segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Sim, continuamos chocados!

Sim, nós estamos revoltados com esse absurdo que foi a morte do garotinho de 6 anos. Já discutimos o assunto várias vezes, já demosntramos nossa angústia e revolta xingando, chorando, e até amaldiçoando esses crimonosos, mas diante de tamanha impotência, resolvemos não deixar de dizer o quanto estamos chocados e tristes. Não podemos sequer imaginar a dor da família, mas podemos pedir a Deus que lhe dê forças para suportar. Na boa...Ou o fim do mundo está se aproximando, ou o mal realmente tomou conta desse país.
O texto a seguir está rolando na Internet:


"Na hora em que Jesus Cristo morreu, as trevas se abateram sobre Jerusalém. O dia virou noite. Ontem, as trevas se abateram sobre o Rio de Janeiro, sobre esta cidade outrora tão luminosa. As mesmas trevas que Deus enviou quando sofreu a morte de Seu filho. Agora, foram as trevas de Sua dor e decepção com o Homem. De nada adiantou o sacrifício do Cristo, de nada adiantaram as palavras de tantos santos homens que passaram pela Terra, fundadores das mais variadas religiões. Finalmente, o mal venceu. A impunidade cevou a maldade, em seu estado bruto, cruel, desumano. Os monstros que ontem assassinaram essa criança de 6 anos, não poderão jamais alegar que não sabiam, pois foram avisados por toda uma população ao longo daqueles intermináveis sete quilômetros. Pedestres e passageiros de outros carros de tudo fizeram para que os animais parassem, mas não, eles continuaram na sua vileza.


Estacionaram o carro no primeiro lugar menos habitado que encontraram, trancaram as portas e desceram uma escadaria com a tranquilidade dos grandes criminosos, protegidos que sabem estar pela frouxidão reinante em nosso país, de norte a sul, de leste a oeste, de cima para baixo. A penitenciária para onde ir lhes da o direto de receber quantos advogados queiram, celulares. Poderão receber suas amantes em celas privadas, ter direito a visitas, ao banho de sol, progressão das penas, liberdade condicional, e proteção das entidades tão preocupadas com os Direitos Humanos,que se esqueceram do Homem.


Um deles, menor de idade, esse ser protegido pelo Estatuto do Menor, vai pegar no máximo três anos de recolhimento, três anos, a metade do tempo que ele permitiu que João Hélio vivesse. Não vou repetir aqui o que os jornais de hoje trataram: a descrição pormenorizada do horror, da brutalidade, da crueldade, do calvário do menino. Não quero falar na mãe, no pai, na irmã. Nãoo quero tentar descrever o que tenho certeza absoluta passa por seus corações. Sou mãe. Sou colega dela, sou sua igual, gerei um filho em meu ventre e sei o que se passa com ela.


Não quero explorar a dor dessa família, não quero transformar o sacrifício do João Hélio em assunto de um mero texto. Não quero. Mas meu coração nãoo consegue pensar em outra coisa. Ofende os bons quem poupa os maus. Enquanto pouparmos esses monstros, eles nos ofenderão. A ociosidade pode ser a responsável por todos os vícios. Mas a impunidade é a razão de ser de todos esses crimes que vem acontecendo em nosso paíss, cada dia mais trágicos, mais violentos, mais medonhos. Quando eu era jovem, se um criminoso dessa laia fosse preso, a preocupação das autoridades era evitar que ele fosse assassinado na cadeia, sentença dada pelos outros presos. Hoje, infelizmente, creio que não correm mais esse risco. Que pena."


Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

O cravo e a rosa

Texto de Amigo Sumido

Final de 2000, virada do século, todo mundo preocupado com o tal bug do milênio, enquanto eu (Amigo Sumido), algumas tias e alguns primos (assim como a Nina, eu tenho mais de 589 primos), resolvemos passar a virada do ano em Salvador. Finalzinho do mês de dezembro embarcamos nos veículos e seguimos para a Bahia. Depois de um dia inteiro de estrada, paramos na cidade de Lençóis (nome sugestivo para tirar uma pestana), iríamos pernoitar por lá, mas antes mesmo de chegarmos a um hotel, eis que algum ser viajante teve a idéia de parar num buteco para “tirar a poeira” da garganta.


Tudo ia bem, tomaríamos só algumas “gels” (cerveja) e seguiríamos pro dormitório, mas cerveja vai, cerveja vem, tira-gostos de montão e o som do nosso carro berrando forrozão do Falamansa, tão em voga à época, as tias tinham desistido de chamar a gente e já estavam no Hotel há tempos... daí pra frente ninguém mais lembrava que logo cedo teríamos que continuar a viagem, e a farra seguiu. No carro rolava Furacão 2000 nos falantes, mas me pareceu que o pessoal que tava no buteco (amantes da natureza e maconheiros em geral) não gostou muito da melodia, reclamaram ao dono do estabelecimento que aquilo não era música, era uma perversão e coisa e tal.


Mas o cara nos surpreendeu, se aproximando e dizendo:


- Pessoal, vocês podem colocar a música que quiserem, afinal já beberam mais de um engradado, enquanto os ripongas aí só tomam suco e fumam maconha!


Mas a viagem estava longe de terminar, depois dessa noitada, acordamos cedo, ressaqueados e seguimos sem maiores percalços (fora alguns pneus furados) rumo a Salvador...


Lá chegando, muito sol, praia, ensaios e claro, várias cervejas, o reveillon também transcorreu com muita tranqüilidade. Teve até um dos Fenômenos que estava presente, mas não agüentou o rojão e dormiu estirado e verde numa cadeira (tenho fotos, mas não estão digitalizadas, sorte sua Fenômeno kkkkk)


Peraí, mas alguém deve estar perguntando, mas que por... De título é esse? O Cravo e a Rosa? Vou explicar: em Salvador ficamos todos confinados numa casa, e assim como no Big Brother, convivência demais acaba em stress por parte de algumas pessoas. Tinha uma prima minha que estava uma pilha só, não podíamos falar um “a” que ela brigava. Nós tentávamos não ligar para suas patadas, mas quem sofria mesmo era o pobre do namorado (hoje marido).


Eis que um dia, ou melhor, noite, depois de chegarmos de mais um ensaio (baiano gosta desse trem), todos meio embriagados (ou embris, na língua dos Fenômenos), entramos e nos preparamos para dormir, e o “casal stress” ainda na porta da casa discutindo a relação. Passados alguns minutos, adentra na sala o coitado do namorado, com cara de cachorro quando leva bronca do dono, além de umas marcas estranhas pelo pescoço. Olhamos um para o outro, segurando o riso e quando indagado que marcas eram aquelas, o pobre disse:


- Caraca, alguém tem que cortar essa roseira que está na porta, me arranhei todinho!


A galera quase morre de tanto rir, sem nem se preocupar em não deixá-lo com vergonha, e a zoação com o pobre, dura até hoje. É só alguém se lembrar da viagem que logo começa: “O cravo brigou com a rosa, debaixo de uma sacada...”

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Série - Personagens






O Sim,pessoas já registrou várias histórias hilárias, outras nem tanto, da vida de uma galera que curte a vida da melhor maneira possível e sempre se mete em enrascadas. Mas as aventuras não seriam tão especiais sem a presença de personagens queridos e importantes nas nossas vidas. Resolvemos então dedicar uma série inteira pra contar um pouco sobre essas pessoas.



Parte I - Os amigos mineiros

Vladimir, Alyson (esq.sentados), Vinícius, Eduardo (sent. dir) Dani e Tomás (em pé)



Há um ano e oito meses atrás, a Nina e a Helen estavam sentadas num barzinho da cidade, debatendo seriamente sobre a vida, quando notaram a “prosa” mineira e engraçada de cinco rapazes que se sentavam à mesa ao lado. Ficaria tudo por isso mesmo, se as pessoas em questão não fossem tão abertas a fazer amizades. Bastou um cara passar distribuindo uns panfletos de festa, que um dos cidadãos puxou assunto com a Fenômeno mais “faladeira”, e pronto. Dois minutos depois, as mesas já estavam juntas e todo mundo debatendo sobre suas origens, o que faziam da vida, tudo num tom extremamente engraçado. E foi assim que Vladimir, Alyson, Tomás e Vinícius entraram para o grupo de amigos dos Fenômenos. Semanas depois, as turmas já estavam saindo juntas e outros amigos entraram na roda.

Essa galera já protagonizou cenas inesquecíveis (para não falar loucas) em Brasília. Aqui vão dois exemplos:

Saindo do bar, as Fenômenos foram levar o Alyson em casa e a Helen decidiu ir dirigindo o carro. Embris, as Pessoas passaram no drive do “Mc” e seguiram caminho. Todo mundo conversando, e a “motorista” inventa de comer uma batatinha sem prestar atenção que o sinal estava fechando. Como ela não diminuía a velocidade e tinha um carro parado na mesma faixa que a dela, o Alyson começou a berrar:
-Helen, o sinal fechou!
Ela parecia estar mais atenta a comida que ao trânsito, não diminuiu, e foi então que ele se preparou para a pancada e berrou:
-Heeeelen, o sinal está vermelhooooooo!Pááááraaaaaaaa!
A motorista, desesperada, largou as batatas, jogou o carro para o lado, meteu o pé no freio, “catou” o meio-fio, mas conseguiu parar. Um silêncio arrebatador se deu no carro, até que a Nina deu uma crise de risos e o Alyson, mais branco que folha de papel, soltou a pérola:
-Nossa, eu sempre quis conhecer um Stilo por dentro!
-Hahahahahaha
O mais engraçado era o motorista do outro carro, respirando ofegante, pálido, olhando pra gente pela janela. E a Helen, sem entender nada, dirigia calmamente com o volante puxando pra esquerda.

Tem mais...

Certa vez fomos parar na Festa do Seu João, festa junina em que Brasília inteira parecia estar presente, e marcamos de encontrar os “meninos”. Uma hora depois do combinado, o Alyson e o Vladimir aparecem completamente embris, com um “cordão de pinga” em volta do pescoço. Os outros desapareceram na multidão. Uma cena grotesca! Como estava rolando show do Alceu Valença, seguimos em direção ao palco, até que o Vlad resolveu encarnar o “Carlinhos de Jesus” e tirou a Júlia para dançar um forró. Enquanto isso a Nina e o Alyson conversavam, ao lado do casal dançarino. Tudo corria bem até que o Vlad inventa de rodopiar, gingar e, jurando que estava abafando, sentiu uma fisgada na perna e bum! Desabou em cima da pobre da Júlia.
Quando a galera ouviu o estrondo e olhou para saber o que tinha acontecido, estava o Vladimir caído em cima da menina, o poeirão subindo e o Alyson e a Nina se acabando de rir ao lado. O povo que passava, olhava a cena e não acreditava no que estava vendo. A pobre da Júlia gritava e tentava agarrar a calça da Nina, pedindo socorro, enquanto o “dançarino” levantava, gemendo de dor.
Os amigos ao invés de ajudar, fingiam que não conheciam o casal “show” enquanto o Vlad dava tapas na bunda da Júlia, que berrava:
- Você está louco? O que pensa que está fazendo?
- Calma! Eu só estou tentando te limpar, fia!

Eles já foram citados várias vezes no blog. Não apenas pelas situações, mas pelas semelhanças com os Fenômenos (o Vladimir e a Nina são os “intensos e mais reclamões”, a Helen e o Alyson são os “resolvidos e durões”, a Júlia e Vinícius os “completamente sem-noção”, o Tomás e Bruno os mais “sérios”). Além disso, contribuíram com um vasto vocabulário, com um sotaque mineiro arrastado para dar ênfase nas frases. Expressões como “De certo!”, “Cerrrrrrteza”, “Sem preguiça”, e a mais irritante, “Cola em mim que é só sucesso” são algumas pérolas que aprendemos com eles e temos que ouvir sempre.

Figuras ou não, o fato é que essa galera sempre deu certo com os Fenômenos, pela maneira de levar a vida numa boa, sem frescuras, sem rótulos, sem regras de relacionamento, batalhando para sobreviver e levantar (uns aos outros) sempre que alguém leva uma rasteira da vida. Casos já tiveram barracos também, mas a força, a coragem e o bom humor sempre foram pontos principais nessa grande amizade. Sem falar, é claro, que sair com essa galera, é sempre sinônimo de diversão.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

A formatura de um "Buscapé"


Um Fenômeno que se preze não apronta só no baile de formatura, apronta logo na colação. E quando é de um amigo então, melhor ainda, os bafões rendem por séculos e ainda acabam rolando no blog. Um dos meus 150 primos (sim, a família é enorme), ou seja, um Buscapé resolveu se formar e caiu na besteira de convocar todos os Fenômenos para sua colação.

Não adianta dizer que todo mundo foi feliz e satisfeito porque a maioria não tem a menor paciência com a cerimônia de colação de grau, mas a “prima coruja” fez questão de chegar cedo, o que arrancou algumas reclamações da maioria.

Cerimônia encerrada, minha tia inventa de chamar “a galera” pra casa dela, dizendo que tinha uns comes e bebes. Nada demais, apenas alguns salgadinhos e cervas. Não seria nada demais se os convidados não fossem a Helen, a Nina e o Bruno. Assim que chegaram, ainda envergonhados (menos a Nina, é claro), os Fenômenos adotaram a postura comportada, comendo pouco, bebendo civilizadamente e conversando baixo, e os outros integrantes da Família Buscapé também, mas foi só o casal de anfitriões se retirarem, a galera se transformou. Parecia mais um desenho animado dos “Transformers”.

O som, que era ambiente, passou a “gritar” música baiana e os Fenômenos começaram a imitar o Buscapé-Gotinha, conhecido por seus passinhos ridículos e por beber e nunca, nunca ficar bêbado. Enquanto isso, o Buscapé-Formando girava abraçado com uma garrafa de Ypioca Lemon, cantando que era Chicleteiro, mas o detalhe é que a música que tocava era da banda Babado Novo. O outro Buscapé, o Sem-Noção, dançava ao estilo trance até que ficou muito tonto e resolveu se sentar passando mal. Uma cena mais tosca que a outra, até que o Bruno, fumando um cigarro atrás do outro, começou a se segurar no portão da casa, pálido, tentando esboçar alguns gestos:
-Que foi, Bruno?
-Nina, a casa da sua tia está caindo!
- Hahahahaha
-Estou falando sério, pessoa.
- Hahahaahhaha
-Ai, acho que vou me deitar. Você não está me ajudando em nada, chata!
-Hahahahahaha Vai deitar que vou levar um pouco de sal para você. Sua pressão baixou.

E assim, o Bruno foi se deitar no quarto do Buscapé-Formando (que fica do lado de fora da casa), enquanto o resto da galera “desbundava” agora ao som de música eletrônica.
Para tentar “reanimar” o amigo quase falecido, fui até a cozinha buscar o saleiro, mas como não achei aquele de mesa, levei o pote inteiro de sal.
-Bruno, levanta e abre a boca!
-Ahhhhhhh

Plaft! Derramei todo o saleiro na cara do pobre, que só passou a mão na boca e voltou a dormir, mesmo com todo sal em volta.

Muitas brejas, Ypiocas e farmacinhas depois, pedi para a Helen me deixar em casa (o carro era do Bruno) porque já estava ficando com enxaqueca, e para não deixar minha amiga ir sozinha, chamei o Buscapé-Formando para nos acompanhar. E lá se foram os três embriagados, cantando sem sequer lembrar do pobre coitado, deitado, morto, na cama. O resto da galera continuou na festa.

Fiquei preocupada com os dois loucos, mas eles não quiseram dormir na minha casa e disseram que iam voltar pra festa. Já estava nos “braços de morpheu” quando meu celular toca. Olhei para ver quem era e quando vi que era o Bruno, meu coração disparou:
-Nina, onde a gente está?
-Ô Bruno, a gente é muita gente! Eu estou em casa! Cadê a Helen?
-Suas loucas! Vocês me deixaram na sua tia? Onde está meu carro?
- Ué, Bruno. A Helen me deixou em casa e disse que ia voltar pra festa.
-Vou procurar por aqui. Se ela não estiver aqui, você vai ter que voltar.
-Ai meu Deus!
-Ai meu Deus, mesmo! Se essa louca não estiver aqui eu vou matar vocês!

Eu desliguei já imaginando um monte de coisa, o carro batido numa árvore, os dois dentro de uma ambulância...enfim. Perdi totalmente o sono e já estava me preparando pra levantar, quando o Bruno me liga:
-Ô Falsa, achei as duas criaturas dormindo dentro do carro na rua mesmo.
-Ave Maria! Mas está tudo bem?
-Está sim! Só estão embriagados ainda, mas estão bem.

No outro dia fomos na casa do Bruno tentar aliviar nossa barra, mas a pessoa xingava a gente de tudo quanto é nome, e não queria nem ver as “falsas amigas”:
-Além de acordar na casa alheia, ainda tenho que agüentar a Helen, bêbada, tentar estacionar meu carro em uma garagem “minúscula”. Nunca mais!!!!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Frase de Sexta-Feira


" Vaaaaai se fuder enquanto está de dia, rapaz! huahuahuahua"
Paulão conseguindo ultrapassar uma Van, em pleno eixão, depois de um ligeiro "pega".

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Talvez amanhã...


terça-feira, 30 de janeiro de 2007

É melhor continuar assim


Tem dias em que vou dormir pedindo a Deus para acordar uma pessoa medíocre. Igualzinha a essas mulheres que existem por aí, que a gente vê diariamente na rua, no trabalho, na televisão. Aquelas que você olha e sabe que não têm muitas pretensões, sabe? Aquelas que viver já está de bom tamanho.

Talvez elas não estejam erradas, talvez seja melhor viver assim do que ficar o tempo todo tentando entender coisas sem sentido, tentando ser do jeito que os outros pedem ou esperam de você. Talvez ser medíocre não me fizesse sentir um ET e me desse a sensação de pelo menos uma vez “estar agindo corretamente”.

As pessoas parecem preferir os medíocres. São mais amados, compreendidos e até aceitos. Então, ser assim pode trazer a sensação de conquista, pois seria o que ‘o tal cara’ esperou de mim, ou o que a sociedade espera de mim. Eu li um desabafo de uma blogueira onde ela diz que “ser medíocre pode facilitar definir o sucesso”. E sinceramente, não ando sabendo muito como definir isso.

Não ser medíocre cansa, entristece, acaba com as esperanças porque temos que estar constantemente lutando contra a maré. Seria mais fácil me contentar com as migalhas oferecidas e não me doar demais, não amar até o fim ou não entender e perdoar cada facada no meu coração. Mas como eu disse... Seria. Quando acordo e vejo que continuo a mesma, percebo que não nasci pra ser mediana, insignificante. Não gosto da idéia e parece que Deus também não.

Se parar para pensar, é mais difícil pra mim ser medíocre do que ser eu mesma, principalmente quando tem algo aqui dentro me dizendo que não posso ser “igual”. Tenho meus medos, e são muitos, mas ao contrário dos medíocres, que se apegam a eles, eu os enfrento. Mesmo com meus poucos metros de altura. A culpa disso tudo? Definitivamente é de minha mamãe. Quem mandou fazer uma criatura tão insistente e forte?



Recebi o videozinho por email. Gostei da música! Passa direto na propaganda de ER.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Ninguém julga ninguém



Há muito tempo atrás os fenômenos resolveram ir a uma festa brega e sempre nestas festas ou você já tem uma companhia ou vai ficar sozinho a noite toda, afinal a possibilidade de “pegar” alguém é mínima, pois todos com aquelas roupas toscas. Mas como esta galera aqui não tem medo de nada, encaramos a balada,“lindos”, dentro da possibilidade.

Eu encarei um terno “cor de carne” que meu pai guarda há anos, um “big” óculos e uma carteira de mão, no mais estilo “bicheiro”. O velho ainda ficou bravo quando eu disse que estava indo a uma festa brega com as roupas dele. As meninas são as mais engraçadas, pois tiram cada roupa do “arco da velha”, aquelas que você tenta imaginar alguém vestindo aquilo e não consegue.


A Nina apareceu com um vestido verde “planta”, tubinho, de camurça e um laço de fita no cabelo. A Júlia resolveu atacar com um “macaquinho” de linho, duas cores, com o detalhe de que para ir ao banheiro tinha que tirar toda a roupa, por que os botões eram na alça. A Helen investiu numa blusa de oncinha com botões dourados e uma calça de legging cereja, além dos brilhos pra todo canto da cabeça, um verdadeiro arco-íris. Como os Fenômenos estavam atravessando uma fase bem louca, de curtição, assim que saímos de casa, fizemos um pacto: “Aconteça o que acontecer nessa noite, ninguém julga ninguém”.

Apesar daquela quantidade de coisa brega, a festa estava engraçadíssima e os Fenômenos já interagiram desde o começo. Júlia e Helen encararam a pista de dança, enquanto eu e a Nina investimos no bar, atrás de uma “farmacinha” (a mistura de tudo quanto é bebida do bar. Quando o troço começar a ficar verde, ou roxo, atingiu o ponto). Na hora é bacana, mas depois de duas horas é que o bicho pega e aí você só volta ao normal no dia seguinte. Tem gente que só voltou dias depois (kakakakakak).

Lá pela tantas, começou uma troca de olhares entre a galera, pois aquela altura ninguém se lembrava mais das roupas bregas e das músicas do lugar. Eis que surge um “perfume” ao meu lado e as meninas já começaram com a falação em códigos. Eu não entendia o motivo de tanta risada e de tanta falação, e depois que fiquei com ela foi que a gozação aumentou. Explico melhor. Era só eu me aproximar e alguém soltava: Fala, Perfume de Gardênia! O nome da menina era Gardênia e as Fenômenos, já embris, pegaram a pobre para Cristo e me zoaram a noite toda.




Enquanto eu me empolgava com minha nova “empreitada” nem pude perceber que a galera já estava se ajeitando também. O momento “Déjà Vú” foi algo que nem passava pela cabeça de duas das “Fenômenos”, mas como estavam ali com tantas “framacinhas” na cabeça, e eu ainda “contando moeda em frente de pobre”, resolveram dar este “show” básico e ficaram com suas ex - pegações. A outra, relutava em ficar com um amigo do amigo, pois o cara estava um pouco fora de “foco” (gordo, mesmo) e aí dizia aos quatro ventos “que não ficaria”, mas a pressão foi grande e acabou cedendo ao charme do amigo “fatboy”.

O espetáculo já tinha acontecido e quando os organizadores da festa já estavam acendendo a luz do lugar, resolvemos ir embora. Você acha que cada um foi com sua respectiva “pegação”? Não! Como fomos em um único carro, voltamos juntos. Os amigos inseparáveis rindo muito de tudo e cada um falando mais alto que o outro, sem é claro, nenhum tipo de julgamento. Nossa amiga do “macaquinho” resolve me pedir para parar o carro, pois ela precisava fazer “xixi”.

Parei o carro e ela desceu, olhei pelo retrovisor e vi que uma galera estava parando atrás, achando que meu carro tinha quebrado, e quando viram a cena, caíram na risada. Nossa amiga teve que pular pra dentro do carro, nua, afinal precisou abrir toda a roupa. Quase morremos de tanto rir. Sem falar nos outros que viram a sua “bunda ao luar” quando se levantou para entrar no carro. A tosca ainda entrou me xingando por que não avisei que tinha gente se aproximando! Ótimo vídeo para Youtube!

Chegando na casa de nossa amiga “Hera Venenosa”, 7h00, ela só a maquiagem caída (parecia um panda) inventa de se despedir gritando:

- Oh Bruno, vou dizer para o meu pai que o carro deu um problema e por isto que estamos chegando agora viu?

Eis que a gente ouve um barulho no portão, e Paulão sai com a camiseta branca (de sempre) seu bermudão e o chinelos:

- Vai dizer o que, ô Samambaia?

A gente só ria dentro do carro, enquanto a “bocuda” entrava sem dar um pio.


Lá pelas cinco da tarde começaram as ligações para fazer análise do ocorrido. Fui buscar as meninas e quase morri de rir com a cena: todas de óculos escuros, cabelos amarrados e mudas, ou melhor, monossilábicas. Um silêncio de fazer inveja a qualquer biblioteca. Resolvemos engatar num sorvete, pois depois de tanto bafão, ninguém conseguia comer nada sólido. Eu estava morrendo de medo de ser zoado por causa do “Perfume de Gardênia”, mas quem disse? De uma certa forma, cada um entendia o lado do outro. Eu com “meu” perfume, as duas com seus ex-peguetes e a pobre com seu “fatzinho”. Sem falar, é claro, na “farmacinha” que rende boas histórias até hoje.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Um super-herói na cama

Sábado os Fenômenos resolveram encarar um programa agitado e dar um tempo nos estudos, afinal o calor estava de matar. Foram curtir uma “roda de samba” e ainda conseguiram sobreviver a vários bafões (pra variar um pouco). Encontraram até uma amiga, que fazia tempo não se juntava ao grupo, mas nesse dia, resolveu “dar o que podia” também.

Quase morremos de rir da história tosca que conseguiu nos “confidenciar” em meio a nossa roda e muitas brejas. Quando a mulherada se empolgou e começou a soltar as pérolas, das últimas “criaturas simplórias”, que estão se envolvendo (ou se envolveram), nossa amiga, conseguiu superar todas as histórias.
Segundo ela, começou a sair com um cara da faculdade. O cidadão era lindo, bonzinho, gentil, enfim....quase um lord inglês, mas ela tinha “dados as contas” dele. Quando perguntamos o que havia de errado, ela disse que ia resumir em apenas uma historinha.

Saíram pra jantar e ela sentiu que o cara tava querendo “investir” naquela saída. Estava meio receosa, afinal não saberia ao certo o que poderia acontecer depois daquela noite, mas resolveu arriscar e foram para o apartamento dele. Tudo parecia perfeito. Conversaram bastante, beberam vinho, ouviram música e o meliante, enfim, resolveu avançar.

Pega daqui, rola dali, beija acolá, e nossa amiga achou tudo muito bom. Foram para o quarto e o moço, desesperado, começou a arrancar a roupa dela, enfurecido mesmo. Luana (vamos chamá-la assim) achou um pouco esquisito, mas levou numa boa, “vai que o cara estava com muita vontade”. Beijos e roupas arrancadas, o sujeito começou a querer umas posições loucas e nossa amiga se sentiu a própria Daiane dos Santos, dando um “duplo mortal carpado”, na cama.

Nessa altura da história, a gente já estava dando crise de risos, quando ela disse que não era o pior. Enquanto rodopiava sem parar, o rapaz “dava o que podia” e até que se saía bem, mas cometeu um erro que fez com que ela travasse totalmente.

-Gente! Tive que pensar nas contas que tenho que pagar pra não cair na risada.

- Hahahahaha. O que foi que ele fez?

-Estávamos no rala e rola e percebi que ele ia gozar. De repente começou a fazer uns ruídos estranhos.

-Ruídos estranhos? Gemendo?

-Não.

-Fala logo, mulher!

- Ele começou a gritar: “Ai, ai, ai, ai, SHAZAM!

- O quê? Haahahahaahahahah

-Eu tive que me segurar e ainda fiquei pensando se tinha que responder alguma coisa.

-Hahahahahahaha Você falou alguma coisa?

-Eu? Fiquei parada, sem saber o que fazer. E não podia rir, ne?

Eis, que outra Fenômeno, morrendo de rir, entra na conversa e pergunta:

- Ué, por que você não entrou na onda e falou o nome de alguma heroína?

-De certo! Só faltou eu gritar: “Eu sou Sheeeee-raaaaa!!!!

domingo, 21 de janeiro de 2007

Analisando Currículos

O ano começou e já veio cheio de bafões. Os Fenômenos resolveram aplicar algumas mudanças no ritmo de vida, seguir algumas regras e até cumprir algumas promessas que foram deixadas de lado no ano que passou. Conversando com uma amiga no cursinho, um Fenômeno descobriu um novo termo para nosso dicionário, algo que, com certeza, já faz parte das metas para este ano.

Diante da novidade, segue o primeiro diálogo de uma Fenômeno versão 2007 com um “pretendente”, que nem era lá essas coisas, mas como beleza não e tudo, ela resolveu tentar.

- Oi! Tudo bem com você?

-Tudo ótimo! Qual o seu nome?

-Marcílio

-Prazer. Fenômeno.

- Você vem sempre por aqui?

(Pergunta errada. Mas tadinho, vou dar mais uma chance)

-De vez em quando. Hoje é aniversário de uma amiga.

-Posso te conhecer?

(Meu Deus, essa pessoa tem quantos anos?)

-Olha só, Marcílio. Antes, eu tenho que te fazer umas perguntinhas. Pode ser?

-Claro! Manda aí, gatinha!

(Ai que tosco!)

- Quantos anos você tem?

-28.

-Mora no plano mesmo?

-Sim. Asa Norte

- O que você faz?

-Sou analista de sistemas

(Hum...um provável aprendiz de louco)

-Onde você trabalha?

-Politec.

(Vive psico com medo de ser substituído. Melhor mudar de assunto)

-É casado?

-Não.

-Tem filhos?

- Que eu saiba não.

(Resposta idiota! Certeza que tem)

-Namorada?

-Não. Terminei já faz uns seis meses.

(Possibilidade de recaída e certeza que está curtindo uma farra)

- E você resolveu cair na farra?

- Não funciona bem assim.

- Hahahaha e como que funciona, então?

- Não sou o tipo de cara que cai na gandaia. Mas também não posso ficar entocado em casa, ne?

(Mentirooooso! Jurando que está abafando).

- Certo!

- O problema é que estou numa fase complicada.

(Se entregou. Esse aqui já era! Já sei o que ele está querendo. Mas vou enrolar esse otário mais um pouquinho).

- Você gosta de fazer o que, Marcilio?

- Ah! Eu me amarro em sair com a galera, jogar futebol, playstation, namorar e cinema também.

(O que e isso? Resposta de Chat?)

- Mas e ai Gatinha? Vai continuar nesse interrogatório ou vai me dar seu telefone?

- Claro! Anota ai 9.....

(Idiota! Vou dar o numero antigo do meu irmão.)

-Vem cá, você não tem telefone fixo, não?

(Meu Deus! O que é isso? Um quebrado?)

-Tenho sim! Anota ai 3.....

(O numero do orelhão do prédio onde meu irmão trabalha e me liga quando esquece o celular! Hahahaa )

- Olha só, Gata! Eu podia te ligar, e a gente marca de fazer alguma coisa, o que acha?

-Tudo bem!

(De certo que vou sair com esse loser)

-Mas tenho que ser sincero com você. Te achei linda, divertida, legal, mas estou numa fase difícil.

-Então por que você quer sair comigo?

- Para te conhecer, ué! A gente pode ir se conhecendo aos poucos. Deixar rolar! E ai? Posso te ligar?

(Sei o que você quer conhecer, cretino)

- Olha só, Marcílio. Seu currículo já foi analisado e está no meu banco de dados. Surgindo qualquer oportunidade, eu entro em contato, tá?

(Ogro!)

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Top 10 - Os sacrifícios que você já fez por seus amigos (e vai jogar na cara o resto da vida)



Para os Fenômenos, amizade é sagrada. Não interessa o tempo, o lugar, quem está com quem, nossa amizade enfrenta qualquer coisa. Talvez seja por isso que já dura alguns milhões de anos. O segredo pode estar na fidelidade de cada um e principalmente, na capacidade de tirar uma lição (sempre bem humorada) de cada uma das situações que vivemos. Diante desse blablabla, resolvemos listar alguns sacrifícios que já fizemos (e faremos sempre) em nome da amizade. Como já foram muitos, listamos os mais toscos, mais engraçados e aqueles em que SEMPRE há alguém que joga na cara logo que um de nós menciona não "ajudar".


10 - Levar (ou buscar) sua amiga na rodoferroviária ou no aeroporto às 5h30 – Você saiu com a galera, está tomando todas, se divertindo, e de repente lembra que sua amiga pediu que você a deixasse no aeroporto 5h30. O jeito é continuar e ir direto da rua ou diminuir o ritmo e rezar para ela ter procurado outro filho de Deus ou, simplesmente, tenha desistido de você, o que na maioria das vezes não acontece. Só sua família sabe o mau-humor que você fica o dia inteiro.

9- Dar uma de psicóloga ou conselheira – Você está "nos braços de morpheu" quando de repente seu celular toca. Seu coração dispara, porque ligação de madrugada só pode ser notícia ruim. Você atende com aquela voz de locutor de rádio e é sua amiga, aos prantos por que acabou de tomar um toco, ou viu o Grande com alguém. É a hora de invocar os espírito de Freud, ou qualquer um parecido, despertar e tentar, pelo menos, acalmar a psica.

8- Sair com sua amiga e o cara que ela está saindo – Quando o casal já está saindo, a amiga está em dúvida se está se amarrando no cara, se vai render, mas suspeita que o cara vai querer pegação forte no próximo encontro. Desesperada, inventa te levar. A única certeza que resta é a de que o cara vai te odiar pro resto da vida e ainda te queimar pra todo mundo chamando de “a empata foda”.

7- Encarar um programa em que está todo mundo armado e você não – Acredite, Os fenômenos já fizeram muito isso. Tipo...cada uma tem um e a outra não. Só sobra um “orc bêbado”, ou aqueles “nerds concurseiros insuportáveis”.

6- Sair, mesmo estando morrendo de cansada, porque sua amiga está deprimida – Você acabou de chegar em casa, morta, querendo dormir, cabelo “batidinho” e sua amiga liga, triste, deprimida por que levou um mega toco. O jeito é tomar um banho, prender o cabelo e ajudar sua fiel escudeira. (Lembrando sempre de jogar na cara quando a história acontecer com você).

5- Cuidar de sua amiga que bebeu demais e deu show – Toda balada tem um que passa da conta. Ou passa mal, vomita tudo em todo mundo ou arruma um barraco e chora. Chora por que ama, por que não é correspondida, por que viu o infeliz do Grande, ou o ex se pegando, e vomita...

4- Desligar o telefone de casa e o celular por que sua amiga disse pra mãe que ia dormir na sua casa - Sua amiga inventa de dormir na casa do namorado, mas a mãe não pode saber. O que ela inventa? Que vai dormir na sua casa. Pronto! Você tem que desligar todos os telefones ou sair correndo pra atender toda vez que o infeliz tocar, afinal sua mãe também não pode saber da mentira.

3- Esperar dentro do carro até sua amiga se despedir – A festa já acabou, você está embri, morta, não se pegou (ou seu peguete já foi embora) e você tem que esperar por sua amiga que se pega loucamente (de preferência encostada no carro, que é pra te matar de raiva). O tempo passa, aquele barulho miserável de beijo, você ficando de ressaca e nada da "beleza" desconfiar. O jeito é cortar o barato do casal, ou dar um jeito de pegar no sono.

2- Ir buscar sua(s) amiga (s) na casa do namorado no outro dia e cedo – Vocês foram para uma festa, sua amiga se pega com o namorado, ou o Grande (o que é quase certeza que a infeliz não vai voltar com você), liga para a mãe e avisa que vai dormir na sua casa (item 3) e ainda te encarrega de buscá-la no outro dia DE MANHÃ. Tipo...você chegou 05h00 por que ficou até o fim da festa e a beleza te liga 09h00, toda sorridente.

1- Pegar o amigo do ficante de sua amiga – Sua amiga está doida para emplacar com um cara, mas ele tem um amigo que é um verdadeiro “empata”. Ela não pode ser desagradável com ele, por que o ficante vai ficar p. da vida e "dar as contas" dela, então tem a brilhante idéia de apresentar uma amiga (você). Na maioria dos casos, o cara é um “orc”, um verdadeiro “dragão de comodo” e faz os estilos nerd ou palhaços. Sabe aquele que ninguém quer? Aquele que provavelmente ficaria até o fim da festa sozinho, no canto, bêbado e com uma latinha (quente) na mão? Aff!


sábado, 13 de janeiro de 2007

Série - Os cinco sentidos


Parte IV - Olfato

Chega ao final a série mais louca da face da terra ( e que me deu um trabalhão também, além é claro de ter deixado as Fenômenos loucas!). Quem é leitor, sabe o que digo.
A última personagem dessa série acredita que o cheiro é fundamental para tudo. Estávamos viajando, de férias, e ela ficava toda hora perguntando:

-Você sente o meu perfume?
-Sim, pessoa! Ave Maria!

Ela saía tão cheirosa que todos no hotel sentiam, mas ao chegar nos barzinhos, com aquela maresia toda, ela não sentia mais e aí perguntava:

- E meu perfume vocês podem sentir?
E claro que agente respondia que sim. Um perfume muito bom por sinal.

Meses atrás, Olfato (vamos chamá-la assim) conheceu um carinha num churrasco. O sujeito tinha boa aparência, era formado (preocupação de mãe), bonzinho e ela resolveu dar uma chance e tentar. Comer é outro forte dela, então vão a todos aqueles programas básicos de inicio de relação: Comer, assistir a um filme, comer, peça de teatro, comer, conhecer os “Fenômenos” (que não é nada fácil, afinal o teste de qualidade é quase um ISO), comer e aí vai.
Depois de sair com ele umas duas ou três vezes, ela revela algo intrigante:
- Galera, ele não tem cheiro!
- Ele não tem o que?

Eu, sem entender nada, pedi para ele se explicar. Ela relatou que o cara não tinha cheiro Nenhum cheiro. Não cheirava a desodorante (já pensou se cheirasse Avanço?), nem sabonete, nem perfume. Pensei que por um lado isto é até bom, afinal ninguém merece um “asa de águia”, aquele ser iluminado que passa o dia inteiro em um churrasco, dando tudo que pode. Dança com todas, vai até o chão com todas as biscates do recinto, bebe tudo o que vê pela frente e que ainda ajuda a fazer o churrasco. O dia passando e ele ali com aquela camiseta de um carnaval fora de época de 8 anos atrás que ( pega um fedor filho da puta e só jogando fora para se livrar do mal cheiro), e achando que é a última coca-cola light do verão. Mas para Olfato, que não tem o costume de esconder suas preferências para ninguém, resolve dar umas “dicas” de perfumes para o sujeito inodoro.

Combinaram de sair e ela resolveu tocar no assunto. Falou de perfumes e cheiros, a importância do cheiro das pessoas, deu uma verdadeira palestra e o cara, jurando que iria emplacar pediu uma dica de um perfume legal. Ela sem pensar duas vezes, deu vários nomes e até que animou um pouco em ver o interesse do pobre em agradá-la, pois a relação tinha sofrido um ligeira queda na “bolsa de valores”.

No encontro seguinte, o camarada aparece todo empolgado e sorridente. Nossa amiga, agindo normalmente, entrou no carro e não disse uma palavra. O pobre, morto de sem graça, resolveu perguntar:

- Não sente nada no ar?
- Não.
- Como não?
- Ah! Esse cheirinho que a gente coloca em carro? É gostoso!
-Nossa, comprei um Ferrari Black e tomei banho só para te encontrar hoje!

Olfato, muito sem graça, continuava não sentindo o perfume e na mesma hora, inventou que estava resfriada e talvez por isso não estivesse distinguindo bem o cheiro das coisas. Ou o cara bloqueou todo o perfume ou era “Genérico do Povo”. Depois dessa, Olfato resolveu despachar o sujeito (a reação dele é assunto para outro post). O que me deixou em dúvida foi essa história dela não sentir cheiro no cara.

-Sim, pessoa! Que história é essa?
-Ai gente! Não precisa cheirar a flores, mas tem que ter um cheirinho bom, senão não animo. O cara não tinha cheiro de nada!

O fato é que a pessoa é tão ligada em cheiro que não posso mais sair com pouco perfume que ela já solta a frase:

- Assim não vai impressionar ninguém, o cheiro e 50% da conquista, não viu o meu caso com o inodoro? Poderia até ido em frente, mas sem cheiro não rola.

Acabei concordando com ela. É claro que a pessoa não tem que carregar, mas não tem nada melhor que estar com alguém e sentir aquele cheiro de um bom perfume ou recém saída do banho. Muito bom!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Série - Os cinco sentidos


Parte III - Visão

De todas as histórias que contei aqui, talvez a mais incrível seja a desse Fenômeno. O sentido da pessoa é tão aguçado que chega a assustar. É comum a gente chegar aos lugares e a galera já começar a pedir pra ela fazer o reconhecimento no local pra ver se há um conhecido ou é claro, um Grande dando sopa.

O problema é que a pobre sempre vê alguma coisa, e na maioria das vezes, algo que, pra ela, não seria muito bom. Depois de analisar algumas das piores, e até engraçadas, enrascadas dessa “olhuda” de plantão, resolvi relatar algumas. Tenho certeza que depois de ler, vocês logo poderão identificar a nossa amiga Thundercats (olho de thundera).

Estávamos reunidos no República, bar que na época era novo, então bombava. Conseguimos uma mesa por que uns amigos das Fenômenos (os tais Amigos do Churras, já citados no blog) chegaram cedo e bebiam feito loucos. Naquela altura da noite, numa mesa de boteco, todos solteiros, as conversas eram as mais animadas possíveis e um dos amigos estava comemorando a quitação das dívidas, já se endividando (se pensarmos na quantidade de bebida que a galera pedia e botava na conta dele).

Como era uma quantidade razoável de pessoas, juntamos algumas mesas e intercalamos as turmas para rolar uma interação. Visão (vamos chamá-la assim), estava engatada numa conversa, até animada, com um dos amigos, quando olhou para a rua e reparou num carro que passava em frente ao Marujo (bar da frente). O carro passou rápido e a mesma velocidade foi a que nossa amiga se levantou e saiu correndo. Isso mesmo! Ela levantou e saiu na direção do carro que subia a rua, no sentido de quem vai fazer o balão e descer.
A tonta saiu derrubando as cadeiras das outras mesas, e sequer ouviu os berros da galera, e principalmente, do coitado que ela deixou falando com as paredes.Ficamos atônitos, sem saber o que tinha acontecido e preocupados também, afinal a louca não falou uma palavra, simplesmente levantou e saiu.

Os rapazes começaram a perguntar o que estava acontecendo e Olfato (vocês vão conhecer a história no próximo post) saiu atrás da amiga, que nessa altura andava como um zumbi, olhando para os carros que passavam, como se pudesse entrar nos veículos. Ela só parou porque Olfato deu um berro, vendo que ela quase esbarra no caminhão de lixo parado no estacionamento.
- Você está louca? O que está acontecendo?
-Eu vi o Grande! Tenho certeza que era ele.
-Pessoa, ele não te disse que estaria viajando essa semana?
-Pois é! Mas ele mente que não sente.
-Quer ver se era mesmo ele?

Olfato nem terminou a frase e a amiga agarrou o braço dela e a arrastou até o container de lixo mais próximo. Quase morri de rir ouvindo isso depois. Fiquei imaginando as duas, arrumadas, lindas, agachadas perto daquela imundice toda. Mas.... Era mesmo o filho da puta!

A doida sugeriu que elas andassem na rua como se não tivessem visto, pra notar a reação do mentiroso. Olfato assentiu, mas estava preocupada com a amiga, que tremia mais que vara verde. Quando deram de cara, ele não sabia o que fazer. Ficou rosa, branco, amarelo e como todo cafajeste que se preze, jogou uma mega desculpa pra cima de nossa amiga repolho. Olfato fingiu que ia atrás de uma amiga e desapareceu.

Eu continuava sentado com a galera, e todo mundo preocupado, especulava as causas daquele barraco todo. Eis, que me aparece Olfato, branca como um papel, fazendo gestos de que Visão tinha encontrado o Grande. Logo atrás vem o casal. Ele todo desconcertado inventou que tinha ido encontrar uns amigos e foi para o outro lado do bar.

Nossa amiga ficou arrasada. Pensei que não fosse agüentar e sugeri que fôssemos embora. As outras, gritavam aos quatro ventos que ele era um filho da puta, um pintor de rodapé (sim, ele é baixinho), que não prestava, essas coisas que a mulherada faz para aumentar o ego da amiga, mas só faz a cena parecer mais ridícula e a amiga se sentir mais humilhada. Os caras, sem entender bem o que estava acontecendo, só perguntavam quem era o cidadão, se ela queria que eles fossem lá dar um jeito nele. Mas o fato é que ninguém sabia como ajudá-la naquele momento.

Pra piorar, o infeliz ficava andando de um lado pro outro no bar, falando ao celular, e ainda olhava pra nossa amiga e sorria, com aquela cara de quem sabe que ela é seu repolho. Eu percebi que isso consumia Visão por dentro e já ia chamar todo mundo para ir embora, quando um rapaz chegou ao bar acompanhado de mais dois amigos.

A mulherada quase teve um troço! Num instante pararam de berrar e ficaram olhando pra ele e cutucando nossa amiga, que confusa com seus sentimentos, nem deu muita bola. E não é que o cara depois de um tempo começou a olhar pra ela?

A tonta perdida por causa do “toco de amarrar jegue”, não olhava pro cara, até que perdi a paciência:
-Sim, pessoa! Você usa essa porra dessa visão pra ver tanta coisa. Não é possível que não notou que aquele cara está te comendo com os olhos! Quer ser repolho pro resto da vida?

O fato é que Deus deu uma forcinha para os Fenômenos nesse dia. Nossa amiga conseguiu se vingar do Grande e em grande estilo. Pouco tempo depois de o cara ter se apresentado e sentado na nossa mesa, o Grande foi embora. O que mais me surpreendeu foi a força que Visão teve nesse dia, pois quem a conhece, sabe que ela pode ser a mais sensível dos Fenômenos.

Tudo bem que semanas depois estávamos nós, passando em baixo do prédio do Grande, e ouvindo nossa amiga chorar por que estava vendo a “garrafinha de água” dele na janela.
Olha... ainda bem que essa fase já passou! Mas o desfecho, até então sadio, e a volta por cima de Visão em cima do seu Grande, eu deixo para ela contar.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Série - Os cinco sentidos




Parte II - Paladar

Esta é uma pessoa FENOMENAL, pois comer e beber do jeito que faz, poderia ser gordinha. Mas não é! Vou contar mais uma aventura dos Fenômenos para que possam entender por que nossa amiga em questão, levou o título de "paladar aguçado". E olha que a competição foi dura!

Mais uma historia de carnaval, dessa vez em Pirenópolis. As três loucas desse blog foram na frente, eu só pude ir depois, por que estava em Salvador. Perdi a comitiva, mas logo que cheguei fui informado que o veículo das beldades parecia um caminhão de brejas e drinks, já que estava todo equipado com isopor, caixinha térmica e algumas comidas pra disfarçar.

Como não estavam acompanhadas de nenhum ser do sexo masculino, se viraram da melhor possível. Difícil de imaginar? Eu explico. Chegaram na pousada, ou melhor, no “muquifo”, já abriram uma latinha e começaram a “trabalhar”. Sem falar nas vezes que abriram o porta-malas e forneciam o som pra galera da rua. Mas para começar, seguiram o tradicional roteiro de Piri, e foram para uma cachoeira que tinha várias quedas. Detalhe: todas as famílias com suas sacolas de roupa, comida e nossas amigas com a caixinha térmica.

Consegue visualizar a cena? Estas mocinhas levando uma caixa térmica, psicas pra não deixar cair, comida e ainda de biquínis e shorts minúsculos? Hilário! Uma delas liderava o grupo carregando a caixinha com a outra que só reclamava, enquanto a "retardatária" ficava pra trás já bebendo uma. Sei que das dez quedas, ficaram mesmo na primeira, afinal a “retardatária” deu logo um ultimato pra ficar na primeira que aparecesse pra comer uma coisinha. Como resultado, o acampamento foi na cachoeira mais farofenta de todas, mas quem liga?

Nossa amiga fenômeno do paladar aguçado tem sempre um jargão que é o seguinte: “Ai gente! vamos comer uma coisinha?” Ou “Vou beber um trocinho diferente”, leia-se Campari. Pois, a mulher é bruta e não bebe qualquer coisa não. Sempre com fome e sede, temos que acompanhar nossa amiga nesta difícil tarefa. Pergunta se alguém reclama?

Me junto ao grupo e aí já começa a exploração. Tenho que comprar gelo, cerveja, comida e tudo mais. Queria muito ir para uma cachoeira e nada de empolgação da parte delas, pois estavam mortas do dia anterior e queriam era curtir o carnaval na cidade. Para quem não conhece os Fenômenos, eu explico: querer "curtir o carnaval na cidade" significa sentar num bar, ou ir pra alguma festa e “dar o que pode” até o primeiro "dar ponto de ir embora". Muitas vezes nem assim! Mas isso é assunto pra outro post. E ficamos na cidade mesmo. “De bar em bar” como diz uma musica que rola por ai.

No último dia nossa amiga resolve dar um show à parte. Passamos o dia no bar de “Richard Gere” (as psicas invocaram que o dono do lugar era parecido com o ator e pronto! Era Richard pra cá, Richard pra lá. Só o bafão) e é claro, as duas que não iam dirigir acabaram com tudo, enquanto a pobre que ia guiar o carro e eu passamos o dia ouvindo aqueles barracos de bêbados, putos da vida, bebendo suco e coca-cola. Quando íamos pegar a estrada, nossa amiga começa a ficar nervosa porque queria comer uma “coisinha” antes de ir.

Fizemos o pedido e ela, como sempre é a ultima pedir, pois escolhe o melhor e maior também. Sempre analisa os ingredientes do que vai comer. O lanche chegou e foi aquela destruição total. Todos em silêncio satisfeitos até que a Fenômeno em questão, manda trazer uma coxinha para abrir o apetite, já que o sanduíche dela não tinha chegado.

Eis que vem um megahipersuperpowerplus sanduíche. Pensei: “Não vai dar conta de comer de forma alguma!". Mas não falei nada para não tomar uma patada. Engano meu, comeu tudo em pouco tempo. Como eu não tinha conseguido comer tudo, estava meio sem graça de jogar fora e perguntei se ela queria a outra metade e a “draga” disse que sim. A galera quase morre de tanto rir, mas ela comeu tudo e ainda achando bom! Ainda me perguntou se eu tinha certeza que não queria mais.

Ficamos conversando um tempo na lanchonete, fazendo o balanço do carnaval, rindo de uma das Fenômenos que recebeu 15 ligações em um só dia e quando todo mundo achava que era o Grande, era o pai dela...enfim. Resolvemos pagar a conta e pegar a estrada. Quando nos dirigíamos para os carros nossa amiga “boa de garfo” soltou a perola do carnaval:

- Ô moça! Cobra mais uma coxinha e coloca para viagem.

Todos olharam para ela e não acreditavam naquilo.

- Ai, gente! Isso é para a estrada. Vai que sinto fome!

Sempre que estamos juntos é assim. Temos que pedir uma coisinha para nossa amiga. E não fiz nenhuma menção da quantidade de pimenta que ela consome. INACREDITÁVEL.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Série - Os cinco sentidos



Ser um Fenômeno não é uma tarefa muito fácil. Além de me meter em altas enrascadas, tenho que presenciar situações inusitadas, pra não falar, toscas mesmo. Fazendo um breve levantamento de algumas “histórias”, cheguei à conclusão que cada Fenômeno e alguns “anexos”, tem um sentido mais aguçado. O meu, é claro, não podia ser outro senão a audição. Partindo daí, resolvi compartilhar algumas aventuras que ouvi (e presenciei).

As histórias são toscas, mas verdadeiras. Depois me digam se os Fenômenos vieram ao mundo a passeio.

Parte I – Audição e Tato (para explicar minha história foi preciso contar as peripécias de um amigo expert no tato)

Anos atrás resolvi passar o carnaval em uma cidade de interior. Como fui com uma galera, na divisão dos quartos tive que dividir com mais dois loucos. Até aí tudo bem, sabia que seria uma grande aventura, pois no carnaval a galera é só empolgação, e com tantas “brejas”, vodkas e energéticos, dormir seria grande luxo. No primeiro dia de carnaval você suporta de boa as confusões, luta contra o sono e é tudo uma maravilha. Mas já dá para observar as “figuras” que vão dar trabalho para o resto da galera.

Sempre tem o cara de pau da turma que se acha o “tal” e que diz que vai pegar geral. Forte, ele se acha lindo e para ser o cara muito social, começa pagar mil bebidas para as “gatinhas” da cidade e no final das contas só toma toco. Mas como quando está no inferno, a solução é abraçar o capeta, pega a mais mukissa, aquela que fica sobrando segurando uma latinha na mão, e se acha o MAIOR de todos. Para piorar, ainda tenta tirar onda da cara de seus amigos que não pegaram ninguém a noite toda. O pior é agüentar!


Na segunda noite do carnaval lá pelas tantas, fui dormir já morto de bêbado e não agüentando mais a vida mundana. Tive que deixar a porta do quarto sempre encostada, pois não dá para ficar abrindo e fechando a porta toda hora que um dos loucos resolve voltar. Eis que estou nos braços de morpheu, quando um dos loucos resolve trazer um “quarto elemento” para o quarto.
Eu não liguei, pois o que queria mesmo era dormir para tentar suportar o terceiro dia desta bagunça toda. Maso infeliz esquece que tem mais pessoas dentro do quarto, e resolver fazer umas “gracinhas”. Eu todo coberto para não ver aquilo, não acreditei que ele iria levar a fundo aquilo e pensei: “Vou botar logo estes dois para correr já.” Mas como o indivíduo
estava mais bêbado que eu, achei que não daria conta de porra nenhuma e aproveitei o silêncio e me concentrei em dormir.

Lá para tantas, a “nova elemento” do quarto resolve tomar uma ducha e acho que foi mesmo é fazer uma ducha básica, pois deveria esta um pouco vencida do dia inteiro pulando carnaval e não tem esta que fique cheirando a rosas. Vi que era uma garota asseada e até com o corpo formoso (nossa! de onde tirei isto?) e estava pronta para uma noite de sono com o bêbedo que só roncava. Não sei de onde surgiu tanto amor, mas tudo bem.

Bem, a infeliz resolve despertar o “dragão” do sono e o cara, empolgado com a seu novo amor de carnaval, resolve fazer gracinhas com a mocinha “pura e virgem” e começa a sessão beijo e pegação geral. Detalhe, minha cama era ao lado da do sujeito e ouvia o pega daqui e dali. Como diz o ditado... Contando dinheiro na frente de pobre.

Eis que o sujeito resolve comer a guria ali no quarto e pega a camisinha. Pronto! Começa aquele barulho infeliz de abrir o pacote. Fiquei com ódio, mas não podia fazer nada. Não tinnha o que fazer. Peguei o travesseiro e coloquei na cabeça.

Como tava um breu desgraçado, o bebum tinha que fazer tudo no tato mesmo, por que enxergar era impossível. Dava para ouvir os sussurros de está aqui, aí não abre, cuidado pra não rasgar, e eu me segurando para não cair na gargalhada. O cara parecia certeiro na tática do tato.
Abriram a tal camisinha e o cheiro da borracha infestou o quarto. Beleza! Vai rolar logo e vou poder dormir. Teria sido breve se o sujeito não inventasse de comer o (como vou chamar, para não deixar a galera de queixo caído? .........Penso, penso e nada) da moça, e aí começa uma luta de bárbaros pelo o reino da felicidade do mocinha.
- Aí não, lindo.
E ele dizia:
- Só um pouco.
E ela:
- Já disse que não pode.
E ele:
- Mas só a cabecinha.

Puta merda! Eu quase levanto e falo para ambos:
- Ô filho da puta, a mulher não quer dá o “marquês de rabicó” para você, então relaxa e vai do papai mamãe e deixa os outros filhos da puta dormirem em paz.
Mas como não queria deixar a mocinha sem graça, resolvi mudar de lado e assim deixar com que resolvessem da melhor maneira aquela luta. Acho que ele foi no tradicional mesmo, pois não ouvi mais nada e consegui, enfim, adormecer.


O duro foi acordar no outro dia e ter que olhar para a cara do “felizardo” todo relaxado e eu um caco por não ter conseguido dormir direito.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

O casamento, a clínica e o "pancadão de Jesus"


Não sou muito fã de casamentos, mas sempre tem histórias bacanas para contar aos amigos, filhos e netos, pois se tornam inesquecíveis. Helen e eu fomos para o casamento de nada menos que a pessoa mais louca da face da terra. (Leiam o texto "A seca"). Pois sempre fez ou fazia o que queria, ou seja, curte a vida da forma mais livre possível. É complicado imaginar, pois já que ela teve que sair do orkut, porque já tinha uma comunidade intitulada “Quem comeu a pessoa?” (Não posso dizer o nome, pode rolar um processo básico e tenho que manter a imagem e moral dela e do cara também) Não sei se é verdade, mas ela sumiu da rede.

O casamento estava marcado pras 18h00. Pensa num sol absoluto! Chegando lá, vamos descendo do carro e meu celular começa a tocar e aí imagino "Sim, quem será?" Chamada restringida. Reluto em atender, pois pensei comigo. “Será algum atendente de celular querendo dizer que ganho um aparelho novo se sair da operadora que estou? Ou será cobrança? Pois, estes seres "iluminados" só ligam em horas bacanas, como sábado à tarde. Quando atendi, quase morri de rir. Era a noiva! Fiquei surpreso, pois como imaginar que a noiva me ligaria, mas era ela me dizendo só sacanagem. Disse ainda que estava me vendo chegar pelo circuito interno, fiscalizando todo mundo que chegava para a cerimônia.

A noiva estava linda e toda de branco, pois independe da comunidade criada pelos “ex-ficantes”, fez questão da cor tradicional. Nessa altura, a Helen já estava com os olhos marejados de ver uma amiga se casando e feliz. Coisa de mulher, pois não entendo o motivo do choro. Será felicidade de ter uma amiga a menos na guerra ou pura imaginação de quando elas estarão naquela situação? Bem, isto é assunto para uma enquete ou outro post.
Polêmicas à parte, o casamento transcorreu na santa paz, mas como sempre, temos que estar com a galera mais legal da festa então, ficamos com as irmãs da noiva. Se acharem que esta nossa amiga é pancada da cabeça, não imaginam a outras duas. Ambas, gostam de curtir a vida, em todos os sentidos da palavra. Uma tem 3 filhos e a outra 1 filho. Elas acabam de passar por uma situação complicada com a perda de um ente querido, mas nem assim, deixam de render bons bafões.

A irmã que tem três filhos está passando uma “breve temporada” em uma clínica de reabilitação, onde passa o dia entre palestras, cochilos intermináveis, drogas lícitas e muito sexo, como ela mesmo relatou. Nos contou, ainda, que já tem até um código para que tudo transcorra de forma tranqüila e que os seguranças não os peguem em atos “tantos íntimos” como chamam na clínica. Certo dia, a companheira de quarto dela queria “ficar” com um cara, marcou tudo e deixou a louca no corredor, para vigiar e avisar quando a ronda começasse.

Tudo estava indo bem, até que o segurança se aproximou e ela, teve que soltar o código combinado:
- Mamãe chegou!
Nem sinal da amiga e do cara na porta do quarto. Nossa amiga tenta novamente:
- Mamãe chegou!
Nada da outra aparecer. Então, ela berrou:
- Mamãe pegou, mamãe pegou!
Foi só então que ela ouviu a amiga gritar dentro do quarto:
- Deixa mamãe, papai e até a sogra entrar, porque já estou gozando e não vou parar.

Quase morremos de tanto rir. Mas, pensa? Quem não gostaria de ficar o dia inteiro fazendo essas coisas? Afastamo-nos da mesa e fomos até a outra irmã, que pra variar, estava dando um show básico.

Ela chegava em todos, pois já estava cheia do álcool, e gritava que “odiava” as magras, as loiras e os casais felizes, pois como estava sozinha no casamento da irmã mais nova e estava ficando para a “titia”, não suportava a pressão toda, tinha que berrar sua revolta. Não satisfeita, gritava que não acreditava que a irmã dela estava se casando com um evangélico ( teve muita bebida alcoólica, pois ninguém merece ficar bico seco a festa inteira).

Para tornar o evento mais engraçado, o estilo de música era “Pancadão de Jesus”. No principio não vi a diferença, pois os ritmos eram os mais variados possíveis. Forró, axé, funk, rock pesado e outros, mas as letras sempre se reportavam às “coisas do Senhor”. Como eu já tinha bebido todas, não sabia mais o que eram musicas do “pancadão” ou profanas. Nas tantas do casamento, ninguém mais sabia.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

O Pato

Definitivamente não há nome melhor para definir minha família do que Família Buscapé. Não podemos nos reunir que sempre rola um bafão, a casa é destruída, alguém cai, fala merda, passa mal...é uma loucura.

Dia desses recebi a visita de meus primos, Sem Noção (personagem já citado no blog), Miniatura (acreditem, ele consegue ser menor que eu) e sua esposa. Não acreditei quando vieram me chamar para encarar uma cachoeira que fica aqui mesmo em Sobradisney. Pensei um pouco, mas aceitei porque tinha certeza de que algum barraco certamente iria acontecer. Sem Noção era o próprio Tarzan, vestindo uma bermuda, chinelos nas mãos e nada mais. Miniatura por outro lado, parecia um turista americano na praia, vestindo uma sunga, tênis e meia. Já comecei a rir desde que entrei no carro, mas não fiz nenhum comentário para não ser xingada por todos.

Nossa aventura começou quando saí no portão e dei de cara com o veículo, uma Pampa 85, usada na loja de móveis do sogro de Miniatura. Sem Noção pulou na traseira do veículo e eu resolvi ir na frente com o casal. Nem morta iria enfrentar aquele vento! Miniatura foi dirigindo o que não foi um bom negócio, já que é sem dúvida o pior motorista que existe.

Chegamos na fazenda onde ficava a tal cachoeira e a esposa de Miniatura tomou a frente para pedir permissão pra entrar, mas não tinha ninguém em casa. Sem Noção que adora um mal feito, teve a brilhante idéia de esconder o carro e invadir a fazenda. E assim, a gente seguiu uma trilha de sobe e desce, escorrega aqui, se segura ali, sempre com o Tarzan liderando o grupo. Perdi as contas de quantas vezes ele xingou a mim e ao pobre de Miniatura que, mais lesados, íamos ficando para trás na longa caminhada.

Enfim, encontramos a cachoeira e foi aquela festa. Escorrega daqui, mergulha de lá, pula de não sei onde, até que começou a chover. Miniatura entrou em pânico com medo de não conseguirmos subir a “ladeira” de volta e resolvemos levantar o acampamento. Já estávamos saindo da fazenda, quando Sem Noção viu uma goiabeira carregada na fazenda vizinha. Sem pensar duas vezes, e sem ler a mega placa de cachorro bravo, o bonitão pulou a cerca e atacou a árvore.

Eu, Miniatura e a esposa estávamos terminando de nos arrumar para entrar no carro quando Sem Noção aparece correndo, desesperado, todo sujo e gritando:
-Entra logo nessa p...! Acelera, Miniatura!
Quando olhamos para trás, um megasuperhiperplus Rotweiller corria, babando atrás do idiota ladrão de goiabas. Não sei o porquê, mas Miniatura acelerou o carro como se o cão estivesse prestes a entrar, e Sem Noção só teve tempo de pular na carroceria. Eu desabei a rir da cara pálida dele e nem prestei atenção que o motorista parecia meio descontrolado, descendo a estrada de chão em alta velocidade.

A estrada era uma buraqueira só e Miniatura pegou um atalho. Certo de que já estávamos chegando, resolveu brincar com Sem Noção e pediu para que ele se segurasse por que ia acelerar. Nesse momento, um PATO surge do nada, no meio da estrada, e como num “rasante”, entra no carro pela janela de Miniatura.

Meu primo não conseguia enxergar nada e virava o volante de um lado para o outro com uma mão e tentava tirar o pato com a outra. Eu e a esposa só conseguíamos gritar feito loucas e dar socos no ar tentando afastar o bicho o mais rápido possível da gente. O coitado de Sem Noção era jogado de um lado para o outro na traseira do carro e berrava para Miniatura parar o carro. Quanto mais a gente gritava, mais Miniatura acelerava desesperado com a confusão toda. O veículo ia de um lado para o outro, rodava e nós não conseguiamos ver nada com aquele animal "gritando" em cima da gente.

Só paramos porque o veículo bateu num barranco e a esposa finalmente conseguiu jogar o pato longe. Eu tive uma crise de risos e só deixei Miniatura mais nervoso. O pobre começou a brigar com a esposa, comigo e foi só aí que percebemos que estava faltando uma pessoa.
Sem Noção tinha sido arremessado para fora do carro e estava caído, imundo, rindo ao lado do pato assassino.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Faxina da Alma

Recebi ontem por email. O mais incrível é que entra ano, sai ano, sempre recebo esse texto no mês de dezembro. No assunto vem dizendo Carlos Drummond de Andrade, o que já é um motivo para eu não deletar o email logo de cara e continuar lendo até o final, mesmo que pela centésima vez.


Não importa onde você parou,
Em que momento da vida você cansou,
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante,
Acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é...agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso?
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador ou qualquer outra coisa...

Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho? Besteiras...
Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”.
Tem tanta gente esperando um sorriso para chegar perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.

Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto...sonhe alto. Queira o melhor do melhor.
Queira coisas boas para a vida.
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos.

Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhor, e principalmente, lutarmos pelo melhor,
O melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo o que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes...
Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens...
Toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora... mas principalmente,
Esvazie seu coração.

Fique pronto para a vida
Para um novo amor.
Lembre-se que somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes
Afinal de contas...nós somos o amor.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Barraco no consultório dentário

Alguém já conseguiu dizer não para um pedido de mãe? Eu nunca! Estava me preparando para mais uma tarde (infinita) de estudos quando minha mãe aparece na porta do quarto e me pede para acompanhá-la ao dentista. Relutei um pouco, mas diante daquela sucessão de chantagens do tipo... se fosse uma das meninas você iria, não tive outra escolha e aceitei.

Minha mãe tem sérios problemas com horários. Uma vez me acordou 06h30 porque tinha dentista 08h30. Quase tive um troço! Meu pai ficava me irritando o tempo todo, entrando e saindo do quarto: “Acorda minha filha, são 5h40 e temos que pegar a balsa pra chegar ao dentista”.

A consulta de mamãe estava marcada para 16h30, mas ela fez questão de chegar uma hora antes. Já estava irritada pensando que ia ter que ficar esperando um tempão lendo, ou melhor, vendo aquelas revistas de fofocas (antigas). Mas minha mãe foi atendida logo que chegou e eu fiquei esperando.

Estava no meio de uma matéria daquelas de revistas femininas tipo, M.R. 36 anos foi traída por R.S. 38 anos, quando a secretária entra na sala seguida por uma atendente. Não dei muita idéia e segui lendo o desenrolar da história, quando de repente a moça solta um berro:
- Não me interessa o que ela pensa! Não vou desmarcar os pacientes. Ela me ameaçou, você viu?
A atendente tentando acalmar as coisas, mostrava um monte de formulários para a secretária e pedia:
- Pelo amor de Deus fala baixo, criatura! A doutora pode ouvir.
-Eu quero é que ela ouça mesmo! Quero ver o que ela vai fazer.

Diante daquela confusão toda, desisti da revista e só passava as folhas, prestando atenção em cada palavra. Acho que consegui disfarçar por um tempo porque nenhuma delas percebeu minha presença. E o barraco continuava:
-Ela quer que eu desmarque todo mundo pela terceira vez? E só avisa de última hora?
-Mas você precisa se acalmar, o doutor já está terminando com a paciente. Se ele ouvir, você já era.
-Eu quero é que escute mesmo. Vou contar tudo para ele.

No fundão da sala eu escutava tudo e, mesmo perplexa, fingia que lia a revista. O mais incrível é que realmente estava invisível naquela tarde e era inacreditável como aquelas duas estavam exaltadas. Comecei a ficar com medo do que poderia acontecer, já que uma delas parecia não dar a mínima para o emprego. Parecia mais um ser "bipolar", louca, no meio de um consultório (só que dentário, não psiquiátrico).
Me preparei para esperar minha mãe do lado de fora, quando um rapaz, ouvindo a confusão, saiu de dentro de uma sala e olhando pra mim, tentou dar um fim na discussão:
-Gente! O que está acontecendo? Vocês estão discutindo na frente de uma paciente?
- Aquela ali? Não! Ela é vinagrete!

Eu não agüentei e comecei a rir. Pedi à moça que avisasse minha mãe que estaria esperando fora do consultório, e saí. Só me faltava essa. Ser reduzida a vinagrete. Aquela que só acompanha.