir todo o sapo daquele seu amigo metódico (quando você liga chorando e dizendo que se deu mal)?

... Liga para alguém duzentas vezes e a pessoa não atende o celular?

... Acabou de chegar em casa e sua mãe te pede para ir até a padaria?

... Está quase pegando no sono e o telefone toca?

... Quando está voltando da night descobre que arranharam seu carro?

... Está arrumando suas coisas e percebe que estão faltando alguns DVDs da sua coleção (e quando você pergunta pro seu irmão, ele diz com a cara mais lavada do mundo, que pegou pra assistir com a namorada e deixou na casa dela)?

... Precisa ligar para aquelas centrais de atendimento e esperar horas para NÃO resolver nada (e ainda ouvir as atendentes falando que seu problema ESTARÁ SENDO RESOLVIDO)?

... Está pronta pra dormir, com pijamão Hello Kitty, olheiras de panda, cabelo batidinho e recebe uma mensagem do Grande (ou peguete) perguntando se quer fazer alguma coisa?

... Sai pra dançar com um sapato assassino?

... Tem um trabalho pra entregar e o computador resolve dar “tilt”?

... Alguém atende celular no cinema (ou no teatro) bem perto de você?

... Fica monossilábica quando encontra o Grande?

... O zíper da calça emperra (ou quebra) em pleno encontro?

... Paga mico no dia em que conhece os pais do (a) namorado (a)?

... Passa o dia inteiro no salão e quando sai está o maior temporal?

... Se arruma toda ( jura que a noite “vai render”) e o bonito do seu namorado combina de sair com a galera (ou chega na sua casa com o carro cheio de amigos)?

... Discute qualquer assunto com pessoas radicais?

... Sai de casa para pagar uma conta e esquece o boleto?

... Seus amigos resolvem te sacanear bem no dia em que você está com uma TPM braba?

... Toma 250.654 remédios e a enxaqueca não passa?

...Chega em casa azul de fome e só tem Miojo?

... Alguém te corta no trânsito?

... Está apertado (a) para ir ao banheiro e a fila do boteco está enorme?

... Alguém te pede calma quando você está a ponto de ter um ataque de fúria?

... Leva um tombo estúpido?

... Espera por uma ligação que nuuuunca vem?

... Fica preso (a) naquela porta giratória dos bancos?

... Bate o dedinho do pé na cama ou na mesinha de centro?

... Derrama molho de tomate na blusa branca?

... Precisa escrever e não está inspirado?

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Bota fé?

Depois de "Tocando o Sobrenatural de Deus"...




E a melhor (ou pior) ...


Aposta comigo que o "culto" deve ter lotado?

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

A festa de formatura e as piadas toscas

São incríveis as festas de formatura. Tudo de graça (para os convidados). A bandinha é massa! Toca sempre as mesmas músicas, na mesma seqüência. Não importa quantas formaturas a gente vá. As músicas são sempre as mesmas: Começa com Frank Sinatra e alguns boleros. Depois vem o famoso rock clássico(Creedence), anos 60(“La bamba” e “Jive Bunny”). Passado algum tempo começa a rolar um pouco de anos 70 (Fever night fever night fever!), e finalmente o pop rock nacional( que vai de "Será" da Legião Urbana até a tosca "Ana Júlia" do grupo Los Hermanos), o rock - hits de boate (Couting Crows e Cake), as apelações dos hip-hops e funks da vida e os axés que irritam qualquer ser humano. Para encerrar, vem uma chuva de músicas de "auto-ajuda". Quer um exemplo? Gonzaguinha e seu maior sucesso: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz"... Engraçado demais! E divertido também.

Os formandos são um espetáculo a parte. Impecáveis com seus cabelos de gesso. As mulheres com vestidos de estrelas de Holywood. Os homens aparecem com paletós de pingüim e “mocassim” brilhando mais do que pão doce. E a família? Toda arrumada! As velhas encaram horas no salão. Mas não adianta. Para mim elas parecem um bando de “Hebes”, “Anas Marias” ou “Aracys Balabadians” num congresso de penteados armados. Sem falar nas coroas que ficam “sobrando” no tubinho básico. Os velhos? Arrumam seus ternos de veludo, aqueles que só foram usados no batizado de seu irmão mais novo.

E os “ratinhos”? É tio reclamando do sapato novo que vai deixar calo, o tio garotão(aquele que quer parecer jovem tentando chegar nas colegas da sobrinha) deixando a esposa furiosa, a mãe orgulhosa que fica pra lá e pra cá atrás da filha formanda, o namorado com ciúmes, o pai que parece que nunca viu uísque e quer tomar tudo de uma vez. Como diria Bento XVI... " É foda". E quando chega a parte do protocolo? A porra da valsa! O pai todo nervoso. A filha desfilando crente que é a Giselle Bundchen. Desce as escadas (sempre tem escadas!) e acena para todos seus fãs. É a mais feliz de todas. Feliz? Nada, rapaz! Ela está é se deleitando por ser o centro das atenções, e assim, deixar suas primas-rivais loucas de inveja. Afinal, ela é a atração da noite! Pronto! Está declarada a guerra secreta de vaidade e inveja que existe entre as tias velhas.

Estive numa festa de formatura assim no fim de semana. Depois de vários bafões, eu e meus amigos jazíamos em nossa mesa, tentando postergar a noite, para consumir tudo o que podíamos, afinal tínhamos que compensar a grana investida no convite caríssimo. Ninguém queria ir embora. Íamos ficar até o último minuto. Queríamos ser expulsos. Pagamos caro, pô! O estado embri de todos já estava elevado ao sétimo cosmos! A bandinha já estava afônica, a galera já bebia farmacinha, e a gente lá, sem previsão de levantar acampamento. Mas, como não conseguíamos comer mais nada e os assuntos se esgotaram, resolvemos fazer algo para manter o entusiasmo. Foi aí que surgiu a (in)feliz idéia de um concurso de piadas fracas. Foi um horror! Dentre AS PIORES destaco as seguintes:

Um cara vem com sua moto verde Kawasaki Ninja no cacete. De repente ele avista outro cara ao seu lado com uma Suzuki amarela. Eles dividem uma curva e batem! Depois de rolar e se embolar, um deles levanta e fala:
- Pô, meu irmão! Tá louco? Qual é a sua?
O outro respondeu:
- A verde.

(Nossa! E o pior foi que morri de rir. Acho que já estava cansado)

Um cara estava num pub. A TV estava com volume no alto. Ele estava sozinho tomando seu uísque. Quando de repente um cavalo (?) senta-se ao seu lado, cruza as pernas e pede um "dose-dupla".
Quanto que é mestre? - Disse o cavalo.
- 50 reais senhor. – Responde o barman
O homem retruca em voz baixa:
- Caralho! Primeira vez que vejo um cavalo tomando uísque!
E o animal ,após tomar numa talagada só e limpar a boca com a pata, olhando fixamente pro cara disse:
- E se depender do preço deste uísque vai ser a última porque não volto aqui nunca mais!

(Não! Eu não acreditei que teve gente que se acabou de rir ouvindo a piada)

E finalmente a campeã:

A mulher estava em casa sozinha. Sentia-se aterrorizada. O vento uivava nas janelas. A casa grande emitia sons esquisitos. Era meia noite. A campainha toca. Ela vai atender. Caminha em passos curtos. Segurando-se para não gritar ela alcança a porta e pergunta:
- Q-q-q- quem é?
-Eu sou o PARAGUAIO! Vim aqui PARA te matar!
- PARA O QUÊ Meu Deuuuus?!?!?!?!?! - Grita a mulher em pânico.
A voz responde:
- Paraguaio porra!
(Hã?)

Depois dessa resolvemos levantar e ir embora. Não tinha mais o que fazer por ali. Mas pior que agüentar as piadas toscas, era confraternizar com a mesma galera no churrasco pós-baile onde as meninas (incluindo as coroas) aparecem parecendo pandas (uma mistura de olheiras e maquiagem caída) e o mesmo penteado da festa. No maior estilo “Mun-Há”. Aí é demais!
Texto de Estagiário Jones

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Duro de Agüentar


Não, pessoas! Não vamos falar sobre John McCLane e suas peripécias (inacreditáveis). Resolvemos falar de outra coisa, algo tão ou mais difícil de engolir. Vamos falar daqueles deslizes ou diferenças na hora de começar um relacionamento e que mesmo que a gente seja bastante compreensiva, carinhosa, caridosa, perseverante ou apaixonada, não tem jeito, a vontade é de sair correndo. Fala a verdade. Existe coisa mais pavorosa do que quando você está saindo com um gatíssimo (ou pelo menos você o considera assim) e no meio de uma conversa via MSN, ele solta uma sucessão de frases escritas erradas? E não é algo como colocar uma vírgula errada, trocar um s ou ss. Nada disso! É um erro grotesco mesmo. Claro que ninguém é obrigado a ser um “Aurélio” ambulante, mas tem coisa que desanima. E quando você está naquela parte do relacionamento de troca de mensagens e de repente recebe uma do possível Grande: “Fiquei deverasmente empougado com sua incrível presença”????

Outro dia conversando com uma prima no MSN, perguntei sobre o namoradinho, se estavam emplacando. Ela me solta:

Prima: Não, filha! Desanimei com o cara.

Eu: Ué! Você parecia tão empolgada!

Prima: Olha só o que o cara escreveu pra mim no MSN: “Fulana, te dou até domingo pra você se decidir. Se tu não DIZER o que quer, já era”.

Eu (sempre muito compreensiva): Tadinho, prima! E MSN é fogo mesmo. Não dá pra tirar por aqui não. (rolando de rir)

Prima (revoltada): Tadinha de mim! Não sou obrigada, né? O melhor foi que nem precisei esperar até domingo para decidir.

Eu: E o ex-namoradinho da prima solteirona? Lembra que no frio ele foi buscar um BRUSÃO? Hahahahha

Prima: O melhor foi ela sair correndo e nunca mais voltar. Uhahahahahahah

Tem mais! E quando você se arruma, sai de casa “podi” de linda, perfumada, animada e na hora que encontra o cidadão, o cara vem cheio de gírias ou palavrões? Misericórdia! Ninguém merece escutar “véi”, “esparrou” ou “puta que pariu”, “porra” em cada duas frases. E você fazendo cara de “propaganda da Avon”! Fala sério! Sem falar naqueles que não conseguem acompanhar seu raciocínio. Você fica ali falando por horas, crente que o cara está entendendo e quando finalmente se cala, ou resolve beber alguma coisa, o silêncio reina. O Banzé (nome que Paulão dá para os sujeitos burros) fica ali, parado, com meio sorriso (cara de Steven Segal), sem saber se te pergunta algo ou emplaca uma conversa mais fácil.

Será que somos exigentes demais? Acho que não. Meu pai, conhecido pela tolerância zero, acha inadmissível a gente namorar caras burros. Lembro uma vez que o namorado de uma prima (sempre elas) encarou uma discussão com ele sobre a diabetes e suas complicações. Foi o primeiro almoço da Família Buscapé que o infeliz encarou e o pobre foi logo querer se infiltrar entre os homens:

Paulão: É, meu filho! Eu tenho sofrido ultimamente para controlar minha alimentação. Não é fácil conviver com diabetes.

Namorado da Prima (querendo fazer parte da família): Eu entendo, Paulão! Você precisa sempre medir sua taxa de GLICERINA, né?

Paulão (olhando fixamente pra mim): Taxa de GLICERINA?

Namorado da Prima: E não é? Você tem que ficar controlando seu nível de GLICERINA no corpo.

Paulão (aumentando o tom de voz): Você disse GLI-CE-RI-NA?

(No momento eu percebo que não vai dar em coisa boa e saio de fininho)

Namorado da Prima (ficando confuso e com medo): É!

Paulão (dando gargalhadas e chamado toda a galera): Ô sujeito burro, Meu Deus! Não é glicerina que a gente mede não, seu BANZÉ! É a taxa de glicose! Eu queria saber onde diabos essas meninas arrumam essas criaturas!

Namorado da prima (querendo morrer): Acho que me confundi! Hehehehe!

Os outros tios e primos rolavam de rir, enquanto a namorada ficava olhando com cara de tonta.

Não dá para acertar com todo mundo. É claro que quando a gente conhece um rapaz, não está escrito na cara dele que entende de economia, política, ecologia, vê seriados, curte rock, lê livros (e não bulas de anabolizantes), fez curso no Filemon ou algo parecido. A gente tem que tentar a sorte mesmo e até dar uma chance. Mas tem coisas que são difíceis de agüentar. Não precisa ser um letrado, falando palavras cultas, mas alguém merece um “nois vai”, “nois veio”, “a gente fizemos”, “atrupelou”? Acho que não.

Ah! E só para registrar...John McCLane é tuuuudo! hihihi

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Jogo da Verdade

Eis o texto do outro vencedor...





Laura deitou o Colt 38 sobre a mesa e o fez girar como um pião. Enquanto a arma rodopiava no tampo de madeira, os olhos bêbados de Alfredo, Marcelo e Joana evitavam fitar o cano longo e prateado. Eles tomavam a segunda garrafa de uísque, quando Laura entrou na sala com o revólver do avô. Foi idéia dela pôr uma bala no tambor e brincar de jogo da verdade usando o velho três-oitão como ponteiro. O Colt 38 terminou de dar voltas, e Laura sentenciou:
– Você responde, Alfredo. A pergunta é simples: você me ama ou não?

O quarteto se conhecia desde a faculdade. Laura e Alfredo haviam ficado juntos algumas vezes. Marcelo e Joana, também. Mas sobre o relacionamento dos quatro pairava uma névoa de incertezas. Alfredo, o mais velho da turma, sorriu e respondeu com a objetividade que lhe era peculiar:
– Amo, Laura. Como nunca amei ninguém.

Ela tomou a arma, girou o tambor, enfiou o cano prateado entre os dentes, esperou um segundo e... Click.
– Acredito em você.

Uma brisa de alívio assanhou-lhe os cabelos castanhos. Laura passou o revólver a Marcelo, que não demorou a corrupiá-lo sobre a mesa. O ferro arranhava a madeira e produzia um ronronar grave e angustiante. O cano descreveu a última volta e apontou insolente para Laura – como para o Norte de uma bússola imaginária. Marcelo esfregou as palmas das mãos antes de perguntar com desembaraço:
– Laura, sei que você sai com o Alfredo de vez em quando. Mas fala a verdade: é de mim que você gosta, não é?


Ela ficou desconcertada. Estalou os polegares e tomou um profundo gole de uísque. Com a voz indisfarçavelmente ríspida, crispou as sobrancelhas grossas e cravou dois olhos de fúria em Marcelo.
– É, seu babaca! É verdade, sim! Mas, que eu saiba, você está ficando com a Joana! E não vou trair minha amiga! Joana, você sabia que esse idiota me chama para sair depois de deixar você em casa?

O mal-estar tomou conta da sala. Marcelo não esperou mais: virou o trabuco contra a própria cabeça e sem delongas apertou o gatilho. O click seco ecoou outra vez. Agitada e confusa, Joana arrancou-lhe a arma das mãos. Rodopiou com força o ponteiro, que – por um desses acasos que parecem só acontecer na ficção – indicou Marcelo.
– É verdade isso? Você sai comigo e liga para ela depois? Mas você disse que queria namorar sério comigo!
– Calma, meu amor. É brincadeira da Laura. Você não sabe que ela inventa umas histórias? Eu penso em namorar você, sim! Baixa esse revólver! Vamos conversar...

Joana meteu o cano debaixo do queixo. Ameaçou atirar. Mas tinha as mãos trêmulas e desistiu. Num espasmo, mirou para a testa de Marcelo. Ele fechou os olhos e esperou que ela pressionasse o gatilho: click de novo. Esboçaram levantar-se da mesa. Acabar de vez com aquela brincadeira estúpida. Estavam bêbados, mas não eram loucos afinal de contas. Foram detidos pela voz de Alfredo, que recolheu o Colt 38 das mãos de Joana.
– Agora é minha vez.

Os outros se entreolharam. Ele conduziu a arma lentamente sobre o tampo da mesa, passando diante de todos os jogadores até fazê-lo apontar para Laura. Soltou um longo suspiro e pronunciou com voz serena:
– Então é assim, Laura? Você fica comigo, mas gosta do Marcelo. Ele gosta de você, mas fica com a Joana. E eu? Você não me leva a sério? Não me ama mesmo?

Ela engoliu a seco. Enxugou o suor embaixo do nariz e sussurrou, sem conseguir evitar o sorriso quase nervoso que lhe fugia dos lábios:
– Amo. Como nunca amei ninguém.

O revólver prateado inebriava os olhos de Alfredo. Ele ergueu as vistas em direção a Laura e sorriu. Girou o tambor do Colt 38 com a ponta dos dedos e disse com a objetividade que lhe era peculiar:
– Não acredito em você.

Lá fora, o estampido do tiro rasgou a noite árida de Brasília.
Blogueiro Fenômeno - Dante Accioly
Blog - Página em Construção

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Desafio Fenomenal - Os Vencedores


Sim,pessoas! Saiu o resultado do Desafio Fenomenal. Alguns de nossos participantes desistiram no meio do caminho, mas tivemos alguns bravos que encararam a história e mandaram o texto pra gente.

O difícil foi decidir. Escolhemos dois textos como vencedores. São histórias diferentes uma da outra, mas bastante interessantes. Os nossos queridos “blogueiros fenomenais” transformaram uma novelinha mexicana em algo bem gostoso de ler.

Chega de conversa fiada! A seguir um dos textos vencedores (o outro texto virá daqui uns dias, conforme todos os posts publicados aqui):



Alfredo fala, Laura responde, Marcelo e Joana telefonam


Alfredo, 26 anos, 1,90m, 112 Kg, era um gordo em permanente expansão apaixonado por Laura, 24 anos, 1,60m, 48 Kg. Costumava aparecer cheio de mimos para ela, coisas como chocolatinhos, bebidinhas e, agora, na época mais fria do ano, chegou ao ponto de trazer quentão para sua pretendida. Quentão é uma bebida que mistura vinho, cachaça, canela, açúcar e cravo, às vezes noz moscada e casca de laranja ou limão e é irresistível no inverno. Laura sabia que a garrafa térmica trazida por Alfredo tinha a intenção de aquecer-lhe o coração em sua adiposa direção, mas tal consolo só fazia com que ela pensasse com maior ternura em Marcelo, 23 anos, 1,72m, 70 Kg, um jovem meio sem graça que não lhe trazia mimo algum e que costumava aconselhar Alfredo a considerar o efeito benéfico que um regime traria a sua rotunda pessoa. Ocorre é que Marcelo só tem olhos para a loira Joana, 20 anos, 1,68m, 57 Kg, que é ainda mais sem graça do que ele e dá a impressão de que o clímax de sua vida é quando vai à academia malhar seu corpo que, diga-se de passagem, é belíssimo, fazendo com que muitos homens tentem buscar (ou não) sua alma escondida sob tantos alongamentos, pesos levantados, abomináveis abdominais e seios sublimes, aumentados e empinados pelo silicone.

Alfredo acostumou Laura a seus mimos gastronômicos e telefonemas. Os contatos pelo telefone era tão freqüentes e longos que a moça não tinha tempo de falar com outro. Ela revirava os olhos cada vez que o telefone tocava, mas atendia e – notável! – gostava. Não adianta, certas mulheres gostam mesmo de rir e Alfredo era engraçado, soltava de improviso boas piadas e Laura ria e ria do outro lado da linha. Era bom aquilo. Sabemos que os diretores de cinema gordos amam os complexos movimentos de câmara porque caminham pouco e ficam vendo o mundo de cima da grua. Alfredo também não queria deslocar-se muito, cansava facilmente, preferindo “namorar” pelo telefone. A voz de Laura e principalmente sua risada eram importantes para ele, que se achava inadequado e feio para toda aquela perfeição da lauríssima criatura. Apostava em seu espírito, mas, toda vez que tornava-se íntimo e confidente, Laura vinha com o papo sobre Marcelo, aquele antípoda seu: chato, burro e louco por outra.

Muitas vezes os quatro saíam juntos. Iam a festas e tinham a singularidade de parecerem um quarteto assexuado, pois nada era manifesto. As intenções só emergiam em telefonemas e em rápidos encontros pessoais provocados pelas raras idas de Alfredo ao local onde Laura estagiava, por Laura correndo atrás de Marcelo na faculdade, por Marcelo indo à academia procurar Joana, que – surpresa! – deixava-se dar alguns amassos e algo mais quando a endorfina estava alta e misturada com o suor dos finais das manhã, quando saía da academia, mas nunca à noite, quando permanecia em silêncio, ouvindo os amigos, feliz com sua bela aparência e tranqüila com a mente mansa dos animaizinhos mais simples deste mundo de deus. Porém, ela sofria, assim como Marcelo. Joana queria um homem alto, grande e sarado para si; fingia seus orgasmos para aquele esquelético Marcelo e chegava a achar Alfredo mais interessante, apesar deste mal dar-se conta de sua existência silenciosa, incapaz de externar uma opinião sobre aquele Blow-up a que ele submeteu o grupo na semana anterior, fazendo ao final os brilhantes e cômicos comentários que encantaram à Laura que, por sinal, andava engordando sem dar-se conta. Joana observou, ao final do filme que, sem parar de falar – exclusivamente à Laura, mas em voz altíssima -, ele foi à cozinha de sua casa e trouxe de lá a mais bela torta de requeijão com goiabada que vira até hoje. Era puro amor transformado em alimento para Laura. A goiabada escolhera aquele momento para descer pela base de requeijão, como dedos que buscam prazer sobre a pele. Ao ver aquilo, Laura voltou seu olhar encantado de Alfredo para o magrinho Marcelo que, constrangidamente, dirigiu seu olhar à Joana, que observou como Alfredo era triste com toda aquela comilança e devoção à Laura.

Naquela noite, ao chegar em casa, Marcelo telefonou para Laura e disse-lhe que ela e Joana estavam fascinadas pelo gordo, mas ficou literal e longamente boquiaberto ao ouvir uma Laura meio bêbada pelos eflúvios de Alfredo rebater que iria visitá-lo naquele minuto a fim de mostrar sua “fascinação”. “E ponha uma música adequada!”, ordenou.

Neste ínterim, enquanto ia para casa no banco de trás de um táxi, uma Joana sem endorfina permitia a algumas lágrimas descerem em direção a seu sublime colo de silicone. Pegou o celular e ligou para Alfredo, que não atendeu. Ligou novamente e ouviu um alô assustado. “Oi, joaninha do meu jardim, aqui fala teu pulgão. Aconteceu alguma coisa de grave?”. “Não, nada de grave, é só que eu não queria ficar sozinha esta noite”.

E, com efeito, nada de grave ocorreu, apenas o grupo dos quatro tornou-se publicamente sexuado. Alfredo e Marcelo não tornaram-se grandes amigos mas Laura e Joana, sim. Trocavam confidências: Joana não gostava de ser chamada de "minha loirinha limitada" e sentia-se insegura, Laura andava sempre brigando com Marcelo, principalmente após saber de suas idas matinais à academia.
Não foram felizes por muito tempo porque, como vocês podem comprovar, é sempre assim. Mas Laura e Joana ainda são amigas.
Blogueiro Fenômeno - Milton Ribeiro
Blog - Milton Ribeiro

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Tá chegando o dia!!


Dia 17/8 estréia o filme dos Simpsons. No site oficial, além do trailler, rola um tour por Springfield, alguns jogos e ainda dá pra fazer nosso avatar. Eu já fiz de todos os Fenômenos! Hahahahahaha




quarta-feira, 1 de agosto de 2007

A cara (e o jeito) de raiva dos Fenômenos

Existe coisa mais chata do que você saber que um amigo está furioso com você? E quando mesmo assim, você tem que ligar para se explicar ou fazer as pazes? Devido aos anos de convivência, nós já sabemos identificar o grau da raiva de cada um apenas pelo jeito de atender ao telefone, falar no MSN ou pelo cumprimento quando nos encontramos. Sem falar no que sempre fui obrigada a aprender a lidar desde pequena (eu e meus 250 primos “anjinhos”).

Na Família Buscapé sempre rolou um “terror e pânico” quando a gente aprontava (ou apronta) e tínhamos que enfrentar as feras, afinal, as Ribeirinhas (minha mãe e suas graciosas e calmas irmãs) são conhecidas pelo pouco tamanho e pela enorme braveza. Paulão que o diga! Não tem coisa pior pra ele do que quando D. Verônica fecha a cara e a cada: “Tudo bem, querida?” ela vira com um: “Está tudo ótimo! Por quê? Não tinha que estar?” Nossa! O coitado fica amarelo! Eu tinha pavor de quando ela ligava e soltava bem baixinho: “Quando você chegar em casa a gente conversa”. Preferia mil vezes uma mega surra. Deus que me livre! Sem falar na cara fechada, com aquele olhar tipo: “Sua criatura simplória!”.

Com os Fenômenos existem características básicas, aquelas que se você perceber pode sair correndo que lá vem chumbo. O Bruno é o mais fácil de levar. Ele não gosta de confrontos. Se está puto, fecha a cara e some. Isso mesmo! Ele desaparece, entra numa fase de hibernação (sem atender telefone, sem pôr a cara pra fora de casa) e só sai de lá quando a raiva passa. A Helen é definitivamente a mais brava. E não faz a menor cerimônia em deixar claro que está furiosa. Dá uma de que não está se importando, mas é só ligar pra ela que vem uma chuva de monossílabos secos: “Oi!”, “Sim!”, “Não”, “Tá”. Aí, se você perde a paciência, e entra logo no assunto, pode se preparar que vem uma metralhadora cheia de mágoas: “Não! É incrível porque só tenho amigos traíras, porque faço tudo e blá, blá, blá”. Sem falar na famosa frase: “Preguiça de lidar com gente assim!”. Dá medo até de pensar...

A Rogéria raramente fica brava, mas quando fica... pode correr! Uma verdadeira onça, disfarçada naquela pele de calminha. E é daquelas que tira logo tudo a limpo. Quando eu sou a pessoa com raiva, não é muito fácil também não. Além de ter um pouco de todos, acho que sou a mais apelona também (mas vale lembrar que SOU EU a mais sacaneada da galera. Quer fazer gracinha? Quer pregar uma peça? Vamos fazer com a Nina!). Por isso, aproveito que eles estão sabendo que estou com raiva pra exagerar um pouco no drama. Depois dou uma “engatilhada” e solto coisas que até Deus duvida (é o problema de falar muito). Sem falar na cara de “Aham” que, segundo Estagiário Jones, é a pior demonstração de desprezo já vista na face da Terra. Eu acho um exagero! (Hihihihi). Ah! Mas eu sou a que desculpa mais fácil também, ta?

E finalmente ele, o novato que dá mais trabalho do que tudo por aqui, Estagiário Jones. Meu Deus do Céu! Conhecido pela língua felina, Jones, não guarda desaforo e muito menos leva pra casa. Se a gente pisa na bola com ele, já resolve o assunto na hora e sem muita preocupação. O “Oráculo Sobrancelhudo” fecha a cara e pronto! Solta tudo, sempre com ironia. Mas o pobre escuta também! E como escuta! Afinal, lidar com as “chefes” não é coisa muito fácil, não.

Por essas e por outras é que a gente evita ao máximo se estressar por aqui. E quando vê que tem um com cara fechada... É um Deus nos acuda! Mas fala sério! Tem coisa pior do que você ter que encarar uma fera na hora de resolver uma crise? Acho que é por isso que ando tirando de letra uns amigos “Onças” e outros “Insus” que arrumei por aí (Hehehehe). No meu caso, já é coisa de família.