terça-feira, 24 de junho de 2008

Não mexe ai, mãe!


Não sei vocês, mas eu odeio que mexam nas minhas coisas. Sem sacanagem. Detesto quando alguém vai mexendo, mudando de lugar, principalmente, sem me consultar. Minha mãe é mestre nisso. E parece nem ligar para minhas constantes reclamações. O fato é que ela adora fazer faxinas, vive me dizendo que guardo coisa demais, que deveria doar tais roupas e blábláblá. Já tentei ter uma conversa séria, já dei “piti”, já ameacei trancar o quarto, mas não adianta. Um dia desses, revirei tudo atrás de um perfume. Procurei até em lugares improváveis, mas não encontrei o vidro. Caí na besteira de perguntar. Ela fingiu que não era com ela, mas acabou soltando:

- Ah! Eu achei que você não usava mais e dei para a moça que ajuda aqui em casa.

Quando cheguei de viagem quase tive um ataque. Entrei no quarto e vi tudo em lugar diferente. Minha cama, meu computador, meus sapatos, as roupas... Até aí tudo bem, mas o terreno foi ficando perigoso. Ela mudou a “organização” dos meus livros, da minha coleção de DVD’s, dos meus papéis... Tive até medo de olhar mais a fundo. Acontece que mamãe morre de vontade de se livrar de algumas “tralhas” que eu adoro. Tenho a impressão que não vai sossegar enquanto não conseguir.

Não adianta explicar que a roupa tal é a minha preferida ou que ainda posso aproveitar a apostila gigante, se eu deixar por perto, dando sopa, ela joga fora mesmo. Quer um exemplo? Já encontrei a blusa que comprei no show do Pearl Jam dentro de várias sacolas de roupas para doar. Ela odeia! Tenho que deixar a bichinha guardada, escondida o tempo todo. E não pense que não rola stress. Eu reclamo, ela reclama, eu bato o pé, ela finge que aceita, mas basta eu dar bobeira...Lá se vai alguma coisa na faxina.

E quando resolve fazer doação para a igreja? É um Deus nos acuda! Preciso ficar fiscalizando. Se ela não gosta ou se ACHA que não uso mais...Vai tudo para a sacola! O Tesouro sofre com isso. Ele coleciona camisas de times e quase perdeu uma. Minha mãe achou que ele não usava mais. Enfim... Tivemos que estabelecer algumas regras agora. Pode até fazer a faxina, mas eu tenho que passar o olho em tudo antes. Aham! Quem disse que ela agüenta? Procurei por um creme ontem e sabe o que eu ouvi?

- Vixi, joguei fora, minha filha! Eu o vi no armário do banheiro e achei tão fedido!

Tive que ameaçar jogar as coisas dela fora. Quem sabe agora D. Verônica aprende!!!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Da Série "Personagens" - Meu amigo Insu

Eu não sou uma pessoa de poucos amigos. Não sou daquelas que se fecha num grupinho e pronto. Ninguém entra, ninguém sai. Ao contrário, tenho uma facilidade enorme de conhecer e gostar das pessoas. Claro que se uma delas resolve me torrar ou pisar na bola comigo... Já era! Vaza!!! O mais difícil, em se tratando de amizade, é ter certeza que é para sempre ou que não existe a tal da falsidade. Mas é assim mesmo, só tentando é que a gente descobre.

Hoje é aniversário de uma das pessoas mais incríveis que já conheci. E olha que no começo, lá em 1998, eu não gostava nem um pouco dele. Achava a personificação do insuportável. Pensa num menino metido!!! Mas fui obrigada a estudar quatro anos ao lado dessa figura, e de tanto ele insistir (ele vai me matar! Hahahaha), acabei dando uma chance e nos tornamos amigos.

De lá pra cá, o pobre foi quem sofreu comigo. Era ligação às 4h porque tinha visto o Grande com outra, era invasão de domicílio porque meu namoro tinha acabado, era mensagem perguntando o que fazer com relação a isso ou aquilo... Sem falar no mau humor!!! Nossa!!! E ele lá... sempre pronto a me ouvir. Meu pai sempre ficou impressionado:

– Olha, menina! Esse rapaz realmente é seu amigo. Eu nunca vi tanta paciência com uma pessoa tão chata. Eu não te agüento. Nem o Bruno, nem seu irmão, nem a Helen.... Hahahaha.

– Credo, pai! Também não é assim. E ele também é chato, tá?

– Aham! Acho que ele vai soltar foguetes no seu casamento!

A pessoa já se meteu em altos bafões na época da faculdade. Eu já o encontrei bebendo na Sá. Imagina a cena... Eu saio da missa com umas amigas e resolvo passar na “rua dos agitos” . De repente, eu dou de cara com quem? O Insu!!! Todo sorridente, tomando todas ao lado de um ex-namorado meu. Detalhe...Todo de golinha pólo, com o capô do carro aberto, som nas alturas. Eu tive uma crise de risos. Outra vez resolvemos invadir um churrasco na Sá. Quem foi conosco? O próprio! Tudo bem que foi logo embora, impressionado com a “fauna local”.

Mas o tempo passou e o Insu se tornou o garoto-social. Nunca pode comparecer aos lugares que a gente chama, sempre tem um compromisso social. É casamento, formatura, jantar na sogra, noivado do amigo de um amigo dele. Acho que até em Chá de Bebê ou Chá de Panela ele vai. Não fala muito da vida dele, prefere ouvir nossos bafões. Sempre fez o estilo diplomata. É amigo de todo mundo, não entra em discussões e até na hora de brigar ele é um lord, não sai da linha. Em dez anos de amizade, nós brigamos poucas vezes. Nenhuma durou mais de três dias. Eu apronto mais, tenho que confessar. Ele acostumou a passar a mão na minha cabeça, mas quando resolve me pagar sapo... Run, Nina, Ruuuuuuuunnnnn!!! Mas aí eu dou três dias úteis, sei que a raiva passou e volto. Ainda tirando sarro com a cara dele.

Mas ele nem liga. Acho que nem me leva mais a sério. É tanto bafão, tanta história buscapé que ele só se diverte. Hoje ele só se preocupa em me avisar antes. Faz todo um questionário, me dá uma direção e pronto. Até conhecer o Grande ele conheceu. E se tornou meu espião. Só que eu sempre meto os pés pelas mãos e, volta e meia, ligo de novo reclamando, chorando, xingando. E basta eu soltar minha metralhadora cheia de mágoas que ele vem: “Ô, Nina! Eu não acredito que você fez isso DE NOVO!! É surreal (ele adora essa palavra)!! Você é a incoerência em pessoa! Eu não te falei que se você fizesse isso ia acontecer e blábláblá”. E eu lá, ouvindo e ainda querendo ter razão! Coitado do Insu!!

Por essas e por outras, posso dizer com todas as letras que ele é o melhor amigo do mundo. A pessoa mais carinhosa, mais gentil e mais paciente que eu já vi. Ele é chato sim, quem não conhece acha que é um garoto metido do Plano, mas tem um coração do tamanho de um bonde.

Então... no dia de hoje, só posso desejar muita saúde, felicidades e bênçãos do céu para o “insu” mais legal do mundo, aquele que sempre esteve ao meu lado, mesmo quando eu não era a pessoa mais agradável de se conviver.

Parabéns, Zethiiiiiiiiiiii!!!


terça-feira, 17 de junho de 2008

Sessão Comédia


Quando era pequena lembro claramente de assistir a uma tal de Sessão Comédia que passava na Rede Globo. Eram exibidos seriados “família” como Primo Cruzado, Super Vicky, Caras e Caretas. Eu adorava! Acho que ali começou o meu vício por séries. Hoje, a Globo não investe mais nisso. Insiste naquelas novelas chatíssimas, com os mesmos temas, a mesma baixaria, só mudando de personagens e atores. Eu já gostei muito de novelas, mas cansei. Não tenho mais paciência. Só costumo ver um ou outro episódio, quando os vilões estão no auge (e quando valem a pena). A ciumenta Heloísa, o perverso Renato Mendes, a invejosa Laura Prudente e doida varrida da Nazareth Tedesco lideram o meu ranking.

Mas a realidade da TV parece que vai mudar. A Record resolveu investir em teledramaturgia e está sendo responsável pela coisa mais engraçada dos últimos tempos. Nada de programa de humor, nem show de talentos, estou falando de novela mesmo. A grande sacada começou com “Caminhos do coração” e continua com “Os Mutantes”. Claro que a proposta era boa, afinal, a idéia de inovar, de fazer algo parecido com os gringos só poderia ser boa, mas o fato é que o negócio é trash. É tão ruim que mata a gente de rir (e de vergonha também). Gente, o negócio é ruim de doer!!!

Os caras resolveram juntar um pouco de X-Men, Heroes e (pasmem!) Lost. Trata-se de um bando de pessoas com poderes especiais. Uns são bonzinhos ( a “Liga do Bem”) e outros bem malvados (a “Liga do Mal”). Alguns estão presos numa ilha cheia de mistérios e outros estão na cidade. Mas o ápice da coisa, engraçado mesmo são as características, e é claro, a atuação de cada um. Tem de tudo... Homem-Escorpião, Mulher-Pantera, Homem-Cobra, Menino-Lobo, Homem-Leão, Mulher-Elétrica, o Bebê de Luz, os Vampiros... Tem até um VELOCIRAPTOR solto na ilha!

O Tesouro adora assistir a novela. Ele se acaba de rir com coisas trash, e se faz com essa novela. As risadas são tão altas que dá pra ouvir de longe. A personagem preferida dele é a tal da Mulher-Elétrica. A pobre atriz trabalha tão mal que parece um robô atuando. Cada frase que ela solta é uma gargalhada do meu irmão. Eu já acho difícil agüentar os diálogos. Antes de cada “batalha” rola um discurso de cinco minutos sobre os valores do amor e blábláblá. Só depois o vilão mostra os dentes e parte pra cima do bonzinho (que é suspenso, nitidamente, pelo cabo de aço).

Como se não bastassem os efeitos trash e os diálogos saídos de um livro de auto-ajuda, os atores são péssimos. Até as estrelas já consagrados (ex-Globo) estão trabalhando mal. As frases parecem um jogo de separação de sílabas. Deve ser para dar ênfase ao terror: “Ooohh, vo-cê não me as-sus-ta, Ho-mem de Ge-lo!” “Eu ain-da te pe-go, Mu-lher Pan-te-ra”!!! Impressionante! Sem falar nas pérolas que conseguiram reunir no elenco. Ricardo Macchi ( o cigano Igor, lembra dele?) e a Preta Gil estavam na primeira versão. Sem dúvida, pra mim, eram os melhores. Eu entrava em crise toda vez que apareciam em cena. Um show de interpretação!!!

Outro dia estava ao telefone, enquanto a luta rolava solta na TV. Não consegui mais conversar de tanto que me diverti assistindo aquilo. Entre uma cena do “bem lutando contra o mal”, uma personagem que tem o “dom da vidência” entrou em pânico porque os mutantes ruins estavam atrás do “bebê de luz”. De repente, ela suspira e solta o lema: “Salvem os bebês, Salvem o mundo!!”. O QUÊ???? ARRANCA OS TUBOS QUE EU QUERO MORRER!!! HAHAHAHAHAHAHA

Como assim? Estou assistindo a uma cópia latina de Heroes? Que vergonha de olhar para a tela da TV! A partir daí não teve mais jeito. Enquanto eu falava sem parar que não tinha coragem de continuar vendo aquilo, meu irmão dava gargalhadas, rolando no sofá. Palhaçada completa! Enfim... Para quem tem estômago ou senso de humor afiado, a sessão comédia é garantida. E parece que o sucesso também. Já li na Internet que rola um álbum de figurinhas dos mutantes. E tem mais ... Pode ser que saia uma versão para o cinema. Pensa!

Aí eu vou fazer campanha para a volta da melhor personagem da novela. Como diz meu irmão: “Ah, Guria! Sacanagem terem tirado a Preta Gil. Ela podia fazer a Mulher-Hipopótamo que ia ficar tudo certo”. Tuuuudo!!!

Prestençãooooo na Miss Brasil - Aranha!!! (Uhahahahaha)

domingo, 15 de junho de 2008

Meme divertido

Passei pelo blog da Gabi e roubei esse meme. Trata-se de uma brincadeira dando nome, título e capa para um disco.

Funciona assim:

Acesse a página http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random e descubra qual será o nome da sua banda. Prestenção... Ele será o título da página (lá no alto) que aparecer na sua tela. Não vale procurar por um bonitinho. O meu nome foi "Bob Horn".

Agora você precisa dar nome ao seu álbum. As últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do disco. O meu foi "Descriptions of Collections". Clique aqui para descobrir o seu.

E por último... Clique e descubra a capa do disco. Ela será a terceira foto que aparecer. Não importa qual seja!!!

Olha a minha...
Fala que não ficou tuuuudo de bom? hehehehe

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O mal da enxaqueca


Os Fenômenos estão meio sumidos, mas não abandonaram o blog. O problema é que a pessoa que "administra" a bagunça, estava dodói e na correria, sem tempo para arrumar a casa. Sabe aquela gripe que vem de repente e sai derrubando como se fosse uma Tsunami?? Mas o pior é a tal da enxaqueca. Eu sofro desse mal! Não posso ficar gripada, não posso ficar muito tempo sem comer, não posso comer determinados alimentos, não posso dormir mal, não posso chorar, não posso ficar ansiosa, não posso beber demais ... Tudo me dá enxaqueca. Menstruar??? Pode ter certeza que a cabeça vai explodir dias antes, durante e até quando as regras estiverem indo embora. Quem sofre com isso sabe bem do que estou falando.

Adoeci na semana passada. Achei que era dengue, mas era uma gripe mesmo. Até que eu agüentei bem a febre, a leseira, os espirros, mas a dor de cabeçaaaa, pessoas, não deu não. Já fui ao médico várias vezes, já tomei todo tipo de medicação possível... É remédio pra tomar antes de doer (quando você suspeita que da dor), remédio para tomar durante a dor, remédio pra colocar debaixo da língua, remédio para inalar, para injetar... Até para o mercado chinês eu apelei. Já comprei a bendita pomada chinesa, aquela vendida na Feira dos Importados. Dizem que ela serve para outras coisas também (Hehehehe).

Já fiz exames e nada. Acho que isso é hereditário. Não tem um membro da família Buscapé que não sinta. Incomoda demais! Sábado eu pensei que era meu fim. Já estava fazendo meu testamento, discutindo meu lugar no céu. Tomei tudo quanto era medicação e naaaaadddaa!!! Era comprimido disso, gotas daquilo, chá disso, chá daquilo, passa pomada, passa Vicky, passa álcool e naaaaaaddddaaa!! A dor aumentava e a minha agonia também. E pior... Eu tinha prova de concurso no outro dia. Pensa!

Enquanto o tempo passava, o meu desespero aumentava. A dor também. Já estava me arrastando aqui. Tenho pavor de hospital, mas como não conseguia melhorar, tive que apelar para o velho e bom Buscopan na veia. Agora pensa...Fiquei deitada naquela maca, chorando de dor e tomando a droga na veia. Dormi em questão de minutos. Sonhei com o céu. Acordei desesperada para fazer a prova. Morrendo de ressaca, com gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Me arrumei, tomei um café meio forçado e fui. Não me pergunte como cheguei ao Ceub. Eu não faço idéia!

Como não recebi a confirmação de inscrição com antecedência, tive que procurar a sala numa mega lista que tinha lá fora. Disputando espaço com um monte de gente com cara de noite bem dormida. Que ódio! Descobri onde era, subi feito bala e enquanto não dava a hora, me sentei num banco próximo. Eu estava zonza, zonza! Olhei para o lado e avistei um amigo Joselito sentado do outro lado. Demorei para reconhecer a figura, mas levantei e fui falar com ele. Só consegui me concentrar nas três primeiras frases que trocamos. Logo depois, já estava com o estômago virando e a dor atacando no maior estilo “Chuck Norris atravessando o pára-brisa”.

Me despedi meio desesperada, nem sei se falei direito com ele, saí em direção ao banheiro. Botei os bofes para fora. Mesmo assim consegui me acalmar para tentar fazer alguma coisa. Para piorar o sofrimento, uma senhora resolveu questionar (e alto) o fato de não se poder levar o caderno de provas. E a mulher reclamava, reclamava ... Demoramos um tempão para começar, a velhinha não queria “desistir da causa”. Fiz o que eu pude, levantei e fui embora. Passei o resto do dia de cama. Assisti a uma matéria do Fantástico sobre o assunto. Não ajudou em coisa nenhuma! Não disse nada do que quem sofre do mal já não saiba. Fala sério! Café, exercícios, horas sem comer, tabelas e blábláblá. Acho que esse tipo de matéria tinha que ser feita por gente que passa por isso direto. Talvez assim saia alguma coisa de diferente. Coisa mais irritante!!! Sempre a mesma coisa!

Tá bom! Fiquei irritada com a reportagem, mas só porque eu sabia que a enxaqueca ainda iria durar por mais alguns dias. Com ou sem tabela. E foi dito e feito!!

Agora viva com isso...


terça-feira, 3 de junho de 2008

Será que é mesmo dele?

Eu recebo uma média de quinze a vinte e-mails inúteis por dia. Sabe aqueles com correntes, slides ou promoções (de um site que nem lembro de ter entrado, mas que insiste em dizer que eu me cadastrei)? Não importa quem é o remetente, eu deleto tudo. Basta dar uma olhadinha no que diz a extensão do anexo. E nem adianta meus amigos me pagarem sapo, eu já deixei claro para todos que odeio apresentação de power point com música de Titanic esgoelando ao fundo.

Acho que deve ter muita gente que não gosta disso também. Quer dizer... Fora a mulherada da família Buscapé. Minhas tias e algumas primas conseguem me mandar orações, mensagens de auto-ajuda, fotos de homens bonitos... Tudo em slides (com música de fundo). Eu nunca vi coisa mais irritante! Mas eu recebi um dia desses um e-mail que me deixou intrigada. Era um texto, sem anexo, falando sobre a infidelidade masculina ou algo parecido. O que chamou a atenção foi o nome do autor. O título vinha em fonte normal, mas o do autor vinha entre parêntese e em caixa alta: ARNALDO JABOR. E na boa... Tenho quase certeza de que não era dele.

Perdi as contas de quantas correspondências lotam minha caixa com o nome do Jabor, Veríssimo ou Paulo Coelho. Ali é como se tivesse um carimbo de garantia de qualidade. Acho que a pessoa deve achar que se o texto tiver a assinatura do Zezinho da Silva ninguém vai ler, muito menos repassar, mas se for assinado pelo Paulo Coelho... Nossa! A vida da muda depois que a gente acredita que o texto foi escrito por alguém famoso.

O estranho é que eles seguem um padrão. Quando são textos de putaria são do Jabor, de guerra dos sexos ou análise do cotidiano são do Veríssimo e o mais interessante de todos, quando rola uma mensagem de sabedoria (???) ou auto-ajuda são de quem? De quem? Paulo Coelho!!! Como assim??? Eu já li uma vez o Veríssimo dizendo que não entendia a lógica de quem inventa um texto e põe na internet com o nome de outro. (Quem quiser ler, clica aqui!)

Pois é! E qual será? Por acaso o Zezinho da Silva não merece crédito? Quer dizer que eu posso parar uns minutos e ler um texto do “sábio” Paulo Coelho (já deu para reparar minha aversão, ne?), mas não posso ler um texto de um colega blogueiro ou de alguém que resolveu se arriscar com as palavras? Aaaaahhh!!! Vai entender esse povo!


PS: Aqui alguns textos que NÃO foram escritos pelo Veríssimo.

domingo, 1 de junho de 2008

Eu sabia! Eu sabia!

O final da quarta temporada de Lost foi muuuito legal! Teve morte, revelações e mais mistérios. Mas alguém pode me dizer se o pai do Jack e o Jacob são a mesma pessoa??? Que cara doido!!

Ah! E depois do jogo de xadrez do Hurley, a cena do caixão foi a melhor coisa no episódio. Eu sabia que era ele!!! Me arrependi de não ter entrado no bolão dos Buscapés.

E teve até um vídeo com dois finais alternativos. Tudo para não estragar a surpresa no final...


quarta-feira, 28 de maio de 2008

Desastre Culinário

Eu adoro me meter a “chef” na cozinha, apesar de não saber muita coisa. Quanto mais diferente for a receita, mais empolgada eu fico. Não gosto de fazer o trivial, apesar de até ficar direitinho. Claro que estou longe de fazer um feijão delicioso ou uma costela daquelas que meu pai faz ( e que a Helen come até passar mal), mas até que marco alguns pontos nos pratos em que me arrisco. A família Buscapé é conhecida pelos seus dotes culinários, mas minha tia sempre me disse que cozinhar, além de ser uma arte, depende do nosso estado de espírito.

Vejo quase todos os milhões de programa de culinária. E não estou falando só de Ana Maria Braga ou a tal da Ana Toscano não. Estou falando daqueles que passam em canal pago mesmo. Tem a Nigella, o Oliver, o Bourdain... Assisto a todos que posso e anoto tuuudo também. E não pense que deixo fazendo volume na pasta de receitas da minha mãe, boto a mão na massa sempre que me sinto disposta. Alguns saem bons, outros vão direto pro lixo. Aprendi até a fazer um peixe na cerveja com batatas-fritas que fica uma delícia, acredita?

Mas um dia desses o bicho pegou por aqui. Um simples hambúrguer quase destruiu minhas expectativas como "chef". Impressionante! Vou explicar... Aqui em casa todos cozinham (e gostam) menos o Tesouro, embora seja o mais esfomeado. O rapaz não arrisca nem o Miojo porque pode deixar grudar na panela. Simplesmente porque esquece que tem algo no fogo. Resultado? Quando não come na rua, ele enche a paciência para a gente fazer alguma coisa. Como eu sou mais chata com ele, a tática para me convencer é perguntar se não estou com vontade de comer isso ou aquilo. Assim eu vou para a cozinha e ele fica na espera.

A última pedida foi um sanduíche. Ele tinha comprado uma caixa de hambúrguer congelado e me pediu para fritar. Não podia ser feito no forno, tinha que ser frito mesmo. Eu estava num dia de enxaqueca “braba”, um mau-humor terrível e relutei até o último minuto, mas o enjoado me venceu. Lá fui eu pegar a tal da frigideira e fritar os mocinhos. Não se pode por muito óleo, apenas um fio, era o que estava nas instruções da caixa. Segui direitinho, mas o bicho grudou na panela. Uma nojeira!

Resolvi trocar de frigideira e colocar um pouco mais de óleo dessa vez. Não sei que diabos aconteceu que quando joguei a carne, o troço pulou e incendiou tudo. Era óleo até no teto e a panela em chamas. Eu não sabia se tirava do fogo, se carregava para a pia e fiquei correndo com a panela de um lado para o outro na cozinha. Meu irmão, é claro, ficou rindo da minha cara, até que joguei a panela no fogão, desliguei o fogo e consegui apagar a chama.

Eu nunca vi um desastre tão grande para fazer um simples sanduíche. Passei horas limpando a cozinha, agüentando a gozação do meu pai (dizendo que não consigo fritar uma carne direito), a amolação da minha mãe para dar um fim no cheiro que ficou... Credo! Fiquei com tanta raiva que quase joguei a caixa fora. Mas o melhor foi conseguir me vingar do Tesouro. Ele acabou tendo que comer um "hambúrguer flambado".

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Campanha: VOLTA LOGO NINÃO!!!

de seus amigos fenômenos.

domingo, 18 de maio de 2008

Saída pela direita


Chegou a hora de pedir um descanso. Dar uma parada e relaxar. A cabeça já não está conseguindo acompanhar o ritmo. Os bafões parecem pesados demais.

Preciso de férias!!!

Então... Estarei fora por alguns dias. Fortaleza me espera!!!!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Calvin & Haroldo



Confesso que ainda tenho minhas dúvidas...

sábado, 10 de maio de 2008

De boca fechada

Existe coisa pior no mundo do que guardar segredo? Eu não gosto. E não falo apenas de fofoca. Não falo apenas daquele mega bafão que você fica sabendo e não pode compartilhar com ninguém. Eu fui criada com uma idéia de que se deve evitar contar as coisas para as pessoas para evitar a inveja. Estive conversando com uma amiga sobre isso um dia desses. Ela tinha lido num blog desses bambambans a moça reclamando também. Minha amiga disse que chegava a pensar que se a coisa boa não acontecesse, ou se desse algo errado, ela entrava em paranóia achando que foi porque abriu a boca. Aí começou a achar que os amigos não eram tão amigos assim.

Quando era mais nova, porque a pessoa é bem pequena na estatura, eu sofria com isso. Se fosse viajar, ganhar alguma coisa, eu corria para querer contar para todo mundo, mesmo com meus pais insistindo para não fazer isso. Resultado...Ouvia um sermão sobre inveja, o poder dos pensamentos negativos dos outros e blábláblá. E eu lá queria saber disso? Só queria compartilhar com a galera.

Hoje eu ainda tenho receio de contar. Aprendi que o “olho gordo” realmente faz mal, então escolho bem os felizardos que vão ouvir meus bafões. Existem pessoas invejosas, pessoas destrutivas, eu sei bem, e não faço muita questão de conviver com gente assim não. O difícil é identificar esse tipinho de gente e correr léguas. Mas qual o problema em dividir minhas conquistas e aflições com meus amigos? Amigos não são feitos para compartilhar mesmo? Eu, hein!

Quanto aos bafões… Nossa! Ninguém merece ficar sabendo de uma bomba e ter que ficar calado. Já que ninguém pode saber, não entendo o motivo da Nina ficar sabendo. Tá bom! Nem a pessoa dona do bafão conseguiu guardar a informação, mas confiou em mim para não passar adiante. Aaaaahhh! Como as pessoas são insus!!! Ainda bem que nunca sofri uma tortura para soltar informação. Eu não tenho a menor resistência para sentir dor. Tenho pavor só de imaginar que vou sentir uma dor. Sou do tipo que se fosse ameaçada de tortura, meu amigo, entregava tudo na hora. Mas por enquanto sou confiável. Pelo menos até agora.

Mudando de assunto ...

Eu já disse várias vezes aqui no Sim,pessoas que minha família é completamente Buscapé. Não me refiro apenas aos meus pais e ao Tesouro, mas ao resto da galera também. Uma das minhas primas, a maluca que assina aqui como “prima da Nina”, me enviou o vídeo dizendo que é a música dela. Sente só...

Tudo bem, Helô! Eu também achei o hipopótamo um fofo!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Os Fenômenos invadem a seresta

Quem nunca esteve numa seresta que atire a primeira pedra. No sábado fomos a uma cervejaria da cidade. No local não tinha nada avisando da seresta, ao contrário, a banda anunciada era de Rock. Nós já tínhamos ouvido os caras tocar num desses pubs da vida. Mas naquele dia, meus queridos, a coisa foi beeeem diferente.

Chegamos cedo. Tinha mesa para escolher. Pegamos uma perto do palco e, é claro, que rolou a discussão sobre o que iríamos beber . Pergunta daqui, reclama dali, escolhemos o tal chopp cristal, fabricado no lugar. Pense! E lá vem o garçom com aquele troço enoooorme de dois litros e deixa em cima da mesa. Olhamos um pro outro, era certeza de dor de barriga no dia seguinte. O negócio era animal!

Enquanto a gente conversava e bebia, um DJ tentava “animar” a galera com hits dos anos 80, 90. Detalhe... a música mais animada nesse meio tempo era “Crazy” do Seal. Um dos Fenômenos, o da língua mais afiada, deu uma olhada geral na galera. Ficou mudo por um tempo, tomou um gole de cerveja, virou pra mim e soltou:

- Ô Ninaaa! Não tinha um lugar com mais idosos pra gente sair não? Olha por cima pra você ver... Só a nuvem branca!

E era mesmo. Nada contra os velhinhos se divertirem, mas ficamos nos sentindo mais velhos e reclamões também. O lugar estava tomado de casais, vovôs dando uma de garotões e vovós cocotas. Claro que tinha também os famosos estilos Cowboys e biscates. Mas os senhores eram a maioria. Animadíssimos! Enfim... Depois da constatação, nos concentramos em esperar a banda, afinal, tínhamos ido pra lá para ouvir boa música e dançar.

Eis que a banda surge. O som dos grilos tomou conta da nossa mesa. Ninguém soltou uma palavra. Eu fiquei pensando se era a banda mesmo. Olhei para o banner na entrada do estabelecimento. O nome era o mesmo. Fiz a minha melhor cara de interrogação para a minha amiga Fenômeno, mas ela desviou o olhar. Até que o Fenômeno da língua afiada teve que soltar a dele.

- Nossa, pessoas! Eles envelheceram ou eu sempre estive bêbado quando fui aos shows deles? Estou me sentindo no show dos Eagles!

A banda começou a tocar. Ninguém acreditou. A musiquinha era da época de vovó. E ainda era lentinha. Os velhinhos balançavam a cabeça, as cocotas se remexiam na cadeira, fechando os olhos e lembrando dos velhos tempos. Uma nostalgia só! Os Fenômenos? Bebiam! Alucinadamente!!! Eu ainda tentei aliviar a situação cantando e dizendo que era só o começo do show. Mas ninguém me deu bola.

Desisti da noite quando vi que a banda resolveu “animar a galera” e começou a tocar o tema do filme “Meu primeiro amor”. Pensa na animação. Todo mundo esgoelando: “I guess you'd say /What can make me feel this way/My girl (my girl, my girl ooh)/ Talkin' bout my girl/ (My girl).

Parecia que estávamos no filme “Cocoon – o regresso”. Lembra da história dos velhinhos que mergulham numa piscina com uns alienígenas, se sentem rejuvenescidos e saem aprontando todas? Pois é! Tudo bem que a banda foi melhorando. Tocou uma música boa aqui, outra ali, mas eu confesso que já estava esperando rolar um “The Platters” (nada contra quem curte, ta?).

O lugar só ficou bom no intervalo, quando o DJ assumiu o posto. Acho que ele também ficou cansado e resolveu passar umas músicas mais atuais. Aí a gente aproveitou pra levantar e sacudir um pouquinho. Mas como alegria de pobre dura pouco, os “Eagles” voltaram e a gente resolveu levantar acampamento. A noite era mesmo dos rejuvenescidos.

Não lembrou do filme? Clica aqui.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Na dependência do celular

Eu não lembro mais do ano em que ganhei meu primeiro aparelho celular. Lembro da minha vida antes dele. Nossa! Acho que era bem mais tranqüila. Claro que o aparelhinho trouxe vários benefícios, mas não adianta dizer que essa facilidade e agilidade não tornaram a vida bem mais esquisita e dependente.

Um dia desses esqueci o celular quando saí de casa. O mais estranho foi que assim que pus os pés fora de casa, fiquei com aquela sensação de que estava esquecendo algo, mas nem me toquei que era o aparelho. Quando cheguei ao médico e vi que o celular tinha ficado em casa, fiquei agoniada. E nem esperava por uma ligação.

Fiquei pensando em como era antes. Se as pessoas queriam me encontrar, tinham que ligar na minha casa, e se eu não estivesse por perto, tinham que torcer para que o Tesouro lembrasse de dar o recado. Nada de correria, ou de me encontrar no meio da rua, no trabalho ou no cinema. Tinham que esperar. E era bom chegar em casa, ansiosa, e perguntar: “Alguém me ligou?”. Se o gatinho do colégio tivesse ligado...Uma noite sonhando com ele!!!

Hoje as pessoas malham com o celular ao lado, vão correr no parque com o celular pendurado na cintura, e atendem as ligações até andando de bicicleta. Impressionante! Sem falar que quando esquecem, ou deixam o aparelho em casa, tratam de mandar até sinal de fumaça para explicar que não estão com o bendito ao lado. Vai que alguém tenta ligar e não encontra? Fim do mundo!!!

Quem já teve (ou tem) um namorado ciumento sabe bem o inferno que é a vida com um celular. Um dia desses uma amiga estava indignada porque o namorado dela não acreditou que ela tivesse esquecido o celular em casa. Ele ligou várias vezes e ninguém atendeu. Já ficou imaginando mil coisas. E ela tentando se explicar!

Não podemos negar que o celular aproximou, mas transformou a palavra das pessoas em pouca coisa. Se a bateria acabou, a mensagem não chegou, o sinal não pegou...Confusão na certa! E mesmo que a pessoa diga não se importar, sempre fica meio desconfiada, não tem jeito.

Antes que venham os bombardeios de comentários falando dos benefícios do celular, eu já vou dizendo que concordo. Claro que foi uma das melhores invenções do século passado, mas não adianta dizer que não causou uma dependência. Como um vício mesmo.

Quem aqui ainda sabe os números de telefone dos amigos de cabeça?

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O blog ainda está vivo

Sim,pessoas!

Essa semana foi trash! Estou sem tempo, numa correria louca, estudando num ritmo maior, então, quando estou no computador, ou é para baixar conteúdos, discutir algumas matérias com colegas, conversar um pouco com meus amigos, ler editais, fazer exercícios, ou é para responder alguns e-mails. Para piorar, perdi minha vovó paterna no meio da semana, tudo muito rápido e inesperado. A inspiração foi para o buraco!

Estou cansada!

Mas o blog estará devidamente atualizado na semana que vem. Eu espero! Não desistam!!!

sábado, 19 de abril de 2008

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Roubei da Flor!!!




Mudando de assunto...

Olha que linda a Juju cantando lá na Fnac! Só orgulho dessa minha amiga!!!



Agora sim... Um feriado feliz para todos!!!




quarta-feira, 16 de abril de 2008

Top 15 - Clássicos "Sessão da Tarde"

Eu assisti num canal desses de entretenimento uma lista de filmes americanos que são considerados “clássicos dos anos 80” e que ainda fazem sucesso por lá. Algo como filmes da Sessão da Tarde. Alguns sempre passam por aqui também. Lembrei da época em que só tinha que ir para a escola, me preocupar com o boletim e com o time de vôlei. Ô época boa!


Eis uma listinha dos clássicos de Sessão da Tarde que vira e mexe ainda passam por aqui:


15 – A Garota de Rosa Schocking - Típico filme de adolescentes americanos. Uma garota pobre (Molly Ringwald), que estuda em colégio de ricos, sonha em ter um vestido especial para ir ao baile da escola e namorar algum colega bonitão e milionário.





14 – Splash – Uma sereia em minha vida – Tom Hanks é um príncipe nos filmes de Sessão da Tarde A maioria de comédia e romance. Nesse ele é um rapaz decepcionado com a vida amorosa que depois de sofrer um acidente em alto mar é salvo por uma sereia.





13 – Quem é essa Garota? - Madonna interpreta uma garota que foi envolvida em um crime que não cometeu e transforma completamente, em um único dia, a vida de um advogado ao pedir ajuda a ele. O filme foi lançado no auge da carreira da Madonna, assim como Procura-se Susan Desesperadamente.





12 – Edward Mãos de Tesoura – Johnny Depp interpreta um humanóide não terminado por seu criador que morre antes de substituir as lâminas afiadas que ele tem no lugar das mãos. Ele vive solitário em seu castelo até que surge no local uma vendedora da Avon, que resolve levá-lo para casa.





11 – Namorada de Aluguel – A velha história de adolescentes. Um rapaz tímido que sempre sonhou em ser popular no colégio. Quando descobre que a garota mais popular da escola está precisando de 1000 dólares se oferece para emprestar a grana se ela fingir ser sua namorada. A dança do tamanduá africano é o melhor momento do filme.





10 – Footloose - Um rapaz da cidade grande se muda juntamente com sua família para um cidade do interior. Apaixonado por dança, ele enfrenta sérios problemas com a sociedade conservadora local. Quem não ficou com vontade de sair dançando depois ver o filme?





9 – Robocop - Um novo policial, metade homem, metade máquina, passa a trabalhar na polícia local e ajuda a combater a criminalidade. Eu nunca gostei, mas tenho um primo que adorava imitar o robô.





8 – Porky´s – Um bando de jovens arruaceiros descobrem o sexo em meio às confusões que aprontam numa noite de bagunças. Pela classificação do filme, não passa mais na sessão da tarde.





7 – Esqueceram de Mim - Às vésperas do Natal, uma família esquece o filho caçula em casa, antes de embarcar de férias para a Europa. O garoto não se apavora e, livre da censura familiar, comete mil e uma loucuras. E mais: enfrenta uma dupla de ladrões (uma versão em dueto dos Três Patetas) que invade sua casa.





6 – Karatê Kid - é um dos filmes "de menino" mais famosos dos anos 80. A história tem todos os elementos que um bom filme sessão da tarde deve ter: o herói, desajeitado e não tão bonito assim, com quem o público de identifica. O mestre, que ajuda o herói a superar seus problemas e a crescer durante o filme. E a mocinha, é claro!





5 – Os Aventureiros do Bairro Proibido - Kurt Russell é um caminhoneiro que vai parar em Chinatown depois que a noiva de seu melhor amigo é raptada por um mago de 2.000 anos de idade. Cabe a ele recuperar a moça, embarcando no mundo macabro do mago e conhecendo novos amigos. Clássico!!





4 – De volta para o futuro – A série é a que tem mais cara de sessão da tarde. Conta a história de um jovem que viaja para o passado por obra de um amalucado inventor e termina por servir de cupido para seus próprios pais. Paulão gosta tanto que batizou o possante dele de “Delorean”.





3 – Um tira da pesada – Um dos melhores filmes de sessão da tarde. Eddie Murphy faz uma gigantesca confusão em Los Angeles atrás do assassino de seu melhor amigo. Aventura com cara de Sessão da Tarde! Outros filmes do ator também não saem de cartaz como O Rapto do Menino Dourado e Um Príncipe em Nova York. O Tesouro já decorou as falas!





2 – Os Goonies – Grupo de garotos conhecidos como Goonies partem em busca de um lendário tesouro perdido, já que sua cidade corre risco de despejo por dívidas. Um dos melhores filmes de aventura da época!!! Slot e o Gordo são responsáveis pelas cenas mais hilárias do filme.





1 – Curtindo a vida adoidado - Ferris Bueller é um jovem que está no último ano do colégio. Certo dia, ele sente uma vontade incontrolável de matar aula, curtindo pela cidade com sua namorada e seu melhor amigo. Em meio a tanta diversão, o diretor do colégio está disposto a acabar com a festa do rapaz.



quinta-feira, 10 de abril de 2008

O universo paralelo dos salões de beleza

Tem gente que adora salão de beleza. Eu não sou uma delas. Não tenho muita paciência pra ficar horas esperando, folheando aquelas revistas de fofocas, esticando de cá, puxando de lá. E quando a gente resolve fazer luzes? Quase duas horas com uma touca (parecida com aquelas de natação) cheia de furos, com a cabeleireira puxando fio por fio com uma agulha de crochê. Tortura, tortura e tortura!! Mas é uma coisa que a gente encara mesmo, afinal, temos que nos cuidar.

Eu resolvi mudar de visual. Depois de quase dez anos sofrendo com a touca, mudei a cor do meu cabelo. Mas a decisão ( e a coragem) não vem de repente. Conversei com a minha cabeleireira várias vezes, pedi opinião de todo mundo, passei horas olhando fotos de celebridades. Tudo isso me fez observar que um salão funciona meio que num mundo paralelo. E você, mesmo que sem querer, começa a fazer parte disso também.

Eis alguns pontos da minha “pesquisa”:

Mercado paralelo – Não existe um salão que venda apenas produtos para cabelos, unhas ou depilação. Ali aparece a manicure que vende Avon, a cunhada da cabeleireira que vende Tapeware, a dona do salão que vende roupas, o filho da recepcionista que vende relógios e óculos escuros. E a cada escovada no seu cabelo, elas vão oferecendo, empurrando, e quando você percebe, está perguntando quanto custa. As clientes mais patricinhas adoooooram!

As continhas – Enquanto estica seus cabelos, ou pinta suas unhas, a profissional é constantemente interrompida pelo Seu Zé do suco, a Dona Joana das marmitas, a Patrícia da loja de cosméticos. Todos atrás de receber o dinheiro do mês. E você, sentada naquela cadeira, ainda tem que enfiar a mão no bolso da moça e tirar a nota, já que ela está com o secador em uma mão e a escova na outra. É impressionante a quantidade de coisas “penduradas” que elas possuem.

As revistas de fofocas – Elas não faltam nos salões. Algumas são antigas de doer, mas não tem uma dondoca que dispense. E não há uma pessoa dentro do salão que não saiba onde está aquela matéria da separação da atriz da novela das oito com o cantor da banda tal.

Falar mal da vida alheia – É lei. Faz parte das regras do salão. Todo mundo mete o pau na manicure que é mais metida, na cliente que é enjoada, no governador que arrumou uma namorada mais nova, na apresentadora do programa de culinária, no cabelo da moça que trocou de salão. E você fica ali, com cara de paisagem, só balançando a cabeça, sem abrir a boca, com medo das conseqüências.

As novelas – Se você não acompanha a novela das oito, pode se considerar um ET dentro do salão. Tanto as profissionais, como as clientes, conversam sobre as novelas como se fossem DE VERDADE. Ninguém se refere ao personagem do Antônio Fagundes ou da Alinne Moraes. Elas falam sobre o Juvenal e sobre a Sílvia. Elas contam que “a Sílvia tentou matar o Renato no lago”. Impressionante! E quem não sabe que a Sílvia, o Renato e o Juvenal são apenas personagens, acaba ficando chocada, achando que se trata de mais um crime horrível no Brasil.

Melhores amigas – Quando você começa a freqüentar um salão, acaba tendo que conversar bastante com as moças que fazem com que você saia toda produzida. E a maioria é bastante curiosa mesmo. Elas perguntam se o namorado vai gostar da cor do cabelo, você responde que não tem namorado, e pronto. Era o gancho para falar sobre a vida amorosa dela, te perguntar sobre a sua, dar conselhos, contar detalhes sórdidos... Quando você percebe já está morrendo é de rir da situação.

Levantar a auto-estima – Não tem lugar melhor para levantar a sua auto-estima. E elas adoram fazer isso. O cabelo pode ter ficado horrível, o pé da mulher pode ser tosco, não tem jeito. Todo mundo sai de lá se sentindo a última Coca-Cola Zero do verão. Terminado o serviço, você levanta da cadeira e já recebe um elogio:

- Tá poderosa, hein? Vai arrebentar no fim de semana!!! Me conta tudo depois, viu?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Melhor perder o amigo...



Esse gato parece ter sido ensinado por Paulão. É impressionante!


quinta-feira, 3 de abril de 2008

O senhor e o livro de auto-ajuda

Eu não sou fã de livros de auto-ajuda. Já comprei um ou outro, já ganhei vários, mas tenho preguiça deles. Não entendo como aquilo pode me servir. Tudo bem! Palavras de incentivo são importantes para nos ajudar a vencer obstáculos, mas não tenho a menor paciência para aqueles exercícios de auto-estima. Ganhei um tal de “Você pode curar a sua vida” e nunca consegui terminar o livro. Era um negócio de vá pra frente do espelho e repita três vezes: “Hoje eu serei feliz!”. Por favor, ne? Quem é que dá conta disso? E agora com essa onde de “O segredo”? Nossa, que preguiça!! A Ana Maria Braga vai me ensinar o segredo da vida? Ãnham! Me dá a grana dela que eu também saio ensinando todo mundo!!!

Hoje fui até a Fnac atrás de um livro de direito administrativo (que eu odeio com todas as minhas forças!), e como não achei o que estava procurando, busquei ajuda com uma funcionária. A parte de livros de auto-ajuda fica bem em frente a um balcão de informações e, enquanto a moça procurava o meu livro, comecei a ler os títulos expostos por lá. Cada um mais interessante que o outro. Além dos clássicos, “Quem mexeu no meu queijo”, “Enquanto o amor não vem”, “Nunca desista dos seus sonhos”, encontrei “Como fazer qualquer um se apaixonar por você”, “Não leve a vida tão a sério”, “Ele simplesmente não está afim de você”. Era tanto livro que não dava nem pra raciocinar. E o mais interessante era observar que a maioria era para mulheres e seus relacionamentos falidos.

Eu fiquei olhando alguns junto com duas moças. Elas já foram certeiras no alvo, sabiam até o lugar onde estava o livro. O título? “O que toda mulher inteligente deve saber”. Claro!! Mas além delas, tinha um senhor fuçando tudo por ali. Ele olhava um, olhava outro, até que agarrou um livro e saiu rapidinho. Foi direto para os DVD’s. Eu recebi o que tinha pedido e saí, passei batido pelas caixinhas de seriados (estou tentando me curar do vício) e segui pro caixa. Enquanto estou na fila, abro o meu livro, começo a ler e nem percebi que o mesmo senhor estava atrás de mim.

Fui para um caixa e ele se dirigiu para o caixa ao lado. Enquanto a moça registrava minha compra, dei uma olhadinha pra ver qual o seriado que ele estava levando, mas percebi que ele ficou meio que escondendo o livro, colocando o DVD na frente. Claro que fiz de tudo pra ver o título, né? Ele olhou pra mim, sorriu sem jeito e abaixou a cabeça para assinar o comprovante do cartão. Percebeu que eu tinha conseguido ler. Eu fingi que não prestei atenção, mas é claro que o senhor sacou. Mais do que depressa, ele pegou a sacolinha e saiu. Eu segui atrás, já revendo meus conceitos sobre livros de auto-ajuda. E não é que o mocinho estava levando “Kama-Sutra do sexo oral”? Não sei mais se esse tipo de livro é tão inútil assim.