quarta-feira, 28 de maio de 2008

Desastre Culinário

Eu adoro me meter a “chef” na cozinha, apesar de não saber muita coisa. Quanto mais diferente for a receita, mais empolgada eu fico. Não gosto de fazer o trivial, apesar de até ficar direitinho. Claro que estou longe de fazer um feijão delicioso ou uma costela daquelas que meu pai faz ( e que a Helen come até passar mal), mas até que marco alguns pontos nos pratos em que me arrisco. A família Buscapé é conhecida pelos seus dotes culinários, mas minha tia sempre me disse que cozinhar, além de ser uma arte, depende do nosso estado de espírito.

Vejo quase todos os milhões de programa de culinária. E não estou falando só de Ana Maria Braga ou a tal da Ana Toscano não. Estou falando daqueles que passam em canal pago mesmo. Tem a Nigella, o Oliver, o Bourdain... Assisto a todos que posso e anoto tuuudo também. E não pense que deixo fazendo volume na pasta de receitas da minha mãe, boto a mão na massa sempre que me sinto disposta. Alguns saem bons, outros vão direto pro lixo. Aprendi até a fazer um peixe na cerveja com batatas-fritas que fica uma delícia, acredita?

Mas um dia desses o bicho pegou por aqui. Um simples hambúrguer quase destruiu minhas expectativas como "chef". Impressionante! Vou explicar... Aqui em casa todos cozinham (e gostam) menos o Tesouro, embora seja o mais esfomeado. O rapaz não arrisca nem o Miojo porque pode deixar grudar na panela. Simplesmente porque esquece que tem algo no fogo. Resultado? Quando não come na rua, ele enche a paciência para a gente fazer alguma coisa. Como eu sou mais chata com ele, a tática para me convencer é perguntar se não estou com vontade de comer isso ou aquilo. Assim eu vou para a cozinha e ele fica na espera.

A última pedida foi um sanduíche. Ele tinha comprado uma caixa de hambúrguer congelado e me pediu para fritar. Não podia ser feito no forno, tinha que ser frito mesmo. Eu estava num dia de enxaqueca “braba”, um mau-humor terrível e relutei até o último minuto, mas o enjoado me venceu. Lá fui eu pegar a tal da frigideira e fritar os mocinhos. Não se pode por muito óleo, apenas um fio, era o que estava nas instruções da caixa. Segui direitinho, mas o bicho grudou na panela. Uma nojeira!

Resolvi trocar de frigideira e colocar um pouco mais de óleo dessa vez. Não sei que diabos aconteceu que quando joguei a carne, o troço pulou e incendiou tudo. Era óleo até no teto e a panela em chamas. Eu não sabia se tirava do fogo, se carregava para a pia e fiquei correndo com a panela de um lado para o outro na cozinha. Meu irmão, é claro, ficou rindo da minha cara, até que joguei a panela no fogão, desliguei o fogo e consegui apagar a chama.

Eu nunca vi um desastre tão grande para fazer um simples sanduíche. Passei horas limpando a cozinha, agüentando a gozação do meu pai (dizendo que não consigo fritar uma carne direito), a amolação da minha mãe para dar um fim no cheiro que ficou... Credo! Fiquei com tanta raiva que quase joguei a caixa fora. Mas o melhor foi conseguir me vingar do Tesouro. Ele acabou tendo que comer um "hambúrguer flambado".

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Campanha: VOLTA LOGO NINÃO!!!

de seus amigos fenômenos.

domingo, 18 de maio de 2008

Saída pela direita


Chegou a hora de pedir um descanso. Dar uma parada e relaxar. A cabeça já não está conseguindo acompanhar o ritmo. Os bafões parecem pesados demais.

Preciso de férias!!!

Então... Estarei fora por alguns dias. Fortaleza me espera!!!!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Calvin & Haroldo



Confesso que ainda tenho minhas dúvidas...

sábado, 10 de maio de 2008

De boca fechada

Existe coisa pior no mundo do que guardar segredo? Eu não gosto. E não falo apenas de fofoca. Não falo apenas daquele mega bafão que você fica sabendo e não pode compartilhar com ninguém. Eu fui criada com uma idéia de que se deve evitar contar as coisas para as pessoas para evitar a inveja. Estive conversando com uma amiga sobre isso um dia desses. Ela tinha lido num blog desses bambambans a moça reclamando também. Minha amiga disse que chegava a pensar que se a coisa boa não acontecesse, ou se desse algo errado, ela entrava em paranóia achando que foi porque abriu a boca. Aí começou a achar que os amigos não eram tão amigos assim.

Quando era mais nova, porque a pessoa é bem pequena na estatura, eu sofria com isso. Se fosse viajar, ganhar alguma coisa, eu corria para querer contar para todo mundo, mesmo com meus pais insistindo para não fazer isso. Resultado...Ouvia um sermão sobre inveja, o poder dos pensamentos negativos dos outros e blábláblá. E eu lá queria saber disso? Só queria compartilhar com a galera.

Hoje eu ainda tenho receio de contar. Aprendi que o “olho gordo” realmente faz mal, então escolho bem os felizardos que vão ouvir meus bafões. Existem pessoas invejosas, pessoas destrutivas, eu sei bem, e não faço muita questão de conviver com gente assim não. O difícil é identificar esse tipinho de gente e correr léguas. Mas qual o problema em dividir minhas conquistas e aflições com meus amigos? Amigos não são feitos para compartilhar mesmo? Eu, hein!

Quanto aos bafões… Nossa! Ninguém merece ficar sabendo de uma bomba e ter que ficar calado. Já que ninguém pode saber, não entendo o motivo da Nina ficar sabendo. Tá bom! Nem a pessoa dona do bafão conseguiu guardar a informação, mas confiou em mim para não passar adiante. Aaaaahhh! Como as pessoas são insus!!! Ainda bem que nunca sofri uma tortura para soltar informação. Eu não tenho a menor resistência para sentir dor. Tenho pavor só de imaginar que vou sentir uma dor. Sou do tipo que se fosse ameaçada de tortura, meu amigo, entregava tudo na hora. Mas por enquanto sou confiável. Pelo menos até agora.

Mudando de assunto ...

Eu já disse várias vezes aqui no Sim,pessoas que minha família é completamente Buscapé. Não me refiro apenas aos meus pais e ao Tesouro, mas ao resto da galera também. Uma das minhas primas, a maluca que assina aqui como “prima da Nina”, me enviou o vídeo dizendo que é a música dela. Sente só...

Tudo bem, Helô! Eu também achei o hipopótamo um fofo!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Os Fenômenos invadem a seresta

Quem nunca esteve numa seresta que atire a primeira pedra. No sábado fomos a uma cervejaria da cidade. No local não tinha nada avisando da seresta, ao contrário, a banda anunciada era de Rock. Nós já tínhamos ouvido os caras tocar num desses pubs da vida. Mas naquele dia, meus queridos, a coisa foi beeeem diferente.

Chegamos cedo. Tinha mesa para escolher. Pegamos uma perto do palco e, é claro, que rolou a discussão sobre o que iríamos beber . Pergunta daqui, reclama dali, escolhemos o tal chopp cristal, fabricado no lugar. Pense! E lá vem o garçom com aquele troço enoooorme de dois litros e deixa em cima da mesa. Olhamos um pro outro, era certeza de dor de barriga no dia seguinte. O negócio era animal!

Enquanto a gente conversava e bebia, um DJ tentava “animar” a galera com hits dos anos 80, 90. Detalhe... a música mais animada nesse meio tempo era “Crazy” do Seal. Um dos Fenômenos, o da língua mais afiada, deu uma olhada geral na galera. Ficou mudo por um tempo, tomou um gole de cerveja, virou pra mim e soltou:

- Ô Ninaaa! Não tinha um lugar com mais idosos pra gente sair não? Olha por cima pra você ver... Só a nuvem branca!

E era mesmo. Nada contra os velhinhos se divertirem, mas ficamos nos sentindo mais velhos e reclamões também. O lugar estava tomado de casais, vovôs dando uma de garotões e vovós cocotas. Claro que tinha também os famosos estilos Cowboys e biscates. Mas os senhores eram a maioria. Animadíssimos! Enfim... Depois da constatação, nos concentramos em esperar a banda, afinal, tínhamos ido pra lá para ouvir boa música e dançar.

Eis que a banda surge. O som dos grilos tomou conta da nossa mesa. Ninguém soltou uma palavra. Eu fiquei pensando se era a banda mesmo. Olhei para o banner na entrada do estabelecimento. O nome era o mesmo. Fiz a minha melhor cara de interrogação para a minha amiga Fenômeno, mas ela desviou o olhar. Até que o Fenômeno da língua afiada teve que soltar a dele.

- Nossa, pessoas! Eles envelheceram ou eu sempre estive bêbado quando fui aos shows deles? Estou me sentindo no show dos Eagles!

A banda começou a tocar. Ninguém acreditou. A musiquinha era da época de vovó. E ainda era lentinha. Os velhinhos balançavam a cabeça, as cocotas se remexiam na cadeira, fechando os olhos e lembrando dos velhos tempos. Uma nostalgia só! Os Fenômenos? Bebiam! Alucinadamente!!! Eu ainda tentei aliviar a situação cantando e dizendo que era só o começo do show. Mas ninguém me deu bola.

Desisti da noite quando vi que a banda resolveu “animar a galera” e começou a tocar o tema do filme “Meu primeiro amor”. Pensa na animação. Todo mundo esgoelando: “I guess you'd say /What can make me feel this way/My girl (my girl, my girl ooh)/ Talkin' bout my girl/ (My girl).

Parecia que estávamos no filme “Cocoon – o regresso”. Lembra da história dos velhinhos que mergulham numa piscina com uns alienígenas, se sentem rejuvenescidos e saem aprontando todas? Pois é! Tudo bem que a banda foi melhorando. Tocou uma música boa aqui, outra ali, mas eu confesso que já estava esperando rolar um “The Platters” (nada contra quem curte, ta?).

O lugar só ficou bom no intervalo, quando o DJ assumiu o posto. Acho que ele também ficou cansado e resolveu passar umas músicas mais atuais. Aí a gente aproveitou pra levantar e sacudir um pouquinho. Mas como alegria de pobre dura pouco, os “Eagles” voltaram e a gente resolveu levantar acampamento. A noite era mesmo dos rejuvenescidos.

Não lembrou do filme? Clica aqui.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Na dependência do celular

Eu não lembro mais do ano em que ganhei meu primeiro aparelho celular. Lembro da minha vida antes dele. Nossa! Acho que era bem mais tranqüila. Claro que o aparelhinho trouxe vários benefícios, mas não adianta dizer que essa facilidade e agilidade não tornaram a vida bem mais esquisita e dependente.

Um dia desses esqueci o celular quando saí de casa. O mais estranho foi que assim que pus os pés fora de casa, fiquei com aquela sensação de que estava esquecendo algo, mas nem me toquei que era o aparelho. Quando cheguei ao médico e vi que o celular tinha ficado em casa, fiquei agoniada. E nem esperava por uma ligação.

Fiquei pensando em como era antes. Se as pessoas queriam me encontrar, tinham que ligar na minha casa, e se eu não estivesse por perto, tinham que torcer para que o Tesouro lembrasse de dar o recado. Nada de correria, ou de me encontrar no meio da rua, no trabalho ou no cinema. Tinham que esperar. E era bom chegar em casa, ansiosa, e perguntar: “Alguém me ligou?”. Se o gatinho do colégio tivesse ligado...Uma noite sonhando com ele!!!

Hoje as pessoas malham com o celular ao lado, vão correr no parque com o celular pendurado na cintura, e atendem as ligações até andando de bicicleta. Impressionante! Sem falar que quando esquecem, ou deixam o aparelho em casa, tratam de mandar até sinal de fumaça para explicar que não estão com o bendito ao lado. Vai que alguém tenta ligar e não encontra? Fim do mundo!!!

Quem já teve (ou tem) um namorado ciumento sabe bem o inferno que é a vida com um celular. Um dia desses uma amiga estava indignada porque o namorado dela não acreditou que ela tivesse esquecido o celular em casa. Ele ligou várias vezes e ninguém atendeu. Já ficou imaginando mil coisas. E ela tentando se explicar!

Não podemos negar que o celular aproximou, mas transformou a palavra das pessoas em pouca coisa. Se a bateria acabou, a mensagem não chegou, o sinal não pegou...Confusão na certa! E mesmo que a pessoa diga não se importar, sempre fica meio desconfiada, não tem jeito.

Antes que venham os bombardeios de comentários falando dos benefícios do celular, eu já vou dizendo que concordo. Claro que foi uma das melhores invenções do século passado, mas não adianta dizer que não causou uma dependência. Como um vício mesmo.

Quem aqui ainda sabe os números de telefone dos amigos de cabeça?

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O blog ainda está vivo

Sim,pessoas!

Essa semana foi trash! Estou sem tempo, numa correria louca, estudando num ritmo maior, então, quando estou no computador, ou é para baixar conteúdos, discutir algumas matérias com colegas, conversar um pouco com meus amigos, ler editais, fazer exercícios, ou é para responder alguns e-mails. Para piorar, perdi minha vovó paterna no meio da semana, tudo muito rápido e inesperado. A inspiração foi para o buraco!

Estou cansada!

Mas o blog estará devidamente atualizado na semana que vem. Eu espero! Não desistam!!!

sábado, 19 de abril de 2008

Ctrl + C

Roubei da Flor!!!




Mudando de assunto...

Olha que linda a Juju cantando lá na Fnac! Só orgulho dessa minha amiga!!!



Agora sim... Um feriado feliz para todos!!!




quarta-feira, 16 de abril de 2008

Top 15 - Clássicos "Sessão da Tarde"

Eu assisti num canal desses de entretenimento uma lista de filmes americanos que são considerados “clássicos dos anos 80” e que ainda fazem sucesso por lá. Algo como filmes da Sessão da Tarde. Alguns sempre passam por aqui também. Lembrei da época em que só tinha que ir para a escola, me preocupar com o boletim e com o time de vôlei. Ô época boa!


Eis uma listinha dos clássicos de Sessão da Tarde que vira e mexe ainda passam por aqui:


15 – A Garota de Rosa Schocking - Típico filme de adolescentes americanos. Uma garota pobre (Molly Ringwald), que estuda em colégio de ricos, sonha em ter um vestido especial para ir ao baile da escola e namorar algum colega bonitão e milionário.





14 – Splash – Uma sereia em minha vida – Tom Hanks é um príncipe nos filmes de Sessão da Tarde A maioria de comédia e romance. Nesse ele é um rapaz decepcionado com a vida amorosa que depois de sofrer um acidente em alto mar é salvo por uma sereia.





13 – Quem é essa Garota? - Madonna interpreta uma garota que foi envolvida em um crime que não cometeu e transforma completamente, em um único dia, a vida de um advogado ao pedir ajuda a ele. O filme foi lançado no auge da carreira da Madonna, assim como Procura-se Susan Desesperadamente.





12 – Edward Mãos de Tesoura – Johnny Depp interpreta um humanóide não terminado por seu criador que morre antes de substituir as lâminas afiadas que ele tem no lugar das mãos. Ele vive solitário em seu castelo até que surge no local uma vendedora da Avon, que resolve levá-lo para casa.





11 – Namorada de Aluguel – A velha história de adolescentes. Um rapaz tímido que sempre sonhou em ser popular no colégio. Quando descobre que a garota mais popular da escola está precisando de 1000 dólares se oferece para emprestar a grana se ela fingir ser sua namorada. A dança do tamanduá africano é o melhor momento do filme.





10 – Footloose - Um rapaz da cidade grande se muda juntamente com sua família para um cidade do interior. Apaixonado por dança, ele enfrenta sérios problemas com a sociedade conservadora local. Quem não ficou com vontade de sair dançando depois ver o filme?





9 – Robocop - Um novo policial, metade homem, metade máquina, passa a trabalhar na polícia local e ajuda a combater a criminalidade. Eu nunca gostei, mas tenho um primo que adorava imitar o robô.





8 – Porky´s – Um bando de jovens arruaceiros descobrem o sexo em meio às confusões que aprontam numa noite de bagunças. Pela classificação do filme, não passa mais na sessão da tarde.





7 – Esqueceram de Mim - Às vésperas do Natal, uma família esquece o filho caçula em casa, antes de embarcar de férias para a Europa. O garoto não se apavora e, livre da censura familiar, comete mil e uma loucuras. E mais: enfrenta uma dupla de ladrões (uma versão em dueto dos Três Patetas) que invade sua casa.





6 – Karatê Kid - é um dos filmes "de menino" mais famosos dos anos 80. A história tem todos os elementos que um bom filme sessão da tarde deve ter: o herói, desajeitado e não tão bonito assim, com quem o público de identifica. O mestre, que ajuda o herói a superar seus problemas e a crescer durante o filme. E a mocinha, é claro!





5 – Os Aventureiros do Bairro Proibido - Kurt Russell é um caminhoneiro que vai parar em Chinatown depois que a noiva de seu melhor amigo é raptada por um mago de 2.000 anos de idade. Cabe a ele recuperar a moça, embarcando no mundo macabro do mago e conhecendo novos amigos. Clássico!!





4 – De volta para o futuro – A série é a que tem mais cara de sessão da tarde. Conta a história de um jovem que viaja para o passado por obra de um amalucado inventor e termina por servir de cupido para seus próprios pais. Paulão gosta tanto que batizou o possante dele de “Delorean”.





3 – Um tira da pesada – Um dos melhores filmes de sessão da tarde. Eddie Murphy faz uma gigantesca confusão em Los Angeles atrás do assassino de seu melhor amigo. Aventura com cara de Sessão da Tarde! Outros filmes do ator também não saem de cartaz como O Rapto do Menino Dourado e Um Príncipe em Nova York. O Tesouro já decorou as falas!





2 – Os Goonies – Grupo de garotos conhecidos como Goonies partem em busca de um lendário tesouro perdido, já que sua cidade corre risco de despejo por dívidas. Um dos melhores filmes de aventura da época!!! Slot e o Gordo são responsáveis pelas cenas mais hilárias do filme.





1 – Curtindo a vida adoidado - Ferris Bueller é um jovem que está no último ano do colégio. Certo dia, ele sente uma vontade incontrolável de matar aula, curtindo pela cidade com sua namorada e seu melhor amigo. Em meio a tanta diversão, o diretor do colégio está disposto a acabar com a festa do rapaz.



quinta-feira, 10 de abril de 2008

O universo paralelo dos salões de beleza

Tem gente que adora salão de beleza. Eu não sou uma delas. Não tenho muita paciência pra ficar horas esperando, folheando aquelas revistas de fofocas, esticando de cá, puxando de lá. E quando a gente resolve fazer luzes? Quase duas horas com uma touca (parecida com aquelas de natação) cheia de furos, com a cabeleireira puxando fio por fio com uma agulha de crochê. Tortura, tortura e tortura!! Mas é uma coisa que a gente encara mesmo, afinal, temos que nos cuidar.

Eu resolvi mudar de visual. Depois de quase dez anos sofrendo com a touca, mudei a cor do meu cabelo. Mas a decisão ( e a coragem) não vem de repente. Conversei com a minha cabeleireira várias vezes, pedi opinião de todo mundo, passei horas olhando fotos de celebridades. Tudo isso me fez observar que um salão funciona meio que num mundo paralelo. E você, mesmo que sem querer, começa a fazer parte disso também.

Eis alguns pontos da minha “pesquisa”:

Mercado paralelo – Não existe um salão que venda apenas produtos para cabelos, unhas ou depilação. Ali aparece a manicure que vende Avon, a cunhada da cabeleireira que vende Tapeware, a dona do salão que vende roupas, o filho da recepcionista que vende relógios e óculos escuros. E a cada escovada no seu cabelo, elas vão oferecendo, empurrando, e quando você percebe, está perguntando quanto custa. As clientes mais patricinhas adoooooram!

As continhas – Enquanto estica seus cabelos, ou pinta suas unhas, a profissional é constantemente interrompida pelo Seu Zé do suco, a Dona Joana das marmitas, a Patrícia da loja de cosméticos. Todos atrás de receber o dinheiro do mês. E você, sentada naquela cadeira, ainda tem que enfiar a mão no bolso da moça e tirar a nota, já que ela está com o secador em uma mão e a escova na outra. É impressionante a quantidade de coisas “penduradas” que elas possuem.

As revistas de fofocas – Elas não faltam nos salões. Algumas são antigas de doer, mas não tem uma dondoca que dispense. E não há uma pessoa dentro do salão que não saiba onde está aquela matéria da separação da atriz da novela das oito com o cantor da banda tal.

Falar mal da vida alheia – É lei. Faz parte das regras do salão. Todo mundo mete o pau na manicure que é mais metida, na cliente que é enjoada, no governador que arrumou uma namorada mais nova, na apresentadora do programa de culinária, no cabelo da moça que trocou de salão. E você fica ali, com cara de paisagem, só balançando a cabeça, sem abrir a boca, com medo das conseqüências.

As novelas – Se você não acompanha a novela das oito, pode se considerar um ET dentro do salão. Tanto as profissionais, como as clientes, conversam sobre as novelas como se fossem DE VERDADE. Ninguém se refere ao personagem do Antônio Fagundes ou da Alinne Moraes. Elas falam sobre o Juvenal e sobre a Sílvia. Elas contam que “a Sílvia tentou matar o Renato no lago”. Impressionante! E quem não sabe que a Sílvia, o Renato e o Juvenal são apenas personagens, acaba ficando chocada, achando que se trata de mais um crime horrível no Brasil.

Melhores amigas – Quando você começa a freqüentar um salão, acaba tendo que conversar bastante com as moças que fazem com que você saia toda produzida. E a maioria é bastante curiosa mesmo. Elas perguntam se o namorado vai gostar da cor do cabelo, você responde que não tem namorado, e pronto. Era o gancho para falar sobre a vida amorosa dela, te perguntar sobre a sua, dar conselhos, contar detalhes sórdidos... Quando você percebe já está morrendo é de rir da situação.

Levantar a auto-estima – Não tem lugar melhor para levantar a sua auto-estima. E elas adoram fazer isso. O cabelo pode ter ficado horrível, o pé da mulher pode ser tosco, não tem jeito. Todo mundo sai de lá se sentindo a última Coca-Cola Zero do verão. Terminado o serviço, você levanta da cadeira e já recebe um elogio:

- Tá poderosa, hein? Vai arrebentar no fim de semana!!! Me conta tudo depois, viu?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Melhor perder o amigo...



Esse gato parece ter sido ensinado por Paulão. É impressionante!


quinta-feira, 3 de abril de 2008

O senhor e o livro de auto-ajuda

Eu não sou fã de livros de auto-ajuda. Já comprei um ou outro, já ganhei vários, mas tenho preguiça deles. Não entendo como aquilo pode me servir. Tudo bem! Palavras de incentivo são importantes para nos ajudar a vencer obstáculos, mas não tenho a menor paciência para aqueles exercícios de auto-estima. Ganhei um tal de “Você pode curar a sua vida” e nunca consegui terminar o livro. Era um negócio de vá pra frente do espelho e repita três vezes: “Hoje eu serei feliz!”. Por favor, ne? Quem é que dá conta disso? E agora com essa onde de “O segredo”? Nossa, que preguiça!! A Ana Maria Braga vai me ensinar o segredo da vida? Ãnham! Me dá a grana dela que eu também saio ensinando todo mundo!!!

Hoje fui até a Fnac atrás de um livro de direito administrativo (que eu odeio com todas as minhas forças!), e como não achei o que estava procurando, busquei ajuda com uma funcionária. A parte de livros de auto-ajuda fica bem em frente a um balcão de informações e, enquanto a moça procurava o meu livro, comecei a ler os títulos expostos por lá. Cada um mais interessante que o outro. Além dos clássicos, “Quem mexeu no meu queijo”, “Enquanto o amor não vem”, “Nunca desista dos seus sonhos”, encontrei “Como fazer qualquer um se apaixonar por você”, “Não leve a vida tão a sério”, “Ele simplesmente não está afim de você”. Era tanto livro que não dava nem pra raciocinar. E o mais interessante era observar que a maioria era para mulheres e seus relacionamentos falidos.

Eu fiquei olhando alguns junto com duas moças. Elas já foram certeiras no alvo, sabiam até o lugar onde estava o livro. O título? “O que toda mulher inteligente deve saber”. Claro!! Mas além delas, tinha um senhor fuçando tudo por ali. Ele olhava um, olhava outro, até que agarrou um livro e saiu rapidinho. Foi direto para os DVD’s. Eu recebi o que tinha pedido e saí, passei batido pelas caixinhas de seriados (estou tentando me curar do vício) e segui pro caixa. Enquanto estou na fila, abro o meu livro, começo a ler e nem percebi que o mesmo senhor estava atrás de mim.

Fui para um caixa e ele se dirigiu para o caixa ao lado. Enquanto a moça registrava minha compra, dei uma olhadinha pra ver qual o seriado que ele estava levando, mas percebi que ele ficou meio que escondendo o livro, colocando o DVD na frente. Claro que fiz de tudo pra ver o título, né? Ele olhou pra mim, sorriu sem jeito e abaixou a cabeça para assinar o comprovante do cartão. Percebeu que eu tinha conseguido ler. Eu fingi que não prestei atenção, mas é claro que o senhor sacou. Mais do que depressa, ele pegou a sacolinha e saiu. Eu segui atrás, já revendo meus conceitos sobre livros de auto-ajuda. E não é que o mocinho estava levando “Kama-Sutra do sexo oral”? Não sei mais se esse tipo de livro é tão inútil assim.

terça-feira, 1 de abril de 2008

E aquele cisco no olho?*


E então ela percebeu:
Era apenas uma questão de seguir a intuição.


Ontem me deparei com a história da moça que não sabia seguir a intuição. Achei que caberia nesse post. Qualquer dia, quando ela me autorizar, eu conto toda a história por aqui.


*Uma adaptação do post "Cisco no Olho" do ótimo blog Carambolas Azuis. Espero que a Flor não se importe!


domingo, 30 de março de 2008

Mudando de assunto...

Enquanto eu faço uma mega prova, a Helen dá assistência ao clã, o Vascojones estuda e o Bruno ninguém faz a menor idéia de onde esteja...

Que tal (ver e) ouvir a participação do Eddie Vedder no documentário "Burn to Shine"???




Ah! O pôster é de um show secreto que ele fez (agora em março) em Seattle. Parece que o povo foi assistir ao filme "Into the Wild" e deu de cara com um showzinho básico do Eddie. Com direito a 18 músicas!!!


Será que alguém reclamou? Pra mim... Ele não ia precisar se desculpar meeeessssmo!!!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Chato não é aquele que...

... Sempre te liga nas horas mais impróprias?

... Se lamenta o tempo todo (e de tudo)?

... Não te conhece e já chega tocando em você? (Vai falando e pegando na sua roupa, no seu cabelo, no seu rosto).

... Fica vigiando carros na saída dos bares (e você nem estacionou, ele já está lhe dizendo quanto custa)?

... Não sabe ouvir um “dá um tempo!” ou “não estou afim” e fica te ligando?

... Acabou de te conhecer e já se considera seu melhor amigo (colocando apelidos)?

... Já olha pra você fazendo cara de tédio?

... Fica te ligando para vender cursos de inglês?

... Adora fazer piadinhas quando você apresenta seu namorado (ou namorada) para a galera? (Aquelas do tipo... “Ué, não era a ruiva ontem?” ou “Qual o carrão dele?”)

... Só sabe falar do mesmo assunto toda vez que se encontram?

... Procura motivos para te irritar (ou pegar no seu pé) só por não ir com a sua cara?

... Deixa beeeemmm claro que é folgado?

... Não entende suas brincadeiras com os amigos (e fica tentando se meter)?

... É amigo do namorado (ou da namorada) e fica ligando para sair quando vocês estão juntos?

... Acabou de chegar ao lugar e fica reclamando da mesa, do vento, da bebida?

... Se acha a última Coca-Cola Zero do verão?

... Te cobra? (Pode ser dinheiro, amor, atenção...)

... Só conta tragédia?

... Não sabe a hora de parar?

... Te deixa deprimido só de olhar pra ele?

... Fica dando palpites na sua vida (quando você não quer ouvir)?

... Se acha o dono da razão?

... Não sabe aproveitar a vida?

... Só de olhar para a cara dele (ou ouvir o nome) você já fica com preguiça?

domingo, 23 de março de 2008

Um bolo doido no "Sábado de Aleluia"


Nina, Helen, Bruno, Rogéria e Amália

Já é uma tradição no "Sábado de Aleluia". Os Fenômenos se reúnem em algum churrasco depois de quarenta dias bem quietinhos. Pra variar, a Nina, a Helen e a Rogéria ficaram todo o período da quaresma sem beber nadinha de álcool e Vasconcelos atacou de ficar sem o vício em refrigerante mesmo. Bruno não fez foi nada!!! Para ele, quaresma ficou só no nome mesmo.

O local era a casa de uma amiga no Lago Norte. Com uma hora de atraso , lá vai o Bruno, a Helen e a Júlia passar no Pão de Açúcar pra comprar cerveja e encontrar a Nina no estacionamento... Liga daqui, acena dali... Enfim, seguimos em direção ao evento. Claro que o Bruno tinha que dar um show básico e errar o caminho. Um entra e sai de ruas maluco! Nem parecia que estávamos em Brasília. Quando conseguimos chegar, a galera já estava "trabalhando". E sem muita demora, os Fenômenos foram comemorar o reencontro com os amigos. Bebe daqui, come dali... Tudo seguia bem até a dona da casa chamar a mulherada para um brinde especial, no buteco da residência, longe dos rapazes.

O problema de brindar em churrasco de amigos é que todo mundo quer falar. Impressionante! Não basta a anfitriã fazer o discurso, todas as pessoas precisam falar, gritar, bater palmas, abraçar e beber, é claro. No nosso caso, todas as mulheres falaram. Pensa! Um discursinho de minutos, olhos marejados e tome viradão de Ballantine’s. (Urgh!!!) A Nina e a Júlia fugiram logo na segunda dose, deixando a Helen e a Rogéria encarar mais algumas. Os homens estavam lá fora numa mega discussão futebolística. Nem repararam no retorno "animado" da mulherada.

Depois da misturada etílica, resolvemos convocar o Vasco para um showzinho acústico. O funcionário Jones ia cantando, se matando para atender a todos os gostos (o que não é fácil), enquanto a namorada ia atacando de segunda voz, dançarina e até ajudando a tocar o violão. Todo mundo esgoelava feliz até o nosso querido cantor botar a pilha errada (e infeliz) na Helen:

- Vai lá e dá um pulo em cima do Brunão!

Claro que a louca foi! O Bruno estava parado, com a latinha na mão quando veio a Helen e deu um “jump” em cima dele, na tentativa de esboçar um passo de dança ou algo parecido. POFT! Nós só vimos foi o “bolo doido” rolando mesa abaixo. Uma cena inimaginável! A galera ficou parada, pasma, olhando a cena, enquanto o Vasco Jones continuava a tocar como se nada tivesse acontecido e a Nina chorava de tanto rir, sem conseguir ajudar a levantar as pessoas. Quem conhece as figuras sabe que aquilo não poderia ter dado certo.

O resultado foi um banho de cerveja na "bailarina" e um joelho e braço arrebentados do pobre Bruno, que todo descabelado e amarrotado, foi logo pegando outra latinha para esquecer o acontecido. A dona da casa? Dormia feliz numa rede ao lado do acontecido e nem se deu conta de que reunir os Fenômenos... É bafão na certa!



PS: As fotos estarão no Fotoblog em breve.



Mudando de assunto...

Olha aí nossa vencedora do Desafio Fenomenal II

Parabéns, Cássia!!!



quarta-feira, 19 de março de 2008

Quando eu era criança, eu acreditava que...

... Se meus sapatos ficassem virados, uma tragédia aconteceria comigo.

... Se engolisse chiclete, ele grudaria no meu estômago.

... Se apontasse para as estrelas uma verruga nasceria na ponta do meu dedo.

... “Fazia mal” vestir roupa do avesso.

... As pessoas realmente poderiam ter poderes como o de super-heróis. (Eu sonhava em poder voar e ler a mente dos outros).

... Resolveria meus “problemas” fugindo de casa. (Cheguei a colocar todas as minhas Barbies na mochila e fui pra rua. Tudo porque estava de castigo. Acontece que esqueci de ir embora. Fiquei brincando por lá mesmo, bem em frente de casa).



Mudando de assunto...


Ele já está nas lojas!!!


Tá bom! O Dexter é um serial killer, mas não dá para não gostar dele. Pelo menos na série!!! Uma das melhores que eu já vi. Recomendo meeeeeeeeesmo!!!


PS: Antes que alguém venha me acusar de cópia ou algo parecido, a idéia do post surgiu depois que fui apresentada ao blog Quando eu era criança, eu acreditava que...

sábado, 15 de março de 2008

Que tal um Viagra?

Encontrei no Objeto Abjeto

Produtos modernos em anúncios antigos.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Que raiva de gente cretina!

Existem pessoas cretinas no mundo. Daquelas que conseguem despertar os piores sentimentos em você. Raiva, fúria, nojo, angústia, dor...

Tem gente que usa, abusa, faz cara de “tô nem aí” e você que se vire. Viva com isso! Você não pode fazer nada mesmo!

Conheci pessoas assim.

Cheguei ao estágio da agonia, já chorei. Passei pelo estágio da raiva, já quis destruir tudo. Já cheguei aos minutos de palavrões cabeludos, já gritei enfurecida. Agora só resta continuar e achar outro meio de extravasar.


Não vale a pena.

Ainda bem que a vida continua.

Eu não faço parte do mundo dos cretinos mesmo!





Mudando de assunto...

Trailer da continuação de um dos filmes de terror que eu mais gostei. Pena que nao vai pro cinema!!!!