domingo, 10 de agosto de 2008

Estamos de volta!!!



Consegui (ufa!) organizar a coisas por aqui. O problema com a conexão foi resolvido (eu espero!) depois de trocar o modem, formatar o computador e azucrinar o pobre japinha da BrT. Mas uma coisa eu tenho que admitir: O tempo sem o acesso (e a cobrança de atualizar o blog) me fez um bem danado. Consegui devorar um livro inteiro, tive que descobrir outras coisas pra fazer no tempo livre e, o melhor, voltei a escrever outras coisas. Bom demaaaaais!!!


Muita coisa aconteceu também durante essa pausa. Tivemos o casamento (lindo!!!) de uma amiga com o verdadeiro Grande dela, tivemos a comemoração do meu aniversário e a volta do Brunão ao mundo etílico. Para aqueles que não sabem, o Bruno teve que passar por uma cirurgia faz pouco tempo (teve que retirar a tal da pedra no rim).


Sábado, eu estava em casa, curtindo um VT das Olimpíadas, quando o meu celular tocou:


- Acoooooooorda, cabeçona!! Acordei 6h00 hoje, acredita?


- Sim, Bruno! Eu também acordei cedo hoje. Acho que é o calor.


- Combinei com a Helen de ir tomar umas. Vamos? O Vasco dirige!


- Beleza! Mas acho que não vou beber. Estou com medo das minhas enxaquecas.


- Ahan! Veremos!!


Lá para as tantas da tarde, o meu celular toca. “Estamos no boteco, pode vir”. Não foi preciso proc

urar muito, me guiei pela voz do Bruno- Esponja. “Hoje ele está atacado!”, pensei. Cheguei bem no momento da velha discussão sobre ficar puto no local de trabalho.


Segue o diálogo:


Bruno: Aprendi com meu chefe. Toda vez que estou nervoso, eu começo a cantar e a bater as mãos na mesa: “Os anjooooooooooos, todos os anjoooooooos, que desçam...”


Helen: Uhauhauahauahuahauhauhauahauh


Vasco: Que música é essa, Bruno?


Bruno: Sei lá! Se acalma meu chefe, deve me acalmar também. Só sei que está funcionando.


Percebi que o Bruno já estava ficando embri e engatei na conversa. Falei sobre o saco que é trabalhar só com mulheres, que ninguém merece chefe burro e ele aproveitou:


Bruno: Outro dia tive que sair de uma reunião só porque o chefão precisava de um cheque. Cheguei na sala aziado!



Helen: Nossa, Bruno! Imagino sua cara!


Bruno: Já cheguei lá botando minha estagiária para trabalhar. Anda, minha filha! Senta aqui nessa porra dessa máquina de escrever e preenche o cheque. Acredita que a tonta não sabia escrever dois milhões?


Vasco: O valor do cheque era de quanto?


Bruno: Dois milhões, pessoa! E eu gritando com

a porra da estagiária que só sabia tremer.


Nina: Credo, Bruno! A coitada nunca nem sonhou com uma quantia tão grande.


Bruno: Ô, Nina! São apenas números! Eu tenho que pensar assim, né?


Helen: E como você faz? Entrega nas mãos do chefe e pronto?


Bruno: Não, pessoa! Eu entrego nas mãos de Deus. Ele que leva!


Nina: Hahahahaha


Bruno: Sério, gente! Eu entrego pra Deus, o nosso boy.


Nina: Pára o mundo que eu quero descer!!!! Não acredito!


Vasco: O nome dele é Deus?



Bruno: O nome dele é Deusdete, mas a gente chama de Deus mesmo. E naquele dia, tive que tentar arranjar um carro pra Deus, afinal, nem ele poderia atravessar a rua com um cheque de dois milhões no bolso, ne? Hehehehe


A risada foi geral ...


Helen: Ele sabe que você o chama assim?


Bruno: Claro! Eu tenho o nome registrado no meu celular. Toda vez que ele me liga, eu brinco com a galera dizendo que Deus está me chamando. Sem contar nos dias em que ele aparece na minha sala e eu começo a cantar.


Nina: Cantar?


Bruno: É! Lembra daquela música que toca direto na missa?


Helen: Qual delas?


Bruno: “Deeeeeuuuus está aqui, ele está aqui. Tão certo como ar que eu respiroooo, tão certo como o amanhã que se levaaaaaanta, tão certo como eu te falo e podes ouviirrr."



Foi aí que eu percebi que já estava na hora de voltar!!!




Um beijo especial para a noiva Fenômeno


PS1: As fotos (menos a primeira) foram tiradas no casamento da Quênia. Se Deus quiser, eu consigo postar tudo no Fotoblog! Tenham paciência, please! hehehehe


sábado, 26 de julho de 2008

Problemas com a conexão

Pessoas Queridas,

Desde que roubaram os cabos telefônicos e tudo lá da minha quadra, eu não consigo entrar na rede nem falar ao telefone por mais de cinco minutos. Já teve técnico de tudo por lá e nada do problema ser resolvido.

Tive que acessar da casa da minha tia para poder dar uma satisfação por aqui. E rápido, já que ela não gosta de gente "bulindo" no computador dela.

Eu volto quando Tesouro resolver o problema, ta? Não tenho mais paciência. Aff!

Enquanto isso... Que tal ver um vídeo?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

É cada uma...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Dia do Amigo


"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enloqueceria se morressem todos os meus amigos".
Vinícius de Moraes


Tá bom! O dia do amigo foi ontem, dia 20, mas estávamos ocupados celebrando a felicidade de uma das nossas amigas. Não deu para postar! E para falar de amizade, aqui no Sim,pessoas, nem precisa de dia certo, né???

Aguardem as fotos do evento...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Uma farofada no cinema


Um dos meus programas preferidos é ir ao cinema. Mesmo com o preço absurdo dos ingressos não desanimo de jeito nenhum. Ali só duas coisas me chateiam: Perder os trailers e ter que procurar lugar nas salas lotadas. Nossa! Viro uma onça!!!

As estréias são sempre complicadas. Você acaba passando por situações inacreditáveis (e nem sempre consegue assistir ao filme). Lembro que eu e os outros Fenômenos fomos ver “Piratas do Caribe 3”, mas chegamos atrasados e os trailers já haviam começado. Quando entramos na sala, os únicos lugares vazios eram as primeiras cadeiras, aquelas reservadas para gordinhos e deficientes.

Eu acho aquelas cadeiras o fim. É impossível assistir qualquer coisa ali. Imagina um filme passado quase todo no mar! A tela enoooorme bem na sua cara, a legenda fica embaçada. Eu já estava sentindo enjôo, o Bruno não parava de reclamar, a Helen com torcicolo. E era barco balançando de um lado, a gente tonto do outro. Aff!!

Outro dia encarei a estréia de Hancock. Claro que deveria ter pensado mil vezes antes de assistir a um filme blockbuster nas férias da meninada, mas eu gosto do Will Smith, achei que o filme era legal. O fato é que nem sei dizer se gostei ou não. Passei tanto tempo tendo minha atenção desviada que não me lembro de ter visto tudo.

Enfrentei uma fila gigante para comprar o ingresso. Desci toda animada para a sala, afinal, não tinha uma multidão na porta, achei que estava vazio. Aham! Cheguei quinze minutos antes de o filme começar e só tinha a PRIMEIRA fileira vazia. Nada mais! Parecia até sacanagem, mas tive que sentar quase dentro da tela. Foi desanimador.

Para piorar a minha vida, dois rapazes bem animados resolveram sentar ao meu lado. Tinham duzentas sacolas das americanas nas mãos. Era tanto barulho e mastigação que o povo começou a pedir silêncio. E eu tentando não enjoar logo nas legendas dos trailers. Quando o filme começou foi aquela luta para acompanhar as cenas. Eu até que estava me concentrando, mas eis que chega um casal e senta do meu outro lado. Eu não acreditei quando virei para o moço e ele estava com uma mega-super-hiper-plus pizza nas mãos. Não era uma fatia ou uma mini-pizza, era uma pizza grande inteira. Tipo...O cara não teve tempo de jantar e levou a comida para dentro do cinema.

Ainda olhei para ver se ele não tinha levado uma garrafa de dois litros de Coca-Cola. Passei o filme inteiro desviando meu ombro das “arrancadas” de pedaços do moço, com o barulho e o cheirão da pizza. Farofa total! Nada contra levar lanche para dentro da sala, eu já levei os Mc Donald’s, mas tudo tem limite, ne? E sexta-feira tem a estréia do Batman. Só espero não ter que me sentar ao lado de alguém rasgando um churrasquinho com vinagrete!!!






Pensa numa pessoa contando as horas! Adooooro!!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Legenda, por favor!!!

Achei aqui.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Mister M invade a Joselitos Rocky Party



Como a maioria deve saber, sábado rolou a festa de três anos do blog Totalmente sem-noção. Eu representei os Fenômenos e carreguei umas buscapés comigo. Foi bem legal! Tive o prazer de conhecer pessoalmente o vencedor dos Desafios Fenomenais, Dante Accioly e a esposa, ambos uns fofos. Comentei com ele que não iria fazer um post sobre o evento, mas não deu. E aposto que ele vai entender meus motivos.


Eu estava sentada naqueles bancos lá no fundo do pub quando percebi que minhas primas buscapés estavam desaparecidas. Como já estava ficando meio tarde, e eu estava muito cansada, resolvi ir atrás das duas para irmos embora. Procurei na pista, enfrentei a multidão em frente ao DJ, dei uma olhada no balcão e nada. Tive que procurar no banheiro, mas só fui encontrar as duas figuras no fumódromo.


Para aqueles que nunca foram ao Gates, o pub tem uma sala reservada aos fumantes. Pensa num lugar tosco! Uma sala minúscula, preta, fedida, com um ventilador e uns bancos. É claustrofóbico! Mas enfim, uma das buscapés é fumante, então, imaginei que poderia encontrá-la por lá. Dito e feito. Entrei no ambiente e quase tive um ataque. Enquanto a buscapé fumante terminava o cigarro, a outra prestava atenção, toda animada, num número de MÁGICA. Imagina!


Em pleno Gates, o som pegando fogo e a minha priminha querida se divertindo com um número de mágica. E dentro de um fumódromo. Nada contra os mágicos, mas foi engraçado ( e tosco) ver aquela cena. O rapaz tinha o cabelo na cintura, um cigarro no canto da boca e chacoalhava as mãos, mostrando umas cartas para a buscapé, que participava do número bastante atenta. Ele estava mais para metaleiro do que para “Mister M”. Era um tal de escolhe a carta, joga o baralho pra cá, balança na frente dela, separa, mostra de novo. A outra buscapé já estava desesperada, enquanto eu ria e tentava puxar conversa com a “ajudante de mágico”. Ela não me deu a menor bola!


Comecei a perceber o entusiasmo dela com a mágica. Eu não conseguia entender o que ele falava, só dava pra ver as mãos balançando e as cartas sendo viradas. Chamei pelas duas em voz alta, consegui que ela me desse atenção, me virei e saí em direção ao banheiro, afinal, não ia rir na frente do pobre mágico. Não sei ao certo se ele estava querendo pegar a buscapé ou se estava apenas se exibindo. Sei que ela ficou impressionada. No carro, enquanto a gente zoava o pobre Mister M, falando sobre a tentativa frustrada de conseguir ao menos o número do telefone, a buscapé repetia em voz alta “Ninguém nunca fez uma mágica para mim antes, Helô!”


Fiquei pensando se aquela tática não teria funcionado, caso eu demorasse mais um pouquinho...


Ontem conversei com a “ajudante de mágico” pelo MSN. Tive que perguntar com detalhes. Segue o diálogo com a descrição dos truques. Uma verdadeira marmota, como diria um colega blogueiro.


Prima da Nina diz:

Ele pegou a moeda e falou q ia morder. Ela ficou mordida mesmo.

Prima da Nina diz:

Daí ele soprou... E ela voltou ao normal! Tcharamm!

Ninoca diz:

(Nina passando mal de rir)

Ninoca diz:

E aquelas cartas?

Prima da Nina diz:

Huahauhauahuahauhaua

Prima da Nina diz:

Ele me mostrou quatro cartas diferente e pediu pra escolher uma e não falar pra ele,

Prima da Nina diz:

Depois ele virou e falou: Foi essa aqui?

Prima da Nina diz:

Não!
(Acho que ele tava ficando tenso)

Prima da Nina diz:

Então foi uma dessas? E mostrou as outras 3.

(Todas elas eram iguais a primeira que ele mostrou)

Prima da Nina diz:

Nenhuma era igual a que eu tinha escolhido

Ninoca diz:

Então o truque não deu certo, helo!

Ninoca diz:

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Prima da Nina diz:

Eu tb acho q não deu não!

Ninoca diz:

E mesmo com todo o esforço do Mister M...Ele nem conseguiu seu telefone, Helo! Tadinho!

Prima da Nina diz:

Fala muuuuuuuuuuuuuuito sério, helo!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Não mexe ai, mãe!


Não sei vocês, mas eu odeio que mexam nas minhas coisas. Sem sacanagem. Detesto quando alguém vai mexendo, mudando de lugar, principalmente, sem me consultar. Minha mãe é mestre nisso. E parece nem ligar para minhas constantes reclamações. O fato é que ela adora fazer faxinas, vive me dizendo que guardo coisa demais, que deveria doar tais roupas e blábláblá. Já tentei ter uma conversa séria, já dei “piti”, já ameacei trancar o quarto, mas não adianta. Um dia desses, revirei tudo atrás de um perfume. Procurei até em lugares improváveis, mas não encontrei o vidro. Caí na besteira de perguntar. Ela fingiu que não era com ela, mas acabou soltando:

- Ah! Eu achei que você não usava mais e dei para a moça que ajuda aqui em casa.

Quando cheguei de viagem quase tive um ataque. Entrei no quarto e vi tudo em lugar diferente. Minha cama, meu computador, meus sapatos, as roupas... Até aí tudo bem, mas o terreno foi ficando perigoso. Ela mudou a “organização” dos meus livros, da minha coleção de DVD’s, dos meus papéis... Tive até medo de olhar mais a fundo. Acontece que mamãe morre de vontade de se livrar de algumas “tralhas” que eu adoro. Tenho a impressão que não vai sossegar enquanto não conseguir.

Não adianta explicar que a roupa tal é a minha preferida ou que ainda posso aproveitar a apostila gigante, se eu deixar por perto, dando sopa, ela joga fora mesmo. Quer um exemplo? Já encontrei a blusa que comprei no show do Pearl Jam dentro de várias sacolas de roupas para doar. Ela odeia! Tenho que deixar a bichinha guardada, escondida o tempo todo. E não pense que não rola stress. Eu reclamo, ela reclama, eu bato o pé, ela finge que aceita, mas basta eu dar bobeira...Lá se vai alguma coisa na faxina.

E quando resolve fazer doação para a igreja? É um Deus nos acuda! Preciso ficar fiscalizando. Se ela não gosta ou se ACHA que não uso mais...Vai tudo para a sacola! O Tesouro sofre com isso. Ele coleciona camisas de times e quase perdeu uma. Minha mãe achou que ele não usava mais. Enfim... Tivemos que estabelecer algumas regras agora. Pode até fazer a faxina, mas eu tenho que passar o olho em tudo antes. Aham! Quem disse que ela agüenta? Procurei por um creme ontem e sabe o que eu ouvi?

- Vixi, joguei fora, minha filha! Eu o vi no armário do banheiro e achei tão fedido!

Tive que ameaçar jogar as coisas dela fora. Quem sabe agora D. Verônica aprende!!!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Da Série "Personagens" - Meu amigo Insu

Eu não sou uma pessoa de poucos amigos. Não sou daquelas que se fecha num grupinho e pronto. Ninguém entra, ninguém sai. Ao contrário, tenho uma facilidade enorme de conhecer e gostar das pessoas. Claro que se uma delas resolve me torrar ou pisar na bola comigo... Já era! Vaza!!! O mais difícil, em se tratando de amizade, é ter certeza que é para sempre ou que não existe a tal da falsidade. Mas é assim mesmo, só tentando é que a gente descobre.

Hoje é aniversário de uma das pessoas mais incríveis que já conheci. E olha que no começo, lá em 1998, eu não gostava nem um pouco dele. Achava a personificação do insuportável. Pensa num menino metido!!! Mas fui obrigada a estudar quatro anos ao lado dessa figura, e de tanto ele insistir (ele vai me matar! Hahahaha), acabei dando uma chance e nos tornamos amigos.

De lá pra cá, o pobre foi quem sofreu comigo. Era ligação às 4h porque tinha visto o Grande com outra, era invasão de domicílio porque meu namoro tinha acabado, era mensagem perguntando o que fazer com relação a isso ou aquilo... Sem falar no mau humor!!! Nossa!!! E ele lá... sempre pronto a me ouvir. Meu pai sempre ficou impressionado:

– Olha, menina! Esse rapaz realmente é seu amigo. Eu nunca vi tanta paciência com uma pessoa tão chata. Eu não te agüento. Nem o Bruno, nem seu irmão, nem a Helen.... Hahahaha.

– Credo, pai! Também não é assim. E ele também é chato, tá?

– Aham! Acho que ele vai soltar foguetes no seu casamento!

A pessoa já se meteu em altos bafões na época da faculdade. Eu já o encontrei bebendo na Sá. Imagina a cena... Eu saio da missa com umas amigas e resolvo passar na “rua dos agitos” . De repente, eu dou de cara com quem? O Insu!!! Todo sorridente, tomando todas ao lado de um ex-namorado meu. Detalhe...Todo de golinha pólo, com o capô do carro aberto, som nas alturas. Eu tive uma crise de risos. Outra vez resolvemos invadir um churrasco na Sá. Quem foi conosco? O próprio! Tudo bem que foi logo embora, impressionado com a “fauna local”.

Mas o tempo passou e o Insu se tornou o garoto-social. Nunca pode comparecer aos lugares que a gente chama, sempre tem um compromisso social. É casamento, formatura, jantar na sogra, noivado do amigo de um amigo dele. Acho que até em Chá de Bebê ou Chá de Panela ele vai. Não fala muito da vida dele, prefere ouvir nossos bafões. Sempre fez o estilo diplomata. É amigo de todo mundo, não entra em discussões e até na hora de brigar ele é um lord, não sai da linha. Em dez anos de amizade, nós brigamos poucas vezes. Nenhuma durou mais de três dias. Eu apronto mais, tenho que confessar. Ele acostumou a passar a mão na minha cabeça, mas quando resolve me pagar sapo... Run, Nina, Ruuuuuuuunnnnn!!! Mas aí eu dou três dias úteis, sei que a raiva passou e volto. Ainda tirando sarro com a cara dele.

Mas ele nem liga. Acho que nem me leva mais a sério. É tanto bafão, tanta história buscapé que ele só se diverte. Hoje ele só se preocupa em me avisar antes. Faz todo um questionário, me dá uma direção e pronto. Até conhecer o Grande ele conheceu. E se tornou meu espião. Só que eu sempre meto os pés pelas mãos e, volta e meia, ligo de novo reclamando, chorando, xingando. E basta eu soltar minha metralhadora cheia de mágoas que ele vem: “Ô, Nina! Eu não acredito que você fez isso DE NOVO!! É surreal (ele adora essa palavra)!! Você é a incoerência em pessoa! Eu não te falei que se você fizesse isso ia acontecer e blábláblá”. E eu lá, ouvindo e ainda querendo ter razão! Coitado do Insu!!

Por essas e por outras, posso dizer com todas as letras que ele é o melhor amigo do mundo. A pessoa mais carinhosa, mais gentil e mais paciente que eu já vi. Ele é chato sim, quem não conhece acha que é um garoto metido do Plano, mas tem um coração do tamanho de um bonde.

Então... no dia de hoje, só posso desejar muita saúde, felicidades e bênçãos do céu para o “insu” mais legal do mundo, aquele que sempre esteve ao meu lado, mesmo quando eu não era a pessoa mais agradável de se conviver.

Parabéns, Zethiiiiiiiiiiii!!!


terça-feira, 17 de junho de 2008

Sessão Comédia


Quando era pequena lembro claramente de assistir a uma tal de Sessão Comédia que passava na Rede Globo. Eram exibidos seriados “família” como Primo Cruzado, Super Vicky, Caras e Caretas. Eu adorava! Acho que ali começou o meu vício por séries. Hoje, a Globo não investe mais nisso. Insiste naquelas novelas chatíssimas, com os mesmos temas, a mesma baixaria, só mudando de personagens e atores. Eu já gostei muito de novelas, mas cansei. Não tenho mais paciência. Só costumo ver um ou outro episódio, quando os vilões estão no auge (e quando valem a pena). A ciumenta Heloísa, o perverso Renato Mendes, a invejosa Laura Prudente e doida varrida da Nazareth Tedesco lideram o meu ranking.

Mas a realidade da TV parece que vai mudar. A Record resolveu investir em teledramaturgia e está sendo responsável pela coisa mais engraçada dos últimos tempos. Nada de programa de humor, nem show de talentos, estou falando de novela mesmo. A grande sacada começou com “Caminhos do coração” e continua com “Os Mutantes”. Claro que a proposta era boa, afinal, a idéia de inovar, de fazer algo parecido com os gringos só poderia ser boa, mas o fato é que o negócio é trash. É tão ruim que mata a gente de rir (e de vergonha também). Gente, o negócio é ruim de doer!!!

Os caras resolveram juntar um pouco de X-Men, Heroes e (pasmem!) Lost. Trata-se de um bando de pessoas com poderes especiais. Uns são bonzinhos ( a “Liga do Bem”) e outros bem malvados (a “Liga do Mal”). Alguns estão presos numa ilha cheia de mistérios e outros estão na cidade. Mas o ápice da coisa, engraçado mesmo são as características, e é claro, a atuação de cada um. Tem de tudo... Homem-Escorpião, Mulher-Pantera, Homem-Cobra, Menino-Lobo, Homem-Leão, Mulher-Elétrica, o Bebê de Luz, os Vampiros... Tem até um VELOCIRAPTOR solto na ilha!

O Tesouro adora assistir a novela. Ele se acaba de rir com coisas trash, e se faz com essa novela. As risadas são tão altas que dá pra ouvir de longe. A personagem preferida dele é a tal da Mulher-Elétrica. A pobre atriz trabalha tão mal que parece um robô atuando. Cada frase que ela solta é uma gargalhada do meu irmão. Eu já acho difícil agüentar os diálogos. Antes de cada “batalha” rola um discurso de cinco minutos sobre os valores do amor e blábláblá. Só depois o vilão mostra os dentes e parte pra cima do bonzinho (que é suspenso, nitidamente, pelo cabo de aço).

Como se não bastassem os efeitos trash e os diálogos saídos de um livro de auto-ajuda, os atores são péssimos. Até as estrelas já consagrados (ex-Globo) estão trabalhando mal. As frases parecem um jogo de separação de sílabas. Deve ser para dar ênfase ao terror: “Ooohh, vo-cê não me as-sus-ta, Ho-mem de Ge-lo!” “Eu ain-da te pe-go, Mu-lher Pan-te-ra”!!! Impressionante! Sem falar nas pérolas que conseguiram reunir no elenco. Ricardo Macchi ( o cigano Igor, lembra dele?) e a Preta Gil estavam na primeira versão. Sem dúvida, pra mim, eram os melhores. Eu entrava em crise toda vez que apareciam em cena. Um show de interpretação!!!

Outro dia estava ao telefone, enquanto a luta rolava solta na TV. Não consegui mais conversar de tanto que me diverti assistindo aquilo. Entre uma cena do “bem lutando contra o mal”, uma personagem que tem o “dom da vidência” entrou em pânico porque os mutantes ruins estavam atrás do “bebê de luz”. De repente, ela suspira e solta o lema: “Salvem os bebês, Salvem o mundo!!”. O QUÊ???? ARRANCA OS TUBOS QUE EU QUERO MORRER!!! HAHAHAHAHAHAHA

Como assim? Estou assistindo a uma cópia latina de Heroes? Que vergonha de olhar para a tela da TV! A partir daí não teve mais jeito. Enquanto eu falava sem parar que não tinha coragem de continuar vendo aquilo, meu irmão dava gargalhadas, rolando no sofá. Palhaçada completa! Enfim... Para quem tem estômago ou senso de humor afiado, a sessão comédia é garantida. E parece que o sucesso também. Já li na Internet que rola um álbum de figurinhas dos mutantes. E tem mais ... Pode ser que saia uma versão para o cinema. Pensa!

Aí eu vou fazer campanha para a volta da melhor personagem da novela. Como diz meu irmão: “Ah, Guria! Sacanagem terem tirado a Preta Gil. Ela podia fazer a Mulher-Hipopótamo que ia ficar tudo certo”. Tuuuudo!!!

Prestençãooooo na Miss Brasil - Aranha!!! (Uhahahahaha)

domingo, 15 de junho de 2008

Meme divertido

Passei pelo blog da Gabi e roubei esse meme. Trata-se de uma brincadeira dando nome, título e capa para um disco.

Funciona assim:

Acesse a página http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random e descubra qual será o nome da sua banda. Prestenção... Ele será o título da página (lá no alto) que aparecer na sua tela. Não vale procurar por um bonitinho. O meu nome foi "Bob Horn".

Agora você precisa dar nome ao seu álbum. As últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do disco. O meu foi "Descriptions of Collections". Clique aqui para descobrir o seu.

E por último... Clique e descubra a capa do disco. Ela será a terceira foto que aparecer. Não importa qual seja!!!

Olha a minha...
Fala que não ficou tuuuudo de bom? hehehehe

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O mal da enxaqueca


Os Fenômenos estão meio sumidos, mas não abandonaram o blog. O problema é que a pessoa que "administra" a bagunça, estava dodói e na correria, sem tempo para arrumar a casa. Sabe aquela gripe que vem de repente e sai derrubando como se fosse uma Tsunami?? Mas o pior é a tal da enxaqueca. Eu sofro desse mal! Não posso ficar gripada, não posso ficar muito tempo sem comer, não posso comer determinados alimentos, não posso dormir mal, não posso chorar, não posso ficar ansiosa, não posso beber demais ... Tudo me dá enxaqueca. Menstruar??? Pode ter certeza que a cabeça vai explodir dias antes, durante e até quando as regras estiverem indo embora. Quem sofre com isso sabe bem do que estou falando.

Adoeci na semana passada. Achei que era dengue, mas era uma gripe mesmo. Até que eu agüentei bem a febre, a leseira, os espirros, mas a dor de cabeçaaaa, pessoas, não deu não. Já fui ao médico várias vezes, já tomei todo tipo de medicação possível... É remédio pra tomar antes de doer (quando você suspeita que da dor), remédio para tomar durante a dor, remédio pra colocar debaixo da língua, remédio para inalar, para injetar... Até para o mercado chinês eu apelei. Já comprei a bendita pomada chinesa, aquela vendida na Feira dos Importados. Dizem que ela serve para outras coisas também (Hehehehe).

Já fiz exames e nada. Acho que isso é hereditário. Não tem um membro da família Buscapé que não sinta. Incomoda demais! Sábado eu pensei que era meu fim. Já estava fazendo meu testamento, discutindo meu lugar no céu. Tomei tudo quanto era medicação e naaaaadddaa!!! Era comprimido disso, gotas daquilo, chá disso, chá daquilo, passa pomada, passa Vicky, passa álcool e naaaaaaddddaaa!! A dor aumentava e a minha agonia também. E pior... Eu tinha prova de concurso no outro dia. Pensa!

Enquanto o tempo passava, o meu desespero aumentava. A dor também. Já estava me arrastando aqui. Tenho pavor de hospital, mas como não conseguia melhorar, tive que apelar para o velho e bom Buscopan na veia. Agora pensa...Fiquei deitada naquela maca, chorando de dor e tomando a droga na veia. Dormi em questão de minutos. Sonhei com o céu. Acordei desesperada para fazer a prova. Morrendo de ressaca, com gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Me arrumei, tomei um café meio forçado e fui. Não me pergunte como cheguei ao Ceub. Eu não faço idéia!

Como não recebi a confirmação de inscrição com antecedência, tive que procurar a sala numa mega lista que tinha lá fora. Disputando espaço com um monte de gente com cara de noite bem dormida. Que ódio! Descobri onde era, subi feito bala e enquanto não dava a hora, me sentei num banco próximo. Eu estava zonza, zonza! Olhei para o lado e avistei um amigo Joselito sentado do outro lado. Demorei para reconhecer a figura, mas levantei e fui falar com ele. Só consegui me concentrar nas três primeiras frases que trocamos. Logo depois, já estava com o estômago virando e a dor atacando no maior estilo “Chuck Norris atravessando o pára-brisa”.

Me despedi meio desesperada, nem sei se falei direito com ele, saí em direção ao banheiro. Botei os bofes para fora. Mesmo assim consegui me acalmar para tentar fazer alguma coisa. Para piorar o sofrimento, uma senhora resolveu questionar (e alto) o fato de não se poder levar o caderno de provas. E a mulher reclamava, reclamava ... Demoramos um tempão para começar, a velhinha não queria “desistir da causa”. Fiz o que eu pude, levantei e fui embora. Passei o resto do dia de cama. Assisti a uma matéria do Fantástico sobre o assunto. Não ajudou em coisa nenhuma! Não disse nada do que quem sofre do mal já não saiba. Fala sério! Café, exercícios, horas sem comer, tabelas e blábláblá. Acho que esse tipo de matéria tinha que ser feita por gente que passa por isso direto. Talvez assim saia alguma coisa de diferente. Coisa mais irritante!!! Sempre a mesma coisa!

Tá bom! Fiquei irritada com a reportagem, mas só porque eu sabia que a enxaqueca ainda iria durar por mais alguns dias. Com ou sem tabela. E foi dito e feito!!

Agora viva com isso...


terça-feira, 3 de junho de 2008

Será que é mesmo dele?

Eu recebo uma média de quinze a vinte e-mails inúteis por dia. Sabe aqueles com correntes, slides ou promoções (de um site que nem lembro de ter entrado, mas que insiste em dizer que eu me cadastrei)? Não importa quem é o remetente, eu deleto tudo. Basta dar uma olhadinha no que diz a extensão do anexo. E nem adianta meus amigos me pagarem sapo, eu já deixei claro para todos que odeio apresentação de power point com música de Titanic esgoelando ao fundo.

Acho que deve ter muita gente que não gosta disso também. Quer dizer... Fora a mulherada da família Buscapé. Minhas tias e algumas primas conseguem me mandar orações, mensagens de auto-ajuda, fotos de homens bonitos... Tudo em slides (com música de fundo). Eu nunca vi coisa mais irritante! Mas eu recebi um dia desses um e-mail que me deixou intrigada. Era um texto, sem anexo, falando sobre a infidelidade masculina ou algo parecido. O que chamou a atenção foi o nome do autor. O título vinha em fonte normal, mas o do autor vinha entre parêntese e em caixa alta: ARNALDO JABOR. E na boa... Tenho quase certeza de que não era dele.

Perdi as contas de quantas correspondências lotam minha caixa com o nome do Jabor, Veríssimo ou Paulo Coelho. Ali é como se tivesse um carimbo de garantia de qualidade. Acho que a pessoa deve achar que se o texto tiver a assinatura do Zezinho da Silva ninguém vai ler, muito menos repassar, mas se for assinado pelo Paulo Coelho... Nossa! A vida da muda depois que a gente acredita que o texto foi escrito por alguém famoso.

O estranho é que eles seguem um padrão. Quando são textos de putaria são do Jabor, de guerra dos sexos ou análise do cotidiano são do Veríssimo e o mais interessante de todos, quando rola uma mensagem de sabedoria (???) ou auto-ajuda são de quem? De quem? Paulo Coelho!!! Como assim??? Eu já li uma vez o Veríssimo dizendo que não entendia a lógica de quem inventa um texto e põe na internet com o nome de outro. (Quem quiser ler, clica aqui!)

Pois é! E qual será? Por acaso o Zezinho da Silva não merece crédito? Quer dizer que eu posso parar uns minutos e ler um texto do “sábio” Paulo Coelho (já deu para reparar minha aversão, ne?), mas não posso ler um texto de um colega blogueiro ou de alguém que resolveu se arriscar com as palavras? Aaaaahhh!!! Vai entender esse povo!


PS: Aqui alguns textos que NÃO foram escritos pelo Veríssimo.

domingo, 1 de junho de 2008

Eu sabia! Eu sabia!

O final da quarta temporada de Lost foi muuuito legal! Teve morte, revelações e mais mistérios. Mas alguém pode me dizer se o pai do Jack e o Jacob são a mesma pessoa??? Que cara doido!!

Ah! E depois do jogo de xadrez do Hurley, a cena do caixão foi a melhor coisa no episódio. Eu sabia que era ele!!! Me arrependi de não ter entrado no bolão dos Buscapés.

E teve até um vídeo com dois finais alternativos. Tudo para não estragar a surpresa no final...


quarta-feira, 28 de maio de 2008

Desastre Culinário

Eu adoro me meter a “chef” na cozinha, apesar de não saber muita coisa. Quanto mais diferente for a receita, mais empolgada eu fico. Não gosto de fazer o trivial, apesar de até ficar direitinho. Claro que estou longe de fazer um feijão delicioso ou uma costela daquelas que meu pai faz ( e que a Helen come até passar mal), mas até que marco alguns pontos nos pratos em que me arrisco. A família Buscapé é conhecida pelos seus dotes culinários, mas minha tia sempre me disse que cozinhar, além de ser uma arte, depende do nosso estado de espírito.

Vejo quase todos os milhões de programa de culinária. E não estou falando só de Ana Maria Braga ou a tal da Ana Toscano não. Estou falando daqueles que passam em canal pago mesmo. Tem a Nigella, o Oliver, o Bourdain... Assisto a todos que posso e anoto tuuudo também. E não pense que deixo fazendo volume na pasta de receitas da minha mãe, boto a mão na massa sempre que me sinto disposta. Alguns saem bons, outros vão direto pro lixo. Aprendi até a fazer um peixe na cerveja com batatas-fritas que fica uma delícia, acredita?

Mas um dia desses o bicho pegou por aqui. Um simples hambúrguer quase destruiu minhas expectativas como "chef". Impressionante! Vou explicar... Aqui em casa todos cozinham (e gostam) menos o Tesouro, embora seja o mais esfomeado. O rapaz não arrisca nem o Miojo porque pode deixar grudar na panela. Simplesmente porque esquece que tem algo no fogo. Resultado? Quando não come na rua, ele enche a paciência para a gente fazer alguma coisa. Como eu sou mais chata com ele, a tática para me convencer é perguntar se não estou com vontade de comer isso ou aquilo. Assim eu vou para a cozinha e ele fica na espera.

A última pedida foi um sanduíche. Ele tinha comprado uma caixa de hambúrguer congelado e me pediu para fritar. Não podia ser feito no forno, tinha que ser frito mesmo. Eu estava num dia de enxaqueca “braba”, um mau-humor terrível e relutei até o último minuto, mas o enjoado me venceu. Lá fui eu pegar a tal da frigideira e fritar os mocinhos. Não se pode por muito óleo, apenas um fio, era o que estava nas instruções da caixa. Segui direitinho, mas o bicho grudou na panela. Uma nojeira!

Resolvi trocar de frigideira e colocar um pouco mais de óleo dessa vez. Não sei que diabos aconteceu que quando joguei a carne, o troço pulou e incendiou tudo. Era óleo até no teto e a panela em chamas. Eu não sabia se tirava do fogo, se carregava para a pia e fiquei correndo com a panela de um lado para o outro na cozinha. Meu irmão, é claro, ficou rindo da minha cara, até que joguei a panela no fogão, desliguei o fogo e consegui apagar a chama.

Eu nunca vi um desastre tão grande para fazer um simples sanduíche. Passei horas limpando a cozinha, agüentando a gozação do meu pai (dizendo que não consigo fritar uma carne direito), a amolação da minha mãe para dar um fim no cheiro que ficou... Credo! Fiquei com tanta raiva que quase joguei a caixa fora. Mas o melhor foi conseguir me vingar do Tesouro. Ele acabou tendo que comer um "hambúrguer flambado".

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Campanha: VOLTA LOGO NINÃO!!!

de seus amigos fenômenos.

domingo, 18 de maio de 2008

Saída pela direita


Chegou a hora de pedir um descanso. Dar uma parada e relaxar. A cabeça já não está conseguindo acompanhar o ritmo. Os bafões parecem pesados demais.

Preciso de férias!!!

Então... Estarei fora por alguns dias. Fortaleza me espera!!!!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Calvin & Haroldo



Confesso que ainda tenho minhas dúvidas...

sábado, 10 de maio de 2008

De boca fechada

Existe coisa pior no mundo do que guardar segredo? Eu não gosto. E não falo apenas de fofoca. Não falo apenas daquele mega bafão que você fica sabendo e não pode compartilhar com ninguém. Eu fui criada com uma idéia de que se deve evitar contar as coisas para as pessoas para evitar a inveja. Estive conversando com uma amiga sobre isso um dia desses. Ela tinha lido num blog desses bambambans a moça reclamando também. Minha amiga disse que chegava a pensar que se a coisa boa não acontecesse, ou se desse algo errado, ela entrava em paranóia achando que foi porque abriu a boca. Aí começou a achar que os amigos não eram tão amigos assim.

Quando era mais nova, porque a pessoa é bem pequena na estatura, eu sofria com isso. Se fosse viajar, ganhar alguma coisa, eu corria para querer contar para todo mundo, mesmo com meus pais insistindo para não fazer isso. Resultado...Ouvia um sermão sobre inveja, o poder dos pensamentos negativos dos outros e blábláblá. E eu lá queria saber disso? Só queria compartilhar com a galera.

Hoje eu ainda tenho receio de contar. Aprendi que o “olho gordo” realmente faz mal, então escolho bem os felizardos que vão ouvir meus bafões. Existem pessoas invejosas, pessoas destrutivas, eu sei bem, e não faço muita questão de conviver com gente assim não. O difícil é identificar esse tipinho de gente e correr léguas. Mas qual o problema em dividir minhas conquistas e aflições com meus amigos? Amigos não são feitos para compartilhar mesmo? Eu, hein!

Quanto aos bafões… Nossa! Ninguém merece ficar sabendo de uma bomba e ter que ficar calado. Já que ninguém pode saber, não entendo o motivo da Nina ficar sabendo. Tá bom! Nem a pessoa dona do bafão conseguiu guardar a informação, mas confiou em mim para não passar adiante. Aaaaahhh! Como as pessoas são insus!!! Ainda bem que nunca sofri uma tortura para soltar informação. Eu não tenho a menor resistência para sentir dor. Tenho pavor só de imaginar que vou sentir uma dor. Sou do tipo que se fosse ameaçada de tortura, meu amigo, entregava tudo na hora. Mas por enquanto sou confiável. Pelo menos até agora.

Mudando de assunto ...

Eu já disse várias vezes aqui no Sim,pessoas que minha família é completamente Buscapé. Não me refiro apenas aos meus pais e ao Tesouro, mas ao resto da galera também. Uma das minhas primas, a maluca que assina aqui como “prima da Nina”, me enviou o vídeo dizendo que é a música dela. Sente só...

Tudo bem, Helô! Eu também achei o hipopótamo um fofo!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Os Fenômenos invadem a seresta

Quem nunca esteve numa seresta que atire a primeira pedra. No sábado fomos a uma cervejaria da cidade. No local não tinha nada avisando da seresta, ao contrário, a banda anunciada era de Rock. Nós já tínhamos ouvido os caras tocar num desses pubs da vida. Mas naquele dia, meus queridos, a coisa foi beeeem diferente.

Chegamos cedo. Tinha mesa para escolher. Pegamos uma perto do palco e, é claro, que rolou a discussão sobre o que iríamos beber . Pergunta daqui, reclama dali, escolhemos o tal chopp cristal, fabricado no lugar. Pense! E lá vem o garçom com aquele troço enoooorme de dois litros e deixa em cima da mesa. Olhamos um pro outro, era certeza de dor de barriga no dia seguinte. O negócio era animal!

Enquanto a gente conversava e bebia, um DJ tentava “animar” a galera com hits dos anos 80, 90. Detalhe... a música mais animada nesse meio tempo era “Crazy” do Seal. Um dos Fenômenos, o da língua mais afiada, deu uma olhada geral na galera. Ficou mudo por um tempo, tomou um gole de cerveja, virou pra mim e soltou:

- Ô Ninaaa! Não tinha um lugar com mais idosos pra gente sair não? Olha por cima pra você ver... Só a nuvem branca!

E era mesmo. Nada contra os velhinhos se divertirem, mas ficamos nos sentindo mais velhos e reclamões também. O lugar estava tomado de casais, vovôs dando uma de garotões e vovós cocotas. Claro que tinha também os famosos estilos Cowboys e biscates. Mas os senhores eram a maioria. Animadíssimos! Enfim... Depois da constatação, nos concentramos em esperar a banda, afinal, tínhamos ido pra lá para ouvir boa música e dançar.

Eis que a banda surge. O som dos grilos tomou conta da nossa mesa. Ninguém soltou uma palavra. Eu fiquei pensando se era a banda mesmo. Olhei para o banner na entrada do estabelecimento. O nome era o mesmo. Fiz a minha melhor cara de interrogação para a minha amiga Fenômeno, mas ela desviou o olhar. Até que o Fenômeno da língua afiada teve que soltar a dele.

- Nossa, pessoas! Eles envelheceram ou eu sempre estive bêbado quando fui aos shows deles? Estou me sentindo no show dos Eagles!

A banda começou a tocar. Ninguém acreditou. A musiquinha era da época de vovó. E ainda era lentinha. Os velhinhos balançavam a cabeça, as cocotas se remexiam na cadeira, fechando os olhos e lembrando dos velhos tempos. Uma nostalgia só! Os Fenômenos? Bebiam! Alucinadamente!!! Eu ainda tentei aliviar a situação cantando e dizendo que era só o começo do show. Mas ninguém me deu bola.

Desisti da noite quando vi que a banda resolveu “animar a galera” e começou a tocar o tema do filme “Meu primeiro amor”. Pensa na animação. Todo mundo esgoelando: “I guess you'd say /What can make me feel this way/My girl (my girl, my girl ooh)/ Talkin' bout my girl/ (My girl).

Parecia que estávamos no filme “Cocoon – o regresso”. Lembra da história dos velhinhos que mergulham numa piscina com uns alienígenas, se sentem rejuvenescidos e saem aprontando todas? Pois é! Tudo bem que a banda foi melhorando. Tocou uma música boa aqui, outra ali, mas eu confesso que já estava esperando rolar um “The Platters” (nada contra quem curte, ta?).

O lugar só ficou bom no intervalo, quando o DJ assumiu o posto. Acho que ele também ficou cansado e resolveu passar umas músicas mais atuais. Aí a gente aproveitou pra levantar e sacudir um pouquinho. Mas como alegria de pobre dura pouco, os “Eagles” voltaram e a gente resolveu levantar acampamento. A noite era mesmo dos rejuvenescidos.

Não lembrou do filme? Clica aqui.