segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

A formatura de um "Buscapé"


Um Fenômeno que se preze não apronta só no baile de formatura, apronta logo na colação. E quando é de um amigo então, melhor ainda, os bafões rendem por séculos e ainda acabam rolando no blog. Um dos meus 150 primos (sim, a família é enorme), ou seja, um Buscapé resolveu se formar e caiu na besteira de convocar todos os Fenômenos para sua colação.

Não adianta dizer que todo mundo foi feliz e satisfeito porque a maioria não tem a menor paciência com a cerimônia de colação de grau, mas a “prima coruja” fez questão de chegar cedo, o que arrancou algumas reclamações da maioria.

Cerimônia encerrada, minha tia inventa de chamar “a galera” pra casa dela, dizendo que tinha uns comes e bebes. Nada demais, apenas alguns salgadinhos e cervas. Não seria nada demais se os convidados não fossem a Helen, a Nina e o Bruno. Assim que chegaram, ainda envergonhados (menos a Nina, é claro), os Fenômenos adotaram a postura comportada, comendo pouco, bebendo civilizadamente e conversando baixo, e os outros integrantes da Família Buscapé também, mas foi só o casal de anfitriões se retirarem, a galera se transformou. Parecia mais um desenho animado dos “Transformers”.

O som, que era ambiente, passou a “gritar” música baiana e os Fenômenos começaram a imitar o Buscapé-Gotinha, conhecido por seus passinhos ridículos e por beber e nunca, nunca ficar bêbado. Enquanto isso, o Buscapé-Formando girava abraçado com uma garrafa de Ypioca Lemon, cantando que era Chicleteiro, mas o detalhe é que a música que tocava era da banda Babado Novo. O outro Buscapé, o Sem-Noção, dançava ao estilo trance até que ficou muito tonto e resolveu se sentar passando mal. Uma cena mais tosca que a outra, até que o Bruno, fumando um cigarro atrás do outro, começou a se segurar no portão da casa, pálido, tentando esboçar alguns gestos:
-Que foi, Bruno?
-Nina, a casa da sua tia está caindo!
- Hahahahaha
-Estou falando sério, pessoa.
- Hahahaahhaha
-Ai, acho que vou me deitar. Você não está me ajudando em nada, chata!
-Hahahahahaha Vai deitar que vou levar um pouco de sal para você. Sua pressão baixou.

E assim, o Bruno foi se deitar no quarto do Buscapé-Formando (que fica do lado de fora da casa), enquanto o resto da galera “desbundava” agora ao som de música eletrônica.
Para tentar “reanimar” o amigo quase falecido, fui até a cozinha buscar o saleiro, mas como não achei aquele de mesa, levei o pote inteiro de sal.
-Bruno, levanta e abre a boca!
-Ahhhhhhh

Plaft! Derramei todo o saleiro na cara do pobre, que só passou a mão na boca e voltou a dormir, mesmo com todo sal em volta.

Muitas brejas, Ypiocas e farmacinhas depois, pedi para a Helen me deixar em casa (o carro era do Bruno) porque já estava ficando com enxaqueca, e para não deixar minha amiga ir sozinha, chamei o Buscapé-Formando para nos acompanhar. E lá se foram os três embriagados, cantando sem sequer lembrar do pobre coitado, deitado, morto, na cama. O resto da galera continuou na festa.

Fiquei preocupada com os dois loucos, mas eles não quiseram dormir na minha casa e disseram que iam voltar pra festa. Já estava nos “braços de morpheu” quando meu celular toca. Olhei para ver quem era e quando vi que era o Bruno, meu coração disparou:
-Nina, onde a gente está?
-Ô Bruno, a gente é muita gente! Eu estou em casa! Cadê a Helen?
-Suas loucas! Vocês me deixaram na sua tia? Onde está meu carro?
- Ué, Bruno. A Helen me deixou em casa e disse que ia voltar pra festa.
-Vou procurar por aqui. Se ela não estiver aqui, você vai ter que voltar.
-Ai meu Deus!
-Ai meu Deus, mesmo! Se essa louca não estiver aqui eu vou matar vocês!

Eu desliguei já imaginando um monte de coisa, o carro batido numa árvore, os dois dentro de uma ambulância...enfim. Perdi totalmente o sono e já estava me preparando pra levantar, quando o Bruno me liga:
-Ô Falsa, achei as duas criaturas dormindo dentro do carro na rua mesmo.
-Ave Maria! Mas está tudo bem?
-Está sim! Só estão embriagados ainda, mas estão bem.

No outro dia fomos na casa do Bruno tentar aliviar nossa barra, mas a pessoa xingava a gente de tudo quanto é nome, e não queria nem ver as “falsas amigas”:
-Além de acordar na casa alheia, ainda tenho que agüentar a Helen, bêbada, tentar estacionar meu carro em uma garagem “minúscula”. Nunca mais!!!!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Frase de Sexta-Feira


" Vaaaaai se fuder enquanto está de dia, rapaz! huahuahuahua"
Paulão conseguindo ultrapassar uma Van, em pleno eixão, depois de um ligeiro "pega".

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Talvez amanhã...


terça-feira, 30 de janeiro de 2007

É melhor continuar assim


Tem dias em que vou dormir pedindo a Deus para acordar uma pessoa medíocre. Igualzinha a essas mulheres que existem por aí, que a gente vê diariamente na rua, no trabalho, na televisão. Aquelas que você olha e sabe que não têm muitas pretensões, sabe? Aquelas que viver já está de bom tamanho.

Talvez elas não estejam erradas, talvez seja melhor viver assim do que ficar o tempo todo tentando entender coisas sem sentido, tentando ser do jeito que os outros pedem ou esperam de você. Talvez ser medíocre não me fizesse sentir um ET e me desse a sensação de pelo menos uma vez “estar agindo corretamente”.

As pessoas parecem preferir os medíocres. São mais amados, compreendidos e até aceitos. Então, ser assim pode trazer a sensação de conquista, pois seria o que ‘o tal cara’ esperou de mim, ou o que a sociedade espera de mim. Eu li um desabafo de uma blogueira onde ela diz que “ser medíocre pode facilitar definir o sucesso”. E sinceramente, não ando sabendo muito como definir isso.

Não ser medíocre cansa, entristece, acaba com as esperanças porque temos que estar constantemente lutando contra a maré. Seria mais fácil me contentar com as migalhas oferecidas e não me doar demais, não amar até o fim ou não entender e perdoar cada facada no meu coração. Mas como eu disse... Seria. Quando acordo e vejo que continuo a mesma, percebo que não nasci pra ser mediana, insignificante. Não gosto da idéia e parece que Deus também não.

Se parar para pensar, é mais difícil pra mim ser medíocre do que ser eu mesma, principalmente quando tem algo aqui dentro me dizendo que não posso ser “igual”. Tenho meus medos, e são muitos, mas ao contrário dos medíocres, que se apegam a eles, eu os enfrento. Mesmo com meus poucos metros de altura. A culpa disso tudo? Definitivamente é de minha mamãe. Quem mandou fazer uma criatura tão insistente e forte?



Recebi o videozinho por email. Gostei da música! Passa direto na propaganda de ER.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Ninguém julga ninguém



Há muito tempo atrás os fenômenos resolveram ir a uma festa brega e sempre nestas festas ou você já tem uma companhia ou vai ficar sozinho a noite toda, afinal a possibilidade de “pegar” alguém é mínima, pois todos com aquelas roupas toscas. Mas como esta galera aqui não tem medo de nada, encaramos a balada,“lindos”, dentro da possibilidade.

Eu encarei um terno “cor de carne” que meu pai guarda há anos, um “big” óculos e uma carteira de mão, no mais estilo “bicheiro”. O velho ainda ficou bravo quando eu disse que estava indo a uma festa brega com as roupas dele. As meninas são as mais engraçadas, pois tiram cada roupa do “arco da velha”, aquelas que você tenta imaginar alguém vestindo aquilo e não consegue.


A Nina apareceu com um vestido verde “planta”, tubinho, de camurça e um laço de fita no cabelo. A Júlia resolveu atacar com um “macaquinho” de linho, duas cores, com o detalhe de que para ir ao banheiro tinha que tirar toda a roupa, por que os botões eram na alça. A Helen investiu numa blusa de oncinha com botões dourados e uma calça de legging cereja, além dos brilhos pra todo canto da cabeça, um verdadeiro arco-íris. Como os Fenômenos estavam atravessando uma fase bem louca, de curtição, assim que saímos de casa, fizemos um pacto: “Aconteça o que acontecer nessa noite, ninguém julga ninguém”.

Apesar daquela quantidade de coisa brega, a festa estava engraçadíssima e os Fenômenos já interagiram desde o começo. Júlia e Helen encararam a pista de dança, enquanto eu e a Nina investimos no bar, atrás de uma “farmacinha” (a mistura de tudo quanto é bebida do bar. Quando o troço começar a ficar verde, ou roxo, atingiu o ponto). Na hora é bacana, mas depois de duas horas é que o bicho pega e aí você só volta ao normal no dia seguinte. Tem gente que só voltou dias depois (kakakakakak).

Lá pela tantas, começou uma troca de olhares entre a galera, pois aquela altura ninguém se lembrava mais das roupas bregas e das músicas do lugar. Eis que surge um “perfume” ao meu lado e as meninas já começaram com a falação em códigos. Eu não entendia o motivo de tanta risada e de tanta falação, e depois que fiquei com ela foi que a gozação aumentou. Explico melhor. Era só eu me aproximar e alguém soltava: Fala, Perfume de Gardênia! O nome da menina era Gardênia e as Fenômenos, já embris, pegaram a pobre para Cristo e me zoaram a noite toda.




Enquanto eu me empolgava com minha nova “empreitada” nem pude perceber que a galera já estava se ajeitando também. O momento “Déjà Vú” foi algo que nem passava pela cabeça de duas das “Fenômenos”, mas como estavam ali com tantas “framacinhas” na cabeça, e eu ainda “contando moeda em frente de pobre”, resolveram dar este “show” básico e ficaram com suas ex - pegações. A outra, relutava em ficar com um amigo do amigo, pois o cara estava um pouco fora de “foco” (gordo, mesmo) e aí dizia aos quatro ventos “que não ficaria”, mas a pressão foi grande e acabou cedendo ao charme do amigo “fatboy”.

O espetáculo já tinha acontecido e quando os organizadores da festa já estavam acendendo a luz do lugar, resolvemos ir embora. Você acha que cada um foi com sua respectiva “pegação”? Não! Como fomos em um único carro, voltamos juntos. Os amigos inseparáveis rindo muito de tudo e cada um falando mais alto que o outro, sem é claro, nenhum tipo de julgamento. Nossa amiga do “macaquinho” resolve me pedir para parar o carro, pois ela precisava fazer “xixi”.

Parei o carro e ela desceu, olhei pelo retrovisor e vi que uma galera estava parando atrás, achando que meu carro tinha quebrado, e quando viram a cena, caíram na risada. Nossa amiga teve que pular pra dentro do carro, nua, afinal precisou abrir toda a roupa. Quase morremos de tanto rir. Sem falar nos outros que viram a sua “bunda ao luar” quando se levantou para entrar no carro. A tosca ainda entrou me xingando por que não avisei que tinha gente se aproximando! Ótimo vídeo para Youtube!

Chegando na casa de nossa amiga “Hera Venenosa”, 7h00, ela só a maquiagem caída (parecia um panda) inventa de se despedir gritando:

- Oh Bruno, vou dizer para o meu pai que o carro deu um problema e por isto que estamos chegando agora viu?

Eis que a gente ouve um barulho no portão, e Paulão sai com a camiseta branca (de sempre) seu bermudão e o chinelos:

- Vai dizer o que, ô Samambaia?

A gente só ria dentro do carro, enquanto a “bocuda” entrava sem dar um pio.


Lá pelas cinco da tarde começaram as ligações para fazer análise do ocorrido. Fui buscar as meninas e quase morri de rir com a cena: todas de óculos escuros, cabelos amarrados e mudas, ou melhor, monossilábicas. Um silêncio de fazer inveja a qualquer biblioteca. Resolvemos engatar num sorvete, pois depois de tanto bafão, ninguém conseguia comer nada sólido. Eu estava morrendo de medo de ser zoado por causa do “Perfume de Gardênia”, mas quem disse? De uma certa forma, cada um entendia o lado do outro. Eu com “meu” perfume, as duas com seus ex-peguetes e a pobre com seu “fatzinho”. Sem falar, é claro, na “farmacinha” que rende boas histórias até hoje.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Um super-herói na cama

Sábado os Fenômenos resolveram encarar um programa agitado e dar um tempo nos estudos, afinal o calor estava de matar. Foram curtir uma “roda de samba” e ainda conseguiram sobreviver a vários bafões (pra variar um pouco). Encontraram até uma amiga, que fazia tempo não se juntava ao grupo, mas nesse dia, resolveu “dar o que podia” também.

Quase morremos de rir da história tosca que conseguiu nos “confidenciar” em meio a nossa roda e muitas brejas. Quando a mulherada se empolgou e começou a soltar as pérolas, das últimas “criaturas simplórias”, que estão se envolvendo (ou se envolveram), nossa amiga, conseguiu superar todas as histórias.
Segundo ela, começou a sair com um cara da faculdade. O cidadão era lindo, bonzinho, gentil, enfim....quase um lord inglês, mas ela tinha “dados as contas” dele. Quando perguntamos o que havia de errado, ela disse que ia resumir em apenas uma historinha.

Saíram pra jantar e ela sentiu que o cara tava querendo “investir” naquela saída. Estava meio receosa, afinal não saberia ao certo o que poderia acontecer depois daquela noite, mas resolveu arriscar e foram para o apartamento dele. Tudo parecia perfeito. Conversaram bastante, beberam vinho, ouviram música e o meliante, enfim, resolveu avançar.

Pega daqui, rola dali, beija acolá, e nossa amiga achou tudo muito bom. Foram para o quarto e o moço, desesperado, começou a arrancar a roupa dela, enfurecido mesmo. Luana (vamos chamá-la assim) achou um pouco esquisito, mas levou numa boa, “vai que o cara estava com muita vontade”. Beijos e roupas arrancadas, o sujeito começou a querer umas posições loucas e nossa amiga se sentiu a própria Daiane dos Santos, dando um “duplo mortal carpado”, na cama.

Nessa altura da história, a gente já estava dando crise de risos, quando ela disse que não era o pior. Enquanto rodopiava sem parar, o rapaz “dava o que podia” e até que se saía bem, mas cometeu um erro que fez com que ela travasse totalmente.

-Gente! Tive que pensar nas contas que tenho que pagar pra não cair na risada.

- Hahahahaha. O que foi que ele fez?

-Estávamos no rala e rola e percebi que ele ia gozar. De repente começou a fazer uns ruídos estranhos.

-Ruídos estranhos? Gemendo?

-Não.

-Fala logo, mulher!

- Ele começou a gritar: “Ai, ai, ai, ai, SHAZAM!

- O quê? Haahahahaahahahah

-Eu tive que me segurar e ainda fiquei pensando se tinha que responder alguma coisa.

-Hahahahahahaha Você falou alguma coisa?

-Eu? Fiquei parada, sem saber o que fazer. E não podia rir, ne?

Eis, que outra Fenômeno, morrendo de rir, entra na conversa e pergunta:

- Ué, por que você não entrou na onda e falou o nome de alguma heroína?

-De certo! Só faltou eu gritar: “Eu sou Sheeeee-raaaaa!!!!

domingo, 21 de janeiro de 2007

Analisando Currículos

O ano começou e já veio cheio de bafões. Os Fenômenos resolveram aplicar algumas mudanças no ritmo de vida, seguir algumas regras e até cumprir algumas promessas que foram deixadas de lado no ano que passou. Conversando com uma amiga no cursinho, um Fenômeno descobriu um novo termo para nosso dicionário, algo que, com certeza, já faz parte das metas para este ano.

Diante da novidade, segue o primeiro diálogo de uma Fenômeno versão 2007 com um “pretendente”, que nem era lá essas coisas, mas como beleza não e tudo, ela resolveu tentar.

- Oi! Tudo bem com você?

-Tudo ótimo! Qual o seu nome?

-Marcílio

-Prazer. Fenômeno.

- Você vem sempre por aqui?

(Pergunta errada. Mas tadinho, vou dar mais uma chance)

-De vez em quando. Hoje é aniversário de uma amiga.

-Posso te conhecer?

(Meu Deus, essa pessoa tem quantos anos?)

-Olha só, Marcílio. Antes, eu tenho que te fazer umas perguntinhas. Pode ser?

-Claro! Manda aí, gatinha!

(Ai que tosco!)

- Quantos anos você tem?

-28.

-Mora no plano mesmo?

-Sim. Asa Norte

- O que você faz?

-Sou analista de sistemas

(Hum...um provável aprendiz de louco)

-Onde você trabalha?

-Politec.

(Vive psico com medo de ser substituído. Melhor mudar de assunto)

-É casado?

-Não.

-Tem filhos?

- Que eu saiba não.

(Resposta idiota! Certeza que tem)

-Namorada?

-Não. Terminei já faz uns seis meses.

(Possibilidade de recaída e certeza que está curtindo uma farra)

- E você resolveu cair na farra?

- Não funciona bem assim.

- Hahahaha e como que funciona, então?

- Não sou o tipo de cara que cai na gandaia. Mas também não posso ficar entocado em casa, ne?

(Mentirooooso! Jurando que está abafando).

- Certo!

- O problema é que estou numa fase complicada.

(Se entregou. Esse aqui já era! Já sei o que ele está querendo. Mas vou enrolar esse otário mais um pouquinho).

- Você gosta de fazer o que, Marcilio?

- Ah! Eu me amarro em sair com a galera, jogar futebol, playstation, namorar e cinema também.

(O que e isso? Resposta de Chat?)

- Mas e ai Gatinha? Vai continuar nesse interrogatório ou vai me dar seu telefone?

- Claro! Anota ai 9.....

(Idiota! Vou dar o numero antigo do meu irmão.)

-Vem cá, você não tem telefone fixo, não?

(Meu Deus! O que é isso? Um quebrado?)

-Tenho sim! Anota ai 3.....

(O numero do orelhão do prédio onde meu irmão trabalha e me liga quando esquece o celular! Hahahaa )

- Olha só, Gata! Eu podia te ligar, e a gente marca de fazer alguma coisa, o que acha?

-Tudo bem!

(De certo que vou sair com esse loser)

-Mas tenho que ser sincero com você. Te achei linda, divertida, legal, mas estou numa fase difícil.

-Então por que você quer sair comigo?

- Para te conhecer, ué! A gente pode ir se conhecendo aos poucos. Deixar rolar! E ai? Posso te ligar?

(Sei o que você quer conhecer, cretino)

- Olha só, Marcílio. Seu currículo já foi analisado e está no meu banco de dados. Surgindo qualquer oportunidade, eu entro em contato, tá?

(Ogro!)

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Top 10 - Os sacrifícios que você já fez por seus amigos (e vai jogar na cara o resto da vida)



Para os Fenômenos, amizade é sagrada. Não interessa o tempo, o lugar, quem está com quem, nossa amizade enfrenta qualquer coisa. Talvez seja por isso que já dura alguns milhões de anos. O segredo pode estar na fidelidade de cada um e principalmente, na capacidade de tirar uma lição (sempre bem humorada) de cada uma das situações que vivemos. Diante desse blablabla, resolvemos listar alguns sacrifícios que já fizemos (e faremos sempre) em nome da amizade. Como já foram muitos, listamos os mais toscos, mais engraçados e aqueles em que SEMPRE há alguém que joga na cara logo que um de nós menciona não "ajudar".


10 - Levar (ou buscar) sua amiga na rodoferroviária ou no aeroporto às 5h30 – Você saiu com a galera, está tomando todas, se divertindo, e de repente lembra que sua amiga pediu que você a deixasse no aeroporto 5h30. O jeito é continuar e ir direto da rua ou diminuir o ritmo e rezar para ela ter procurado outro filho de Deus ou, simplesmente, tenha desistido de você, o que na maioria das vezes não acontece. Só sua família sabe o mau-humor que você fica o dia inteiro.

9- Dar uma de psicóloga ou conselheira – Você está "nos braços de morpheu" quando de repente seu celular toca. Seu coração dispara, porque ligação de madrugada só pode ser notícia ruim. Você atende com aquela voz de locutor de rádio e é sua amiga, aos prantos por que acabou de tomar um toco, ou viu o Grande com alguém. É a hora de invocar os espírito de Freud, ou qualquer um parecido, despertar e tentar, pelo menos, acalmar a psica.

8- Sair com sua amiga e o cara que ela está saindo – Quando o casal já está saindo, a amiga está em dúvida se está se amarrando no cara, se vai render, mas suspeita que o cara vai querer pegação forte no próximo encontro. Desesperada, inventa te levar. A única certeza que resta é a de que o cara vai te odiar pro resto da vida e ainda te queimar pra todo mundo chamando de “a empata foda”.

7- Encarar um programa em que está todo mundo armado e você não – Acredite, Os fenômenos já fizeram muito isso. Tipo...cada uma tem um e a outra não. Só sobra um “orc bêbado”, ou aqueles “nerds concurseiros insuportáveis”.

6- Sair, mesmo estando morrendo de cansada, porque sua amiga está deprimida – Você acabou de chegar em casa, morta, querendo dormir, cabelo “batidinho” e sua amiga liga, triste, deprimida por que levou um mega toco. O jeito é tomar um banho, prender o cabelo e ajudar sua fiel escudeira. (Lembrando sempre de jogar na cara quando a história acontecer com você).

5- Cuidar de sua amiga que bebeu demais e deu show – Toda balada tem um que passa da conta. Ou passa mal, vomita tudo em todo mundo ou arruma um barraco e chora. Chora por que ama, por que não é correspondida, por que viu o infeliz do Grande, ou o ex se pegando, e vomita...

4- Desligar o telefone de casa e o celular por que sua amiga disse pra mãe que ia dormir na sua casa - Sua amiga inventa de dormir na casa do namorado, mas a mãe não pode saber. O que ela inventa? Que vai dormir na sua casa. Pronto! Você tem que desligar todos os telefones ou sair correndo pra atender toda vez que o infeliz tocar, afinal sua mãe também não pode saber da mentira.

3- Esperar dentro do carro até sua amiga se despedir – A festa já acabou, você está embri, morta, não se pegou (ou seu peguete já foi embora) e você tem que esperar por sua amiga que se pega loucamente (de preferência encostada no carro, que é pra te matar de raiva). O tempo passa, aquele barulho miserável de beijo, você ficando de ressaca e nada da "beleza" desconfiar. O jeito é cortar o barato do casal, ou dar um jeito de pegar no sono.

2- Ir buscar sua(s) amiga (s) na casa do namorado no outro dia e cedo – Vocês foram para uma festa, sua amiga se pega com o namorado, ou o Grande (o que é quase certeza que a infeliz não vai voltar com você), liga para a mãe e avisa que vai dormir na sua casa (item 3) e ainda te encarrega de buscá-la no outro dia DE MANHÃ. Tipo...você chegou 05h00 por que ficou até o fim da festa e a beleza te liga 09h00, toda sorridente.

1- Pegar o amigo do ficante de sua amiga – Sua amiga está doida para emplacar com um cara, mas ele tem um amigo que é um verdadeiro “empata”. Ela não pode ser desagradável com ele, por que o ficante vai ficar p. da vida e "dar as contas" dela, então tem a brilhante idéia de apresentar uma amiga (você). Na maioria dos casos, o cara é um “orc”, um verdadeiro “dragão de comodo” e faz os estilos nerd ou palhaços. Sabe aquele que ninguém quer? Aquele que provavelmente ficaria até o fim da festa sozinho, no canto, bêbado e com uma latinha (quente) na mão? Aff!


sábado, 13 de janeiro de 2007

Série - Os cinco sentidos


Parte IV - Olfato

Chega ao final a série mais louca da face da terra ( e que me deu um trabalhão também, além é claro de ter deixado as Fenômenos loucas!). Quem é leitor, sabe o que digo.
A última personagem dessa série acredita que o cheiro é fundamental para tudo. Estávamos viajando, de férias, e ela ficava toda hora perguntando:

-Você sente o meu perfume?
-Sim, pessoa! Ave Maria!

Ela saía tão cheirosa que todos no hotel sentiam, mas ao chegar nos barzinhos, com aquela maresia toda, ela não sentia mais e aí perguntava:

- E meu perfume vocês podem sentir?
E claro que agente respondia que sim. Um perfume muito bom por sinal.

Meses atrás, Olfato (vamos chamá-la assim) conheceu um carinha num churrasco. O sujeito tinha boa aparência, era formado (preocupação de mãe), bonzinho e ela resolveu dar uma chance e tentar. Comer é outro forte dela, então vão a todos aqueles programas básicos de inicio de relação: Comer, assistir a um filme, comer, peça de teatro, comer, conhecer os “Fenômenos” (que não é nada fácil, afinal o teste de qualidade é quase um ISO), comer e aí vai.
Depois de sair com ele umas duas ou três vezes, ela revela algo intrigante:
- Galera, ele não tem cheiro!
- Ele não tem o que?

Eu, sem entender nada, pedi para ele se explicar. Ela relatou que o cara não tinha cheiro Nenhum cheiro. Não cheirava a desodorante (já pensou se cheirasse Avanço?), nem sabonete, nem perfume. Pensei que por um lado isto é até bom, afinal ninguém merece um “asa de águia”, aquele ser iluminado que passa o dia inteiro em um churrasco, dando tudo que pode. Dança com todas, vai até o chão com todas as biscates do recinto, bebe tudo o que vê pela frente e que ainda ajuda a fazer o churrasco. O dia passando e ele ali com aquela camiseta de um carnaval fora de época de 8 anos atrás que ( pega um fedor filho da puta e só jogando fora para se livrar do mal cheiro), e achando que é a última coca-cola light do verão. Mas para Olfato, que não tem o costume de esconder suas preferências para ninguém, resolve dar umas “dicas” de perfumes para o sujeito inodoro.

Combinaram de sair e ela resolveu tocar no assunto. Falou de perfumes e cheiros, a importância do cheiro das pessoas, deu uma verdadeira palestra e o cara, jurando que iria emplacar pediu uma dica de um perfume legal. Ela sem pensar duas vezes, deu vários nomes e até que animou um pouco em ver o interesse do pobre em agradá-la, pois a relação tinha sofrido um ligeira queda na “bolsa de valores”.

No encontro seguinte, o camarada aparece todo empolgado e sorridente. Nossa amiga, agindo normalmente, entrou no carro e não disse uma palavra. O pobre, morto de sem graça, resolveu perguntar:

- Não sente nada no ar?
- Não.
- Como não?
- Ah! Esse cheirinho que a gente coloca em carro? É gostoso!
-Nossa, comprei um Ferrari Black e tomei banho só para te encontrar hoje!

Olfato, muito sem graça, continuava não sentindo o perfume e na mesma hora, inventou que estava resfriada e talvez por isso não estivesse distinguindo bem o cheiro das coisas. Ou o cara bloqueou todo o perfume ou era “Genérico do Povo”. Depois dessa, Olfato resolveu despachar o sujeito (a reação dele é assunto para outro post). O que me deixou em dúvida foi essa história dela não sentir cheiro no cara.

-Sim, pessoa! Que história é essa?
-Ai gente! Não precisa cheirar a flores, mas tem que ter um cheirinho bom, senão não animo. O cara não tinha cheiro de nada!

O fato é que a pessoa é tão ligada em cheiro que não posso mais sair com pouco perfume que ela já solta a frase:

- Assim não vai impressionar ninguém, o cheiro e 50% da conquista, não viu o meu caso com o inodoro? Poderia até ido em frente, mas sem cheiro não rola.

Acabei concordando com ela. É claro que a pessoa não tem que carregar, mas não tem nada melhor que estar com alguém e sentir aquele cheiro de um bom perfume ou recém saída do banho. Muito bom!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Série - Os cinco sentidos


Parte III - Visão

De todas as histórias que contei aqui, talvez a mais incrível seja a desse Fenômeno. O sentido da pessoa é tão aguçado que chega a assustar. É comum a gente chegar aos lugares e a galera já começar a pedir pra ela fazer o reconhecimento no local pra ver se há um conhecido ou é claro, um Grande dando sopa.

O problema é que a pobre sempre vê alguma coisa, e na maioria das vezes, algo que, pra ela, não seria muito bom. Depois de analisar algumas das piores, e até engraçadas, enrascadas dessa “olhuda” de plantão, resolvi relatar algumas. Tenho certeza que depois de ler, vocês logo poderão identificar a nossa amiga Thundercats (olho de thundera).

Estávamos reunidos no República, bar que na época era novo, então bombava. Conseguimos uma mesa por que uns amigos das Fenômenos (os tais Amigos do Churras, já citados no blog) chegaram cedo e bebiam feito loucos. Naquela altura da noite, numa mesa de boteco, todos solteiros, as conversas eram as mais animadas possíveis e um dos amigos estava comemorando a quitação das dívidas, já se endividando (se pensarmos na quantidade de bebida que a galera pedia e botava na conta dele).

Como era uma quantidade razoável de pessoas, juntamos algumas mesas e intercalamos as turmas para rolar uma interação. Visão (vamos chamá-la assim), estava engatada numa conversa, até animada, com um dos amigos, quando olhou para a rua e reparou num carro que passava em frente ao Marujo (bar da frente). O carro passou rápido e a mesma velocidade foi a que nossa amiga se levantou e saiu correndo. Isso mesmo! Ela levantou e saiu na direção do carro que subia a rua, no sentido de quem vai fazer o balão e descer.
A tonta saiu derrubando as cadeiras das outras mesas, e sequer ouviu os berros da galera, e principalmente, do coitado que ela deixou falando com as paredes.Ficamos atônitos, sem saber o que tinha acontecido e preocupados também, afinal a louca não falou uma palavra, simplesmente levantou e saiu.

Os rapazes começaram a perguntar o que estava acontecendo e Olfato (vocês vão conhecer a história no próximo post) saiu atrás da amiga, que nessa altura andava como um zumbi, olhando para os carros que passavam, como se pudesse entrar nos veículos. Ela só parou porque Olfato deu um berro, vendo que ela quase esbarra no caminhão de lixo parado no estacionamento.
- Você está louca? O que está acontecendo?
-Eu vi o Grande! Tenho certeza que era ele.
-Pessoa, ele não te disse que estaria viajando essa semana?
-Pois é! Mas ele mente que não sente.
-Quer ver se era mesmo ele?

Olfato nem terminou a frase e a amiga agarrou o braço dela e a arrastou até o container de lixo mais próximo. Quase morri de rir ouvindo isso depois. Fiquei imaginando as duas, arrumadas, lindas, agachadas perto daquela imundice toda. Mas.... Era mesmo o filho da puta!

A doida sugeriu que elas andassem na rua como se não tivessem visto, pra notar a reação do mentiroso. Olfato assentiu, mas estava preocupada com a amiga, que tremia mais que vara verde. Quando deram de cara, ele não sabia o que fazer. Ficou rosa, branco, amarelo e como todo cafajeste que se preze, jogou uma mega desculpa pra cima de nossa amiga repolho. Olfato fingiu que ia atrás de uma amiga e desapareceu.

Eu continuava sentado com a galera, e todo mundo preocupado, especulava as causas daquele barraco todo. Eis, que me aparece Olfato, branca como um papel, fazendo gestos de que Visão tinha encontrado o Grande. Logo atrás vem o casal. Ele todo desconcertado inventou que tinha ido encontrar uns amigos e foi para o outro lado do bar.

Nossa amiga ficou arrasada. Pensei que não fosse agüentar e sugeri que fôssemos embora. As outras, gritavam aos quatro ventos que ele era um filho da puta, um pintor de rodapé (sim, ele é baixinho), que não prestava, essas coisas que a mulherada faz para aumentar o ego da amiga, mas só faz a cena parecer mais ridícula e a amiga se sentir mais humilhada. Os caras, sem entender bem o que estava acontecendo, só perguntavam quem era o cidadão, se ela queria que eles fossem lá dar um jeito nele. Mas o fato é que ninguém sabia como ajudá-la naquele momento.

Pra piorar, o infeliz ficava andando de um lado pro outro no bar, falando ao celular, e ainda olhava pra nossa amiga e sorria, com aquela cara de quem sabe que ela é seu repolho. Eu percebi que isso consumia Visão por dentro e já ia chamar todo mundo para ir embora, quando um rapaz chegou ao bar acompanhado de mais dois amigos.

A mulherada quase teve um troço! Num instante pararam de berrar e ficaram olhando pra ele e cutucando nossa amiga, que confusa com seus sentimentos, nem deu muita bola. E não é que o cara depois de um tempo começou a olhar pra ela?

A tonta perdida por causa do “toco de amarrar jegue”, não olhava pro cara, até que perdi a paciência:
-Sim, pessoa! Você usa essa porra dessa visão pra ver tanta coisa. Não é possível que não notou que aquele cara está te comendo com os olhos! Quer ser repolho pro resto da vida?

O fato é que Deus deu uma forcinha para os Fenômenos nesse dia. Nossa amiga conseguiu se vingar do Grande e em grande estilo. Pouco tempo depois de o cara ter se apresentado e sentado na nossa mesa, o Grande foi embora. O que mais me surpreendeu foi a força que Visão teve nesse dia, pois quem a conhece, sabe que ela pode ser a mais sensível dos Fenômenos.

Tudo bem que semanas depois estávamos nós, passando em baixo do prédio do Grande, e ouvindo nossa amiga chorar por que estava vendo a “garrafinha de água” dele na janela.
Olha... ainda bem que essa fase já passou! Mas o desfecho, até então sadio, e a volta por cima de Visão em cima do seu Grande, eu deixo para ela contar.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Série - Os cinco sentidos




Parte II - Paladar

Esta é uma pessoa FENOMENAL, pois comer e beber do jeito que faz, poderia ser gordinha. Mas não é! Vou contar mais uma aventura dos Fenômenos para que possam entender por que nossa amiga em questão, levou o título de "paladar aguçado". E olha que a competição foi dura!

Mais uma historia de carnaval, dessa vez em Pirenópolis. As três loucas desse blog foram na frente, eu só pude ir depois, por que estava em Salvador. Perdi a comitiva, mas logo que cheguei fui informado que o veículo das beldades parecia um caminhão de brejas e drinks, já que estava todo equipado com isopor, caixinha térmica e algumas comidas pra disfarçar.

Como não estavam acompanhadas de nenhum ser do sexo masculino, se viraram da melhor possível. Difícil de imaginar? Eu explico. Chegaram na pousada, ou melhor, no “muquifo”, já abriram uma latinha e começaram a “trabalhar”. Sem falar nas vezes que abriram o porta-malas e forneciam o som pra galera da rua. Mas para começar, seguiram o tradicional roteiro de Piri, e foram para uma cachoeira que tinha várias quedas. Detalhe: todas as famílias com suas sacolas de roupa, comida e nossas amigas com a caixinha térmica.

Consegue visualizar a cena? Estas mocinhas levando uma caixa térmica, psicas pra não deixar cair, comida e ainda de biquínis e shorts minúsculos? Hilário! Uma delas liderava o grupo carregando a caixinha com a outra que só reclamava, enquanto a "retardatária" ficava pra trás já bebendo uma. Sei que das dez quedas, ficaram mesmo na primeira, afinal a “retardatária” deu logo um ultimato pra ficar na primeira que aparecesse pra comer uma coisinha. Como resultado, o acampamento foi na cachoeira mais farofenta de todas, mas quem liga?

Nossa amiga fenômeno do paladar aguçado tem sempre um jargão que é o seguinte: “Ai gente! vamos comer uma coisinha?” Ou “Vou beber um trocinho diferente”, leia-se Campari. Pois, a mulher é bruta e não bebe qualquer coisa não. Sempre com fome e sede, temos que acompanhar nossa amiga nesta difícil tarefa. Pergunta se alguém reclama?

Me junto ao grupo e aí já começa a exploração. Tenho que comprar gelo, cerveja, comida e tudo mais. Queria muito ir para uma cachoeira e nada de empolgação da parte delas, pois estavam mortas do dia anterior e queriam era curtir o carnaval na cidade. Para quem não conhece os Fenômenos, eu explico: querer "curtir o carnaval na cidade" significa sentar num bar, ou ir pra alguma festa e “dar o que pode” até o primeiro "dar ponto de ir embora". Muitas vezes nem assim! Mas isso é assunto pra outro post. E ficamos na cidade mesmo. “De bar em bar” como diz uma musica que rola por ai.

No último dia nossa amiga resolve dar um show à parte. Passamos o dia no bar de “Richard Gere” (as psicas invocaram que o dono do lugar era parecido com o ator e pronto! Era Richard pra cá, Richard pra lá. Só o bafão) e é claro, as duas que não iam dirigir acabaram com tudo, enquanto a pobre que ia guiar o carro e eu passamos o dia ouvindo aqueles barracos de bêbados, putos da vida, bebendo suco e coca-cola. Quando íamos pegar a estrada, nossa amiga começa a ficar nervosa porque queria comer uma “coisinha” antes de ir.

Fizemos o pedido e ela, como sempre é a ultima pedir, pois escolhe o melhor e maior também. Sempre analisa os ingredientes do que vai comer. O lanche chegou e foi aquela destruição total. Todos em silêncio satisfeitos até que a Fenômeno em questão, manda trazer uma coxinha para abrir o apetite, já que o sanduíche dela não tinha chegado.

Eis que vem um megahipersuperpowerplus sanduíche. Pensei: “Não vai dar conta de comer de forma alguma!". Mas não falei nada para não tomar uma patada. Engano meu, comeu tudo em pouco tempo. Como eu não tinha conseguido comer tudo, estava meio sem graça de jogar fora e perguntei se ela queria a outra metade e a “draga” disse que sim. A galera quase morre de tanto rir, mas ela comeu tudo e ainda achando bom! Ainda me perguntou se eu tinha certeza que não queria mais.

Ficamos conversando um tempo na lanchonete, fazendo o balanço do carnaval, rindo de uma das Fenômenos que recebeu 15 ligações em um só dia e quando todo mundo achava que era o Grande, era o pai dela...enfim. Resolvemos pagar a conta e pegar a estrada. Quando nos dirigíamos para os carros nossa amiga “boa de garfo” soltou a perola do carnaval:

- Ô moça! Cobra mais uma coxinha e coloca para viagem.

Todos olharam para ela e não acreditavam naquilo.

- Ai, gente! Isso é para a estrada. Vai que sinto fome!

Sempre que estamos juntos é assim. Temos que pedir uma coisinha para nossa amiga. E não fiz nenhuma menção da quantidade de pimenta que ela consome. INACREDITÁVEL.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Série - Os cinco sentidos



Ser um Fenômeno não é uma tarefa muito fácil. Além de me meter em altas enrascadas, tenho que presenciar situações inusitadas, pra não falar, toscas mesmo. Fazendo um breve levantamento de algumas “histórias”, cheguei à conclusão que cada Fenômeno e alguns “anexos”, tem um sentido mais aguçado. O meu, é claro, não podia ser outro senão a audição. Partindo daí, resolvi compartilhar algumas aventuras que ouvi (e presenciei).

As histórias são toscas, mas verdadeiras. Depois me digam se os Fenômenos vieram ao mundo a passeio.

Parte I – Audição e Tato (para explicar minha história foi preciso contar as peripécias de um amigo expert no tato)

Anos atrás resolvi passar o carnaval em uma cidade de interior. Como fui com uma galera, na divisão dos quartos tive que dividir com mais dois loucos. Até aí tudo bem, sabia que seria uma grande aventura, pois no carnaval a galera é só empolgação, e com tantas “brejas”, vodkas e energéticos, dormir seria grande luxo. No primeiro dia de carnaval você suporta de boa as confusões, luta contra o sono e é tudo uma maravilha. Mas já dá para observar as “figuras” que vão dar trabalho para o resto da galera.

Sempre tem o cara de pau da turma que se acha o “tal” e que diz que vai pegar geral. Forte, ele se acha lindo e para ser o cara muito social, começa pagar mil bebidas para as “gatinhas” da cidade e no final das contas só toma toco. Mas como quando está no inferno, a solução é abraçar o capeta, pega a mais mukissa, aquela que fica sobrando segurando uma latinha na mão, e se acha o MAIOR de todos. Para piorar, ainda tenta tirar onda da cara de seus amigos que não pegaram ninguém a noite toda. O pior é agüentar!


Na segunda noite do carnaval lá pelas tantas, fui dormir já morto de bêbado e não agüentando mais a vida mundana. Tive que deixar a porta do quarto sempre encostada, pois não dá para ficar abrindo e fechando a porta toda hora que um dos loucos resolve voltar. Eis que estou nos braços de morpheu, quando um dos loucos resolve trazer um “quarto elemento” para o quarto.
Eu não liguei, pois o que queria mesmo era dormir para tentar suportar o terceiro dia desta bagunça toda. Maso infeliz esquece que tem mais pessoas dentro do quarto, e resolver fazer umas “gracinhas”. Eu todo coberto para não ver aquilo, não acreditei que ele iria levar a fundo aquilo e pensei: “Vou botar logo estes dois para correr já.” Mas como o indivíduo
estava mais bêbado que eu, achei que não daria conta de porra nenhuma e aproveitei o silêncio e me concentrei em dormir.

Lá para tantas, a “nova elemento” do quarto resolve tomar uma ducha e acho que foi mesmo é fazer uma ducha básica, pois deveria esta um pouco vencida do dia inteiro pulando carnaval e não tem esta que fique cheirando a rosas. Vi que era uma garota asseada e até com o corpo formoso (nossa! de onde tirei isto?) e estava pronta para uma noite de sono com o bêbedo que só roncava. Não sei de onde surgiu tanto amor, mas tudo bem.

Bem, a infeliz resolve despertar o “dragão” do sono e o cara, empolgado com a seu novo amor de carnaval, resolve fazer gracinhas com a mocinha “pura e virgem” e começa a sessão beijo e pegação geral. Detalhe, minha cama era ao lado da do sujeito e ouvia o pega daqui e dali. Como diz o ditado... Contando dinheiro na frente de pobre.

Eis que o sujeito resolve comer a guria ali no quarto e pega a camisinha. Pronto! Começa aquele barulho infeliz de abrir o pacote. Fiquei com ódio, mas não podia fazer nada. Não tinnha o que fazer. Peguei o travesseiro e coloquei na cabeça.

Como tava um breu desgraçado, o bebum tinha que fazer tudo no tato mesmo, por que enxergar era impossível. Dava para ouvir os sussurros de está aqui, aí não abre, cuidado pra não rasgar, e eu me segurando para não cair na gargalhada. O cara parecia certeiro na tática do tato.
Abriram a tal camisinha e o cheiro da borracha infestou o quarto. Beleza! Vai rolar logo e vou poder dormir. Teria sido breve se o sujeito não inventasse de comer o (como vou chamar, para não deixar a galera de queixo caído? .........Penso, penso e nada) da moça, e aí começa uma luta de bárbaros pelo o reino da felicidade do mocinha.
- Aí não, lindo.
E ele dizia:
- Só um pouco.
E ela:
- Já disse que não pode.
E ele:
- Mas só a cabecinha.

Puta merda! Eu quase levanto e falo para ambos:
- Ô filho da puta, a mulher não quer dá o “marquês de rabicó” para você, então relaxa e vai do papai mamãe e deixa os outros filhos da puta dormirem em paz.
Mas como não queria deixar a mocinha sem graça, resolvi mudar de lado e assim deixar com que resolvessem da melhor maneira aquela luta. Acho que ele foi no tradicional mesmo, pois não ouvi mais nada e consegui, enfim, adormecer.


O duro foi acordar no outro dia e ter que olhar para a cara do “felizardo” todo relaxado e eu um caco por não ter conseguido dormir direito.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

O casamento, a clínica e o "pancadão de Jesus"


Não sou muito fã de casamentos, mas sempre tem histórias bacanas para contar aos amigos, filhos e netos, pois se tornam inesquecíveis. Helen e eu fomos para o casamento de nada menos que a pessoa mais louca da face da terra. (Leiam o texto "A seca"). Pois sempre fez ou fazia o que queria, ou seja, curte a vida da forma mais livre possível. É complicado imaginar, pois já que ela teve que sair do orkut, porque já tinha uma comunidade intitulada “Quem comeu a pessoa?” (Não posso dizer o nome, pode rolar um processo básico e tenho que manter a imagem e moral dela e do cara também) Não sei se é verdade, mas ela sumiu da rede.

O casamento estava marcado pras 18h00. Pensa num sol absoluto! Chegando lá, vamos descendo do carro e meu celular começa a tocar e aí imagino "Sim, quem será?" Chamada restringida. Reluto em atender, pois pensei comigo. “Será algum atendente de celular querendo dizer que ganho um aparelho novo se sair da operadora que estou? Ou será cobrança? Pois, estes seres "iluminados" só ligam em horas bacanas, como sábado à tarde. Quando atendi, quase morri de rir. Era a noiva! Fiquei surpreso, pois como imaginar que a noiva me ligaria, mas era ela me dizendo só sacanagem. Disse ainda que estava me vendo chegar pelo circuito interno, fiscalizando todo mundo que chegava para a cerimônia.

A noiva estava linda e toda de branco, pois independe da comunidade criada pelos “ex-ficantes”, fez questão da cor tradicional. Nessa altura, a Helen já estava com os olhos marejados de ver uma amiga se casando e feliz. Coisa de mulher, pois não entendo o motivo do choro. Será felicidade de ter uma amiga a menos na guerra ou pura imaginação de quando elas estarão naquela situação? Bem, isto é assunto para uma enquete ou outro post.
Polêmicas à parte, o casamento transcorreu na santa paz, mas como sempre, temos que estar com a galera mais legal da festa então, ficamos com as irmãs da noiva. Se acharem que esta nossa amiga é pancada da cabeça, não imaginam a outras duas. Ambas, gostam de curtir a vida, em todos os sentidos da palavra. Uma tem 3 filhos e a outra 1 filho. Elas acabam de passar por uma situação complicada com a perda de um ente querido, mas nem assim, deixam de render bons bafões.

A irmã que tem três filhos está passando uma “breve temporada” em uma clínica de reabilitação, onde passa o dia entre palestras, cochilos intermináveis, drogas lícitas e muito sexo, como ela mesmo relatou. Nos contou, ainda, que já tem até um código para que tudo transcorra de forma tranqüila e que os seguranças não os peguem em atos “tantos íntimos” como chamam na clínica. Certo dia, a companheira de quarto dela queria “ficar” com um cara, marcou tudo e deixou a louca no corredor, para vigiar e avisar quando a ronda começasse.

Tudo estava indo bem, até que o segurança se aproximou e ela, teve que soltar o código combinado:
- Mamãe chegou!
Nem sinal da amiga e do cara na porta do quarto. Nossa amiga tenta novamente:
- Mamãe chegou!
Nada da outra aparecer. Então, ela berrou:
- Mamãe pegou, mamãe pegou!
Foi só então que ela ouviu a amiga gritar dentro do quarto:
- Deixa mamãe, papai e até a sogra entrar, porque já estou gozando e não vou parar.

Quase morremos de tanto rir. Mas, pensa? Quem não gostaria de ficar o dia inteiro fazendo essas coisas? Afastamo-nos da mesa e fomos até a outra irmã, que pra variar, estava dando um show básico.

Ela chegava em todos, pois já estava cheia do álcool, e gritava que “odiava” as magras, as loiras e os casais felizes, pois como estava sozinha no casamento da irmã mais nova e estava ficando para a “titia”, não suportava a pressão toda, tinha que berrar sua revolta. Não satisfeita, gritava que não acreditava que a irmã dela estava se casando com um evangélico ( teve muita bebida alcoólica, pois ninguém merece ficar bico seco a festa inteira).

Para tornar o evento mais engraçado, o estilo de música era “Pancadão de Jesus”. No principio não vi a diferença, pois os ritmos eram os mais variados possíveis. Forró, axé, funk, rock pesado e outros, mas as letras sempre se reportavam às “coisas do Senhor”. Como eu já tinha bebido todas, não sabia mais o que eram musicas do “pancadão” ou profanas. Nas tantas do casamento, ninguém mais sabia.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

O Pato

Definitivamente não há nome melhor para definir minha família do que Família Buscapé. Não podemos nos reunir que sempre rola um bafão, a casa é destruída, alguém cai, fala merda, passa mal...é uma loucura.

Dia desses recebi a visita de meus primos, Sem Noção (personagem já citado no blog), Miniatura (acreditem, ele consegue ser menor que eu) e sua esposa. Não acreditei quando vieram me chamar para encarar uma cachoeira que fica aqui mesmo em Sobradisney. Pensei um pouco, mas aceitei porque tinha certeza de que algum barraco certamente iria acontecer. Sem Noção era o próprio Tarzan, vestindo uma bermuda, chinelos nas mãos e nada mais. Miniatura por outro lado, parecia um turista americano na praia, vestindo uma sunga, tênis e meia. Já comecei a rir desde que entrei no carro, mas não fiz nenhum comentário para não ser xingada por todos.

Nossa aventura começou quando saí no portão e dei de cara com o veículo, uma Pampa 85, usada na loja de móveis do sogro de Miniatura. Sem Noção pulou na traseira do veículo e eu resolvi ir na frente com o casal. Nem morta iria enfrentar aquele vento! Miniatura foi dirigindo o que não foi um bom negócio, já que é sem dúvida o pior motorista que existe.

Chegamos na fazenda onde ficava a tal cachoeira e a esposa de Miniatura tomou a frente para pedir permissão pra entrar, mas não tinha ninguém em casa. Sem Noção que adora um mal feito, teve a brilhante idéia de esconder o carro e invadir a fazenda. E assim, a gente seguiu uma trilha de sobe e desce, escorrega aqui, se segura ali, sempre com o Tarzan liderando o grupo. Perdi as contas de quantas vezes ele xingou a mim e ao pobre de Miniatura que, mais lesados, íamos ficando para trás na longa caminhada.

Enfim, encontramos a cachoeira e foi aquela festa. Escorrega daqui, mergulha de lá, pula de não sei onde, até que começou a chover. Miniatura entrou em pânico com medo de não conseguirmos subir a “ladeira” de volta e resolvemos levantar o acampamento. Já estávamos saindo da fazenda, quando Sem Noção viu uma goiabeira carregada na fazenda vizinha. Sem pensar duas vezes, e sem ler a mega placa de cachorro bravo, o bonitão pulou a cerca e atacou a árvore.

Eu, Miniatura e a esposa estávamos terminando de nos arrumar para entrar no carro quando Sem Noção aparece correndo, desesperado, todo sujo e gritando:
-Entra logo nessa p...! Acelera, Miniatura!
Quando olhamos para trás, um megasuperhiperplus Rotweiller corria, babando atrás do idiota ladrão de goiabas. Não sei o porquê, mas Miniatura acelerou o carro como se o cão estivesse prestes a entrar, e Sem Noção só teve tempo de pular na carroceria. Eu desabei a rir da cara pálida dele e nem prestei atenção que o motorista parecia meio descontrolado, descendo a estrada de chão em alta velocidade.

A estrada era uma buraqueira só e Miniatura pegou um atalho. Certo de que já estávamos chegando, resolveu brincar com Sem Noção e pediu para que ele se segurasse por que ia acelerar. Nesse momento, um PATO surge do nada, no meio da estrada, e como num “rasante”, entra no carro pela janela de Miniatura.

Meu primo não conseguia enxergar nada e virava o volante de um lado para o outro com uma mão e tentava tirar o pato com a outra. Eu e a esposa só conseguíamos gritar feito loucas e dar socos no ar tentando afastar o bicho o mais rápido possível da gente. O coitado de Sem Noção era jogado de um lado para o outro na traseira do carro e berrava para Miniatura parar o carro. Quanto mais a gente gritava, mais Miniatura acelerava desesperado com a confusão toda. O veículo ia de um lado para o outro, rodava e nós não conseguiamos ver nada com aquele animal "gritando" em cima da gente.

Só paramos porque o veículo bateu num barranco e a esposa finalmente conseguiu jogar o pato longe. Eu tive uma crise de risos e só deixei Miniatura mais nervoso. O pobre começou a brigar com a esposa, comigo e foi só aí que percebemos que estava faltando uma pessoa.
Sem Noção tinha sido arremessado para fora do carro e estava caído, imundo, rindo ao lado do pato assassino.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Faxina da Alma

Recebi ontem por email. O mais incrível é que entra ano, sai ano, sempre recebo esse texto no mês de dezembro. No assunto vem dizendo Carlos Drummond de Andrade, o que já é um motivo para eu não deletar o email logo de cara e continuar lendo até o final, mesmo que pela centésima vez.


Não importa onde você parou,
Em que momento da vida você cansou,
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante,
Acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é...agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso?
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador ou qualquer outra coisa...

Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho? Besteiras...
Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”.
Tem tanta gente esperando um sorriso para chegar perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.

Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto...sonhe alto. Queira o melhor do melhor.
Queira coisas boas para a vida.
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos.

Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhor, e principalmente, lutarmos pelo melhor,
O melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo o que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes...
Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens...
Toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora... mas principalmente,
Esvazie seu coração.

Fique pronto para a vida
Para um novo amor.
Lembre-se que somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes
Afinal de contas...nós somos o amor.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Barraco no consultório dentário

Alguém já conseguiu dizer não para um pedido de mãe? Eu nunca! Estava me preparando para mais uma tarde (infinita) de estudos quando minha mãe aparece na porta do quarto e me pede para acompanhá-la ao dentista. Relutei um pouco, mas diante daquela sucessão de chantagens do tipo... se fosse uma das meninas você iria, não tive outra escolha e aceitei.

Minha mãe tem sérios problemas com horários. Uma vez me acordou 06h30 porque tinha dentista 08h30. Quase tive um troço! Meu pai ficava me irritando o tempo todo, entrando e saindo do quarto: “Acorda minha filha, são 5h40 e temos que pegar a balsa pra chegar ao dentista”.

A consulta de mamãe estava marcada para 16h30, mas ela fez questão de chegar uma hora antes. Já estava irritada pensando que ia ter que ficar esperando um tempão lendo, ou melhor, vendo aquelas revistas de fofocas (antigas). Mas minha mãe foi atendida logo que chegou e eu fiquei esperando.

Estava no meio de uma matéria daquelas de revistas femininas tipo, M.R. 36 anos foi traída por R.S. 38 anos, quando a secretária entra na sala seguida por uma atendente. Não dei muita idéia e segui lendo o desenrolar da história, quando de repente a moça solta um berro:
- Não me interessa o que ela pensa! Não vou desmarcar os pacientes. Ela me ameaçou, você viu?
A atendente tentando acalmar as coisas, mostrava um monte de formulários para a secretária e pedia:
- Pelo amor de Deus fala baixo, criatura! A doutora pode ouvir.
-Eu quero é que ela ouça mesmo! Quero ver o que ela vai fazer.

Diante daquela confusão toda, desisti da revista e só passava as folhas, prestando atenção em cada palavra. Acho que consegui disfarçar por um tempo porque nenhuma delas percebeu minha presença. E o barraco continuava:
-Ela quer que eu desmarque todo mundo pela terceira vez? E só avisa de última hora?
-Mas você precisa se acalmar, o doutor já está terminando com a paciente. Se ele ouvir, você já era.
-Eu quero é que escute mesmo. Vou contar tudo para ele.

No fundão da sala eu escutava tudo e, mesmo perplexa, fingia que lia a revista. O mais incrível é que realmente estava invisível naquela tarde e era inacreditável como aquelas duas estavam exaltadas. Comecei a ficar com medo do que poderia acontecer, já que uma delas parecia não dar a mínima para o emprego. Parecia mais um ser "bipolar", louca, no meio de um consultório (só que dentário, não psiquiátrico).
Me preparei para esperar minha mãe do lado de fora, quando um rapaz, ouvindo a confusão, saiu de dentro de uma sala e olhando pra mim, tentou dar um fim na discussão:
-Gente! O que está acontecendo? Vocês estão discutindo na frente de uma paciente?
- Aquela ali? Não! Ela é vinagrete!

Eu não agüentei e comecei a rir. Pedi à moça que avisasse minha mãe que estaria esperando fora do consultório, e saí. Só me faltava essa. Ser reduzida a vinagrete. Aquela que só acompanha.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Fenômeno incomoda muita gente

O fim de semana veio junto com alguns bafões. Uma amiga Fenômeno foi desconvidada do casamento de um amigo por uma simples e única razão: incomoda demais!!!! Não entendeu? A gente explica.

A amiga Fenômeno namorou por quase uma década um cidadão, e por razões óbvias se tornou grande amiga da maioria dos primos dele. Mas como nem tudo que reluz é ouro, nossa amiga deu um basta no relacionamento e seguiu em frente. O rapaz também conseguiu seguir adiante e se casou . A amizade entre os primos dele e nossa amiga, continua firme e forte, afinal romances vem e vão, mas os amigos são para sempre.

O que parecia ser um assunto morto e enterrado ressurgiu das trevas e causou um alvoroço só.
Recentemente, recebemos o convite de casamento de um Amigo , que nada mais é que primo do ex . Nossa amiga Fenômeno relutou em aceitar, afinal já está em outra, e não sabia como a família do ex iria reagir (pensa numa família grande), mas depois de algumas insistências e em nome da amizade que tem com o noivo, ela resolveu ir ao casamento.

Eis que as vésperas do casório, a bomba explode. Amiga Fenômeno foi desconvidada porque a atual esposa do falecido não gostou da idéia de ver um Fenômeno desbundando (porque Fenômeno que é Fenômeno não passa despercebido) no meio da galera. A partir daí, começou uma sucessão de comentários, emails, telefonemas, tudo porque a moça se sentiu incomodada com a presença do furacão Fenômeno.

A situação ficou chata para todo mundo, afinal os amigos acabaram sendo envolvidos, muitos saíram chateados, mas nossa amiga Fenômeno levou tudo numa boa, já que estava indo ao casório apenas em consideração ao noivo. O que nem ela, nem ninguém sabia, é que depois de tanto tempo, ainda incomodava tantas pessoas.

A gente que teve que agüentar a frase: “Caraca,não sabia desse meu poder! E numa boa ,essa pessoa encheu muito minha bola!!!” Sim, pessoas! Nossa amiga não se deixou abater! Difícil é não rir com sua frase no MSN: “Vim ao mundo para incomodar.....”

Moral da historia: um Fenômeno incomoda muita gente, vários Fenômenos incomodam ,incomodam, incomodam muito mais....

terça-feira, 21 de novembro de 2006

O toco do pegador


A maioria das pessoas tem a mania de tirar sarro das situações quando se sentem envergonhadas, ou não querem sair por baixo. Mas tem aqueles que apelam e acabam se dando mal por isso. Conheço várias histórias de gente que só para não se sentir um loser, utiliza do senso de humor ou sai logo xingando tudo o que vê pela frente. Os “pegadores” são os exemplos mais comuns.

Quem tem família grande sabe que sempre tem um tio ou primo pentelho que adora tirar onda, contar vantagem, mas que quando vê que alguém pode ameaçar seu “sucesso”, já parte pro ataque. Tenho um primo que é o maior “pegador” de todos os tempos (é o que ele acha). Também, era o maior sem critério, não é a toa que o apelido era “Sem noção”. Não tinha noção de tempo, espaço, limites, nada.

O cara pegava* de tudo, gordinha, magrinha, bonita, mukissa...enfim. Já conseguiu nos meter em várias roubadas por causa disso. Para o cidadão, sair de casa e não pegar ninguém era um absurdo. E nós, os pobres mortais, ficávamos horas esperando ele se agarrar no estacionamento, na escada, no buraco perto da Igreja, no posto de gasolina... O melhor (ou pior) é que para ele, não fazia a menor diferença se estava com as primas ou os primos. Tratava todo mundo igual. Tipo... Tínhamos que ficar até altas horas na rua, esperando ele “dar uma”, senão ninguém ia para casa.

Um tempo atrás, Tesouro chegou em casa chorando de rir (literalmente) e me contou que estava no shopping com Sem Noção, o irmão dele e mais dois amigos. Como é o mais velho( e sempre os mais velhos gostam de contar vantagem para os mais novos) resolveu investir em duas moças que estavam saindo do estacionamento.

Todo “fodão”, Sem Noção, começou a mexer com as meninas, enquanto os outros entraram logo no carro, já prevendo que aquilo não daria certo. Mas como para ele, não existe mulher que resista a seu charme, investiu pesado para chamar a atenção das garotas. Eis que a moça, engatou a ré, e o chamou. Meu primo, se sentindo o poderoso, deu uma olhada para os outros “idiotas” como quem diz “não falei, bando de fracos”, e seguiu em direção ao carro, certo que se daria bem, no maior estilo George Clooney (sabe aquele olhar cabisbaixo?).

Os outros ficaram olhando, incrédulos, até que a garota estica o braço pra fora do carro, e como se fosse entregar um papel com o número do telefone, despeja na mão dele várias moedinhas, arranca e vai embora, rindo alto.

O “bonitão” ficou ali, parado, xingando as meninas de todos os nomes, enquanto os “idiotas” rolavam de rir dentro do carro. Tesouro, conhecido por perder o amigo, mas não perder a piada, começou a infernizar Sem Noção, que atordoado com aquele toco histórico, gritava aos quatro ventos:

- Vão tudo se f...! Eu já peguei muito mais mulheres que todos vocês. E eu nem queria o número daquelas piriguetes! Eu tava querendo agilizar para ver se vocês se davam bem, bando de f.d.p!

Os outros, tendo convulsão de tanto rir, zombavam do “jeito pegador” e só conseguiam inflamar ainda mais a situação. Depois dessa, nosso Don Juan ficou sumido por um bom tempo.

PS: Até hoje essa história é contada nas reuniões familiares, e acreditem, ele ainda apela com isso.

*Usei o verbo no passado porque “o pegador” da família está comprometido. E ao que tudo indica, é pra valer.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

A inevitável superação


Imaginem a situação. Você começou a sair com um cara, segue todas aquelas regrinhas básicas que somos obrigadas a nos impor e está conseguindo levar tudo numa boa. Semanas se passam e seu alarme começa a disparar: está se envolvendo, está se envolvendo!!!!

Você ignora, acha que depois de tudo o que passou não vai cair no conto do vigário, mas eis que acaba percebendo que está realmente gostando da figura. Pronto! Tremedeira geral, mas quem sabe? E a historia vai se desenrolando por alguns meses (e muito bem) até que num belo dia, você recebe um telefonema dizendo que não é nada pessoal, apenas a Grande reapareceu e ele vai tentar ser feliz com ela.

Mais perdida que cego em tiroteio, você começa a pensar que deveria ter feito diferente, deveria ter sido diferente, chora, fica de luto (período de três dias de cama e um bom tempo reclamando da vida), se nega a pensar em qualquer coisa que te lembre essa pessoa. Um mês se passa e você ainda na fase do ódio, da raiva, das pragas, e é claro daquelas mentiras básicas do tipo, “nunca mais vou gostar de homem nenhum”.

Eis que Deus resolve dar uma ajudazinha, para diminuir o drama, e joga o Grande de pára-quedas no meio dessa confusão. Aí, é claro que você tem a recaída básica, mas logo percebe que foi apenas para te arrancar do fundo do poço. O que faz? Recolhe os caquinhos e tenta se erguer novamente, o que não é um trabalho fácil, mas é simplesmente algo que tem que ser feito.

Se você é um Fenômeno, a chance de cair em outra furada é enorme, mas quem disse que aprendemos a desistir? E você vai tentando, acreditando que sua cara metade está por aí, em algum lugar. Até que a vida dá uma reviravolta e aquele cara que você se envolveu, aquele que te ligou e deu um fora, com o tempo não faz mais parte de seus pensamentos...

Um ano depois o destino resolve te pregar uma peça. Você encontra o tal cara, sozinho, porque com a Grande não deu certo. Os motivos? Não fazem a menor diferença, por que ele te trocou por ela. Você fica ali parada, olhando para aquela cena, e percebe que aquele cidadão perdido, apesar de muito legal, não mexe mais com seus sentimentos, não desperta mais o interesse de antes, nem raiva, nem rancor, nada. Simplesmente nada!

Não importa o que ele fale ou faça, o quanto reconheça o erro que cometeu, os dois sabem que é tarde demais, mas ele não acredita que você, que gostava tanto, tenha desistido. Enfim, chegou a sua vez de dizer: “Olha não é nada pessoal...” Os amigos em comum não acreditam, mas entendem e alguns aplaudem sua atitude. A vida é assim, paciência.

É quando entra o velho ditado: “Quem não dá assistência, aumenta a concorrência e perde a preferência.”

Sinceramente, não sei dizer o que é pior. Levar ou dar um fora. Independente do que se fale, como se fale, é difícil demais. Infelizmente para quem leva o fora pode parecer frieza, indiferença, mas para quem vê a história inverter, é apenas superação.




sábado, 11 de novembro de 2006

A seca


Quem disse que só acontecem bafões com os Fenômenos? Com nossos amigos também acontecem coisas que até Deus duvida. Um tempo atrás, resolvemos ir para o UK Brasil Pub ouvir a banda Zero 10. Uma amiga que, carinhosamente, chamamos de "Doidinha", andava meio sumida, mas resolveu dar as caras e animou de ir conosco. No caminho, engatamos várias conversas do tipo... “Homens não valem nada”, “Estou cansada dessa mesmice”, "Só consigo namorar alguém se ele for realmente bom", e eis que nossa querida “visitante” resolve nos contar uma historinha.


Cansada da vida de solteira e pior, de se meter em uma roubada atrás da outra (será requisito para ser amigo de um Fenômeno?), resolveu levar a sério o namoro com um rapaz que há muito tempo, vinha tentando conquistá-la. Segundo ela, no início estava tudo maravilhoso, mas logo começou a estranhar porque o cidadão não “investia” numa “pegação mais forte”.

No aniversário de um mês juntos, ela pensou que o cara já ia chegar “dando o que podia”, mas nada feito. Perdeu a paciência e, desbocada como ela só, perguntou pro indivíduo qual era o problema dele, se era gay, sofria de ejaculação precoce ou coisas do tipo. Foi aí que o infeliz soltou que tinha entrado para a Sara Nossa Terra e, segundo a igreja, sexo só depois do casamento.

A coitada quase teve um troço. Mas resolveu encarar assim mesmo. Afinal, ele era bonzinho, carinhoso, atencioso e gostava muito dela. O problema é que foram passando os meses e nossa amiga começou a desesperar. Sabe aqueles sintomas de mulheres que não transam faz muito tempo? Irritação, insônia, ódio de tudo, pele feia... enfim. Toda vez que se encontravam, rolava os amassos, mas na hora H, o fulaninho parava.

Conseguiu sobreviver ao tormento por três meses e no meio de uma alucinação, teve a feliz (ou infeliz?) idéia de resolver seu problema sem ter que despachar o pobre. Vestida em uma "jardineira" (uma espécie de vestido com botões na frente), saiu de casa numa tarde de sábado, e no meio do caminho pegou o celular e ligou para o Grande (sim, os amigos dos Fenômenos também têm um Grande) e disse que estava muito triste e precisava conversar. É claro que o biscate aceitou na hora, todo “amigo”. Ela parou na frente da casa dele, e assim que o cidadão entrou no carro, arrancou em direção ao motel mais próximo, tudo isso no maior estilo “velozes e furiosos”.

O rapaz, sem entender o que estava acontecendo, só conseguiu dizer que não tinha saído com a carteira, pois ela tinha dito que precisava conversar, mas a desesperada, com o olhos fixos no portão do motel (que parecia demorar uma eternidade para abrir), gritava aos quatro ventos que não tinha problema, ela iria pagar.

Já no quarto, o Grande, ainda sem entender nada, esperava pela conversa e é aí que nossa querida e louca amiga, abre de uma vez a "jardineira" e solta uma frase bem sutil, daquelas que só uma lady poderia dizer:
- Me come, porra!

E como quem é Grande, não recebe o título por acaso, o cidadão resolveu o problema dela durante o resto do dia e o comecinho da noite. Nossa amiga voltou para casa sorrindo para as paredes e dormiu como um anjo.

O namorado? Nunca soube. Recentemente tivemos a notícia de que vão se casar. Ao que tudo indica, ele mudou de religião. Ou pelo menos, fez algumas "adaptações".

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Quase

Mais uma de Luis Fernando Veríssimo que recebi por email hoje...

Ainda pior que a convicção do não
é a incerteza do talvez
é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda,
que me entristece,
que me mata
trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades
que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania
de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes,
o que nos leva a escolher uma vida morna;
ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cór,
está estampada na distância e frieza
dos sorrisos, na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "Bom dia",
quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima,
o amor enlouquece,
o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos
para decidir entre a alegria e a dor,
sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira,
não aflige nem acalma, apenas amplia o
vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas,
nem que todas as estrelas estejam ao alcance;
para as coisas que não podem ser mudadas
resta-nos somente paciência,
porém,
preferir a derrota prévia
à dúvida da vitória é desperdiçar
a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão;
pros fracassos, chance;
pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio
ou economizar alma.


Um romance cujo
fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade
sufoque, que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.


Gaste mais horas realizando que
sonhando, fazendo que planejando,
vivendo que esperando porque,
embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Seu irmão é um Tesouro?

Quem não é filho único sabe. Em toda casa existe o “queridinho da mamãe”, aquele que o lar pode estar caindo, que nunca leva a culpa de nada. E não adianta seus pais virem com aquelas desculpas do tipo: “Que isso, minha filha. Não puxamos saco de ninguém”. Mentira! Em casa onde há mais de um filho, pode saber, há sempre um Tesouro.

Na Turma do Chaves, Dona Florinda implicava com os amigos do Kiko, porque segundo ela, eram gentalha. Ninguém era melhor do que ele, e o Kiko é claro, se aproveitava disso. Funciona mais ou menos assim com os “filhos protegidos”. Fazem coisas que até Deus duvida e nem por isso, são chamados atenção, enquanto você, que “dá o que pode” para ser um filho exemplar, ou pelo menos pra tentar levar sua vida, sem ninguém te encher a paciência, pena na mão de todo mundo, inclusive do “dito cujo”. Ficar de mau-humor? Jamais! Você não tem esse direito. Agora, pega Tesouro em um dia de cão! Vai levar patada dele e ainda ser repreendido por não compreender e ajudar seu irmão. Fala sério!

Existem casos onde não há mais solução... Tipo, Tesouro é o ser mais lesado da face da terra, perde tudo (chaves, carteira, dinheiro, celular, esquece de te buscar no cursinho), tranca a porta da casa e vai dormir, quando você pediu 150x para não trancar, porque saiu sem a chave, sequer arruma a própria bagunça, extorque dinheiro sempre que precisa, e o melhor de tudo é que não está nem aí pra coisa nenhuma.

E nesses casos, a situação de “tesourisse” é pior, porque os pais, meio que por preocupação, protegem o indivíduo ainda mais. Vira uma bola de neve. E vai falar alguma coisa? Guerra na certa e sempre, sempre sobra para você.

Tesouros nunca têm obrigações em casa por que já sofrem demais no trabalho, podem te zoar à vontade e se você apela, é porque é grossa, encalhada ou a melhor, “está descontando suas frustrações no pobre do seu irmão”. As piadas (ridículas) são sempre engraçadas, pode gritar o tanto que quiser e dinheiro? Sempre consegue um dinheirinho extra para a gasolina.

O mais engraçado nessa história toda, é que um Tesouro, nunca perde a majestade. Não interessa a idade que ele tem. O azar foi seu de ter nascido sem o “título”. O fato é que, em casas onde há Tesouros, o “outro”, sempre vai pagar o pato.