quinta-feira, 26 de março de 2009
Foi só um churras?
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segunda-feira, 23 de março de 2009
Uma Fenômeno no show do Iron Maiden
Sábado teve show do Iron Maiden aqui em Brasília. E eu animei de ir logo que começaram a anunciar que eles viriam aqui. Não só pela banda, mas pelo tipo de evento que seria. Brasília não costuma receber shows desse tamanho, ao contrário, a galera costuma dizer que se uma grande banda toca por aqui, é sinal de fim de carreira. Eu não sou mega fã de Iron Maiden, claro que já tinha ouvido algumas músicas, já tinha visto alguns shows em DVD, mas nunca tinha ido ao show dos caras. Acontece que eu realmente adorei. Foi muito bom mesmo.Me programei como quem vai para um show de axé (que rola direto por aqui): tinha que sair cedo de casa para não pegar engarrafamento e conseguir estacionar, depois tinha que entrar logo para evitar ficar perto de alguma confusão na porta e, por fim, evitar ficar perto do palco para não levar porrada ou algo parecido. É, Brasília tem dessas coisas!
Imagine a minha felicidade quando vi que não precisava de nada disso. A chegada foi tranquila. Dei até de cara com os Joselitos logo na entrada. Estava tão organizado que nem acreditei que estava mesmo num show. O lugar estava todo sinalizado, cheio de seguranças, barzinho para tudo quanto é lado, lanchonete e, pasmem, o banheiro feminino não tinha filas enormes. Duvido que o número de ocorrências tenha sido parecido com um batuque desses que acontecem por aqui com frequencia.
Quando o show começou, enquanto a galera gritava, cantava, tirava mil fotos, eu tentava enxergar alguma coisa no palco. Como é ruim ser baixinha nessas horas! E o pior é que parece que eu atraio pessoas grandonas para perto de mim. Tinha um ser enorme na minha frente. Ele gritava, pulava, ficava tirando foto dele mesmo de cinco em cinco segundos. Era um terror! Sem falar naquelas pessoas que não conseguem ficar paradas no mesmo lugar. Já reparou? Tem gente que basta o show começar, elas ficam andando de um lugar pro outro, passam na sua frente, atrás de você, sempre em fila. Um saco! Senti inveja do menininho ao meu lado. Ele estava sentado nos ombros do pai e, além de ver tudo, o moleque gritava feito um louco.
Sofrimento mesmo foi quando o Eddie (o boneco zumbi) entrou no palco. Era tanta gente pulando, levantando máquina e celular que eu mal conseguia entender o que estava acontecendo. Mas foi sensacional. O show foi incrível, o Bruce Dickinson tem uma baita presença de palco e a animação das pessoas era contagiante. Teve até sacanagem com a Liza Minnelli!
Quem achou que em Brasília não tinha público para esse tipo de evento se enganou. Segundo informações divulgadas pela organização, no estádio tinham 25 mil pessoas esgoelando junto com a banda. Tomara que a partir de agora, a cidade entre no circuito de grandes shows e parem de trazer só “forró da facada*”.
A foto é daqui.
* Forró da facada = expressão usada por um taxista de Fortaleza para nos explicar os eventos perigosos da cidade.
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sexta-feira, 20 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
Da série - Fortaleza não é mais a mesma
Falando sério, a situação não é nada animadora. Circulam pela cidade uma quantidade enorme de europeus e pelo que os guias turísticos nos informaram, eles estão comprando tudo quanto é terreno, hotéis, restaurante, condomínios... Sem falar nas mulheres. Perdemos a conta de quantas prostitutas vimos no meio da rua. Mulheres e meninas se oferecendo durante o dia, no hotel, na praia, na esquina. Um horror!
A seguir, uma série de textos sobre a nossa aventura pelas terras cearenses:
Parte I – A Elba portuguesa
Resolvemos caminhar pela Beira-Mar e comer alguma coisa. Nos aproximamos de uma lanchonete que parecia bem arejada e decidimos parar por lá mesmo. Ela era aberta, sem sinalização ou atendente para nos levar até as mesas ou até alguém responsável pela famosa lista de espera. Entramos na lanchonete e ficamos esperando alguém vir nos atender. Ninguém veio. Foi aí que o Vasco avistou uma mesa sendo liberada e perguntou para o garçom se podíamos sentar. Ele consentiu.
Nos dirigimos até a mesa e, de repente, uma mulher maluca chegou gritando conosco. Olhei e vi que ela parecia uma versão portuguesa da Elba Ramalho. Descabelada era pouco mesmo! A doida começou a gritar com a gente e exigir que nos retirássemos. Segundo ela, nós podíamos ter um “pouco de civilidade” e respeitar quem estava esperando para sentar. Eu achei que ela era a gerente do local e chamei a galera para ir embora, mas o Vasco, que tinha sacado que ela era apenas uma cliente, disse que o garçom havia permitido e que iríamos ficar ali.
A mulher se revoltou. Começou a gritar mesmo, dar lição de moral e de “civilidade”. Chamamos o garçom, mas o bonito correu e se escondeu atrás do balcão. Insisti para que fôssemos embora e foi aí que Vasconcelos soltou toda a sua ira:
- Sua gringa f !@#$%¨&! Vai passar uma chapinha nesse cabelo! Civilidade? Civilidade é o c@#$%!
E continuou...
- E essa m@#$% de garçom? Quer dizer que gringo tem prioridade nesse lugar? Seu bando de cearense burro, essas p@#$% estão roubando a cidade de vocês!
Enquanto o Fenômeno esbravejava, a portuguesa descabelada sentava na mesa, chamara a galera dela e olhava o cardápio. Ninguém veio nos atender. Ninguém veio dizer que a família da mulher estava esperando e, por isso, ela tinha preferência. A briga ficou entre os clientes e NINGUÉM do estabelecimento veio resolver o problema. Nós tivemos que voltar para o hotel, mas só de raiva, fomos comer num restaurante chiquérrimo que tinha lá perto. O atendimento? VIP!
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
domingo, 21 de dezembro de 2008
Amigo oculto dos Fenômenos - A revelação
A lista de presentes foi oura coisa que deu o que falar. Nunca vi tanto presente caro na minha vida! A “lembrança” da minha amiga oculta me quebrou. Quase rolou um carnê básico (sabe aquele estilo Casas Bahia?).
O Harlei deu um show na hora de descrever o sorteado. Ninguém entendeu naaaaaada e eu acho que nem ele. Meteu medo até nos que já tinham saído! O Rondi aproveitou o tempo para me zoar, reclamando que as fotos do nosso fotoblog são da época em que Tesouro tinha 10 anos de idade.
Então, coloquei algumas fotinhas lá...
Feliz Natal para todos!!
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domingo, 7 de dezembro de 2008
Welcome back, Jack!
24 Horas - Redemption
O filme é meio fraquinho, mas conseguiu esclarecer alguns pontos que ficariam soltos com a volta da série. O melhor foi ver o Jack de novo!!!!
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Boa Pergunta
“Por que será que as pessoas são tão maldosas?”Pergunta feita a mim por uma moça (aos prantos) no elevador do trabalho.
Nem imagino qual seja a resposta. Só sei que todo mundo precisa se proteger. De verdade! Por isso, dei um ctrl + c descarado no blog da Flor. Achei essa oração lá por pura coincidência. Deve ser um recado. Ela tem essa mania de acertar (em cheio) nas mensagens pra mim! Hehehehee
Oração de São Jorge
Eu andarei vestido e armado
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,
Mudando de assunto...
Olha que linda a Juju Valentim cantando no Brasília Fashion Festival

Quer ouvir? Clique aqui.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Romance
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sábado, 8 de novembro de 2008
Amigo Oculto
Os Fenômenos já estão em ritmo de festas de fim de ano. Como dezembro está chegando e a maioria vai viajar, resolvemos sortear nosso amigo oculto logo. Assim, a data fica marcadíssima e ninguém inventa uma confraternização com o "pessoal do trabalho" na última hora.O problema é que até para tirar os papéis rende um bafão. Por idéia da Helen, tentamos sortear na semana passada, no churras da Renata. Pensa num desastre! Passei o evento todinho com uma caneta na mão e um guardanapo na outra. Fizemos quatro ou cinco sorteios, eu não me lembro. Sempre alguém ficava sem papel ou se tirava.
Depois de muitas "flozens" e alguns barracos, eu desisti!!! Ninguém merece tanta dificuldade...
Enfim, conseguimos sortear na sexta-feira. Acho que dessa vez não vai ter erro. (Eu não troco a pessoa que eu tirei nem a pau!). Vamos aproveitar para sugerir os presentes e sacanear também, afinal, aqui é o lugar ideal pra isso. Hehehehehe
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Momento Séries

Se você ainda não viu "Damages", não sabe o que está perdendo...
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Podi
Ganhei da Flor.
Ela disse que viu a receita e lembrou de mim.*
Podi é uma paçoca salgada e picante. Segue a receita:
1 xícara (chá) de amendoim torrado com casca
1 colher (sopa) de coco seco ralado
Pedacinhos de tamarindo seco a gosto
1 colher (chá) de cominho moído ou as sementes inteiras (mais, se desejar)
Pimenta vermelha seca a gosto
Folhas de curry (opcional)
Sal a gosto .
Numa frigideira, aqueça levemente todos os ingredientes.
Triture tudo e guarde em vasilhame hermeticamente fechado.
* Nós costumamos usar as expressões "podi de chique", "podi de lindo" ou "podi de gostoso" para algo (ou alguém) que é muito chique, muito bonito ou muito gostoso, mas nem imaginávamos que seria nome de paçoca.
Viu? Já estamos dando nomes até para comidas!!! hahahahaha
Brincadeira, pessoas! A receita foi tirada do site Agdá.
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Eu caí aprendendo a andar de bike. E você?

Projeto verão é fogo. Inventei de pegar uma série de corrida com a Helen, mas já me arrependi. Ô coisa difícil! Todo dia levanto cedo e vou tentar atingir minha meta, mas nem sempre as coisas saem como o esperado. Tem dia que estou numa preguiça que só vendo, outro o lugar está lotado demais, calor demais... Aff!
Ontem estava me achando a Lola, aquela do filme Corra, Lola, Corra!. Ia concentrada, controlando meus minutos, quando passou um senhor tentando ensinar o neto a andar de bicicleta. O menino estava todo equipado, capacete, luva, joelheira e tudo o que tinha direito. O velhinho suava em bicas. Fiquei pensando se era pelo calor ou por medo do moleque se estabacar no chão. Eu só ouvia o garoto implorar para o avô não largar a bicicleta. Ele, é claro, mentia dizendo que jamais faria isso. Truque antigo, vovô!
Naquela curva do Nicolândia, lá onde ficam os marombeiros de plantão, o velho largou a bicicleta e o menino se foi. Pedalou direitinho direitinho até perceber que estava só. Ele olhou desesperado para os lados e, de repente, eu só vi o “bolo doido” rolando pela grama seguido de um berro. O velhinho, passou por mim que nem uma bala e, com as mãos na cabeça, pedia desculpas pro menino. Todo mundo que passava, soltava um sorriso de “Eu já passei por isso!”.
Eu me lembro de ter aprendido a pedalar com o meu pai, o ser mais sem paciência do universo. Era grito atrás de grito. Mas ele morria de pena quando eu me esborrachava e levantava toda arranhada e fingindo estar bem. A bicicleta era uma miniatura da Ceci, tinha uma cestinha horrorosa que ficava caindo o tempo todo. Resultado? Além de ter que me preocupar em ficar sem as rodinhas, eu tinha que cuidar para a cestinha não cair e causar um atropelamento. O que sempre acontecia. Eu sempre caía porque ATROPELAVA a minha própria cestinha. Pensa!
Apesar de sempre exigir uma “Caloi Cross” e uma “BMX”, eu sempre ganhava Cecizinha e coisas menininhas do tipo. Eu fui criada rodeada de primos e a maioria era de homens, então, não entendia porque só eu e a Gláucia tínhamos um troço coloridinho cheio de frufru. Mas a gente topava todas as competições, agüentava todo tipo de gozação até o dia em que eu me estabaquei num muro porque não consegui fazer a curva. Resultado? Fiquei de castigo por uma semana. E ainda tinha que agüentar meu irmão morrendo de rir e minha mãe esgoelando: “Onde já se viu ir na onda dos malucos dos seus primos? Você não tem juízo não, menina? Você é uma mocinha, Ana Paula!”
O bom foi que me vinguei de Tesouro. Claro que como irmã mais velha, tive que tirar o Gustavo das famosas rodinhas. Fiz igual ao velhinho do parque. Comecei devagar, empurrando, ficando por perto. Eu de um lado e a Gláucia de outro. Aí, achamos que ele já estava pronto. Largamos o menino e ficamos gritando, “Vai, Guga! Vai, Guga!”. Quando o pobre percebeu que não estávamos com ele, desconcentrou, ficou balançando na bicicleta e CATAPLOFT! Deu de cara com um carro estacionado. Resultado? Mais uma semana de castigo para a mocinha aqui.
Uma vez a "certinha" da Helen resolveu me carregar na bicicleta de corrida do irmão dela. Tenho uma cicatriz até hoje! Mas as histórias dos Fenômenos com as bicicletas só em outro post. O Bruno, por exemplo, tem altas histórias. Mas só posso contar quando ele aparecer e me autorizar. Uhauhauahauha
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Deu a louca nos velhinhos
Parti em sua busca e a encontrei conversando, ou melhor, ouvindo uma senhora que sempre está embaixo do bloco com o cachorrinho. Já cheguei de péssimo humor, levantei a sobrancelha para a senhora e puxei minha mãe pelo braço, usando a desculpa de que já tinha gente esperando pelo carrinho. Estranhei porque, geralmente, quando sou meio grossa com o povo do prédio, minha mãe me paga um mega-super-hiper-plus sapo, mas ela ficou calada. Colocamos as sacolas no carro e partimos pro elevador. Achei a D. Verônica muito esquisita, resolvi perguntar:
– Mãe, o que houve? Não vai me dizer que está com essa cara só porque eu cortei o seu papo com a dona lá debaixo, né? De certo eu ia ficar no sol, torrando, até você terminar de ouvir as fofocas do prédio.
– Eu achei foi bom! Fiquei foi impressionada com o que ela me disse.
– Conta aí, mãe! (Eu já sabia que era fofoca e que ela não ia querer me contar).
– Não, Ana Paula! Você vai contar pro seu pai.
– Anda logo, mãe!
(Insisti por mais uns cinco minutos)
– Tá bom! Aquela senhora veio me contar que existem algumas “normas” que devem ser seguidas aqui no bloco. Acho que ela é daquelas que se mete na vida de todo mundo!
– Normas? Tipo, a coleta de lixo e o som alto?
– Não! Segundo a mulher, aqui no bloco TODO mundo reclama das pessoas que andam de salto alto. Ela me disse que todas as moças devem (repara no tempo do verbo) tirar os sapatos antes de entrar em casa.
– Hahahahaha! Certeza que vou fazer isso, mãe!
– E tem mais. Ela disse que para ouvir música a gente tem que levar o som pro banheiro, fechar a janela do banheiro e abrir a porta. Assim o som não incomoda os outros!
– Hahahahahahahahahahahahaha!
– E que todo mundo precisa ter cuidado com o tom de voz. Não pode atender o telefone em voz alta, nem discutir.
– Mãe, eu não estou entendendo. A velha tá dizendo como a gente deve se comportar dentro de casa? Quer dizer que ela é dona do prédio e está nos fazendo um favor deixando que a gente more aqui? (Meu pai ia adorar saber disso)
– Ela se acha a dona mesmo, já que foi uma das primeiras a morar aqui. Parece que ela e mais dois senhores, entre eles o síndico, estabeleceram que ELES irão ficar na portaria durante o dia. Mandaram os porteiros embora.
– Como assim, mãe? Ficou decidido por quem?
– Eles decidiram! Não sei se foi na reunião de condomínio.
– Que bando de gente doida, mãe! Eu quero que essa maluca venha me dizer como que eu tenho que viver dentro da minha própria casa. Ai,ai!
– E tem mais... Ela veio me contar que ficou horrorizada com uma família que chegou agora no prédio e estava brigando.
– Ah, o casal estava brigando lá embaixo?
– Não, eles estavam brigando na casa deles e a senhora ouviu tudo.
– Ah, tá! Ouvir música não pode, mas ouvir a briga do vizinho já está valendo?
Nesse momento, eu ouço meu pai chegar em casa. Detalhe, ele sai do elevador assobiando, cheio de sacolas, deixa a pasta cair no chão, solta um palavrão, aperta a campainha e ainda briga porque a gente demorou para abrir a porta. Quem conhece a figura, sabe que a voz dele é tão forte, tão alta que dá para ser ouvida longe, imagine o comentário que ele fez depois que eu compartilhei toda a história, enquanto ele se vestia pra caminhada diária:
Domingo à noite, toca a campainha aqui de casa. Meu pai abre a porta e dá de cara com o velhinho cúmplice da senhora do cachorro. Educadamente, meu pai convida o moço para entrar:
– Boa noite, sr. Paulo! Nós estamos correndo com um abaixo-assinado no prédio e eu gostaria de contar com o apoio do senhor e da sua esposa.
– Abaixo-assinado para? (Só para registrar, meu pai odeia abaixo-assinado!)
– Como o senhor já deve saber, seus novos vizinhos mudaram para o prédio não faz uma semana e DESCOBRIMOS que o rapaz saiu do outro prédio que morava meio que expulso, então, a gente vai entrar com um pedido no Ministério da Defesa* para que retirem essa família daqui. Uma senhora ouviu tudo e disse que foi um horror. Ficou morrendo de medo! Sua esposa deve ter escutado, tenho certeza!
– Não, meu amigo, ela não ouviu! Minha mulher não tem tempo pra ficar ouvindo o que os outros fazem na casa deles. Eu não posso assinar algo que não sei do que se trata. Além do mais, eu não conheço essa família, eles não me fizeram nada e nem prejudicaram ninguém aqui no prédio. Não vou assinar isso!
Quando a porta se fechou, eu olhei para a cara do meu pai e ele me disse:
– É, minha filha, deu a louca nos velhinhos. Pode esperar que isso ainda vai dar pano pra manga!!!
* Uma parte dos apartamentos do prédio onde moro ainda são funcionais.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Hoje eu acordei, tomei café e fui pra aula...
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Era assim que começavam os textos escritos nas agendas, os nossos diários da adolescência. O que acontecia depois variava, mas o início era sempre o mesmo. Uma graça! A Helen encontrou suas relíquias no fim de semana e me sugeriu que fizéssemos um post a respeito. Adorei a idéia, apesar de não conseguir tirar todas as minhas “obras” do baú.
As agendas variavam bastante. Eram de vários tamanhos, cores, formatos, mas algumas características eram sempre iguais, não importava quem era a adolescente por trás dela.
1. Marcas – todas tinham que ser de marca. Pakalolo, Company, O2, Redley… Não importava se a agenda era bonita ou feia, com espaço para escrever ou não, o negócio era ser de marca. Ninguém aceitava ter uma Tilibra qualquer, tinha que ser “aquela” agenda, “daquele” lugar. Lembro que tive uma da Company, vermelha, com capa emborrachada, que mal dava conta de segurar. Era enorme, mas eu adoraaaaaava!
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2. Presentes de amigo-oculto – as agendas eram uma ótima pedida para as brincadeiras de amigo-oculto. Quando se confiava no grupo, a gente só pedia a agenda, sem especificar a marca. Quando era um grupo da escola, por exemplo, já pedia uma agenda de tal loja, afinal, não podia correr o risco de um garoto tirar o seu nome e vir com uma agenda escolar.
3. A organização – toda agenda tinha que ser bastante organizada. Nada de escrever aleatoriamente, pegar a primeira página que via pela frente e escrever os pensamentos. Os dias tinham que ser rigorosamente seguidos, os papéis tinham que ser colados ou anexados com clips coloridos. A gente passava horas escrevendo, enfeitando, era um cuidado só!
4. Os enfeites – nenhuma agenda se salvava. Quanto mais enfeitada, mais bonita era. E não faltava criatividade. Eram bordas feitas com folhas de revistas, papéis de balas (que ganhou do “gatinho”), bomboms, entradas de cinema, adesivos, clips colorido, canetinhas, lápis de cor. O resultado era que a agenda terminava o ano, inchada e colorida. Mais enfeitada do que alegoria de escola de samba. E a dona era só orgulho!
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5 . As declarações – era normal uma amiga escrever na agenda da outra. Declarações de amizade, recadinhos, desenhos... Mas era um tal de “Te curto pra k7”, “Gosto do gosto gostoso de gostar de você” , corações com carinhas, setas pra lá e pra cá, que matam a gente de rir.
6. Os astros famosos – não existe adolescente que não tenha seus ídolos pregados até no teto do quarto, imagine nas agendas. Haja assinatura da Capricho para recortar fotos! O Tom Cruise reinava fácil nas minhas agendas e das minhas amigas Fenômenos. Além, é claro, da banda Bon Jovi, que para a Helen, eram os “reis do rock”.
7 . Os códigos – assim como a gente adorava “fazer” a agenda o ano inteiro, os meninos adoravam tentar roubar os diários para ler. A solução para que não descobrissem nossos segredos foi a de criar um código. Então, a gente fazia com que um símbolo correspondesse a uma letra do alfabeto. Ex: lua = a, coração = b, estrela = c. O problema era quando a gente esquecia a solução do código dentro da agenda, aí ficava fácil para quem quisesse descobrir o que estava escrito.
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8. Os gatinhos – não era difícil estar encantada naquela época, mas ninguém podia saber quem era o felizardo. Apenas as amigas mais próximas sabiam. Então, a solução era usar o código para escrever sobre o mocinho. Só que nem sempre a gente queria revelar o nome, mas bastava algumas das meninas pegar a agenda para descobrir. Ex: “Hoje fui para a aula e encontrei o # à Ç ) + X + & no corredor. Quase morri de susto, mas foi bom!” As amigas sempre sabem quem é o rapaz, não importa o que você diga. Aí, bastava contar as letras do nome e, se batesse, já tinham, de quebra, algumas letras do código. O importante era cuidar para que a agenda não caísse em mãos inimigas.
9.Citações – era comum copiar frases de efeito ditas por personalidades ou até por gente que nem sabíamos quem era. Falou bonito, lá estava a frase copiada na agenda. Claro que não vou esquecer de contar a mais comum, a campeã de agendas: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, do Caetano Veloso. Aff!
10. Guardar com cuidado – toda mocinha que teve sua agenda sabe. É importante guardar as “obras” para ler (e rir) depois. No caso dos Fenômenos, é legal porque crescemos juntos, aí, dá pra relembrar os momentos, e é claro, rir ums da cara da outra também.
PS: As fotos são das agendas da Helen.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O que é o amor?
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Que venha o fim de semana!!!

Mas no sábado tem reunião dos Fenômenos. A banda do Vasconcelos vai ensaiar na chácara de uma amiga. É óbvio que vamos chegar acabando com tudo por lá. Acho que nem preciso dizer que vem bafão por aí, ne??
E por falar em escrever...
Eu tenho um Moleskine!!!
Demorou um bocado, mas consegui o meu!!! Agora só falta coragem para começar a escrever nele. Hehehee
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